Dear Cupid, next time hit both.









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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

É que cansa, às vezes cansa


Sou só eu que tenho a sensação de estar constantemente a seguir em frente? De estar constantemente a recuperar de alguma coisa que não correu como esperava? Que nunca tenho aquele sentimento de paz, que nunca sinto que agora sim, agora posso baixar os braços e relaxar, porque encontrei o sítio onde pertenço? Sou só eu que não estou onde pertenço...?

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

And the games you'd play, you would always win, always win.


"Ela procurava o príncipe e ele procurava a próxima. Ela olhava para ele e ele olhava para todas. Ela queria-o a ele e ele queria uma. Ela fazia planos e ele destruía. Ela descobriu que ele era único e ele achou que ela era só mais uma. Ela sonhava acordada e ele dormia sem sonhar com ela. Ela desistiu e ele arrependeu-se. E então, ela descobriu que era ele que era só mais um e ele... ele descobriu que ela era única." (desconheço o autor)

Faltava ele descobrir que eu sou única.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

When he doesn't love you back


Quando gostamos de alguém que não gosta de nós, o Mundo à nossa volta perde as cores. De repente, o cor-de-rosa esfuma-se e fica em tons de cinzento. Começamos a tentar perceber o que fazemos de errado, o que temos de tão errado para que aquela pessoa não goste de nós. Esquecemos até que muitas outras pessoas já gostaram, ou até gostam de nós - o que importa é que aquela, aquela em particular, a única que queríamos, não nos quer. Deixa-nos em desespero. Apetece-nos gritar "Eu posso ser tudo o que tu quiseres!" e prendê-la para que não vá para os braços de mais ninguém. Temos a certeza de que poderíamos ser melhores do que ninguém para essa pessoa - se ela ao menos nos deixasse tentar. Quando gostamos de alguém que não gosta de nós, o nosso cérebro luta constantemente com o nosso coração. Diz-lhe que aquela pessoa também é cheia de defeitos e, por cima disso tudo, não gosta de nós, o que deveria ser suficiente para não gostarmos dela também; o coração responde, numa voz muito mais alta, que não escolhe de quem gosta, que não pode deixar de gostar só porque sim, e que só queria a pessoa por perto - importam lá os defeitos agora. Quando gostamos de alguém que não gosta de nós, agarramo-nos a coisas pequeninas e insignificantes, como um sorriso na chegada, um olhar na despedida, ou as palavras que a pessoa usou numa sms. Qualquer coisa serve para manter viva a esperança de que, afinal, podemos estar enganados, de que, afinal, a pessoa até pode gostar de nós. Só que raramente estamos enganados, os nossos instintos costumam acertar quando nos dizem que não estamos a ser correspondidos, que aquele olhar podia ser alguma coisa mas depois o silêncio do outro lado diz muito mais. Quando gostamos de alguém que não gosta de nós, coisas tão simples como o tempo que a pessoa demora a responder-nos deixam-nos com os nervos em franja e passam a tomar as rédeas do nosso dia-a-dia. Pulamos de felicidade quando vemos o nome em questão no visor do telemóvel, o sangue corre-nos doutra maneira nas veias quando sabemos que vamos ver essa pessoa, limitamo-nos a passar pelos dias quando ela está longe. Quando gostamos de alguém que não gosta de nós, somos ridículos a este ponto. E só queríamos não ser ridículos sozinhos.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Quando se gosta de alguém


"Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente.
Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de impossibilitar o nosso encontro. Quando se gosta de alguém, ouvimos sempre o telefone, a campainha da porta, lemos sempre a mensagem que nos deixaram no vidro embacia­do do carro desse Inverno rigoroso. Quando se gosta de alguém, vamos para o local do aci­dente com a carta amigável, vamos ter com ela ao corredor do hospital ver como estão os pais, chamamos os bombeiros para abrirem a porta, mas nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante do que nós." (Fernando Alvim)

É por isto que eu sei. Que eu gosto de ti. E que tu... que tu não gostas de mim...

:(

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Odeio não te ter.

Furtado daqui.

"Gostava de conseguir abraçar-te,mesmo que não precisasses de estar comigo.
Gostava só de sentir o meu corpo gelado ir ficando cada vez mais quente e sentir o teu perfume.Odeio não te ter.E odeio ainda mais não te ter por pura incompetência.
Hoje gostava de ter os cinco sentidos num só.Consigo amar tudo o que foi e o que será ainda mais,mas o presente sem ti nem sequer é presente.
É alguma coisa algures entre uma mentira e uma verdade,num impasse constante também,entre a felicidade e a depressão profunda.As pessoas sonham com carros,carreiras,relações de sonho e eu sonho apenas com uma coisa.
Um abraço.
Que coisa deprimente...Viver num mundo com milhões de habitantes e não haver nada que nos compense a falta de um abraço.
É mesmo triste a puta da vidinha.
Dorme bem.
Adoro-te."


E afinal era mesmo isto que eu queria dizer. Só isto.
Odeio não te ter...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

É por isto.

Porque ele me faz sorrir todos os dias sem excepção, mas tu ainda me fazes desaparecer o sorriso do rosto. Porque eu não penso (muito) em ti quando estou com ele e ele me diz coisas que eu nunca tinha ouvido de ninguém, mas depois penso nas coisas que tu me dizias e que eu também nunca tinha ouvido de ninguém. Porque é como se ele estivesse a ocupar o teu lugar e eu não consigo abrir mão de ti, porque o adeus não se diz de um dia para o outro, demora, demora muito. Porque, no fundo, se tu voltasses, eu seria estúpida o suficiente para seguir o meu coração e cair-te nos braços, prontinha a tapar as feridas com pensos rápidos que, mais cedo ou mais tarde, iriam cair - e nem me importava, porque serias tu, seríamos nós. Porque não é culpa dele, nem sequer minha, és tu - tu, que estás ainda debaixo da minha pele ao ponto de eu não conseguir senão sentir-te, que me fazes ter o coração do tamanho de uma formiga, que me aceleras a pulsação quando apareces no visor do meu telemóvel, tu, cuja voz nunca deixa os meus ouvidos, cujo sorriso nunca me abandona o peito.
Porque o meu coração está desfeito, porque estes últimos meses deram cabo de mim, porque não consigo estar com uma pessoa que gosta de mim sabendo que, no fundo do meu coração, eu ainda te amo, e que ainda acho que nunca nada vai ser como tu. Não é justo.
É por isto.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Never fade from my mind.

Eu tentei deixar o dia passar em branco. Tentei, porque as recordações se afiguravam dolorosas demais para que eu conseguisse passar pelo dia com elas. Ignorei o hall de entrada, a imagem dos nossos corpos ali, de pé, colados um ao outro naquele abraço, com as centenas de lágrimas a escorrerem-nos pela cara abaixo, com o adeus que nenhum dos dois queria suspenso nos lábios. Ignorei o sofá, onde começou o fim, mentalizei-me de que era apenas um sofá como tantos outros e que ia continuar ali, no mesmo sítio, todos os dias. Ignorei isso tudo e estava a passar pelo dia. Mesmo quando estive contigo. Mesmo quando te olhei e tive a certeza de que o problema não é as pessoas que encontro terem os defeitos que têm - porque tu também os tens. O problema é, simplesmente, essas pessoas não serem tu. Se me perguntasses agora o que quero, eu dizia-te. Dizia-te que nos queria de volta ao que éramos há muito, muito tempo atrás. Dizia-te que queria saber ler-te a alma para saber o que vai nela, ou, já que isso é impossível, queria que mo dissesses. Queria que, há bocado, no momento em que te acenei e disse "adeus", tu tivesses tido um acesso de loucura (de sanidade?) e tivesses corido atrás do meu carro, que tivesses batido no capô até eu parar, que me tivesses aberto a porta e obrigado a sair, e que me dobrasses para trás enquanto me seguravas nos teus braços e me beijavas, como se vê nos filmes. E que dissesses que passaram 365 dias e tu não aguentas nem mais um sem mim. Era isso que eu queria. Também queria que soubesses que, se fizesses isso, eu não ia resistir. Que por ti, e só por ti, estava disposta a abdicar de uma série de coisas, se tu me dissesses que podias tentar mudar, que só me querias de volta, que também nos querias como éramos, outra vez. Mas mais do que isso, queria que não tivesse já passado um ano, que não estivéssemos já tão distantes do que fomos. Ou então queria que tivessem já passado cinco anos, para estarmos mesmo longe, para já não doer, para eu já não te amar, para este dia já ser igual aos outros, para eu já nem reparar nele no calendário. Sim, eu queria já não te amar tanto. Queria que não tivesses levado tanto de mim, que a minha alma não estivesse partida e que os nossos corações não estivessem ainda um no outro. Mas em vez disso, tu disseste aquilo que me fez chorar. Hoje, que faz um ano, e não cinco, nem dez, nem o que for preciso para eu te esquecer. E tu não mudas, pois não? E eu ainda te amo, e a minha alma está partida e mais ninguém é como tu. E o tempo não volta para trás, e o meu coração ainda é (sempre só) teu. E nós nunca vamos ser como dantes...

#7 LETTER TO YOUR EX-BOYFRIEND/GIRLFRIEND/LOVE/CRUSH

terça-feira, 31 de agosto de 2010

I wish that we could give it a go... see if we could be something.

Não sei o que nos aconteceu, amor. Para onde foram as canções? Para onde foram os nossos minutos, o que aconteceu aos silêncios que gritavam mais amor do que quaisquer palavras? Lembras-te de nós assim? De quando os teus nós dos dedos me roçavam o rosto e eu sorria? E depois eu via tudo nos teus olhos... Para onde foi isso tudo? Para onde fomos nós, amor? Por que razão tivemos de mudar tanto? Apetece-me voltar atrás e dizer-te sim, voltar àquela noite em que só me querias de volta e ceder, ainda a tempo de evitar que tu fosses isto que és agora. Queria-nos de volta, tanto, tanto. Que voltássemos a dar as mãos e a deixar a magia acontecer, que voltássemos a ser almas gémeas, que ainda só fizéssemos sentido juntos e nunca de outra maneira. Quem me dera que voltasses apenas a aquecer-me o coração, só isso, sem tudo o resto. Era a tua simplicidade e a luz do teu rosto que me prendiam ao teu lado, que me tiravam os pés do chão, que me arrancavam sorrisos a cada momento. E agora?

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

It was so long ago... but I still got the blues for you.



Ouço esta música vezes sem conta - cliquei no repeat. É o dia de hoje... 27 de Agosto. Há cinco anos atrás, estávamos na praia, com outro casal nosso amigo. Apenas a umas horas de nos tornarmos uma parte intrínseca um do outro, apenas a umas horas de começarmos a nossa história. Tinhas feito de propósito, contaste-me mais tarde, e eu ri-me. Tinhas feito de propósito para ir um casal e nós os dois, como se fôssemos já um casal também. Eu ri-me, e hoje sinto a falta de ter alguém que faça de propósito para ser um casal comigo, sem que eu sequer me aperceba, de alguém que me cative assim, aos poucos. Já tinhas feito o mesmo no cinema, depois ali. Resultou... Dali a umas horas, tu irias perguntar-me em que estava eu a pensar, eu iria responder e perguntar-te o mesmo, e tu irias mostrar-me em vez de mo dizeres. E eu iria sentir os teus lábios pela primeira vez, os lábios a que nenhuns outros se igualaram até hoje, até este preciso momento, em que te escrevo pela milionésima vez. Eu só queria tudo como antes. Queria aquelas certezas todas que tinha quando me olhavas, queria que não me deixasses duvidar. Queria voltar atrás e impedir-nos de dizer todas aquelas palavras com que nos magoámos, atirar-nos à cara o que fomos e aquilo em que estávamos prestes a tornar-nos, queria que tu não mudasses e que eu não tivesse mudado também. Queria continuar a ser aquela idiota chapada completamente apaixonada por ti, que sentia borboletas na barriga quando te via, mesmo que te visse todos os dias. Queria que me tirasses os pés do chão com um gesto qualquer e me fizesses apaixonar-me por ti outra vez, que me fizesses ver que as coisas más não superam, de forma nenhuma, as coisas boas que tivemos. E eu podia sair daqui, sim, podia parar de ler o que te escrevi, de ver as nossas fotografias, de ler as mensagens que ainda não tive coragem de apagar e podia, acima de tudo, tirar esta música do repeat. Mas hoje era o nosso dia... foram tantos anos a dar-te os parabéns neste dia, a celebrá-lo contigo, e eu sei que tu também te lembras. Por isso, hoje fico triste. Amanhã logo volto a fingir. Que está tudo bem, que sei o que quero, que só faço o que é melhor para mim, que não te sinto a falta, que te quero feliz mesmo longe e com outra pessoa. Minto, sabias? Eu não sei o que quero e muito menos o que é melhor para mim, eu sinto-te a falta todos os dias e eu quero-te comigo. Mesmo que ficasses miserável, e eu também, eu quero lá saber - eu queria-te só para mim. Não te quero em mais ninguém, de mais ninguém, não quero mais ninguém nos teus braços, porque tu prometeste que eles seriam só meus. E eu bem sei que quebrei a promessa de ficar contigo para sempre, mas eu continuo aqui, e só queria que soubesses. Não quero dizer-te, quero que tu saibas. Que o leias nos meus olhos quando eles se fixam nos teus, que o percebas na maneira como te pouso a mão no ombro, que o percebas nos asteriscos das sms que te envio, eu sei lá. Quero uma data de coisas impossíveis e irrealistas, e hoje nem me importo com isso, dou-me o direito de querer isso tudo, porque hoje era o nosso dia. Amanhã logo finjo, logo tenho a minha sanidade mental de volta. Por hoje fico aqui, a ver fotografias, a ler mensagens e com esta música no repeat. A desejar coisas estúpidas, como voltar atrás no tempo ou que tu me apareças com um ramo de rosas e me digas "Parabéns, princesa". Era o suficiente...

domingo, 27 de junho de 2010

Lágrimas e café.


"How can I feel I'm standing strong,
Yet feel the air beneath my feet?
How can happiness feel so wrong,
How can misery feel so sweet?
How can you let me watch you sleep
Then break my dreams the way you do?
How come I have got in so deep,
Why did I fall in love with you?
This is the closest thing to crazy I have ever been...
(...)"


Começo o meu dia com lágrimas e café. Sento-me à mesma mesa do pequeno-almoço, encolhida, com a cabeça enfiada entre os ombros, as mãos a rodearem a caneca do café, numa tentativa de aquecer o coração. Não resulta. O vazio que lhe deixaste continua lá, cada vez mais fechado em teu redor, cada vez menos aberto a quem pudesse vir salvá-lo, frio, frio, frio. Cada golo do café que sorvo só me traz mais as nossas manhãs de abraços e sorrisos e o nó que tenho na garganta estreita-se. A minha garganta estreita-se e eu tenho de obrigar o ar a entrar e a sair, o que acontece agora em pequenos e silenciosos soluços. Levo a mão ao rosto e confirmo que estou a chorar outra vez. Várias gotas grossas rolam-me pelas bochechas e acabam, invariavelmente, nas torradas que tenho à frente. É sempre assim, desde que não estás. Lágrimas, café e torradas ensopadas. Quem me dera não saber chorar por ti.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

E eu esqueço-te de vez... ou apenas outra vez.

Tu nunca imaginas o que me vai na alma. Tu achas que sim, mas nem fazes ideia. De como te amo ainda, de quanto te fujo, do quanto tenho de fugir-te. De quando os teus olhos encontram os meus e eles se desviam, cuidadosos, porque nunca se sabe o que pode acontecer se fixar os meus olhos nos teus tempo demais. Da última vez que fiz(emos) isso, apaixonei-me perdida e irremediavelmente por ti. Não, tu não fazes ideia. Das vezes em que me perco, noite adentro, a fitar o tecto do meu quarto onde só te vejo a ti, a cantarolar para afastar a única coisa que realmente ouço - a tua voz, os teus sussurros, as palavras que já atiraste certeiras no meio do meu coração e que o desfizeram um bocadinho de cada vez. Não fazes ideia, mas eu vou ficando louca, cada vez mais louca, à medida que constato que não consigo viver contigo, mas que também não sei como viver sem ti. A questão é que as vozes na minha cabeça te gritam o tempo todo. Que fiques, que vás, que voltes, que não deixes nunca de me deixar sentir-te. Que vás ser feliz para longe, que não me largues a mão. Que outro alguém te faça feliz, que ninguém te seja como eu. Que me deixes em paz, que nunca me esqueças de vez. Esquece-me outra vez, apenas outra vez. De vez é muito tempo, para sempre é uma eternidade dolorosa. Para sempre éramos nós, e vê o que nos aconteceu... Maldito sejas tu e os teus olhos que caçaram os meus. Tu esqueces-me mais um pouco, esqueces-me um pouco de cada vez. E eu esqueço-te de vez... ou apenas outra vez.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Nós podíamos ter sido tanto...

Às vezes, ainda me pergunto se as nossas diferenças não seriam ultrapassáveis. Se, com o devido esforço e dedicação, não conseguiríamos chegar onde sempre quisemos. Eu costumava ter a certeza que não mas, com o passar do tempo e com o não passar da saudade, já só acho mesmo que não. De vez em quando, fazes qualquer coisa simples que me faz querer atirar os meus braços em volta do teu pescoço e ficar ali, com a boca contra a tua pele quente, assim, quieta, como antes. Mas, depois, há uma qualquer lembrança que me assalta, como esta. Já não estávamos juntos há algum tempo. Andávamos numa loja a ver qualquer coisa que agora não interessa para o caso. A certa altura, uma menina com cerca de dois ou três anos, que só vi pelo canto do olho, caiu do triciclo abaixo. Pareceu-me uma queda valente, mas ela nem chorou. Sobressaltado, estremeceste com a queda dela e ficaste a olhá-la por dois segundos, a hesitar. Como ninguém foi lá nesse espaço de tempo, murmuraste qualquer coisa que exprimiu a tua incapacidade de ficar só a olhar e correste até ela, com a preocupação estampada no rosto sério e visivelmente transtornado, levantaste a menina e o triciclo e entregaste-a aos pais. Nesse momento, eu pensei qualquer coisa como "Será possível não te amar...?". Ser atencioso sempre fez parte de ti. E este tipo de recordação faz-me achar que nós realmente não pertencemos um ao outro. Tu sempre tiveste um jeito nato para crianças, birras incluídas, enquanto eu não tenho pinga de instinto maternal e nem tenho intenções de ter filhos. Por outro lado, eu gostava de adoptar uma criança, e tu recusas-te a criar um filho que não seja teu. É... acho mesmo que há diferenças inultrapassáveis, quando se planeia uma vida a dois. Tenho pena, sabes? Nós podíamos ter sido tanto...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

But you own the place where all my thoughts go hiding...

Hoje, abro-te o meu coração. Em silêncio, para que não o ouças. Eu amei-te como se fosse para sempre. Amei-te como se fosse para sempre, e o "como se fosse" desapareceu. Perdoa-me a leveza da escrita, mas bem sabes que nunca fui capaz de pôr o que sentia por ti em palavras. Como se põe em palavras, em algo tão efémero como palavras, um amor eterno? Um amor daqueles que se nos cravou no coração e que nunca se apaga? Não se põe, é simples. Mesmo hoje, já tão longe dos teus braços, eu não consigo pôr-te - pôr-nos - em palavras, não consigo deixar-nos bem explicados em texto algum. Mas o amor não se explica, é mesmo assim. Às vezes acho que podia entregar-me. Que podia parar de remar contra a maré que me puxa constantemente de volta para ti, e entregar-me. É tentadora, a ideia de voltar a estar no conforto dos teus braços, apertados à minha volta como se um escudo do resto do Mundo se tratassem. Mas depois penso que isso seria desistir cedo demais. Eu ainda quero fazer tanto. Mesmo que considere a possibilidade de um dia voltarmos a ser nós (alguma vez deixámos de ser nós?), eu ainda tenho muito por fazer, e não estou disposta a abdicar disso já. E eu sei que posso perder-te, e eu sei que posso ter de viver o resto da minha vida com isso. Mas eu não acho que a felicidade esteja dependente de uma só pessoa. E recuso-me a acreditar que não haja alguém mais parecido comigo, alguém que me complete como tu um dia fizeste. Alguém que partilhe os meus ideais ou que, pelo menos, os respeite o suficiente. O pior? Acho que começo a deixar de ter forças para te fugir. Para te dizer que não, quando o meu coração meio partido me (te) grita que sim. Que sente a tua falta e que tu o embalavas como ninguém. Mas ainda não me sinto preparada para baixar os braços, para dizer "rendo-me, sou tua outra vez". Continuo a estar meio oca, a ter aquele cantinho do coração/da alma por ocupar, mas esse vai ser sempre teu. Por isso, por tudo isto, perdoa-me se um dia destes eu voltar a chamar-te amor. É o meu coração a falar mais alto do que a minha voz, a falar-te em nome da saudade, a querer ser embalado por ti. Perdoa-me se eu te chamar amor... será só por uma noite.

terça-feira, 18 de maio de 2010

And yet again...

Passo os dias a pensar em como gostava de não pensar em ti. De não te querer, de não ter nada disto no coração. Mas no fundo eu gostava que pudéssemos fazer planos para hoje e para amanhã, para depois de amanhã e para o ano que vem. Gostava que nos encontrássemos naquele sítio com vista para o rio e que fôssemos ao café do costume. Que dividíssemos um gelado de cookies e de te espetar um bocado do gelado no nariz, depois de fingir que ia dar-to à boca. Depois tu vingavas-te e ríamos, a limpar o nariz um do outro com um guardanapo. Gostava que escolhêssemos outro sítio para passar férias este ano, ou que voltássemos àquele a que nunca chegámos a voltar. Gostava que não houvesse sombras de mais ninguém, de te atirar à cara a eternidade que em tempos prometemos um ao outro e de te sussurrar "eu amo-te" antes de adormecer. Gostava que déssemos as mãos e caminhássemos à beira-mar naquela praia, com o sol quase a pôr-se, de máquina fotográfica em punho, a repetir ensaios dos nossos sorrisos eternizados numa imagem. Gostava de poder enroscar-me nos teus braços, aninhar-me no teu peito, sentir os teus lábios na minha bochecha direita e desejar-te boa noite. E de dizer-te como antes "eu vou ser para sempre só tua". Mas já não sou.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Odeio-te todos os dias. Menos ontem. E amanhã. E depois...

Tu roubaste-me o coração. Roubaste-mo, e eu odeio-te por isso, todos os dias. Ou pelo menos nos momentos em que não te amo loucamente, perdidamente. Como eu te odeio... Como odeio cada momento que passámos juntos, cada vez que me apertaste a mão entrelaçando-me os dedos nos teus, cada vez que brincaste com uma madeixa do meu cabelo claro. Como te odeio. Vieste e nunca mais houve mais ninguém. Não há, não pode haver mais ninguém, porque tu ocupas os meus pensamentos dia e noite, noite e dia, ainda que eu não queira, ainda que eu não te queira. Odeio-te. A ti e ao teu sorriso fácil, aos teus lábios grossos e sempre tão macios e apetecíveis, à maneira como os teus olhos encontram os meus e os prendem, ao teu abraço quente, sempre, sempre tão quente. Odeio cada pedaço da tua voz e das noites em que encostavas o peito às minhas costas, enroscavas as pernas nas minhas, queixavas-te dos meus pés frios e adormecias, para me acordares horas depois com um beijo na bochecha, preguiçoso e arrastado. Odeio todas as gargalhadas que me arrancaste e todas as que te escutei, todas as vezes em que rimos de coisas que eram só nossas, os dois agarrados à barriga já a rir ao ponto de não conseguir emitir um som que fosse. Odeio ter tantas recordações e que elas sejam tão boas que se torna realmente difícil odiar-te.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Se eu repetir muitas vezes, pode tornar-se realidade.

Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti.Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Foda-se... já chega.

Eu gostava tanto de tirar-te de mim. E já tentei tantas vezes... Foram já tantas as vezes em que disse para mim mesma "Foda-se, já chega!", frase acompanhada de um gesto dramático, como enfiar a moldura que me deste na gaveta mais inútil do meu quarto, ou apagar aquela última mensagem que guardava há meses. Mas depois tu fazes qualquer coisa, um qualquer gesto simples, como olhar para os meus olhos daquela maneira, passar com os nós dos dedos no meu rosto, despedires-te de mim com um beijo na cara que me roça os lábios ou chamares-me aquele nosso nome. Coisas tão simples e que tu fazes sem pensar, e sem sonhares o efeito que têm em mim. Porque eu não te digo, é claro que não te digo. Há outra pessoa de volta, sabias? Bom, quase de volta. E, pela primeira vez desde que partiste, talvez eu até quisesse fazer isto resultar. Mesmo sabendo que ele não é como tu, mesmo sabendo que nunca será. E por isso, mais uma vez, dou comigo a pensar para mim mesma "Foda-se, já chega!" e a esconder o peluche que me deste há anos, aquele com um coração, sabes? E a rezar para que resulte. Para que seja mesmo esta a vez em que te tiro do peito, para que seja hoje o dia em que me sais do coração e dás lugar a outra pessoa. Tu estás no coração de outra pessoa. Outra pessoa está, pelo menos, nos teus dias. Não é justo que eu não consiga ter uma também. Pelo menos alguém que me preencha os dias para eu pensar menos em ti. Se for só isso até aparecer a pessoa certa, tudo bem. Mas deixa-me em paz. Porra... fica com os teus gestos simples e (in)significantes e deixa-me em paz.

domingo, 2 de maio de 2010

Gostava de ainda te saber de cor.

Gostava de ainda te saber de cor. De poder fechar os olhos e rever cada traço teu, cada gesto, cada olhar. Eu revejo-os, sim, mas agora já não é o mesmo. Não têm o mesmo encanto. Mesmo sem quereres, partiste-me o coração tantas vezes que os teus gestos perderam o encanto. Continuas a marcar-me, a ter o teu efeito sobre mim, mas não penso em ti com a leveza de antes. É impossível... Eu sei que também te parti o coração, eu sei. E desde aí tem sido como andar num carrossel imparável. Há dias em que o carrossel anda muito rápido e eu só quero fugir de ti, de nós, dos nossos dias, dos momentos, das palavras, dos toques, do teu olhar meigo e dos teus lábios suaves que me prendem sempre, sempre. E depois há dias em que o carrossel anda tão devagar que o Mundo em volta pára e somos só tu e eu outra vez. Ou eu gostava que fôssemos só tu e eu outra vez. Mas não somos, pois não? Nunca mais fomos só tu e eu, desde que te parti o coração e que tu desfizeste o meu, uma e outra vez. Parei agora para ler e a sensação que tenho é a de que escrevi isto tudo sem respirar. Porque tu deixas-me assim, sem saber bem como respirar, a respirar sem saber bem como viver, a viver sem saber bem como seguir sem ti. Nesses momentos, gostava de ainda te saber de cor como antes, com encanto, que nunca tivéssemos deixado que o nosso amor se tornasse tão complicado, que ainda fôssemos só tu e eu. Que o carrossel andasse e o Mundo parasse só para nós.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Something always brings me back to you...

"Something always brings me back to you.

It never takes too long.

No matter what I say or do

I'll still feel you here 'til the moment I'm gone.

You hold me without touch.

You keep me without chains.

I never wanted anything so much

than to drown in your love

and not feel your rain.

Set me free, leave me be.

I don't want to fall another moment into your gravity.

Here I am and I stand so tall, just the way I'm supposed to be.

But you're on to me and all over me. (...)"

Eu sinto tanto a tua falta. E tu não voltas... Dói-me o coração.

terça-feira, 27 de abril de 2010

É só desde ontem que não choro por ti

É só desde ontem que não choro por ti. Eu sei, eu sei que disse que não voltava a acontecer... mas já desisti. De fugir das músicas, das fotografias, dos sítios que já não fazem grande sentido sem as nossas mãos dadas a passear por lá. Sim, desisti. Porque não percebo nada. Não percebo do que quero, e muito menos do que não quero. Do quanto te gosto... e do quanto te detesto. E tu não percebes nada. Nunca percebes nada, pois não? Eu já devia saber, os homens são sempre assim. Com a vossa mania de que tudo é simples... Não, não sei o que quero. Nem sei como posso saber. É só desde ontem que não choro por ti. E mesmo agora, a ouvir esta música, só queria ter-te aqui. Sabes o que faço todas as noites sem excepção, antes de me deitar? Vou à janela, olho para as estrelas, e depois fecho os olhos e desejo com muita força que estejas ali e me abraces. É claro que quando abro os olhos tu não estás lá... tu nunca estás lá. Já nem me lembro de como é o teu abraço, já nem consigo senti-lo. Por isso, abraço-me a mim própria, enquanto olho mais uma vez as estrelas e procuro por aquela que podia trazer-te para junto de mim. Lembras-te de quando me deste a Lua? Eu ainda não me esqueci.