Dear Cupid, next time hit both.









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sexta-feira, 24 de junho de 2011

A vida não se aprende nos livros - 8


Eu já aprendi que não vai resultar quando ele me beija pela primeira vez e tudo o que me apetece dizer-lhe é: "Amigo, isso não é um beijo, isso é uma endoscopia."

quinta-feira, 18 de março de 2010

Do primeiro beijo

Rapaz olha para rapariga. Rapariga devolve o olhar. Rapaz sorri. Rapariga pisca-lhe o olho. Rapaz mete conversa. Rapariga dá-lhe conversa. Rapaz arrisca um toque na cintura. Rapariga responde com um toque no braço. Rapaz arrisca um beijo. Rapariga dá uma desculpa esfarrapada para sair dali - o rapaz beijava mesmo mal. É uma situação hipotética, mas podia ser verdade. O primeiro beijo entre duas pessoas é de uma importância extrema. Pode ser através dele que descobrimos uma química estrondosa. Ou pode ser ele que arruina a química que havia até ali. Um simples beijo pode deitar todo um jogo de sedução por água abaixo. Quando nos confrontamos com uma língua que parece uma batedeira eléctrica na velocidade máxima, não há vontade de ir para a cama que resista. Em simultâneo, quando nos deparamos com uma língua que parece uma coisa gosmenta e inerte ali encostada à nossa boca, o sex appeal daquele gajo a que andávamos a fazer olhinhos há semanas desaparece num instantinho. Depois de um primeiro beijo mau, por muito que aquela pessoa nos atraísse, vai tudo por água abaixo. Mas, afinal, como se beija bem? Há pessoas que se divertem com as línguas fora da boca, ora enrola para aqui ora enrola para ali, e quem está a ver tem de se confrontar com aquela dança de línguas que a mim, pessoalmente, me parece um bocado nojenta. Em casa ainda é como o outro, mas em público? Que necessidade é essa de arejar as línguas durante o beijo? Não conseguem respirar pelo nariz ao mesmo tempo, é? Pff... amadores... Depois há aqueles que nos beijam tudo, queixo, bochechas e nariz incluídos. Amigos, um beijo na boca quer-se na boca, eu dispenso a lavagem com baba ao resto da cara. E ainda há aqueles que beijam devagar. Muiiitooooo devagarrrrrrrrr. Bom... Gostos não se discutem. De vez em quando pode ter piada. Mas ter de me pôr em modo slow motion de cada vez que desse um beijo não resultava comigo. Ah, e também há os que fazem barulho a beijar. Aquilo torna-se irritante, porque a cada beijo só se ouve "chuac... chuacccc... smaccc...". E há os que beijam no mais absoluto silêncio, o que também se torna estranho, parece que a coisa não flui. Respirem, minha gente.
Suponho que esta história dos beijos seja um pouco relativa e subjectiva... Comigo é a velocidade média, com uma quantidade moderada de língua à mistura e com pouca baba, se faz favor. E já agora com poucos movimentos de cabeça, que eu sou uma pessoa que sofre da coluna e não estou para dar um jeito ao pescoço à conta destas brincadeiras.
Pois, tive um primeiro beijo no outro dia. E diz que não, diz que o rapaz não é nada mau a... nem a... nem a... ;)