Dear Cupid, next time hit both.









terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Ouvi dizer que o nosso amor acabou.


É em momentos como este que eu sei. Que a tua luz ainda habita em mim, que a tua alma ainda tem parte da minha. É em momentos como este que eu sei, quando encontro coisas como um post-it com tinta de caneta a marcar, numa caligrafia pequena e tremida, juras de amor eterno. Por mim. Do teu amor eterno por mim. É em momentos como este que eu sei, quando o ar pára de me passar na garganta porque os meus músculos involuntariamente pararam de funcionar, ou quando o meu estômago se contrai de tal forma que me obriga a dobrar-me sobre mim própria como se tivesse sido atingida. Tudo porque os meus olhos caíram, sem querer, sobre as tuas palavras gravadas num pedaço de papel antigo. Só são precisos segundos para o meu cérebro te ir buscar ao lado direito, aquele que tento não usar quando penso em ti. E vejo-me ali, naquele dia, a chegar a casa e a deparar-me com o armário cheio de post-its coloridos com as tuas palavras. "Amo-te muito", escrito por todo o lado. Amo-te muito. Amo-te... muito, ainda. É em momentos como este que eu sei.

11 comentários:

  1. bem felizmente, aqui em casa nao corro o risco de encontrar nenhum papel desses

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  2. :( custa recordar momentos como estes. A vontade de voltar ao passado, ou melhor de tornar o passado presente, apodera-se de nós.
    Mas o tempo ajuda. mas ajuda mesmo.

    Bjs

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  3. Obviamente que não entendo o tipo de paixão ofegante que nos faz querer deixar de viver sem ter aquele que amamos, nunca me senti assim. No entanto, acredito que o que aconteceu, aconteceu por uma razão e sei que, embora não te possa parecer, vais encontrar alguém que te ame ainda mais e que tu ames ainda mais e depois, aquele pedaço, que tu tanto falas, aquele "ele" te tirou, nem vais sentir a falta dele.
    E sei também que, provavelmente, não queres não sentir a falta desse pedaço no futuro, não te queres esquecer da maneira como "ele" te fazia, e faz ainda deixar de respirar - ao ouvir o nome dele, ao ler as suas palavras - e sem sentir a falta do pedaço que "ele" te tirou, como te recordarás? Penso que, quando encontrares aquele que ames mais do que "ele", aliás tenho a certeza, tudo fará sentido e o mundo, o teu mundo, estará inteiro novamente.
    Beijinhos ;)

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  4. Txi, sabes que me chamavam (agora não tanto) "Post-it"? lol

    Agora tive uma sensação estranha :).

    Gosto dessa música, já agora, a do título.

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  5. hoje não há palavras de consolo. hoje só me apetece repreender: então tu ainda tens coisas do dito cujo que não-resultou-se-partiu-tudo-e-que-te-atrofia-o-coração? o mais irónico é que a tua imagem diz tudo o que há para ser dito. porque infelizmente, as boas memórias, muitas vezes doem mais do que as más, do que o próprio sofrimento que nos foi causado. desaparece com essas coisas, ai. rema a favor, não contra a maré

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  6. Rosinha: obrigada*

    Riga: eu suponho que isso até seja bom :/

    Teresa: pois ajuda, ajuda mesmo... beijinho

    Girl in motion: :)

    Eve: olha, tens toda a razão... ou pelo menos eu espero que tenhas... beijinho :)

    Manuel: lol nem sei se quero saber porquê... eu tb gosto da música, e para variar o título não foi em inglês, nada mau hein :P

    té: hahaha oh querida tens razão mas essas coisas estão lá porque na altura só tive coragem de escondê-las onde não as visse, e mais tarde não tive coragem de deitá-las fora porque isso implicava vê-las... já deitei uma parte, mas.... não consigo deitar tudo fora. Está tudo guardado agora. Longe da vista, longe do coração (?)...

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  7. é optimo, pelo menos comigo funciona, se nao vir nada relacionado com uma pessoa até sentir que acabou mesmo, nao me vou abaixo por causa dessa pessoa, e depois ver certas cenas ou ir a certos sitios nao me afecta.

    da ex que me traiu tinha uma carta varias cenas que ela me deu , um peluche e tudo, simplesmente um dia durante os 4 meses que nao consegui lhe falar deitei tudo fora e todo passou

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  8. Riga: tiveste muita coragem, é só o que consigo dizer-te... se bem que é mais fácil quando a pessoa em questão nos fez mal. Quando não fez nem temos a raiva que nos dá a força necessária para mandar a pessoa dar uma grande volta e para deitar tudo fora...

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  9. mas acho que te chegeui a contar que passados esses 4 meses ela me veio pedir desculpa, que eu tinha sido o unico rapaz que tinha gostado de verdade dela sem ser apenas com o objectivo de a levar para a cama.......curiosamente uns tempos depois(1 mes ou 2) encontrei-a por acaso no vasco da gama em lx.

    e ela comigo chegou a simular mais do que uma vez gravidezes, abortos, fugas do pais, e cenas do genero

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