








É que eu já não sei bem o que dizer. As palavras não me chegam.





"Ah e tal não faças fitas, não vês aqui que isto não arde nos olhos?!" dizia-me a minha mãe enquanto me esfregava a cabeça sem dó nem piedade. Esta é provavelmente uma das maiores petas que alguma vez nos pregaram na nossa infância. "Este champô não arde nos olhos!" - o tanas. Ardia como tudo! Tantas lágrimas perdidas à pala desta porcaria... Obrigadinha, Johnson's!




É que se fosse a primeira eu já não tinha coração que chegasse para sentir a tua falta. É a segunda. É eu querer-te ao meu lado até enquanto conduzo para o trabalho, são as conversas triviais que imagino ter contigo enquanto o faço. É isso todos os dias, todas as horas, todos os minutos, a cada segundo.
Quer seja um site porno, uma pesquisa no google sobre aquela fantasia sexual ou os sintomas de uma micose nas unhas dos pés. Já nos aconteceu a todos, não vale a pena negar. É daquelas coisas matemáticas, há sempre alguém que entra na divisão em que estamos nesse momento, normalmente aparece por trás de nós, já é tarde demais quando damos por isso e o raio do computador bloqueia sempre quando tentamos fechar aquela janela. E se estivermos sozinhos em casa, chega sempre alguém nessa altura. É matemático, garanto-vos.






Não vale a pena negar, já aconteceu a todos nós. Seja numa discoteca, num bar ou mesmo em casa, já houve um momento em que estávamos em pleno Chuva de Estrelas no interior das nossas cabeças, na maior actuação das nossas vidas, a cantar em total sintonia com a música (nas nossas cabeças é sempre assim) e, de repente, por qualquer motivo, a música pára... e nós ainda estamos a cantar orgulhosamente. E aí percebemos que, afinal, a sintonia não era assim tãooo grande. E é embaraçoso. Pior do que isto, só mesmo estar a meio duma conversa íntima, a berrar para nos fazermos ouvir por cima da música, e ela parar de repente. Conseguem imaginar? Qualquer coisa como: "Uma vez vi (música pára) um vibrador cor-de-rosa dos grandes....". É caso para dizer "Ups...".





Os "Parabéns a você" são o terror de qualquer pessoa que, como eu, não goste de ser o centro das atenções. Num momento, está toda a gente animada, a jantar e tal. E, no momento seguinte, puff, tudo de pé à nossa volta, a bater palmas alegremente enquanto entoam a cantilena mais idiota de sempre. Nesse terrível e temido momento, nós ficamos ali no meio, a pensar onde enfiamos as mãos, se batemos palminhas também ou se as deixamos estar quietas, se olhamos para as dezenas de olhos postos em nós ou para o bolo, se cantamos também ou se ficamos com um sorrisinho forçado até à parte do "... uma salva de palmassss eeeeeeeê!!". É tãooo mau.
