Dear Cupid, next time hit both.









quarta-feira, 22 de maio de 2013

Ter o coração partido é ter de parar.



Ter o coração partido é ter de parar. Ter de parar de sentir saudades, de sentir, de querer. Ter de parar de esperar. Que ele volte, que se arrependa, que o telemóvel toque e seja ele. Que chegue num cavalo branco com a capa que nunca lhe serviu. Ter o coração partido é ter de parar de pensar no que fizemos de errado, no que podíamos ter feito diferente. Ter de parar de imaginar que pode haver outra pessoa no nosso lugar a fazê-lo feliz. É ter de parar de pensar que devíamos ser nós a fazê-lo feliz. Ter de parar de ter noites em branco ou cheias de sonhos com ele, ter de parar de lembrar tudo, ter de parar de saber a que soava o riso dele. Ter o coração partido é ter de parar de ter medo que a próxima pessoa também nos desfaça. É ter de parar de chorar antes de adormecer. Ter de parar de vê-lo em todo o lado. De lembrar as conversas que tivemos e de imaginar as que podíamos ter tido, de pensar em tudo o que podíamos ter sido, de achar que demos demais. De querer voltar atrás e ter só mais um dia com ele. Ter de parar de ter os dias cheios de saudade. Ter o coração partido é ter de parar. É ter de parar, mas nunca, nunca conseguir.

sábado, 11 de maio de 2013

Eventualmente, cansa.



Eventualmente cansa. Não ter aquela pessoa que nos conhece como ninguém, que sabe que quando estamos tristes precisamos de uma tablete de chocolate com amêndoas, que sabe que não deve fazer-nos perguntas de manhã porque vamos sempre responder mal, que sabe que o nosso sítio preferido é ao pé do mar a ver o pôr-do-sol. Cansa nunca ouvirmos as palavras que queríamos ouvir, aquelas de que precisávamos mais. Nem que fosse no final dum desses dias merdosos. Cansa não haver quem se despeça de nós sempre com um beijo antes de ir para o trabalho, mesmo sabendo que odiamos que nos acordem – cansa não ter quem saiba que preferimos que nos acordem só para termos esse beijo na testa, ou então não ter quem se arrisque a dá-lo, porque não quis ir embora sem se despedir de nós, mesmo sabendo que pode levar um empurrão por nos ter acordado. Eventualmente, cansa. Não ter quem pense em nós logo de manhã e faça questão de nos dizer isso, ou então quem pense em nós antes de adormecer e também faça questão de dizer isso. Cansa não ter quem sinta a nossa falta e o diga de vez em quando, cansa não ter quem nos diga que somos importantes e não ter quem enumere todas as razões pelas quais se apaixonou por nós. Cansa não ter quem nos diga que o apaixonámos, assim, de forma parva, tão parva como a que sentimos. Cansa não saber que somos tão queridos quanto queremos, não saber que sonham com o nosso sorriso ou com os nossos olhos, não ter quem nos ligue só porque precisava de ouvir a nossa voz. Cansa não saber se a nossa voz faz falta a alguém. Cansa, eventualmente cansa. Não ouvir que foi tão bom estar connosco que não apetecia ir embora, que os minutos até chegarmos foram contados com ansiedade, que a música na rádio ao fim da tarde fez pensar em nós e sorrir. Não ter quem queira uma fotografia nossa só para poder ver-nos quando não estamos, não ter quem nos queira tanto na sua vida que nos apresenta a todos os amigos, não saber se alguma vez fomos ou seremos aquilo que gostávamos de ser. Cansa, sobretudo, que os gestos não se coordenem com as palavras, e não saber o significado das ausências. Eventualmente, cansa. E, sobretudo, cansa não saber.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Ter o coração partido é não saber.



No fundo, ter o coração partido é não saber. Não saber como passar pelos dias agora que ele não está. Não saber como apagar as mensagens, nem como não sabê-las de cor. Não saber como não lembrar a voz dele nem as palavras que disse. Ou as que nunca chegou a dizer. Ter o coração partido é não saber sequer se a culpa foi dele por ter mentido ou nossa por termos acreditado. Não saber se ele ainda usa o mesmo casaco, se ainda se penteia da mesma forma, se ainda cheira ao mesmo perfume. Não saber se ele agora dá a mão a outra pessoa, se outra pessoa encosta a cabeça naquela que era a nossa almofada e adormece no abraço apertado dele. É não saber se há alguém que ele faça rir como nos fazia rir a nós. Ter o coração partido é não saber quando vamos ter sossego no coração outra vez, e não acreditar que um dia vai voltar a ficar tudo bem. É não saber se ele ainda pensa em nós, se tem saudades, se se arrepende. Se acha que devia ter-nos dado outro valor. E desejar que sim. No fundo, ter o coração partido é não saber se algum dia vamos voltar a tê-lo inteiro.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Maldita a hora em que vendi a minha alma para conquistar o teu coração.



Rio-me da ironia que é estar no chão desta esquina quando tudo o que queria era estar ao teu lado. Rio-me, porque eu teria ido contigo onde tu fosses. Onde me levasses ou onde me pedisses para ir, ou onde a tua teimosia me deixasse ir. Mas no final, deixaste-me foi aqui. Onde achaste que as tuas falhas já não iam fazer-me tropeçar na minha própria vida, depois de ter tropeçado na tua. Mas sabes? Eu não teria visto as falhas no teu coração se não mas tivesses atirado à cara. Nem o buraco na tua alma, nem o vazio nas tuas palavras. E eu devia ter notado o vazio nas tuas palavras. Mas nós tropeçamos na vida dos outros e só vemos aquilo que queremos ver, e tudo o resto que o coração precisa fica mascarado. Por mãos dadas, por abraços durante a noite. Fica mascarado e nós damos tudo, vendemos a alma e damos de graça o coração, pedimos em troca muito menos do que precisamos e vamos esperando e acreditando que isso basta. E para mim bastava, até me teres tirado tudo sem me devolveres nada do que te dei, e eu dei-te tanto. Eu dei-te tudo, tudo, por mãos dadas que afinal não me impediram de cair, por abraços que afinal não eram apertados que chegasse, e no final tu deixaste-me aqui. E eu dei-te tudo, tudo. Maldita a hora em que vendi a minha alma para conquistar o teu coração.

https://www.facebook.com/pages/Matem-o-Cupido-por-favor/578633328818159 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Bittersweet.



No fundo, era isto que eu tinha vontade. De espetar um selo bem dado nesse queixo. De deixar-te negros os olhos azuis que me prenderam no primeiro dia, logo depois de elogiares os meus. De pegar na porcaria da mota que nunca quis que tivesses e espatifá-la contra um muro qualquer. Tinha vontade de dar-te uma canelada das valentes, daquelas a sério, que deixasse marca durante uma semana, para ver se pelo menos assim não te esquecias de mim. Se pelo menos assim não era como se eu nunca tivesse existido na tua vida. Porque a tua marca, essa ficou cá bem cravada. Ficou-me nas noites em que adormeço sem o teu braço por cima, sem o som da tua televisão, nas manhãs em que acordo sem o teu despertador nem o teu peito para poder encostar a cabeça só mais cinco minutos. Eu queria, queria que fosse como parece, como se tu nunca tivesses estado na minha vida tanto tempo. Eu queria, mas não consigo. Queria que não me tivesses ficado em tanta coisa, e queria ter ficado em pelo menos metade do que tu me ficaste. E queria odiar-te, queria tanto odiar-te. Mas eu ainda gosto tanto de ti. Ainda sonho contigo, ainda morro de medo do momento em que vou encontrar-te com outra pessoa num sítio qualquer. Ainda fujo do dia em que vou descobrir que afinal a tua aversão ao compromisso era só uma aversão ao compromisso comigo. Ainda te desejo todo o mal do Mundo, para que um dia percebas como podias ter sido feliz comigo. E sim, no fundo ainda tenho vontade de pregar-te um valente par de estalos, porque me fizeste acreditar em tanta coisa e no final… no final deixaste-me ir, sem sequer me segurares no braço nem gritares “volta”.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Para mais tarde recordar.



Caso alguma vez te esqueças, aqui fica o registo. Ter o coração partido é isto. No fundo, ter o coração partido é não te atreveres. Não te atreveres a ir ver fotografias, porque sabes que vais sentir uma coisa afiada a atravessar-te o coração. Não te atreveres a ir ler as sms guardadas, porque vais voltar a não perceber como tudo mudou tão depressa, mas também não te atreveres a apagá-las, porque no fundo ainda acreditas que um dia podem fazer parte da vossa história de amor. Ou então porque são tudo o que ainda te resta. Ter o coração partido é não te atreveres a deitar a cabeça na almofada sem te sentires prestes a adormecer, porque sabes que por muito que estejas bem essa é a hora a que os fantasmas voltam e, com eles, a saudade. É não te atreveres a ir aos mesmos sítios, porque esses sítios não fazem sentido a solo, nem a sítios onde podes encontrá-lo, porque sabes que ias dar 20 passos atrás, independentemente dos que já deste em frente. Ter o coração partido é não te atreveres a responder mais do que “está tudo bem” quando é óbvio que não está, não te atreveres a deixar de sorrir porque sabes que vais chorar, não te atreveres a achar que desta vez o toque do telemóvel pode trazer a voz dele que também sentiu a falta da tua. Ter o coração partido é viver só com metade do coração e não te atreveres a pedir a outra metade de volta, a que deixaste nas mãos dele e não sabes quando voltas a ver. Nunca te esqueças, ter o coração partido é isto.

É oficial, temos blog.

Matei o Tardes de Chuva e Chocolate e dei à luz um Matem o Cupido, por favor. Não prometo grande coisa, mas ainda tinha por aqui coisas escritas que não publiquei e que escapam ao registo da página no facebook. Seja como for, espero que vão dando um olhinho nas duas coisas.

https://www.facebook.com/pages/Matem-o-Cupido-por-favor/578633328818159

segunda-feira, 22 de abril de 2013

E se de repente este blog não fechasse...

... e em vez disso passasse a chamar-se "Matem o Cupido, por favor"?
Só me falta mudar ali o título.

https://www.facebook.com/pages/Matem-o-Cupido-por-favor/