Dear Cupid, next time hit both.









sexta-feira, 11 de novembro de 2011

E eu também gosto do Outono por isto


Porque é castanho e cor-de-laranja e cheira a doce de abóbora. Um feliz São Martinho para todos vós, sim? Eu vou ali encher o bandulho de castanhas e batatas doces e devo voltar amanhã (com uma grande dor de barriga).

P.S: Entretanto descobri que afinal o S. Martinho comemora-se é na véspera à noite. E eu que tenho um jantar de S. Martinho hoje? Andei a viver enganada. Oh, bolas.

P.P.S: Olhem, hoje é dia 11 do 11 de 2011. Não devia acabar o Mundo ou coisa do género? Não é isso que está na moda quando há capicuas nas datas?

domingo, 6 de novembro de 2011

Ups... - 5


É mais uma daquelas coisas matemáticas. Sempre que nos passeamos pelo corredor de um supermercado, em processo de aquisição das nossas coisinhas do dia-a-dia, e nos cruzamos com alguém interessante - nomeadamente, um rapazito jeitoso - levamos coisas embaraçosas à vista. Já nos deve ter acontecido a todos, certo? Fazermos a curva de um corredor para o outro e darmos de caras com aquele/a moço/a giro/a do ginásio e nós com uma caixa Evax com abas Superplus/preservativos tamanho S/pensos da Lindor para a nossa avó nas mãos? Hum? Confessem, vá, não faz mal... Já todos estivemos aí.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Ah, Outono também me cheira a isto


Ainda que não tenhamos a tradição (com muita, muita pena minha, já que seria uma excelente oportunidade para enfiar uma caraça das feias e atirar sacos com cocó de cão à casa das pessoas de quem não gosto e depois fugir), desejo um feliz Halloween a todos vós. E sai uma dúzia destes bolinhos para o blog do canto, se faz favor.

Cause if you're not really here, then the stars don't even matter. And I don't wanna be either.

É que se fosse a primeira eu já não tinha coração que chegasse para sentir a tua falta. É a segunda. É eu querer-te ao meu lado até enquanto conduzo para o trabalho, são as conversas triviais que imagino ter contigo enquanto o faço. É isso todos os dias, todas as horas, todos os minutos, a cada segundo.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Off in the night, while you live it up, I'm off to sleep.


E eu nunca sei bem de ti. Nunca sei porque não estás, nunca sei se te lembraste de mim. Tenho de fazer contas aos fusos horários para tentar perceber sequer se estás acordado. Dá cabo de mim dizer-te boa noite quando o teu dia ainda vai a meio e vai continuar sem mim. Estares tão longe não é justo. Não é justo que a pessoa que nos conquistou com um sorriso esteja tão fora do nosso alcance, nem que nem sequer tenhamos uma hipótese. Eu penso sempre em ti antes de adormecer, e gostava de saber se o mesmo acontece contigo, aí, onde tu estás. Onde eu não posso estar. No único sítio do Mundo onde eu estaria inteira. Mas depois tu dizes-me que tens saudades minhas e o Mundo gira no sentido certo outra vez, durante algum tempo. Depois, pouco depois, volto a viver no caos em que vivo desde que te abracei em jeito de despedida, em jeito de "olha, eu gosto mesmo de ti, também percebeste que nós seríamos perfeitos juntos? É que eu pertenço aqui, no meio dos teus braços, e não vou ficar bem em nenhum outro sítio.". Tu percebeste, mas o oceano Atlântico não fica mais pequeno por isso, não é? Diz-me só que pensas em mim, e tudo fica bem mais uns minutos. Depois o caos volta... but we'll always have tomorrow.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Ups... - 4

Quer seja um site porno, uma pesquisa no google sobre aquela fantasia sexual ou os sintomas de uma micose nas unhas dos pés. Já nos aconteceu a todos, não vale a pena negar. É daquelas coisas matemáticas, há sempre alguém que entra na divisão em que estamos nesse momento, normalmente aparece por trás de nós, já é tarde demais quando damos por isso e o raio do computador bloqueia sempre quando tentamos fechar aquela janela. E se estivermos sozinhos em casa, chega sempre alguém nessa altura. É matemático, garanto-vos.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Queria que soubesses.


Que os dias agora são repletos de ti e de maneiras de ficar perto de ti. Que há alturas em que acho que não vou conseguir e que esses momentos de dúvida são insuportáveis. Que eu já não sou a mesma, já não vejo os mesmos sítios nem as mesmas pessoas, vejo-te a ti, sempre. Que já não quero saber de mais ninguém, porque mais ninguém é igual a ti e eu estava só a perder o meu tempo. Que agora é como se o meu coração nunca tivesse sido desfeito, que nem me lembro como foi. Que agora as saudades têm um novo significado, um significado absurdo, diferente de tudo o resto. Que agora todas as ruas, todas as músicas têm o teu nome e eu sinto que podia estar sempre a cantá-lo. Que a minha outra metade está contigo e só aí eu podia ser inteira outra vez. Que nenhuma destas palavras começa sequer a descrever como tem sido desde que voltei a ter a certeza que és tu, que sempre foste tu, ainda que no fundo eu sempre tenha sabido. Agora não é no fundo, agora eu simplesmente sei, mas palavra nenhuma chegaria para to dizer. As palavras não chegam. Eu vou cantar o teu nome e esperar que tu o ouças.

domingo, 9 de outubro de 2011

Arm in arm with you, baby.


É que tu és tão diferente. Tu só tiveste de sorrir. Desde então, muitos foram e vieram e tornaram a ir. Passaram-se anos, sabes? Anos desde que eu tive a certeza pela primeira vez. E hoje eu tenho a certeza mais uma vez. Eu pouso a cabeça na almofada e não posso fechar os olhos sem que me sorrias em pensamento. Ouço a tua voz todos os dias e a cada esquina que cruzo o teu nome ecoa-me nos passos. Acordo sempre a desejar poder ver o mesmo nascer-do-sol que tu, e pergunto-me sempre como seria se o teu braço à minha volta fosse a primeira coisa que eu sentisse de manhã. Como seria se... como será quando os teus lábios pressionados contra os meus forem uma realidade? Tudo contigo acontece no meu pensamento. Por agora, apenas por agora. Não é possível que tenhamos sido postos assim no caminho um do outro se não estivermos destinados a ficar juntos. E se não fores tu, eu não quero mais ninguém. É que todos os outros foram e vieram e tornaram a ir. Tu... Tu só tiveste de sorrir.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Eu disse-vos que era ridículo.




Agora, a minha vida está dividida em antes de ti e depois de ti. E o depois de ti tem muito mais piada. Agora, a tua voz é o meu novo som preferido. Os sítios onde me levaste são os sítios onde já estivemos, os meus dias são feitos do momento em que falo contigo, as minhas noites são em branco porque preferia passá-las ao teu lado. Agora as minhas comidas preferidas são aquelas de que tu também gostas. As minhas roupas são divididas entre as que tu já viste e aquelas que não sabes que tenho e a música que ouço é a que sei que tu ouves também. Agora não gosto tanto do fim-de-semana porque nunca sei de ti, não gosto de acordar porque tu ainda estás a dormir e eu preferia que víssemos o mesmo nascer-do-sol. Agora, como dizem os Ornato, a cidade está deserta e alguém escreveu o teu nome em toda a parte. A minha almofada não é a mesma depois de a minha cabeça ter repousado no teu peito, e eu não vou gostar deste Outono porque era aí que eu queria ver as folhas a cair. Agora eu nem me lembro de alguma vez ter tido o coração partido - agora, ele vive só apertado. Mas agora, depois de ti, os meus sonhos são gigantes e a minha vontade é ainda maior.

sábado, 24 de setembro de 2011

A não esquecer, ao longo da vida:


1. O dinheiro não traz felicidade, mas é mais confortável chorar num BMW do que numa bicicleta;
2. Perdoa o teu inimigo, mas nunca te esqueças do nome do filho da mãe;
3. Ajuda o teu próximo quando ele estiver em apuros, e ele vai lembrar-se de ti quando estiver novamente em sarilhos;
4. Muitas pessoas apenas estão vivas porque é proibido matá-las;
5. O álcool não resolve problemas, mas o leite também não.

Ámen a isto.

Nota: infelizmente, a t-shirt não é minha, mas se a virem à venda avisem! E também infelizmente, não fui eu que inventei estes pontos e desconheço o autor. Parece que afinal frases tipo pescadinha de rabo na boca não são a minha cena, anónimo fofinho :)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A minha primeira vez.

A minha primeira vez foi o ano passado. Conhecia muita gente que já o fazia, e a verdade é que já me sentia um pouco mal por não o fazer também, mas tinha algum receio da dor. Levei algum tempo a ganhar coragem para o fazer. A minha primeira vez foi com uma mulher. Mais velha, experiente. Acho que estava um pouco nervosa quando entrei com ela naquele sítio e ela me disse para me deitar. Conversámos o tempo todo, e talvez por isso não tenha custado tanto. Eu disse-lhe que era a minha primeira vez e ela teve cuidado. Foi simpática e foi-me sempre perguntando como me sentia... Não foi tão mau como eu pensava, nem de longe, mas confesso que senti dor. Quando eu pensei que já tinha acabado... Ela mandou-me virar de barriga para baixo. Lembro-me que me senti um pouco exposta, mas ela já era experiente e sabia o que estava a fazer... decidi confiar nela. Pouco depois, estava acabado. Durou cerca de meia hora no total, e decidi que podia repetir no mês seguinte. Foi a primeira vez que fiz depilação brasileira total.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Oh, é bom. É tão bom.

It's been a while. E de repente tenho 15 anos outra vez. Estão a ver a felicidade ridícula? É isso :)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Sem tirar nem pôr.


Bem-vindos ao meu mundinho idiota, parte II. Nunca mais é sexta-feira. Ah, esperem, é já amanhã!



sexta-feira, 26 de agosto de 2011

And the games you'd play, you would always win, always win.


"Ela procurava o príncipe e ele procurava a próxima. Ela olhava para ele e ele olhava para todas. Ela queria-o a ele e ele queria uma. Ela fazia planos e ele destruía. Ela descobriu que ele era único e ele achou que ela era só mais uma. Ela sonhava acordada e ele dormia sem sonhar com ela. Ela desistiu e ele arrependeu-se. E então, ela descobriu que era ele que era só mais um e ele... ele descobriu que ela era única." (desconheço o autor)

Faltava ele descobrir que eu sou única.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Someday, somehow


Estás comigo uma boa parte dos meus dias. Às vezes tomamos duche juntos de manhã. Enfiamo-nos à vez debaixo do chuveiro e, numa questão de segundos, eu queixo-me do frio. Tu deixas-me ir para debaixo da água quente e reclamas pelo tempo que eu demoro a tirar o amaciador do cabelo. Ao pequeno-almoço, dás sempre duas ou três dentadas na minha torrada e chateias-me pela manteiga em excesso quando trincas o pão. Eu convenço-te sempre a levares fruta antes de saíres de casa, com um beijo pousado na minha boca. Estás comigo quando, a meio de um dia de trabalho, recebo uma sms a dizer que tens saudades minhas. E também estás comigo quando chegas a casa, me abraças e dizes que agora o teu dia está muito melhor. E o meu também fica sempre muito, muito melhor. Eu ainda não sei quem tu és, mas já estás comigo isto tudo. E um dia destes eu encontro-te.

domingo, 14 de agosto de 2011

A isto chama-se estabelecer objectivos na vida.

Agora só tenho de sobreviver às ressacas para lá chegar. Eu consigo... eu consigo. Mensagens de apoio são bem-vindas...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Sabes qual é a diferença?


Eu odeio-te, porque dizes-me sempre que tiveste saudades minhas. Que gostas dos meus olhos e das minhas sardas. No fundo, eu só queria que tu dissesses que gostas de mim. Ou então só que aquilo significasse que tu gostas de mim. Mas não significa, tu só dizes que tiveste saudades, e eu nem sei o que é que isso quer dizer. Eu nunca tenho saudades tuas. Mas eu nunca quero que tu vás. Eu nunca quero que tu vás, e tu nunca me pedes para ficar. Não sabes que vais ter saudades? Eu ficava. É essa a diferença entre nós.

domingo, 7 de agosto de 2011

Volta Verão, estás perdoado


Está bem que este blog se chama Tardes de chuva e chocolate e que é por alguma razão - eu gosto de chuva, e gosto de chocolate, e gosto de tardes em que se combinem as duas coisas (e vi esse nome na capa de um livro e pareceu-me bem, vá). Está bem que no outro dia quando choveu no país todo eu delirei, porque já tinha tantas (tantasss) saudades do céu cinzento e da chuva. Mas tudo isto não me tira da cabeça uma questão fulcral: o que raio aconteceu ao Verão?? Lembram-se dessa estação do ano, que agora se assemelha a algo mítico? Aqueles três meses em que só se estava bem com o cu de molho na praia, em que andávamos de chinelinho o dia todo (noite incluída), em que os vestidinhos eram bem-vindos todos os dias? Em que alapávamos o rabo numa esplanada ao fim do dia e só saíamos de lá às 2 da manhã e no máximo tínhamos de vestir um casaquinho de malha? Agora eu já dei comigo a ponderar seriamente calçar umas botas quando vou sair à noite, porque tem havido noites em que está mesmo frio para isso. Agora eu tenho de pensar em sítios que não tenham esplanada, porque não se aguenta a partir do pôr-do-sol. O meu casaco de cabedal (falso, cabedal falso, como é óbvio) não é arrumado no armário da roupa de Inverno, porque continua a fazer-me falta. E eu, uma pessoa que até era gaja para comer um gelado todos os dias (quando não era mais do que um), este Verão juro que os meus dedos das mãos chegam e sobram para contar os gelados que já comi. Não apetece, está vento, faz frio, torno-me mais a pessoa de torradas que sou no Inverno. Estou triste. Já me imagino a falar aos meus filhos da estação que existia antigamente, o Verão, e de como era divertido andar de vestido e chinelos durante três meses, mesmo à noite, porque estava calor, muito calor. Já vejo a expressão incrédula nas carinhas deles, pobrezinhos. Estou mesmo triste, bolas.

A boa notícia? Posso desatar a comer que nem uma orca. Daqui por uns cinco anos, provavelmente já nem está calor suficiente para usar biquini.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Estás a ver?


Eu queria uma pessoa que me deixasse cantar alto enquanto conduzo, e que depois me dissesse que eu canto mesmo mal e se risse disso comigo. E que depois me pedisse para cantar mais um bocadinho. Estás a ver? Eu queria-te a ti. E se tu não vês isso, e não me queres também, só podes ser um perfeito idiota.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Boy, we made such a mess together.


Não queria escrever para ti. Eras teimoso e chato e querias estar sempre a espetar-me beijos nas bochechas. Eras meticuloso e voltavas sempre atrás para verificar se a porta do carro estava fechada, e confirmavas duas ou três vezes - essa tua POC irritava-me tanto. Quando arrumavas alguma coisa, fazia-lo milimetricamente. Tenho saudades de gozar-te por causa disso. Quando dormíamos juntos, via-se perfeitamente qual era o meu lado da cama; quando íamos acampar, via-se perfeitamente qual era o meu lado da tenda. Era aquele que tinha roupa espalhada por todo o lado, e o teu era o que tinha só uma camisola perfeitamente dobrada em cima da mochila. Mas depois saltavas de penhascos, saltavas de cabeça e sem pensar duas vezes, e por isso eu sabia que não eras aborrecido. Cantavas mal. Meu deus, cantavas tão mal, tinhas tão pouco sentido para a música que até as tuas palmas eram fora do ritmo. Tinhas vergonha das coisas mais idiotas, como entrar numa loja só para ver coisas quando não ias comprar nada, mas eras a pessoa mais sociável que eu conhecia. Era tão fácil gostar de ti, com o teu sorriso fácil, os teus traços perfeitos, a tua simpatia e o teu bom coração. Quando eu chorava por causa de um animal no meio da estrada, tu limpavas-me as lágrimas e dizias "tu tens um coração tão grande..." e, nessas alturas, eras a melhor pessoa do Mundo para mim - ainda que eu soubesse que não eras. Achava uma mariquice pegada que um homem feito não tivesse qualquer problema em abraçar a mãe só porque sim e em enchê-la de beijos - mas, secretamente, achava isso o máximo. Também achava uma lamechice que tivesses a minha foto no fundo do teu telemóvel e a nossa música como tom de toque, mas sorria sempre que a ouvia. Ainda a tens. Dois anos depois, ainda a tens. Dois anos depois, ainda me atendes o telemóvel a dizer "Wow, isto foi estranho! Tinha acabado de marcar o teu número e carregar no verde para te ligar...". Não queria escrever para ti. Não queria, porque isso é dar-te esta importância toda, e porque eu não gostava daquelas coisas todas. Mas eu tenho tantas saudades delas.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Ups... - 3

Não vale a pena negar, já aconteceu a todos nós. Seja numa discoteca, num bar ou mesmo em casa, já houve um momento em que estávamos em pleno Chuva de Estrelas no interior das nossas cabeças, na maior actuação das nossas vidas, a cantar em total sintonia com a música (nas nossas cabeças é sempre assim) e, de repente, por qualquer motivo, a música pára... e nós ainda estamos a cantar orgulhosamente. E aí percebemos que, afinal, a sintonia não era assim tãooo grande. E é embaraçoso. Pior do que isto, só mesmo estar a meio duma conversa íntima, a berrar para nos fazermos ouvir por cima da música, e ela parar de repente. Conseguem imaginar? Qualquer coisa como: "Uma vez vi (música pára) um vibrador cor-de-rosa dos grandes....". É caso para dizer "Ups...".

NOTA: o exemplo acima referido foi imaginado e qualquer coincidência com a realidade não é da responsabilidade da autora. A própria acrescenta que essa situação não aconteceu com ela. Mesmo. A sério que não.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A vida não se aprende nos livros - 9


Eu já aprendi que, por muito cuidado que eu tenha, por muitas voltas que o Mundo dê... os pares das minhas meias evaporam-se sempre algures entre o percurso do cesto da roupa suja até à gaveta das meias do meu quarto. E é um mistério que nunca hei-de conseguir desvendar. Desconfio que a minha máquina de lavar tem um buraco. Ou que vivem lá duendes que comem meias, não sei bem qual das teorias prefiro.

Ah, e é por isto que, muitas vezes, durmo com meias desirmanadas. Não vou deitá-las fora só porque não encontro o par, não é?

terça-feira, 12 de julho de 2011

Eu acho que não é pedir muito. Mas...


Ter-te comigo esvazia-me sempre um bocadinho mais o coração. Porque eu queria sempre a tua mão um bocadinho mais entrelaçada na minha, eu queria sempre os teus lábios encostados aos meus por um bocadinho mais de tempo, eu queria sempre o teu braço a apertar um bocadinho mais o meu corpo contra o teu. Como se quisesses mesmo sentir-me perto de ti, e não porque, por acaso, os nossos corpos estavam perto o suficiente para me abraçares. Eu queria que, para ti, eu nunca estivesse perto o suficiente, que me quisesses sempre mais aí, encaixada nesse rumo flawless que é o da tua vida.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

I try to walk away and I stumble...


Estás a ver o planisfério de que falávamos na escola? Já o percorri a dedo, já desenhei caminhos novos. Já o fiz sozinha e acompanhada. Já tentei passo a passo e já tentei adiantar quilómetros. Já tracei até mapas estelares, e nada. Volto sempre ao caminho que me leva a ti. E não há nada a fazer, sabes? O meu coração não me pertence desde que o deixei nas tuas mãos. E tu levaste-o contigo. Tenho vontade de pedir-te que ao menos tenhas cuidado, que ao menos não o deixes cair, que ao menos tomes conta dele. Que ao menos te lembres que ele continua a bater por ti, e que a cada passo que dás fora do que era o nosso caminho, ele parte-se mais um bocadinho. Tem cuidado, ao menos tem cuidado.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A vida não se aprende nos livros - 8


Eu já aprendi que não vai resultar quando ele me beija pela primeira vez e tudo o que me apetece dizer-lhe é: "Amigo, isso não é um beijo, isso é uma endoscopia."

terça-feira, 21 de junho de 2011

I try to say goodbye and I choke.


Estou sempre a ser empurrada para ti. Eu juro que queria deixar de percorrer o caminho que me leva de volta a ti uma e outra vez, mas o meu coração parece não conhecer outro. Por muito que eu tente, por muito que trace novos caminhos, por muito que percorra mapas deste mundo e de outro qualquer, no fundo eu não me afasto um milímetro da estrada que íamos percorrer os dois. Não é que eu viva no passado, eu vivo é num futuro em que tu estás, como era suposto. E num presente em que tu não me deixas escapar. Porque o teu sorriso está sempre lá, os teus olhos estão sempre prontos a encontrar os meus, e a tua vida está sempre a entrelaçar-se na minha, como as nossas mãos costumavam fazer. Não é suposto estares comigo, mas estás, estás sempre e por toda a parte. Sabes? Eu acho que não, mas gostava que soubesses que ainda te ouço a desejares-me boa noite sempre que encosto a cabeça na almofada e me preparo para mais uma noite sem sonhos contigo.

domingo, 19 de junho de 2011

Ele há-os ao pontapé, mas....


Os homens giros são convencidos. Os homens feios não têm auto-estima. Os homens bonzinhos são uma seca. Os homens mauzões não têm sentimentos. Os homens cultos são intelectuais demais. Os homens burros são... bom, são burros. Os homens práticos são desligados. Os homens sonhadores são umas meninas. Os homens que se focam na carreira não têm tempo para mais nada. Os homens que não têm carreira não têm grande interesse. Os homens frios não nos dão atenção suficiente. Os homens atenciosos são uns chatos. Os homens normais nunca têm paciência. Os homens que nos aturam tudo são mentalmente instáveis. Os homens do presente são uma dor de cabeça. Os homens do passado são uma dor ainda maior. Os homens sérios fazem-me fugir. Os homens divertidos têm sempre um monte de miúdas atrás. Os homens que têm miúdas atrás deles são sinónimo de chatice. Os homens que não têm miúdas nenhumas atrás são, no mínimo, estranhos. Os homens que não nos ligam de volta são uns sacanas. Os homens que nos ligam no minuto seguinte, e no outro, e no outro, são carentes. Os homens misteriosos dão connosco em doidas. Os homens simples não têm piada nenhuma. Ser solteira é tão cansativo que estou a pensar fazer um voto de celibato eterno.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Ups... - 2

Os "Parabéns a você" são o terror de qualquer pessoa que, como eu, não goste de ser o centro das atenções. Num momento, está toda a gente animada, a jantar e tal. E, no momento seguinte, puff, tudo de pé à nossa volta, a bater palmas alegremente enquanto entoam a cantilena mais idiota de sempre. Nesse terrível e temido momento, nós ficamos ali no meio, a pensar onde enfiamos as mãos, se batemos palminhas também ou se as deixamos estar quietas, se olhamos para as dezenas de olhos postos em nós ou para o bolo, se cantamos também ou se ficamos com um sorrisinho forçado até à parte do "... uma salva de palmassss eeeeeeeê!!". É tãooo mau.

domingo, 5 de junho de 2011

If I had you here, I'd clip your wings.


Voltar atrás e fazer com que nunca tivesses partido. Com que nunca me tivesses partido. Por vezes era tudo o que eu queria. Voltar àquela tarde de Agosto e (pres)sentir de novo o teu beijo, o primeiro beijo, com a certeza de que não haveria o último. Fazer de novo todas as promessas que te fiz, porque agora eu não iria quebrá-las. Jurar-te o meu amor por ter a certeza que ele nunca seria de mais ninguém. Voltar atrás e fazer com que houvessem finais felizes. As nossas mãos iam ser dadas até ao pôr-do-sol e tu ias estar em todos os meus dias.. nas minhas noites também. Não haver outra pessoa no meio dos teus braços - como poderia haver, se eles estavam destinados a só me abraçarem a mim? Às vezes acho que brincámos com o destino e que, por isso, ele ainda não nos deixou ficarmos longe o suficiente. Era suposto estarmos juntos, e por isso ele ainda te mete no meu caminho tantas vezes, ainda tropeço em nós de vez em quando, ainda há coincidências que não deixam que tu saias de mim. Deve estar à espera que finalmente consigamos perceber que não era suposto haver esta distância entre nós. Eu voltava atrás e enganava o destino. Quando ele esperasse que eu corresse para longe, eu pegava na tua mão e jurava-te para sempre. E jurava mesmo, porque desta vez eu ia cumprir e tu só poderias ser feliz comigo.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Oh tonight you killed me with your smile


Sofia - Eu vou para o inferno por tua causa.
Ele - Eu espero que sim. O inferno é fixe. Estar nas nuvens a tocar harpa deve ser uma seca.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A vida não se aprende nos livros - 7


Eu já aprendi que, por muito longa, interminável e aborrecida que a fila de trânsito em que estou enfiada seja, não vale a pena passar para a fila do lado, aquela que anda sempre mais rápido. Porque, no momento em que mudamos de fila, a pensar "epá espera lá que aquela está a andar melhor!", a fila para que passamos torna-se de imediato a fila mais longa, interminável e aborrecida de todas, e aquela de que saímos começa a andar mais rápido. Diz que a isto se chama leis de Murphy, e eu não sei quem foi esse senhor, mas parece que percebia umas coisas.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ups... - 1

Estão a ver aqueles momentos embaraçosos em que o vosso primeiro pensamento é "Ups..." e o segundo é "estas coisas só me acontecem a mim"? Bom, trago boas notícias, essas coisas não vos acontecem só a vocês. Aliás, se houve coisa embaraçosa que já vos aconteceu, certamente que já terei passado por igual ou pior, tal é a minha tendência para essas coisas. Por isso, e para que se sintam mais acompanhados na vossa idiotice, vou começar a partilhá-los. Para depois poderem pensar "haja alguém mais otário do que eu!" - e há, meus amigos, há. Aí, podem sempre contar com a amiga Sofia.
Primeiro momento embaraçoso desta rubrica:
Hei-de ter 30 anos e continuar a engolir em seco e a transpirar enquanto me finjo absolutamente desinteressada na cena de sexo tórrido que está a passar-se no ecrã, ao mesmo tempo que desejo secreta e incessantemente conseguir mudar o canal por telepatia.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

I will let you forget me, if you stay in my past

Mais palavras não são necessárias.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Shot through the heart. And you're to blame

Não soube. Agora que já sei, me falta tirar-te da cabeça.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Alguém se acusa?

Gostava muito de saber que não sou a única pessoa que faz isto. Ainda mal conheço a pessoa mas, ao mínimo sinal de interesse da parte dela (nem que seja uma troca de olhares furtiva), já sei quantos animais de estimação vamos ter, o nome dos nossos filhos, quantas assoalhadas vai ter a nossa casa, em que ilha das Seychelles vamos passar a lua de mel e como vão ficar lindas penduradas no quarto de banho as toalhas de rosto bordadas com as nossas iniciais. Eu sou uma pessoa tão triste. Ao menos digam-me que não sou a única...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Senhoras do meu ginásio...

... dá para pararem de passear os vossos rabos perfeitos e sem celulite pelos balneários? Já é deprimente o suficiente uma pessoa ter de olhar para o seu próprio rabo, há lá alguma necessidade de virem esfregar-nos os vossos nas fuças (salvo seja!)? Ao menos tapem-se com uma toalhinha ou coisa que o valha... Por favor...?

(e, já agora, o que vão fazer ao ginásio? Se o meu rabo não parecesse um campo de golfe de tantos buracos que tem, eu nem me dava ao trabalho de pôr lá os pés!)

sábado, 14 de maio de 2011

Bad boys, bad boys... watcha gonna do?

Eu olho para isto...







E só penso isto...

Ah, ainda não vos tinha dito? Tenho um fraquinho por bad boys. Nos filmes, nas séries e na vida real. Um fraquinho daqueles que me faz quase tornar-me católica de tanto que invoco o nome do Senhor. Ámen.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A vida não se aprende nos livros - 6


Eu já aprendi que, quando saímos de um wc público, devemos sempre olhar para os pés para confirmar que não temos uma tira de papel higiénico inconvenientemente colada à sola do sapato.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

I know someday you'll have a beautiful life


Percebi a forma como o meu coração, pequenino e confortável, batia contra o meu peito. Percebi que se achava em casa outra vez, que achava que, finalmente, tinha tudo acabado e voltado ao normal. Senti-me um pouco mal por enganá-lo. A ele, passava despercebida a ausência de pormenores como a moldura com a nossa fotografia em cima da mesa de cabeceira, ou como a minha certeza de que de manhã, e no dia seguinte, e no outro, tu ainda estarias ali, e eu não quereria ir a lado nenhum. Então, eu fechei os olhos com muita força, e deixei o meu coração acreditar. Fechei os olhos com muita força, e comecei a decorar-te. Como se fosse preciso – como se eu alguma vez te tivesse esquecido. Mas achei que mais tarde, quando já não estivesses ali, podia fazer crer ao meu coração que ainda estavas. Decorei o peso exacto do teu braço em cima da minha cintura, o ritmo calmo e certo com que o teu peito aumentava ou diminuía a pressão contra as minhas costas à medida que inspirava ou expelia o ar. Decorei o contraste da temperatura da tua pele contra a minha, a pressão quase nula com que as pontas dos teus dedos roçavam a pele da minha barriga e o modo certo como as nossas pernas se entrelaçavam. Fiz crer ao meu coração que um dia, um dia talvez pudéssemos ficar assim para sempre. Abri os olhos e notei que a nossa fotografia continuava a não estar na mesa de cabeceira. Então, sem saber como, consegui desprender-me do teu abraço morno sem te acordar. Levantei-me em silêncio, vesti-me, decorei uma vez mais a primavera no teu rosto que dormia. Uma última vez, amei o contorno perfeito dos teus lábios, peguei nas minhas coisas e no meu coração, e saí.

domingo, 8 de maio de 2011

Pensamento do dia

Eu costumava ser uma miúda esperta. O que é que me aconteceu...?

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Life rolls on


Não sei por que te escrevo desta vez. Acho que queria que soubesses que está tudo bem. Que isto é a minha vida sem ti, e está tudo bem. Aprendi a colorir os dias com outras cores que não as dos teus olhos, e a dar-lhes luz sem a do teu sorriso. Aprendi a ver outros sorrisos, a pensar noutros rostos, a sonhar acordada com outros olhares. Há dias em que ainda tropeço, e outros mesmo em que caio numa qualquer recordação nossa das que ainda tenho espalhadas pela vida, mas aprendi a levantar-me e a continuar a andar. Aprendi a rir de piadas que não as tuas, e a guardar momentos que não os nossos. Talvez fosse a altura certa para dizer-te adeus - mas alguma vez haverá uma altura certa para dizer adeus ao amor da nossa vida? Por isso, escrevo-te só para dizer que ainda penso em ti, todos os dias, e, nalgumas noites, ainda fecho os olhos e desejo-te bons sonhos, mesmo sabendo que não é comigo que vais sonhar. Muitas pessoas não percebem, sabias? Eu diria mesmo que ninguém nos percebe. E eu não os culpo. Afinal, quantas pessoas podem dizer que viveram o que nós vivemos? Fomos nós que decorámos pôres-do-sol, que embalámos promessas até adormecermos, que tivemos a certeza de que "para sempre" era só um começo. Fomos nós que estivemos lá sempre que as nossas mãos se davam e o Mundo voltava à sua ordem natural, porque estávamos juntos. E, sem ti, as coisas sempre fugiram um pouco da sua ordem. Bom, agora fogem muito. Agora eu apaixono-me por pessoas erradas, em alturas erradas, sorrio quando só me apetecia chorar e choro quando tenho razões para sorrir. Nunca sei bem o que quero e raramente quero mesmo aquilo que tenho. Agora eu saio, chego tarde, viajo, e nunca tenho ninguém a quem dizer "Já cheguei". Mas está tudo bem, e era só isso que eu queria que soubesses. Isto é a minha vida sem ti. E está tudo bem.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Right back at you.


Deixas-me nesta luta interior desde a primeira vez que te vi. Entre o querer e o dever, entre o que me apetece e o que seria melhor para mim, entre só querer ficar e não poder senão tentar partir. Entre a dureza dos teus traços e o cheiro perfeito da tua pele. És muitos defeitos e poucas qualidades, mas és o descoordenar do meu ritmo cardíaco quando a tua voz passa junto do meu ouvido. És o desejo de fazer-te tudo e a vontade de só ficar no meio dos teus braços. És desespero e certeza absoluta, és fugir e vontade de ficar, és as piores recordações e querer voltar atrás. Somos o preto e o branco, o 8 e o 80, somos diferentes mas tão, tão iguais. Somos a combinação menos perfeita de sempre mas tu percebes-me como ninguém. Fomos muita coisa e se calhar somos muita coisa ainda. Mas foste tu que escolheste. Contra todas as expectativas, foste tu que não me quiseste. Por isso, deixa-me em paz.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

When he doesn't love you back


Quando gostamos de alguém que não gosta de nós, o Mundo à nossa volta perde as cores. De repente, o cor-de-rosa esfuma-se e fica em tons de cinzento. Começamos a tentar perceber o que fazemos de errado, o que temos de tão errado para que aquela pessoa não goste de nós. Esquecemos até que muitas outras pessoas já gostaram, ou até gostam de nós - o que importa é que aquela, aquela em particular, a única que queríamos, não nos quer. Deixa-nos em desespero. Apetece-nos gritar "Eu posso ser tudo o que tu quiseres!" e prendê-la para que não vá para os braços de mais ninguém. Temos a certeza de que poderíamos ser melhores do que ninguém para essa pessoa - se ela ao menos nos deixasse tentar. Quando gostamos de alguém que não gosta de nós, o nosso cérebro luta constantemente com o nosso coração. Diz-lhe que aquela pessoa também é cheia de defeitos e, por cima disso tudo, não gosta de nós, o que deveria ser suficiente para não gostarmos dela também; o coração responde, numa voz muito mais alta, que não escolhe de quem gosta, que não pode deixar de gostar só porque sim, e que só queria a pessoa por perto - importam lá os defeitos agora. Quando gostamos de alguém que não gosta de nós, agarramo-nos a coisas pequeninas e insignificantes, como um sorriso na chegada, um olhar na despedida, ou as palavras que a pessoa usou numa sms. Qualquer coisa serve para manter viva a esperança de que, afinal, podemos estar enganados, de que, afinal, a pessoa até pode gostar de nós. Só que raramente estamos enganados, os nossos instintos costumam acertar quando nos dizem que não estamos a ser correspondidos, que aquele olhar podia ser alguma coisa mas depois o silêncio do outro lado diz muito mais. Quando gostamos de alguém que não gosta de nós, coisas tão simples como o tempo que a pessoa demora a responder-nos deixam-nos com os nervos em franja e passam a tomar as rédeas do nosso dia-a-dia. Pulamos de felicidade quando vemos o nome em questão no visor do telemóvel, o sangue corre-nos doutra maneira nas veias quando sabemos que vamos ver essa pessoa, limitamo-nos a passar pelos dias quando ela está longe. Quando gostamos de alguém que não gosta de nós, somos ridículos a este ponto. E só queríamos não ser ridículos sozinhos.