No fundo, era isto que eu tinha vontade. De espetar um selo
bem dado nesse queixo. De deixar-te negros os olhos azuis que me prenderam no
primeiro dia, logo depois de elogiares os meus. De pegar na porcaria da mota
que nunca quis que tivesses e espatifá-la contra um muro qualquer. Tinha
vontade de dar-te uma canelada das valentes, daquelas a sério, que deixasse
marca durante uma semana, para ver se pelo menos assim não te esquecias de mim.
Se pelo menos assim não era como se eu nunca tivesse existido na tua vida.
Porque a tua marca, essa ficou cá bem cravada. Ficou-me nas noites em que
adormeço sem o teu braço por cima, sem o som da tua televisão, nas manhãs em
que acordo sem o teu despertador nem o teu peito para poder encostar a cabeça
só mais cinco minutos. Eu queria, queria que fosse como parece, como se tu nunca
tivesses estado na minha vida tanto tempo. Eu queria, mas não consigo. Queria
que não me tivesses ficado em tanta coisa, e queria ter ficado em pelo menos
metade do que tu me ficaste. E queria odiar-te, queria tanto odiar-te. Mas eu
ainda gosto tanto de ti. Ainda sonho contigo, ainda morro de medo do momento em
que vou encontrar-te com outra pessoa num sítio qualquer. Ainda fujo do dia em
que vou descobrir que afinal a tua aversão ao compromisso era só uma aversão ao
compromisso comigo. Ainda te desejo todo o mal do Mundo, para que um dia
percebas como podias ter sido feliz comigo. E sim, no fundo ainda tenho vontade
de pregar-te um valente par de estalos, porque me fizeste acreditar em tanta
coisa e no final… no final deixaste-me ir, sem sequer me segurares no braço nem
gritares “volta”.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Para mais tarde recordar.
Caso alguma vez te esqueças, aqui fica o registo. Ter o
coração partido é isto. No fundo, ter o coração partido é não te atreveres. Não
te atreveres a ir ver fotografias, porque sabes que vais sentir uma coisa
afiada a atravessar-te o coração. Não te atreveres a ir ler as sms guardadas,
porque vais voltar a não perceber como tudo mudou tão depressa, mas também não
te atreveres a apagá-las, porque no fundo ainda acreditas que um dia podem
fazer parte da vossa história de amor. Ou então porque são tudo o que ainda te
resta. Ter o coração partido é não te atreveres a deitar a cabeça na almofada sem
te sentires prestes a adormecer, porque sabes que por muito que estejas bem
essa é a hora a que os fantasmas voltam e, com eles, a saudade. É não te
atreveres a ir aos mesmos sítios, porque esses sítios não fazem sentido a solo,
nem a sítios onde podes encontrá-lo, porque sabes que ias dar 20 passos atrás,
independentemente dos que já deste em frente. Ter o coração partido é não te
atreveres a responder mais do que “está tudo bem” quando é óbvio que não está,
não te atreveres a deixar de sorrir porque sabes que vais chorar, não te
atreveres a achar que desta vez o toque do telemóvel pode trazer a voz dele que
também sentiu a falta da tua. Ter o coração partido é viver só com metade do
coração e não te atreveres a pedir a outra metade de volta, a que deixaste nas
mãos dele e não sabes quando voltas a ver. Nunca te esqueças, ter o coração
partido é isto.
É oficial, temos blog.
Matei o Tardes de Chuva e Chocolate e dei à luz um Matem o Cupido, por favor. Não prometo grande coisa, mas ainda tinha por aqui coisas escritas que não publiquei e que escapam ao registo da página no facebook. Seja como for, espero que vão dando um olhinho nas duas coisas.
https://www.facebook.com/pages/Matem-o-Cupido-por-favor/578633328818159
https://www.facebook.com/pages/Matem-o-Cupido-por-favor/578633328818159
segunda-feira, 22 de abril de 2013
E se de repente este blog não fechasse...
... e em vez disso passasse a chamar-se "Matem o Cupido, por favor"?
Só me falta mudar ali o título.
https://www.facebook.com/pages/Matem-o-Cupido-por-favor/
Só me falta mudar ali o título.
https://www.facebook.com/pages/Matem-o-Cupido-por-favor/
domingo, 20 de janeiro de 2013
Agora sim, fim oficial do blog
E é agora sim porque antes tive de copiar os textos todos que escrevi aqui. O que significa que também reli quase tudo - e meu deus, eu escrevi muita parvoíce. Obrigada a todos os que foram ficando para ler, e a todos os que por alguma razão não ficaram até agora mas que passaram por aqui algum tempo. Obrigada a todos os que já estão a seguir a página no facebook. Confesso que ainda tentei jogar ao quem é quem e associar as caras aos blogues, mas depressa desisti, descansem, não fui feita para detective. Para quem ainda não está a seguir, realmente não sei de que estão à espera. Na volta isto ainda se torna viral e no próximo dia 14 matamos mesmo o Cupido, não gostavam de fazer parte disso? Até sempre para quem não vai seguir-me mais, até já para quem segue a nova página. Beijinhos, abraços e muitos palhaços sim?
http://www.facebook.com/pages/Matem-o-Cupido-por-favor/578633328818159
domingo, 13 de janeiro de 2013
Caramba, será preguiça?
Das cerca de 200 pessoas que por aqui passaram e leram a última mensagem, só 30 estão a seguir a nova página. É preguiça? E se eu fizer assim:
http://www.facebook.com/pages/Matem-o-Cupido-por-favor/578633328818159
Fica mais fácil? É só clicar, e depois em "gosto", et voilá, continuam a seguir-me. Vaaaaá, toca a mexer os dedinhos :)
http://www.facebook.com/pages/Matem-o-Cupido-por-favor/578633328818159
Fica mais fácil? É só clicar, e depois em "gosto", et voilá, continuam a seguir-me. Vaaaaá, toca a mexer os dedinhos :)
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Fim do blog, hora do adeus
E agora eu podia pôr-me aqui a cantar como a Adele, 'this is the enddd' e fazer-vos chorar a todos como ela fez ao James Bond, mas não. Vou só mesmo agradecer por me terem acompanhado este tempo todo e dizer que tenho muita pena de já não ter tanto para partilhar como antes.
Agora a boa notícia (além de amanhã ser sexta-feira, já tinham reparado?). Ter pouco para partilhar não é o mesmo que não ter nada, e se ter um blog já não faz sentido, também não faz sentido não deitar cá pra fora o pouco que ainda tenho. Vai daí, criei uma página no facebook. Pronto, podem continuar a ler-me, eu ainda posso escrever parvoíces, nem tudo é mau hein? Devem saber como funciona, é só gostarem (ou fazerem like, ou curtirem, depende do idioma do vosso facebook) e depois as actualizações aparecem na página inicial.
O nome da página é: Matem o Cupido, por favor. Agora ide fazer search e botar likes e partilhar cenas, que aquilo só tem 3 dias de vida e estou a falar para as paredes. Ah, e tal, que tenho 442 seguidores no blog... Agora é que vamos ver! 1, 2, 3... GO!
Agora a boa notícia (além de amanhã ser sexta-feira, já tinham reparado?). Ter pouco para partilhar não é o mesmo que não ter nada, e se ter um blog já não faz sentido, também não faz sentido não deitar cá pra fora o pouco que ainda tenho. Vai daí, criei uma página no facebook. Pronto, podem continuar a ler-me, eu ainda posso escrever parvoíces, nem tudo é mau hein? Devem saber como funciona, é só gostarem (ou fazerem like, ou curtirem, depende do idioma do vosso facebook) e depois as actualizações aparecem na página inicial.
O nome da página é: Matem o Cupido, por favor. Agora ide fazer search e botar likes e partilhar cenas, que aquilo só tem 3 dias de vida e estou a falar para as paredes. Ah, e tal, que tenho 442 seguidores no blog... Agora é que vamos ver! 1, 2, 3... GO!
domingo, 25 de novembro de 2012
No fundo, apetecia-me ser um bocadinho menos eu
Apetecia-me voltar ao tempo em que não passava sem isto. Em que ansiava por chegar a casa e ler os comentários, responder-lhes, escrever um novo post, ir ler os blogues do costume, comentar. Apetecia-me voltar ao tempo em que ligava o portátil de propósito para vir ao blog. Mas agora não me apetece, há muito tempo que não me apetece e não sei como fazer com que me apeteça. Na verdade, há muito tempo que não me apetece nada do que podia apetecer e que não sei o que me apetece nem como encontrá-lo. Confusos? Bem-vindos à minha cabeça.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
E quem me dera saber limar-nos. Mas não sei.
É nos cantos das histórias de amor que vemos se valeu a pena entregar o nosso coração. Nos cantos bicudos, limados, assim-assim. É nas arestas que nos encontramos e ao que restou do que demos, é ali sentados que fazemos o balanço entre o que entregámos, o que recebemos e o que nos foi tirado. Dizem que é a olhar o passado, mas é nos cantos das histórias de amor. Não é a fazer contas às vezes que demos as mãos, que cantámos canções ao ouvido, que nos deixámos acreditar. Não é a desfiar os sonhos que temos agarrados ao pulso, é a medir as fendas do nosso coração. Os cantos bicudos deixam sempre fendas maiores, os outros suavizam-nas e podemos respirar. E podemos limá-los, olhar o passado e limá-los, ou limá-los enquanto amamos e arredondar a nossa história de amor. Para que um dia as fendas não sejam tão grandes, para aprendermos se valeu a pena assim. Porque é nos cantos das histórias de amor que aprendemos se valeu a pena o que levaram do nosso coração.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
E era giro se fosse desta.
O que eu queria era chegar-te. Chegar para que não quisesses mais nenhum pôr-do-sol nem mais nenhum amanhecer sem mim. Chegar para que pudesses não voltar a ver as estrelas, nem a ouvir o barulho do mar. Queria chegar para que os teus olhos ficassem nos meus e tu sorrisses, e isso te bastasse como me basta a mim ouvir-te a rir. O que eu queria, era que tu já não pensasses na vida sem mim, que não olhasses para horizontes onde eu não estou, que não imaginasses que mais alguém pode encaixar-se nos teus braços como eu nem que mais alguém pode conjugar contigo o verbo amar como eu um dia poderei fazer. O que eu queria era que tu soubesses ler-me e visses que eu queria-te mais nos meus dias e menos nos meus sonhos, que me desses tanto como eu tento dar-te a ti, que me pegasses na mão e me levasses contigo porque esse caminho que segues só faria sentido comigo e nunca, nunca sem mim. O que eu queria... era chegar-te, ser o suficiente para seres tu a pessoa que eu tenho acreditado que um dia, e ao contrário de todas as outras, iria ficar.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Como ficar sem auto-estima em cinco minutos
Convivam com crianças. A sério. Com sorte, podem ter diálogos como os que tive hoje.
Serzinho irritante 1 - Oh Sofia, tu tens um bebé na barriga?
Sofia - ... não...
Serzinho irritante 1 - Ah... mas parece!
Sofia - ...
Cinco minutos mais tarde...
Sofia - A tua sorte é que tu és gira, miúda...
Serzinho irritante 2 - E tu, és gira?
Sofia - Eu sou linda, claro...
Serzinho irritante 2 - Não és nada... tens o nariz bicudo! Como o de um picapau!
Sofia - ...
Experimentem. Implacáveis.
Serzinho irritante 1 - Oh Sofia, tu tens um bebé na barriga?
Sofia - ... não...
Serzinho irritante 1 - Ah... mas parece!
Sofia - ...
Cinco minutos mais tarde...
Sofia - A tua sorte é que tu és gira, miúda...
Serzinho irritante 2 - E tu, és gira?
Sofia - Eu sou linda, claro...
Serzinho irritante 2 - Não és nada... tens o nariz bicudo! Como o de um picapau!
Sofia - ...
Experimentem. Implacáveis.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Eu gostava de ir brincar ao Halloween...
... Mas em vez disso vou trabalhar. E também gostava de ter feriado amanhã, mas também vou trabalhar. E depois também vou trabalhar. E depois também, e depois também, e depois também, e depois também, e depois também, e depois também, e depois também, e depois também, e depois também, e provavelmente depois também. Contaram os 'depois também'? Pois. Caso alguém já se tivesse perguntado, é por isso que agora nunca ponho aqui os pés... Já disse que amanhã é feriado e eu vou trabalhar?
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Sabes que precisas de ir ao ginásio quando...
Finges que estás grávida para poderes usar o wc de um restaurante sem teres consumido lá nada. E resulta. Fuck my life.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Não sei porque não consigo escrever-te
A sério que não sei porque é tão difícil. Logo eu, que sou boa a escrever e que só queria mesmo dizer-te duas ou três coisas. Queria dizer-te que me dás borboletas e que és tu que me fazes desenhar aqueles corações estúpidos nos cantos dos meus cadernos. Que a tua voz é o meu som preferido e que já tenho músicas que me fazem pensar em ti. Queria só dizer-te que há poucas coisas melhores no mundo do que adormecer encostada a ti e que quando acordo ao teu lado preciso de sentir que estás ali. Que me fazes sorrir só por me lembrar de ti e que por ti eu deixei tudo o resto que não interessava. Na verdade, eu deixei o que interessava também, e isso passou a não interessar. Queria só dizer-te que gosto que não me deixes andar descalça e que me abraces a meio da noite, e que não me faças perguntas de manhã porque sabes que eu não vou estar bem-disposta. Que gosto da forma como te ris e que dizer-te que sim foi das melhores coisas que já fiz até hoje. Que, na eventualidade de isto correr mal, terás sido o melhor erro que já cometi. Queria só dizer-te isto. Pronto, já está.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Só para saberem...
Estou viva. Extremamente irritada hoje, farta de não ter net em casa (embora tenha de admitir que agora sou uma pessoa bastante mais produtiva), de ter as minhas pessoas longe, de ter saudades e não poder fazer nada para mudar isso, de me parecer que o meu dinheiro tem asas, da pilha de loiça suja que se acumula no lava-loiça, da senhora do McDonalds que já veio aqui 28 vezes ver se o meu café ainda não acabou (sim, pedi a coisa mais barata para poder usar a vossa net, e pretendo fazê-la durar!), desta cidadezinha irritante em que já tentaram assaltar-me. E tenho fome. Mas estou viva. Era só para saberem.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Sorte é o pipi da tia.
Acho que se ouvir mais uma pessoa a dizer "ah vais viver para x sítio?? que sorte!", prego-lhe semelhante chapadão que só pára de dar voltas nas cuecas quando bater na parede. Sorte? Sorte era ter-me caído um bilhete de avião no colo. Sorte era ter ganho o euromilhões e assim ter dinheiro para ir. Sorte era uma alma caridosa ter-se chegado ao pé de mim e dizer "Oh minha donzela que sois tão linda, quereis fazer o favor de pegar nesta passagem de avião para uma das cidades mais fantásticas do mundo? E tomei lá também uma casinha já com a renda paga para os próximos tempos, e já agora, porque não levardes a família e os amigos consigo? Fazei o favor, ora essa, o prazer foi todo meu!".
Qualquer uma dessas hipóteses teria sido sorte, sim. Mas, por estranho que pareça, não foi o caso. Incrivelmente, tive de pagar o voo, tive de trabalhar bastante e de me poupar a muitas coisas para juntar (muito) dinheiro para sobreviver nos próximos tempos, tive de deixar um trabalho de que gosto para já, sabendo que muito provavelmente vou servir às mesas. Tive de sair da minha zona de conforto porque vou deixar o que me é conhecido, o que me é confortável, o que é seguro, e até o meu idioma vai ter de ser trocado por um em que não sou fluente. E pior do que isto tudo, descobri hoje, vou ter de deixar pessoas. Pessoas de quem gosto e que estão na minha vida. E se umas vão continuar lá quando eu voltar, outras podem não estar, porque a vida continua, as pessoas seguem em frente e nós ficamos para trás.
Portanto, não é sorte. É sacrificar umas coisas para ter outras, é ter força para fazer ouvidos moucos a quem disse que eu era louca, é ter em mente que é um sonho tornado realidade e que a vida é curta demais para viver no morno. É ter coragem, sobretudo. Ter coragem para ser feliz, quando o que temos, o que todos os outros têm e que lhes chega, não nos chega a nós.
domingo, 20 de maio de 2012
Destino, esse filho da p***
A vontade é encostar esse cabrão do destino à parede e perguntar-lhe afinal que merda vem a ser esta. Perguntar-lhe por que motivo masoquista ele te meteu no meu caminho, logo agora, que eu já tenho outro traçado para mim. Por que motivo eu tenho de escolher, por que motivo não posso ter tudo, e por que motivo não apareceste quando eu não tinha nada. Por que motivo eu tenho de escolher deixar-te aqui e ir atrás do meu outro sonho, o que não envolve fazer parte de outra pessoa, sentir que pertenço a alguém e que tu irias pertencer-me também, depois de tanto tempo sem o sentir com ninguém. Mais do que deixar-te, sinto que me estás a ser roubado. Que alguém, num acto de sadismo, resolveu que tu ias entrar na minha vida, só para eu ver como era, só para que me esfregassem na cara como a felicidade com alguém afinal é possível, mesmo antes de me dizerem "Pronto, agora que já viste, podes ir-te embora como tinhas decidido que ias". Mais do que deixar-te, sinto que me estás a ser arrancado das mãos. E elas vão ficar vazias sem ti, e eu não sei quando vou conseguir voltar a segurar outras.
Caralho do destino.E tu? Onde andavas tu??
quarta-feira, 16 de maio de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
Não são vocês, sou eu
Não sei bem como aconteceu. Aos poucos, fui escrevendo menos. Fui trabalhando mais, é verdade, mas isso não significa que ponha o trabalho em primeiro lugar! Vocês continuam a ser importantes. A sério que sim. Eu sei que houve tempos em que meia hora depois de publicar um post eu já estava aqui batida para ler comentários. E eu continuo a gostar dos comentários, a sério que continuo. O problema não é vosso, é meu. Eu é que fui dedicando menos tempo à nossa relação. Fui precisando menos e menos de escrever, e quando não escrevia fui percebendo que afinal não sentia falta... Mas juro que sempre que disse que nunca iria deixar-vos era verdade, eu acreditava mesmo que não passava sem vocês, que não vivia sem isto, que enlouquecia se não pudesse escrever. Se calhar tomei-vos como garantidos, eu sei, eu sei... Diz-me muito que continuem aí. Por isso vou fazer um esforço e tentar dedicar-me outra vez mais à parvoíce (ou à partilha da parvoíce, porque na verdade ela continua no meu dia-a-dia). Só não prometo voltar já já a responder aos comentários, sim? Tenho uma segunda oportunidade?
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Someone like you
Alguém que nos faz voltar a respirar. Alguém que nos faz ouvir o telemóvel e esperar sempre que seja ele. Alguém que nos tira outro alguém da cabeça. Alguém que nos faz dizer "já não quero mais" aos amigos coloridos, e "não estou interessada" aos que vierem. Alguém cujo abraço forte nos permite adormecer sem pensar em mais nada. Alguém com quem conseguimos andar de mãos dadas.Alguém com quem vamos ao cinema e não vemos metade do filme. Alguém com quem nos tornamos "um desses casais". Alguém que gostávamos de apresentar aos nossos amigos. Alguém a quem temos vontade de dizer "já tinha saudades tuas" quando finalmente o vemos. Alguém com quem precisamos de contacto físico, o estar perto não basta. Alguém que nos faz rir. Alguém com quem voltamos a usar nomezinhos foleiros. Alguém que se preocupa connosco e nos ralha por andarmos descalças. Alguém em quem temos orgulho. Alguém em quem acreditamos. Alguém que sai de casa de propósito para nos levar ao carro, apesar de serem 2h da manhã e estar um frio de rachar. Alguém que nos segura a mão quando estamos doentes. Alguém que vamos deixar dentro de mês e meio para ir atrás de um (outro) sonho.
É o pior timing de sempre.
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