Agora só tenho de sobreviver às ressacas para lá chegar. Eu consigo... eu consigo. Mensagens de apoio são bem-vindas...
domingo, 14 de agosto de 2011
A isto chama-se estabelecer objectivos na vida.
Agora só tenho de sobreviver às ressacas para lá chegar. Eu consigo... eu consigo. Mensagens de apoio são bem-vindas...
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Sabes qual é a diferença?
Eu odeio-te, porque dizes-me sempre que tiveste saudades minhas. Que gostas dos meus olhos e das minhas sardas. No fundo, eu só queria que tu dissesses que gostas de mim. Ou então só que aquilo significasse que tu gostas de mim. Mas não significa, tu só dizes que tiveste saudades, e eu nem sei o que é que isso quer dizer. Eu nunca tenho saudades tuas. Mas eu nunca quero que tu vás. Eu nunca quero que tu vás, e tu nunca me pedes para ficar. Não sabes que vais ter saudades? Eu ficava. É essa a diferença entre nós.
domingo, 7 de agosto de 2011
Volta Verão, estás perdoado

Está bem que este blog se chama Tardes de chuva e chocolate e que é por alguma razão - eu gosto de chuva, e gosto de chocolate, e gosto de tardes em que se combinem as duas coisas (e vi esse nome na capa de um livro e pareceu-me bem, vá). Está bem que no outro dia quando choveu no país todo eu delirei, porque já tinha tantas (tantasss) saudades do céu cinzento e da chuva. Mas tudo isto não me tira da cabeça uma questão fulcral: o que raio aconteceu ao Verão?? Lembram-se dessa estação do ano, que agora se assemelha a algo mítico? Aqueles três meses em que só se estava bem com o cu de molho na praia, em que andávamos de chinelinho o dia todo (noite incluída), em que os vestidinhos eram bem-vindos todos os dias? Em que alapávamos o rabo numa esplanada ao fim do dia e só saíamos de lá às 2 da manhã e no máximo tínhamos de vestir um casaquinho de malha? Agora eu já dei comigo a ponderar seriamente calçar umas botas quando vou sair à noite, porque tem havido noites em que está mesmo frio para isso. Agora eu tenho de pensar em sítios que não tenham esplanada, porque não se aguenta a partir do pôr-do-sol. O meu casaco de cabedal (falso, cabedal falso, como é óbvio) não é arrumado no armário da roupa de Inverno, porque continua a fazer-me falta. E eu, uma pessoa que até era gaja para comer um gelado todos os dias (quando não era mais do que um), este Verão juro que os meus dedos das mãos chegam e sobram para contar os gelados que já comi. Não apetece, está vento, faz frio, torno-me mais a pessoa de torradas que sou no Inverno. Estou triste. Já me imagino a falar aos meus filhos da estação que existia antigamente, o Verão, e de como era divertido andar de vestido e chinelos durante três meses, mesmo à noite, porque estava calor, muito calor. Já vejo a expressão incrédula nas carinhas deles, pobrezinhos. Estou mesmo triste, bolas.
A boa notícia? Posso desatar a comer que nem uma orca. Daqui por uns cinco anos, provavelmente já nem está calor suficiente para usar biquini.
A boa notícia? Posso desatar a comer que nem uma orca. Daqui por uns cinco anos, provavelmente já nem está calor suficiente para usar biquini.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Estás a ver?

Eu queria uma pessoa que me deixasse cantar alto enquanto conduzo, e que depois me dissesse que eu canto mesmo mal e se risse disso comigo. E que depois me pedisse para cantar mais um bocadinho. Estás a ver? Eu queria-te a ti. E se tu não vês isso, e não me queres também, só podes ser um perfeito idiota.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Boy, we made such a mess together.

Não queria escrever para ti. Eras teimoso e chato e querias estar sempre a espetar-me beijos nas bochechas. Eras meticuloso e voltavas sempre atrás para verificar se a porta do carro estava fechada, e confirmavas duas ou três vezes - essa tua POC irritava-me tanto. Quando arrumavas alguma coisa, fazia-lo milimetricamente. Tenho saudades de gozar-te por causa disso. Quando dormíamos juntos, via-se perfeitamente qual era o meu lado da cama; quando íamos acampar, via-se perfeitamente qual era o meu lado da tenda. Era aquele que tinha roupa espalhada por todo o lado, e o teu era o que tinha só uma camisola perfeitamente dobrada em cima da mochila. Mas depois saltavas de penhascos, saltavas de cabeça e sem pensar duas vezes, e por isso eu sabia que não eras aborrecido. Cantavas mal. Meu deus, cantavas tão mal, tinhas tão pouco sentido para a música que até as tuas palmas eram fora do ritmo. Tinhas vergonha das coisas mais idiotas, como entrar numa loja só para ver coisas quando não ias comprar nada, mas eras a pessoa mais sociável que eu conhecia. Era tão fácil gostar de ti, com o teu sorriso fácil, os teus traços perfeitos, a tua simpatia e o teu bom coração. Quando eu chorava por causa de um animal no meio da estrada, tu limpavas-me as lágrimas e dizias "tu tens um coração tão grande..." e, nessas alturas, eras a melhor pessoa do Mundo para mim - ainda que eu soubesse que não eras. Achava uma mariquice pegada que um homem feito não tivesse qualquer problema em abraçar a mãe só porque sim e em enchê-la de beijos - mas, secretamente, achava isso o máximo. Também achava uma lamechice que tivesses a minha foto no fundo do teu telemóvel e a nossa música como tom de toque, mas sorria sempre que a ouvia. Ainda a tens. Dois anos depois, ainda a tens. Dois anos depois, ainda me atendes o telemóvel a dizer "Wow, isto foi estranho! Tinha acabado de marcar o teu número e carregar no verde para te ligar...". Não queria escrever para ti. Não queria, porque isso é dar-te esta importância toda, e porque eu não gostava daquelas coisas todas. Mas eu tenho tantas saudades delas.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Ups... - 3
Não vale a pena negar, já aconteceu a todos nós. Seja numa discoteca, num bar ou mesmo em casa, já houve um momento em que estávamos em pleno Chuva de Estrelas no interior das nossas cabeças, na maior actuação das nossas vidas, a cantar em total sintonia com a música (nas nossas cabeças é sempre assim) e, de repente, por qualquer motivo, a música pára... e nós ainda estamos a cantar orgulhosamente. E aí percebemos que, afinal, a sintonia não era assim tãooo grande. E é embaraçoso. Pior do que isto, só mesmo estar a meio duma conversa íntima, a berrar para nos fazermos ouvir por cima da música, e ela parar de repente. Conseguem imaginar? Qualquer coisa como: "Uma vez vi (música pára) um vibrador cor-de-rosa dos grandes....". É caso para dizer "Ups...".NOTA: o exemplo acima referido foi imaginado e qualquer coincidência com a realidade não é da responsabilidade da autora. A própria acrescenta que essa situação não aconteceu com ela. Mesmo. A sério que não.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
A vida não se aprende nos livros - 9

Eu já aprendi que, por muito cuidado que eu tenha, por muitas voltas que o Mundo dê... os pares das minhas meias evaporam-se sempre algures entre o percurso do cesto da roupa suja até à gaveta das meias do meu quarto. E é um mistério que nunca hei-de conseguir desvendar. Desconfio que a minha máquina de lavar tem um buraco. Ou que vivem lá duendes que comem meias, não sei bem qual das teorias prefiro.
Ah, e é por isto que, muitas vezes, durmo com meias desirmanadas. Não vou deitá-las fora só porque não encontro o par, não é?
Ah, e é por isto que, muitas vezes, durmo com meias desirmanadas. Não vou deitá-las fora só porque não encontro o par, não é?
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terça-feira, 12 de julho de 2011
Eu acho que não é pedir muito. Mas...

Ter-te comigo esvazia-me sempre um bocadinho mais o coração. Porque eu queria sempre a tua mão um bocadinho mais entrelaçada na minha, eu queria sempre os teus lábios encostados aos meus por um bocadinho mais de tempo, eu queria sempre o teu braço a apertar um bocadinho mais o meu corpo contra o teu. Como se quisesses mesmo sentir-me perto de ti, e não porque, por acaso, os nossos corpos estavam perto o suficiente para me abraçares. Eu queria que, para ti, eu nunca estivesse perto o suficiente, que me quisesses sempre mais aí, encaixada nesse rumo flawless que é o da tua vida.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
I try to walk away and I stumble...

Estás a ver o planisfério de que falávamos na escola? Já o percorri a dedo, já desenhei caminhos novos. Já o fiz sozinha e acompanhada. Já tentei passo a passo e já tentei adiantar quilómetros. Já tracei até mapas estelares, e nada. Volto sempre ao caminho que me leva a ti. E não há nada a fazer, sabes? O meu coração não me pertence desde que o deixei nas tuas mãos. E tu levaste-o contigo. Tenho vontade de pedir-te que ao menos tenhas cuidado, que ao menos não o deixes cair, que ao menos tomes conta dele. Que ao menos te lembres que ele continua a bater por ti, e que a cada passo que dás fora do que era o nosso caminho, ele parte-se mais um bocadinho. Tem cuidado, ao menos tem cuidado.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
A vida não se aprende nos livros - 8

Eu já aprendi que não vai resultar quando ele me beija pela primeira vez e tudo o que me apetece dizer-lhe é: "Amigo, isso não é um beijo, isso é uma endoscopia."
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terça-feira, 21 de junho de 2011
I try to say goodbye and I choke.

Estou sempre a ser empurrada para ti. Eu juro que queria deixar de percorrer o caminho que me leva de volta a ti uma e outra vez, mas o meu coração parece não conhecer outro. Por muito que eu tente, por muito que trace novos caminhos, por muito que percorra mapas deste mundo e de outro qualquer, no fundo eu não me afasto um milímetro da estrada que íamos percorrer os dois. Não é que eu viva no passado, eu vivo é num futuro em que tu estás, como era suposto. E num presente em que tu não me deixas escapar. Porque o teu sorriso está sempre lá, os teus olhos estão sempre prontos a encontrar os meus, e a tua vida está sempre a entrelaçar-se na minha, como as nossas mãos costumavam fazer. Não é suposto estares comigo, mas estás, estás sempre e por toda a parte. Sabes? Eu acho que não, mas gostava que soubesses que ainda te ouço a desejares-me boa noite sempre que encosto a cabeça na almofada e me preparo para mais uma noite sem sonhos contigo.
domingo, 19 de junho de 2011
Ele há-os ao pontapé, mas....

Os homens giros são convencidos. Os homens feios não têm auto-estima. Os homens bonzinhos são uma seca. Os homens mauzões não têm sentimentos. Os homens cultos são intelectuais demais. Os homens burros são... bom, são burros. Os homens práticos são desligados. Os homens sonhadores são umas meninas. Os homens que se focam na carreira não têm tempo para mais nada. Os homens que não têm carreira não têm grande interesse. Os homens frios não nos dão atenção suficiente. Os homens atenciosos são uns chatos. Os homens normais nunca têm paciência. Os homens que nos aturam tudo são mentalmente instáveis. Os homens do presente são uma dor de cabeça. Os homens do passado são uma dor ainda maior. Os homens sérios fazem-me fugir. Os homens divertidos têm sempre um monte de miúdas atrás. Os homens que têm miúdas atrás deles são sinónimo de chatice. Os homens que não têm miúdas nenhumas atrás são, no mínimo, estranhos. Os homens que não nos ligam de volta são uns sacanas. Os homens que nos ligam no minuto seguinte, e no outro, e no outro, são carentes. Os homens misteriosos dão connosco em doidas. Os homens simples não têm piada nenhuma. Ser solteira é tão cansativo que estou a pensar fazer um voto de celibato eterno.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Ups... - 2
Os "Parabéns a você" são o terror de qualquer pessoa que, como eu, não goste de ser o centro das atenções. Num momento, está toda a gente animada, a jantar e tal. E, no momento seguinte, puff, tudo de pé à nossa volta, a bater palmas alegremente enquanto entoam a cantilena mais idiota de sempre. Nesse terrível e temido momento, nós ficamos ali no meio, a pensar onde enfiamos as mãos, se batemos palminhas também ou se as deixamos estar quietas, se olhamos para as dezenas de olhos postos em nós ou para o bolo, se cantamos também ou se ficamos com um sorrisinho forçado até à parte do "... uma salva de palmassss eeeeeeeê!!". É tãooo mau.domingo, 5 de junho de 2011
If I had you here, I'd clip your wings.

Voltar atrás e fazer com que nunca tivesses partido. Com que nunca me tivesses partido. Por vezes era tudo o que eu queria. Voltar àquela tarde de Agosto e (pres)sentir de novo o teu beijo, o primeiro beijo, com a certeza de que não haveria o último. Fazer de novo todas as promessas que te fiz, porque agora eu não iria quebrá-las. Jurar-te o meu amor por ter a certeza que ele nunca seria de mais ninguém. Voltar atrás e fazer com que houvessem finais felizes. As nossas mãos iam ser dadas até ao pôr-do-sol e tu ias estar em todos os meus dias.. nas minhas noites também. Não haver outra pessoa no meio dos teus braços - como poderia haver, se eles estavam destinados a só me abraçarem a mim? Às vezes acho que brincámos com o destino e que, por isso, ele ainda não nos deixou ficarmos longe o suficiente. Era suposto estarmos juntos, e por isso ele ainda te mete no meu caminho tantas vezes, ainda tropeço em nós de vez em quando, ainda há coincidências que não deixam que tu saias de mim. Deve estar à espera que finalmente consigamos perceber que não era suposto haver esta distância entre nós. Eu voltava atrás e enganava o destino. Quando ele esperasse que eu corresse para longe, eu pegava na tua mão e jurava-te para sempre. E jurava mesmo, porque desta vez eu ia cumprir e tu só poderias ser feliz comigo.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Oh tonight you killed me with your smile
quinta-feira, 2 de junho de 2011
A vida não se aprende nos livros - 7

Eu já aprendi que, por muito longa, interminável e aborrecida que a fila de trânsito em que estou enfiada seja, não vale a pena passar para a fila do lado, aquela que anda sempre mais rápido. Porque, no momento em que mudamos de fila, a pensar "epá espera lá que aquela está a andar melhor!", a fila para que passamos torna-se de imediato a fila mais longa, interminável e aborrecida de todas, e aquela de que saímos começa a andar mais rápido. Diz que a isto se chama leis de Murphy, e eu não sei quem foi esse senhor, mas parece que percebia umas coisas.
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quarta-feira, 25 de maio de 2011
Ups... - 1
Estão a ver aqueles momentos embaraçosos em que o vosso primeiro pensamento é "Ups..." e o segundo é "estas coisas só me acontecem a mim"? Bom, trago boas notícias, essas coisas não vos acontecem só a vocês. Aliás, se houve coisa embaraçosa que já vos aconteceu, certamente que já terei passado por igual ou pior, tal é a minha tendência para essas coisas. Por isso, e para que se sintam mais acompanhados na vossa idiotice, vou começar a partilhá-los. Para depois poderem pensar "haja alguém mais otário do que eu!" - e há, meus amigos, há. Aí, podem sempre contar com a amiga Sofia.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
Alguém se acusa?
Gostava muito de saber que não sou a única pessoa que faz isto. Ainda mal conheço a pessoa mas, ao mínimo sinal de interesse da parte dela (nem que seja uma troca de olhares furtiva), já sei quantos animais de estimação vamos ter, o nome dos nossos filhos, quantas assoalhadas vai ter a nossa casa, em que ilha das Seychelles vamos passar a lua de mel e como vão ficar lindas penduradas no quarto de banho as toalhas de rosto bordadas com as nossas iniciais. Eu sou uma pessoa tão triste. Ao menos digam-me que não sou a única...
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segunda-feira, 16 de maio de 2011
Senhoras do meu ginásio...
... dá para pararem de passear os vossos rabos perfeitos e sem celulite pelos balneários? Já é deprimente o suficiente uma pessoa ter de olhar para o seu próprio rabo, há lá alguma necessidade de virem esfregar-nos os vossos nas fuças (salvo seja!)? Ao menos tapem-se com uma toalhinha ou coisa que o valha... Por favor...?(e, já agora, o que vão fazer ao ginásio? Se o meu rabo não parecesse um campo de golfe de tantos buracos que tem, eu nem me dava ao trabalho de pôr lá os pés!)
sábado, 14 de maio de 2011
Bad boys, bad boys... watcha gonna do?
quarta-feira, 11 de maio de 2011
A vida não se aprende nos livros - 6

Eu já aprendi que, quando saímos de um wc público, devemos sempre olhar para os pés para confirmar que não temos uma tira de papel higiénico inconvenientemente colada à sola do sapato.
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segunda-feira, 9 de maio de 2011
I know someday you'll have a beautiful life

Percebi a forma como o meu coração, pequenino e confortável, batia contra o meu peito. Percebi que se achava em casa outra vez, que achava que, finalmente, tinha tudo acabado e voltado ao normal. Senti-me um pouco mal por enganá-lo. A ele, passava despercebida a ausência de pormenores como a moldura com a nossa fotografia em cima da mesa de cabeceira, ou como a minha certeza de que de manhã, e no dia seguinte, e no outro, tu ainda estarias ali, e eu não quereria ir a lado nenhum. Então, eu fechei os olhos com muita força, e deixei o meu coração acreditar. Fechei os olhos com muita força, e comecei a decorar-te. Como se fosse preciso – como se eu alguma vez te tivesse esquecido. Mas achei que mais tarde, quando já não estivesses ali, podia fazer crer ao meu coração que ainda estavas. Decorei o peso exacto do teu braço em cima da minha cintura, o ritmo calmo e certo com que o teu peito aumentava ou diminuía a pressão contra as minhas costas à medida que inspirava ou expelia o ar. Decorei o contraste da temperatura da tua pele contra a minha, a pressão quase nula com que as pontas dos teus dedos roçavam a pele da minha barriga e o modo certo como as nossas pernas se entrelaçavam. Fiz crer ao meu coração que um dia, um dia talvez pudéssemos ficar assim para sempre. Abri os olhos e notei que a nossa fotografia continuava a não estar na mesa de cabeceira. Então, sem saber como, consegui desprender-me do teu abraço morno sem te acordar. Levantei-me em silêncio, vesti-me, decorei uma vez mais a primavera no teu rosto que dormia. Uma última vez, amei o contorno perfeito dos teus lábios, peguei nas minhas coisas e no meu coração, e saí.
domingo, 8 de maio de 2011
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Life rolls on
Não sei por que te escrevo desta vez. Acho que queria que soubesses que está tudo bem. Que isto é a minha vida sem ti, e está tudo bem. Aprendi a colorir os dias com outras cores que não as dos teus olhos, e a dar-lhes luz sem a do teu sorriso. Aprendi a ver outros sorrisos, a pensar noutros rostos, a sonhar acordada com outros olhares. Há dias em que ainda tropeço, e outros mesmo em que caio numa qualquer recordação nossa das que ainda tenho espalhadas pela vida, mas aprendi a levantar-me e a continuar a andar. Aprendi a rir de piadas que não as tuas, e a guardar momentos que não os nossos. Talvez fosse a altura certa para dizer-te adeus - mas alguma vez haverá uma altura certa para dizer adeus ao amor da nossa vida? Por isso, escrevo-te só para dizer que ainda penso em ti, todos os dias, e, nalgumas noites, ainda fecho os olhos e desejo-te bons sonhos, mesmo sabendo que não é comigo que vais sonhar. Muitas pessoas não percebem, sabias? Eu diria mesmo que ninguém nos percebe. E eu não os culpo. Afinal, quantas pessoas podem dizer que viveram o que nós vivemos? Fomos nós que decorámos pôres-do-sol, que embalámos promessas até adormecermos, que tivemos a certeza de que "para sempre" era só um começo. Fomos nós que estivemos lá sempre que as nossas mãos se davam e o Mundo voltava à sua ordem natural, porque estávamos juntos. E, sem ti, as coisas sempre fugiram um pouco da sua ordem. Bom, agora fogem muito. Agora eu apaixono-me por pessoas erradas, em alturas erradas, sorrio quando só me apetecia chorar e choro quando tenho razões para sorrir. Nunca sei bem o que quero e raramente quero mesmo aquilo que tenho. Agora eu saio, chego tarde, viajo, e nunca tenho ninguém a quem dizer "Já cheguei". Mas está tudo bem, e era só isso que eu queria que soubesses. Isto é a minha vida sem ti. E está tudo bem.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Right back at you.

Deixas-me nesta luta interior desde a primeira vez que te vi. Entre o querer e o dever, entre o que me apetece e o que seria melhor para mim, entre só querer ficar e não poder senão tentar partir. Entre a dureza dos teus traços e o cheiro perfeito da tua pele. És muitos defeitos e poucas qualidades, mas és o descoordenar do meu ritmo cardíaco quando a tua voz passa junto do meu ouvido. És o desejo de fazer-te tudo e a vontade de só ficar no meio dos teus braços. És desespero e certeza absoluta, és fugir e vontade de ficar, és as piores recordações e querer voltar atrás. Somos o preto e o branco, o 8 e o 80, somos diferentes mas tão, tão iguais. Somos a combinação menos perfeita de sempre mas tu percebes-me como ninguém. Fomos muita coisa e se calhar somos muita coisa ainda. Mas foste tu que escolheste. Contra todas as expectativas, foste tu que não me quiseste. Por isso, deixa-me em paz.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
When he doesn't love you back

Quando gostamos de alguém que não gosta de nós, o Mundo à nossa volta perde as cores. De repente, o cor-de-rosa esfuma-se e fica em tons de cinzento. Começamos a tentar perceber o que fazemos de errado, o que temos de tão errado para que aquela pessoa não goste de nós. Esquecemos até que muitas outras pessoas já gostaram, ou até gostam de nós - o que importa é que aquela, aquela em particular, a única que queríamos, não nos quer. Deixa-nos em desespero. Apetece-nos gritar "Eu posso ser tudo o que tu quiseres!" e prendê-la para que não vá para os braços de mais ninguém. Temos a certeza de que poderíamos ser melhores do que ninguém para essa pessoa - se ela ao menos nos deixasse tentar. Quando gostamos de alguém que não gosta de nós, o nosso cérebro luta constantemente com o nosso coração. Diz-lhe que aquela pessoa também é cheia de defeitos e, por cima disso tudo, não gosta de nós, o que deveria ser suficiente para não gostarmos dela também; o coração responde, numa voz muito mais alta, que não escolhe de quem gosta, que não pode deixar de gostar só porque sim, e que só queria a pessoa por perto - importam lá os defeitos agora. Quando gostamos de alguém que não gosta de nós, agarramo-nos a coisas pequeninas e insignificantes, como um sorriso na chegada, um olhar na despedida, ou as palavras que a pessoa usou numa sms. Qualquer coisa serve para manter viva a esperança de que, afinal, podemos estar enganados, de que, afinal, a pessoa até pode gostar de nós. Só que raramente estamos enganados, os nossos instintos costumam acertar quando nos dizem que não estamos a ser correspondidos, que aquele olhar podia ser alguma coisa mas depois o silêncio do outro lado diz muito mais. Quando gostamos de alguém que não gosta de nós, coisas tão simples como o tempo que a pessoa demora a responder-nos deixam-nos com os nervos em franja e passam a tomar as rédeas do nosso dia-a-dia. Pulamos de felicidade quando vemos o nome em questão no visor do telemóvel, o sangue corre-nos doutra maneira nas veias quando sabemos que vamos ver essa pessoa, limitamo-nos a passar pelos dias quando ela está longe. Quando gostamos de alguém que não gosta de nós, somos ridículos a este ponto. E só queríamos não ser ridículos sozinhos.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
What if I spoke those words today?

Sinto a tua falta. Passaram-se dias, meses, mais de um ano, e eu ainda sinto a tua falta. E eles dizem que passa. Que sim, que passa sempre. Mas eles não sabem de nada, amor. Não sabem do encaixe perfeito da minha mão na tua nem de como as horas corriam quando estávamos juntos. Não sabem do conforto que éramos nem da paz no teu rosto. Não sabem da luz que tinham os teus olhos, nem de como nunca mais encontrei essa luz em ninguém e, desde então, vivo na sombra. Não sabem da mágoa no teu rosto de primavera quando te deixei, nem da que causámos um ao outro desde aí. Não, eles não sabem de nada, amor. Nem da tua voz no meu ouvido a dizer-me baixinho as coisas com que agora nem sonho, porque acordar seria doloroso demais. Eles não sabem como é viver todos os dias contigo no coração e com a (in)certeza de que se calhar, só se calhar, eu podia ter tentado um bocadinho mais. Eles não sabem de nada, mas eu sei que o teu sorriso não me passa, e nem a saudade - nunca.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
So where the fuck are you, anyway?

Esta brincadeira de encontrar a pessoa da nossa vida cansa. É uma maratona, já repararam? Há quanto tempo a procuram? Eu comecei a procurá-la há mais de dez anos. Bom, não a procurá-la oficialmente (aos 13 anos sabia lá eu o que eram almas gémeas - na verdade, aos 25 continuo a não saber bem...), mas a incursar nestas coisas dos amores e das paixões. E é tão difícil! Arrisco-me mesmo a dizer que é a tarefa mais difícil que temos ao longo da vida. Eu já o faço há mais de dez anos e continuo a não ter ideia de como se faz... Como é que se procura uma coisa que não conhecemos, sobre a qual não sabemos nada? Até podemos achar que sabemos, podemos achar que queremos uma pessoa assim ou assado, com olhos cor de não sei quê e personalidade xpto. Mas depois aparece-nos um que não tem nada a ver e é por ele que nos apaixonamos, portanto, é como se não soubéssemos nada sobre o que estamos a procurar. E, mesmo depois de encontrarmos uma pessoa, não sabemos o resto. Os meus dez anos de experiência não me ensinaram lá grande coisa. Uns quanto do's and don't's, dos básicos. De resto, continuo na ignorância! Quando o encontramos, fazemos o quê? Convidamo-lo a sair ou esperamos que ele nos convide? Damos-lhe o nosso número ou esperamos que ele o peça? Procuramo-lo no facebook (esta é nova) e metemos-lhe um like numa foto (blhec)? E depois, quando saímos com ele? Vamos simples ou empiriquitadas? Esperamos um beijo no fim da noite ou guardamos para mais tarde? Ligamos no dia seguinte ou esperamos que ele ligue? Quanto tempo temos de esperar até desesperar se ele não ligar? E quando nos apaixonamos? Quanto tempo devemos esperar até abrir o jogo, por quanto tempo devemos fazer-nos um bocadinho de difíceis? E se não nos apaixonamos? Continuamos a tentar, damos-lhe mais uma hipótese (ou duas, ou três?) ou cortamos-lhe logo as asas? É cansativo, desesperante, leva-nos à exaustão. E continuamos a fazê-lo, a procurar, porque queremos acreditar que, no final, compensa. E sim, por muito que repitamos a frase cliché e que ela até seja verdade - "O truque é parar de procurar!" - na realidade passamos o tempo a procurar. Sempre que o nosso olhar se cruza com o de um moreno giro do outro lado do bar, sempre que aceitamos um convite para um café, sempre que sorrimos para aquele amigo, procuramos alguma coisa nele que nos diga que pode ser ele a pessoa. Bom... eu vou continuar a procurar. Desejem-me sorte!
domingo, 24 de abril de 2011
Eu disse-vos que ando deprimida
quinta-feira, 21 de abril de 2011
A paixão
"(...) É assim que começa a paixão. E a paixão é o aspecto mais perigoso do desejo humano. A paixão leva àquilo que os psicólogos chamam «pensamento intrusivo» - aquele famoso estado de distracção, em que não nos conseguimos concentrar em mais nada, a não ser no objecto da nossa obsessão. Assim que a paixão ataca, tudo o resto - empregos, relações, responsabilidades, comida, sono, trabalho - fica pelo caminho, enquanto alimentamos fantasias sobre o ser amado, que rapidamente se tornam repetitivas, invasivas e absorventes. A paixão altera a química do nosso cérebro, como se nos estivéssemos a encharcar em opiáceos e estimulantes. Os cientistas descobriram recentemente que os exames de imagiologia cerebral e alterações de humor de uma pessoa apaixonada são extraordinariamente semelhantes aos de uma pessoa viciada em cocaína - e não é de estranhar, pois a paixão é uma adição, com efeitos químicos mensuráveis no cérebro. Tal como a antropóloga e especialista em paixão, a doutora Helen Fisher, explicou, as pessoas apaixonadas, tal como qualquer drogado, «sujeitam-se a coisas pouco saudáveis, humilhantes e até fisicamente perigosas para conseguir o seu narcótico».
(...) É claro que o problema com a paixão é o facto de ela ser uma miragem, uma ilusão de óptica - na verdade, uma ilusão do sistema endócrino. A paixão não é exactamente a mesma coisa que o amor; é mais como a sua segunda prima duvidosa, que está sempre a pedir dinheiro emprestado e não consegue segurar um emprego. Quando nos apaixonamos por alguém, não estamos realmente a olhar para essa pessoa; estamos apenas cativados pelo nosso próprio reflexo, inebriados por um sonho de completude que projectámos num perfeito desconhecido. Nesse estado, temos tendência para decidir todo o tipo de coisas espectaculares sobre os nossos amantes, que podem ou não ser verdade. Percepcionamos algo quase divino nos nossos amados, mesmo que os nossos amigos e família não o vejam. No fim de contas, a Vénus de um homem é a lambisgóia de outro, e outra pessoa poderá facilmente considerar o nosso Adónis pessoal um falhadozinho, absolutamente entediante. (...)" (Elizabeth Gilbert, "Comprometida")
Espero que todos tenham tido o mesmo sentimento de iluminação e clarificação quando leram isto. Vamos lá, todos juntos: "ahhhhhhhh..." - com um suspiro de desalento no final, por favor.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Can we pretend that airplanes in the night sky are like shooting stars?

Naquele momento, tu fazes um sorriso tão perfeito que o meu coração salta duas batidas. E depois eu sigo, com o mesmo modo piloto automático de sempre, com os olhos húmidos a viagem toda, porque tenho o teu cheiro na minha pele mas ele vai desaparecer numa questão de horas, e então eu já não vou ter mais nada teu. Tu não me dás nada. Nem o prazer de saber que também estás a pensar em mim, ou que te preocupas comigo. Que te lembras de mim, sequer. Como agora, que são duas da manhã e eu não consigo fazer outra coisa que não rever cada palavra tua e cada expressão do teu rosto, e tenho a certeza que tu adormeceste há horas sem sequer te lembrares da cor dos meus olhos e sem me desejares perto de ti. E as minhas mãos estão vazias e apetecia-me que tivessem as tuas no meio, e aí eu podia adormecer. Assim, só gosto de ti de maneiras antes impensáveis e dava tudo para ser um bocadinho disto para ti. Se eu tivesse três desejos, tu serias um deles.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
It's 3 am, I must be lonely

O meu mundo era a preto e branco. Quando não havia cavalos nem princesas nem capas nem torres. O meu mundo era a preto e branco, tu vieste e ele passou a cor-de-rosa. Passou a sorrisos e a andar à chuva e a dançar sozinha, passou a vontade de (te) viver incessantemente, ao teu rosto sempre que acordava de manhã. E depois, depois passou a meios sorrisos, a meia felicidade, a meio aperto no coração quando percebi que eu não te deixava a dançar à chuva e que tu nem tinhas percebido que eu te salvei, eu e o meu cavalo branco. Tu nem percebeste que eu fiquei com a caneta na mão, suspensa, à espera do final feliz que tu não me deixaste escrever. E agora... agora estou só cansada. De gostar tanto de ti, de só te ver a ti quando tu nunca me vês. De não ter vontade de dormir, porque tu invades-me o pensamento quando fecho os olhos, porque invades-me os sonhos quando adormeço, porque estás lá quando eu acordo e nem sequer é a sério. Quem me dera que ver-te não me deixasse com o coração a mil, que fosses só uma pessoa igual às outras. Que não me fizesses odiar as músicas que antes me deixavam a sorrir porque te traziam para o meu lado, que não me fizesses odiar os casais de mãos dadas porque tu só me deste a mão uma vez e o resto do Mundo parou e tu nem deste por nada. Eu gostava que ainda me desses mais vontade de sorrir do que de chorar, de ainda achar que podia ser fácil, de achar que também podia depender de mim. Não depende, o meu cavalo branco continua à tua espera, mas a tua vida perfeita continua a não ter lugar para a confusão que eu costumo arrastar atrás de mim. Eu nunca vou ter lugar ao teu lado, é o que eu sei agora. E dói um bocadinho, e eu ainda queria ser perfeita o suficiente para poder estar aí, para poder estar contigo. Não sou, e tu não chegas a ver que o imperfeito tem muito mais piada. E sabes que mais? Eu queria mesmo que tu me visses, que me fizesses ver o mundo a cor-de-rosa todos os dias e que me deixasses a dançar sozinha. E queria mesmo que tu não dormisses sem mim, e estar no teu pensamento todo o dia, nos teus sonhos toda a noite. Eu sonho demais, espero demais, e nunca acontece nada. Gosto de ti, só isso. Adeus*
sábado, 9 de abril de 2011
A vida não se aprende nos livros - 5

Eu já aprendi que os tubos de pasta de dentes que têm riscas coloridas não estão cheios de pasta de dentes às riscas coloridas (acreditem, esta questão sempre me deu a volta à cabeça). Os tubos estão cheios de pasta de dentes branca, e no topo do tubo, junto à abertura para a pasta sair, está a outra parte, o gel colorido (normalmente verde ou azul e vermelho), num espacinho reservado com orifícios para fazer as risquinhas. Quando se aperta o tubo e a pasta sai, leva consigo o gel colorido e sai às riscas. Qualquer coisa assim. Agora bonito era eu dizer que abri um tubo de pasta de dentes para constatar isto, mas não, esta (e contradizendo o título da rubrica) li mesmo num livro. Mais bonito ainda, era alguém disponibilizar-se para enfiar um tubo de pasta de dentes às riscas novo dentro do congelador e mais tarde cortá-lo ao meio, para ver se isto é verdade ou se a pasta afinal já vem às riscas. Voluntários? É que a pasta de dentes está cara.
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segunda-feira, 4 de abril de 2011
Put your loving hand out baby...

Estou farta que os meus dias sejam coloridos por ti. Pelas tuas ausências sempre longas demais para o meu pobre coração, pelas tuas presenças sempre curtas o suficiente para que este aperto nunca me largue o meio do peito - dizem que se chama saudades. Eu tentei não gostar de ti, e a verdade é que já não pulo de alegria quando percebo que é a tua voz do outro da linha - fizeste-me esperar tempo demais. Mas eu ainda fico sem ar quando sei que estás ao virar da esquina. É que eu olho para ti e deixo de saber as coisas que acho que sei. E eu tento não te querer, eu tento tanto, mas eu quero-te tanto ainda. Ainda quero um bocadinho que me vejas aqui e que sejas tu, porque eu sei tudo o que nós podíamos ser e tu nem sonhas. Ainda me apetece abanar-te pelos ombros e gritar-te "Eu estou aqui e tu mudaste as cores do meu Mundo!", e ainda acho que a seguir tu ias dar-me a mão para eu descer do meu cavalo branco e beijar-me, e ias vestir tu a capa e salvar-me, em vez de ser ao contrário (eu salvei-te e tu nem reparaste). Ainda sonho um bocadinho com o momento em que ias tocar-me à campainha, ofegante, e pedir-me desculpa por só agora teres percebido - apesar de tu nunca me teres tocado à campainha e de nem sequer saberes onde moro, porque nunca quiseste saber onde eu moro, e isso já me matou mais mas ainda tenho tanta pena que seja assim. Que tu nunca tenhas percebido que nós podíamos e teríamos sido perfeitos juntos, que até as nossas mãos encaixavam na perfeição, quero dizer. Por isso, estendo-te a minha mão uma última vez e vou esperar que a agarres, e vou ficar aqui mais um pouco, só mais um pouco. O tempo necessário para poder dizer que desisto, que estou cansada de não ser gostada por ti, que já não consigo estar sentada à chuva só à espera do teu olhar na minha direcção. Que já não consigo só ver a cores quando tu me sorris. Que quero a minha vida a cor-de-rosa, mesmo sem ti, mesmo sem a dança que me punhas a fazer sozinha, mesmo sem os sorrisos plantados no rosto, mesmo sem o coração a saltar sempre que tu te aproximavas. Acho que prefiro gostar de mim do que de ti, deixar de contar os dias para te ver e não contar com os teus olhos de cor indefinida nos meus. Até lá, até ter a certeza, eu ainda estou aqui. Agarra a minha mão.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
E eu juro que não peço mais nada.
E às vezes eu acho que é mesmo mas mesmo difícil, e que se calhar eu é que sou muito exigente, mas depois outras vezes acho que não, que não sou exigente, que simplesmente sei o que quero e não vou acomodar-me com menos do que isso. E, vendo bem, eu não quero assimmmm tanto. Quero o meio termo, só isso. Não quero o yin nem o yang, não quero o 8 nem o 80, não quero o calor nem a tempestade. Quero o meio termo. Quero alguém que fale, porque eu gosto de ouvir, mas que consiga ficar a ouvir-me quando eu tenho alguma coisa importante para contar. Quero alguém que se preocupe o suficiente para me perguntar como foi o meu dia, mas que não se preocupe ao ponto de pedir um relatório de cada actividade que fiz. Quero alguém que seja capaz de me dizer que gosta de mim, mas que não me diga que está apaixonado logo no primeiro dia. Quero alguém que se lembre de me dar os bons dias e de me desejar boa noite, mas que não me mande três sms de seguida se eu não lhe respondo no espaço de meia hora. Quero alguém que me queira presente na sua vida, mas que não me queira apresentar à família ao fim de um mês. Quero alguém atraente o suficiente para que eu possa sentir-me atraída, mas que não seja atraente demais para o resto da população feminina. Quero alguém que tenha auto-confiança, mas que não se ache o rei da cocada. Quero alguém que seja inteligente, mas que tenha sentido de humor. Quero alguém que tenha ideais e seja sensível aos outros, mas que não perca a masculinidade por isso. Quero alguém que me faça sentir-me protegida, mas que não seja machista. Quero alguém que me dê a mão na altura certa, mas que não passe o tempo a pespegar-me beijos pegajosos na cara. Quero alguém que não existe.segunda-feira, 21 de março de 2011
Em mim, tu vives onde mora a saudade

Às vezes adorava estar na tua cabeça. Só isso, estar na tua cabeça e saber o que pensas de nós. Porque eu, às vezes, ainda penso o Mundo inteiro de nós. Éramos diferentes demais, somo-lo cada vez mais. Mas até que ponto essas diferenças não seriam contornáveis? Até que ponto importaria mesmo a música que tu ouves ou os livros que eu leio, até que ponto não conseguiríamos, os dois, juntos, trabalhar no sentido de amenizar essas diferenças e o efeito que tinham em nós? É que eu ainda sinto a tua falta. Ainda me pergunto "e se...?", ainda penso que talvez, só talvez, eu devesse ter escutado o coração. Que talvez ainda pudesse fazê-lo quando ele me diz que eu devia pedir-te só para mim outra vez, que eu, contigo, era melhor e que nós os dois, juntos, tínhamos uma completude que nunca mais consegui encontrar em ninguém.
Só que, outras vezes, cansas-me. Não tu, mas aquilo que ainda é a tua presença na minha vida. Porque, no fundo, estás sempre presente. Estou sempre a tropeçar em ti, a procurar desviar-me diligentemente de ti, a contornar os momentos em que nos cruzamos como quem contorna as pedras que lhe surgem no caminho. É que eu acho que o devo a mim própria. Acho que devo a mim própria experimentar e viver tudo o que puder agora, porque conheço o suficiente da natureza humana para saber que, se não o fizer, vou arrepender-me. Acredito que há momentos para tudo, e que este não é o momento para estar contigo. Mas, por vezes, aquilo a que as pessoas chamam destino e a que eu chamo coincidências dá cabo de mim. Fazes ideia da quantidade de vezes em que estou a pensar em ti e, nesse preciso momento, o telefone toca e és tu? Mas estar contigo não é compatível com os meus sonhos, é tão "simples" quanto isso. E eu não sei até que ponto ter uma pessoa como tu não é um dos meus sonhos, mas prefiro agarrar-me àqueles sonhos que dependem de mim, e não da complexidade emocional de duas pessoas como nós. E é isto.
domingo, 20 de março de 2011
É mais ou menos isto
Mas mudo o :D de Sexta para um :) porque as minhas Sextas costumam ser complicadas, mudo o :) do Sábado para um :D porque adoroooo Sábados, mudo o :/ do Domingo para um :) porque o S. Pedro resolveu finalmente ser amigo e pôr temperaturas jeitosas para passear à beira-rio com roupinhas mais leves, e mudo o :( de Segunda para um :''''''( porque... é Segunda. E quem está comigo ponha o dedo no ar.sábado, 19 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
Serei só eu...?
domingo, 13 de março de 2011
If you just realize what I just realized...
O que tu não vês é que nós seríamos perfeitos juntos. A minha mão podia caber perfeitamente na tua, nos fins de tarde perfeitos que podíamos passar junto ao mar. A tua voz soaria perfeita no meu ouvido, quando me dissesses tão normalmente "tu também abanas o meu mundo". A tua boca podia encaixar na minha de uma forma perfeita, e a minha cintura ficaria perfeita circundada no aperto dos teus braços. Nós seríamos perfeitos juntos. A minha mão encaixa perfeitamente na tua nuca, o meu coração bate a um ritmo perfeitamente desenfreado quando estás perto. O teu pescoço tem sempre um cheiro perfeito, as camisolas assentam-te na perfeição e a cor indefinida dos teus olhos é tão perfeita como o verde dos meus. E eu sou descompassada demais para ser perfeita sozinha mas, se tu quisesses, eu seria perfeita contigo.
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