quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Só para saberem...
Estou viva. Extremamente irritada hoje, farta de não ter net em casa (embora tenha de admitir que agora sou uma pessoa bastante mais produtiva), de ter as minhas pessoas longe, de ter saudades e não poder fazer nada para mudar isso, de me parecer que o meu dinheiro tem asas, da pilha de loiça suja que se acumula no lava-loiça, da senhora do McDonalds que já veio aqui 28 vezes ver se o meu café ainda não acabou (sim, pedi a coisa mais barata para poder usar a vossa net, e pretendo fazê-la durar!), desta cidadezinha irritante em que já tentaram assaltar-me. E tenho fome. Mas estou viva. Era só para saberem.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Sorte é o pipi da tia.
Acho que se ouvir mais uma pessoa a dizer "ah vais viver para x sítio?? que sorte!", prego-lhe semelhante chapadão que só pára de dar voltas nas cuecas quando bater na parede. Sorte? Sorte era ter-me caído um bilhete de avião no colo. Sorte era ter ganho o euromilhões e assim ter dinheiro para ir. Sorte era uma alma caridosa ter-se chegado ao pé de mim e dizer "Oh minha donzela que sois tão linda, quereis fazer o favor de pegar nesta passagem de avião para uma das cidades mais fantásticas do mundo? E tomei lá também uma casinha já com a renda paga para os próximos tempos, e já agora, porque não levardes a família e os amigos consigo? Fazei o favor, ora essa, o prazer foi todo meu!".
Qualquer uma dessas hipóteses teria sido sorte, sim. Mas, por estranho que pareça, não foi o caso. Incrivelmente, tive de pagar o voo, tive de trabalhar bastante e de me poupar a muitas coisas para juntar (muito) dinheiro para sobreviver nos próximos tempos, tive de deixar um trabalho de que gosto para já, sabendo que muito provavelmente vou servir às mesas. Tive de sair da minha zona de conforto porque vou deixar o que me é conhecido, o que me é confortável, o que é seguro, e até o meu idioma vai ter de ser trocado por um em que não sou fluente. E pior do que isto tudo, descobri hoje, vou ter de deixar pessoas. Pessoas de quem gosto e que estão na minha vida. E se umas vão continuar lá quando eu voltar, outras podem não estar, porque a vida continua, as pessoas seguem em frente e nós ficamos para trás.
Portanto, não é sorte. É sacrificar umas coisas para ter outras, é ter força para fazer ouvidos moucos a quem disse que eu era louca, é ter em mente que é um sonho tornado realidade e que a vida é curta demais para viver no morno. É ter coragem, sobretudo. Ter coragem para ser feliz, quando o que temos, o que todos os outros têm e que lhes chega, não nos chega a nós.
domingo, 20 de maio de 2012
Destino, esse filho da p***
A vontade é encostar esse cabrão do destino à parede e perguntar-lhe afinal que merda vem a ser esta. Perguntar-lhe por que motivo masoquista ele te meteu no meu caminho, logo agora, que eu já tenho outro traçado para mim. Por que motivo eu tenho de escolher, por que motivo não posso ter tudo, e por que motivo não apareceste quando eu não tinha nada. Por que motivo eu tenho de escolher deixar-te aqui e ir atrás do meu outro sonho, o que não envolve fazer parte de outra pessoa, sentir que pertenço a alguém e que tu irias pertencer-me também, depois de tanto tempo sem o sentir com ninguém. Mais do que deixar-te, sinto que me estás a ser roubado. Que alguém, num acto de sadismo, resolveu que tu ias entrar na minha vida, só para eu ver como era, só para que me esfregassem na cara como a felicidade com alguém afinal é possível, mesmo antes de me dizerem "Pronto, agora que já viste, podes ir-te embora como tinhas decidido que ias". Mais do que deixar-te, sinto que me estás a ser arrancado das mãos. E elas vão ficar vazias sem ti, e eu não sei quando vou conseguir voltar a segurar outras.
Caralho do destino.E tu? Onde andavas tu??
quarta-feira, 16 de maio de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
Não são vocês, sou eu
Não sei bem como aconteceu. Aos poucos, fui escrevendo menos. Fui trabalhando mais, é verdade, mas isso não significa que ponha o trabalho em primeiro lugar! Vocês continuam a ser importantes. A sério que sim. Eu sei que houve tempos em que meia hora depois de publicar um post eu já estava aqui batida para ler comentários. E eu continuo a gostar dos comentários, a sério que continuo. O problema não é vosso, é meu. Eu é que fui dedicando menos tempo à nossa relação. Fui precisando menos e menos de escrever, e quando não escrevia fui percebendo que afinal não sentia falta... Mas juro que sempre que disse que nunca iria deixar-vos era verdade, eu acreditava mesmo que não passava sem vocês, que não vivia sem isto, que enlouquecia se não pudesse escrever. Se calhar tomei-vos como garantidos, eu sei, eu sei... Diz-me muito que continuem aí. Por isso vou fazer um esforço e tentar dedicar-me outra vez mais à parvoíce (ou à partilha da parvoíce, porque na verdade ela continua no meu dia-a-dia). Só não prometo voltar já já a responder aos comentários, sim? Tenho uma segunda oportunidade?
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Someone like you
Alguém que nos faz voltar a respirar. Alguém que nos faz ouvir o telemóvel e esperar sempre que seja ele. Alguém que nos tira outro alguém da cabeça. Alguém que nos faz dizer "já não quero mais" aos amigos coloridos, e "não estou interessada" aos que vierem. Alguém cujo abraço forte nos permite adormecer sem pensar em mais nada. Alguém com quem conseguimos andar de mãos dadas.Alguém com quem vamos ao cinema e não vemos metade do filme. Alguém com quem nos tornamos "um desses casais". Alguém que gostávamos de apresentar aos nossos amigos. Alguém a quem temos vontade de dizer "já tinha saudades tuas" quando finalmente o vemos. Alguém com quem precisamos de contacto físico, o estar perto não basta. Alguém que nos faz rir. Alguém com quem voltamos a usar nomezinhos foleiros. Alguém que se preocupa connosco e nos ralha por andarmos descalças. Alguém em quem temos orgulho. Alguém em quem acreditamos. Alguém que sai de casa de propósito para nos levar ao carro, apesar de serem 2h da manhã e estar um frio de rachar. Alguém que nos segura a mão quando estamos doentes. Alguém que vamos deixar dentro de mês e meio para ir atrás de um (outro) sonho.
É o pior timing de sempre.
terça-feira, 20 de março de 2012
Sabes que és adulto quando... #3
terça-feira, 6 de março de 2012
Epá...

...estive quase uma semana sem escrever no blog. Houve um dia em que até me esqueci que tenho um blog. E de repente lembrei-me "ah, é verdade, eu tenho um blog!". É assim que isto anda, entre pouco tempo para escrever e falta de inspiração. Ainda vão a tempo de fugir, tenho p'ra mim que isto daqui só piora. Depois não digam que não avisei...
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Sabes que és adulto quando... #2

... nos jantares com os amigos, uma boa parte deles bebe um copinho de vinho tinto em vez de Coca-Cola ou Iced Tea. E alguns deles até discutem a qualidade do vinho.
E claramente sou eu na imagem, porque percebo muito pouco disso e dar comigo assim tão rodeada de gente crescida quando eu ainda tenho vontade de deitar o gás da Coca-Cola pelo nariz é assustador.
E claramente sou eu na imagem, porque percebo muito pouco disso e dar comigo assim tão rodeada de gente crescida quando eu ainda tenho vontade de deitar o gás da Coca-Cola pelo nariz é assustador.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Mas um dia digo-te.

Sabes, eu apanhava aquela granada por ti. É isso que tenho feito, apanho todas as que me atiras. Não quero mais granadas nas tuas mãos. Não te quero mais a fazer malabarismos, porque não tem de ser assim, queria que soubesses que comigo não seria assim. Eu iria à tua frente para o caso de haver minas, eu sacava da espada se aparecessem os vilões, eu dava-te a mão num labirinto e guiava-te dali para fora. É isso que me apetece, dizer-te que podes pôr o coração nas minhas mãos e seguir descansado, porque eu nunca o deixaria cair. Se eu fosse ela, eu teria apanhado todas as granadas por ti, sem sequer largar a tua mão.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Sabes que és adulto quando...
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Vocês batam-me...

...que eu deixei passar o Dia dos Namorados sem um post à altura (chicotadas mentais. Ao menos eu avisei-vos que isto andava nas ruas da amargura.). E agora que reparei que lhe chamei Dia dos Namorados, assim, com letra maiúscula e tudo, ainda vos autorizo a baterem-me mais. Um par de estalos bem afincados, vá, eu nem me defendo. É, eu não percebo bem esta brincadeira. Que seja o dia de S. Valentim, ainda é comó outro, ainda escapa, diz que há toda uma lenda. Agora Dia dos Namorados? Dia dos Namorados...? (oh porra, as maiúsculas outra vez.) Mas o que é que essas pessoas que namoram têm para merecerem um dia e eu não? Humm? Desde quando merecemos um dia só porque estamos numa relação? Fazia mais sentido haver dia das bodas de ouro, que isso sim, é caso para fazer festa. Agora temos um namorado e de repente merecemos um dia especial do ano? Vá-se lá perceber.
P.S.: despeito, puro despeito. Ai que vou ser tão atacada nos comentários. Já vejo os meus anónimos com espuma branca ao canto da boca. Vinde daí essas pedras!
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
A vida não se aprende nos livros - 13
Eu já aprendi que, por muito que eu vá ao supermercado só para comprar duas ou três coisinhas, saio de lá sempre cheia de sacos e com a carteira muito, muito mais vazia. Ainda no outro eu fui ao Continente só para comprar leite. Saí de lá com cinco sacos cheios. Como é possível?? Uma pessoa vai, até chegar ao leite passa no corredor das bolachas e resolve ir ver o que há de novo no sector. Depois lembra-se que o pão está a acabar-se e vai buscar pão. Depois vai aos enlatados ver se há cogumelos condimentados e vê mais duas ou três coisas de que até precisava para fazer determinada receita. Depois vai finalmente buscar o leite e pelo caminho passa nos congelados e lá vão mais duas ou três coisas. Depois, além do leite, leva também natas que estão mesmo ali ao lado e dão sempre jeito, e a caminho da caixa passa pelos lacticínios frescos e lá vão mais duas embalagens de iogurtes que é coisa que nunca há a mais cá em casa. E pronto, por esta altura não me cabe mais nada no cesto e tenho mesmo de ir para a caixa (onde estão sempre pastilhas elásticas com fartura, e que há-de uma pessoa fazer enquanto espera pela sua vez a não ser escolher sabores de pastilhas e juntar duas embalagens ao cesto?). No final pago mais de 50€ e, num dia normal, ter-me-ia esquecido do leite... Desta vez não, ao menos isso!
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Da próxima vez, vou querer toda a tua atenção.

Desculpa, mas não vou chamar-te amor. Não vou chamar-te amor porque isso implicava que o fosses, e que eu te escrevesse, como se escreve sempre aos nossos amores. E eu nunca te escrevo. Oh, eu falo contigo o tempo todo na minha cabeça, mas escrever-te, nunca. Porque não sei o que (nem como) dizer-te. E não devia ser fácil? Abrir a alma a quem nos tem o coração, quero dizer. Não devia ser fácil? Dizer-te que converso contigo todos os dias, mesmo a sério, em voz alta e tudo? Que imagino as tuas respostas, os teus comentários, as tuas expressões, e que respondo como se estivesses ali? Devia ser fácil. Devia conseguir dizer-te que eu sonho acordada mas queria que tu dormisses a sonhar comigo, que tu podias ver que eu sou a tua pessoa, que queria que os nossos corpos estivessem perto o suficiente para tu me abraçares. Que está tudo ao contrário, sabes que está tudo ao contrário? Esta noite eu podia ter as mãos no meio das tuas e dormir muito mais descansada, completa até, mas tudo o torna impossível. Para mim tu nunca estás perto o suficiente, eu queria-te sempre mais, e gostava de saber que para ti é igual. Eu gostava de saber que encaixo na tua vida, que há espaço para mim, que me vês no canto do sofá em que eu costumava sentar-me e que sentes a minha falta antes de adormecer. Gostava que fôssemos mais amantes que amigos, e que soubesses que eu me lembro de cada palavra que me disseste, mesmo as mais banais, e que as tenho em modo replay na minha cabeça, o tempo todo. Queria que soubesses que sempre que ganho um desejo eu desejo-te a ti, que não esquecesses a cor dos meus olhos e que pelo menos sonhasses tudo o que podíamos ser porque eu, eu sei-o, sei-o de cor. Eu sei que pareço tola, eu sei que podia fazer muito melhor, mas é que eu olho para ti e esqueço-me das coisas que acho que sei, e queria que soubesses isso também, que é só porque tu me encantas ao ponto de ficar sem ar. Gostava de estar nos teus minutos como tu estás nos meus, de te fazer aparecer sorrisos e de te apertar o peito só porque não estou. E gostava que me dissesses, mas ainda mais que me mostrasses, que me aparecesses e me desarmasses com um sorriso e a música perfeita no fundo. É que eu... eu encosto as mãos ao peito e não sei como consigo sentir o meu coração a bater, porque eu juro que o deixei aí contigo. E tu precisavas de saber, mas eu não sei dizer-te nenhuma destas coisas. E é por isto que não te chamo amor.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Opá, já podiam ter dito.

Ahh então é isso? E eu que tenho perdido horas de sono com esta brincadeira? Livra... Muito mais descansada agora! Uff!
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Então é assim?
domingo, 15 de janeiro de 2012
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Ups - 6

Isto comigo é o pão nosso de cada dia, ou não fosse eu surda que nem uma porta. Então acontece isto:
Pessoa x - Oh Sofia, blajhodskfhkfhkdhkdjgrkj.....
Sofia - O quê?
Pessoa x - Bjodidisrutuhsdjgdkjgkth!
Sofia - Hã...?
Pessoa x - Buyegfjrgotgkkdfjidkjshefurhfk!!
Sofia - Desculpa, não percebi...
Pessoa x - BFURUITISEJIGKJDJHCFZRJESGHFR!!!!
Sofia (ainda sem perceber, a acenar com a cabeça e com um sorrisinho para o caso de a pessoa ter dito uma piada) - Ahh! Um-hum...
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Para os homens: lição de sobrevivência #1

Se uma miúda vos diz que tem frio, ela não está a tentar iniciar uma conversa sobre o tempo. Ela não está à espera que vocês respondam "Epá realmente está muito frio, e a chuvada que aí vem?" ou "Pois isto tem estado agreste, e não ouviste falar do tufão que vai atingir o Uzbequistão?". Homens, se uma miúda vos diz que tem frio, é simples: ela está à espera que vocês a aqueçam. DUH.
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