Dear Cupid, next time hit both.









domingo, 5 de junho de 2011

If I had you here, I'd clip your wings.


Voltar atrás e fazer com que nunca tivesses partido. Com que nunca me tivesses partido. Por vezes era tudo o que eu queria. Voltar àquela tarde de Agosto e (pres)sentir de novo o teu beijo, o primeiro beijo, com a certeza de que não haveria o último. Fazer de novo todas as promessas que te fiz, porque agora eu não iria quebrá-las. Jurar-te o meu amor por ter a certeza que ele nunca seria de mais ninguém. Voltar atrás e fazer com que houvessem finais felizes. As nossas mãos iam ser dadas até ao pôr-do-sol e tu ias estar em todos os meus dias.. nas minhas noites também. Não haver outra pessoa no meio dos teus braços - como poderia haver, se eles estavam destinados a só me abraçarem a mim? Às vezes acho que brincámos com o destino e que, por isso, ele ainda não nos deixou ficarmos longe o suficiente. Era suposto estarmos juntos, e por isso ele ainda te mete no meu caminho tantas vezes, ainda tropeço em nós de vez em quando, ainda há coincidências que não deixam que tu saias de mim. Deve estar à espera que finalmente consigamos perceber que não era suposto haver esta distância entre nós. Eu voltava atrás e enganava o destino. Quando ele esperasse que eu corresse para longe, eu pegava na tua mão e jurava-te para sempre. E jurava mesmo, porque desta vez eu ia cumprir e tu só poderias ser feliz comigo.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Oh tonight you killed me with your smile


Sofia - Eu vou para o inferno por tua causa.
Ele - Eu espero que sim. O inferno é fixe. Estar nas nuvens a tocar harpa deve ser uma seca.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A vida não se aprende nos livros - 7


Eu já aprendi que, por muito longa, interminável e aborrecida que a fila de trânsito em que estou enfiada seja, não vale a pena passar para a fila do lado, aquela que anda sempre mais rápido. Porque, no momento em que mudamos de fila, a pensar "epá espera lá que aquela está a andar melhor!", a fila para que passamos torna-se de imediato a fila mais longa, interminável e aborrecida de todas, e aquela de que saímos começa a andar mais rápido. Diz que a isto se chama leis de Murphy, e eu não sei quem foi esse senhor, mas parece que percebia umas coisas.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ups... - 1

Estão a ver aqueles momentos embaraçosos em que o vosso primeiro pensamento é "Ups..." e o segundo é "estas coisas só me acontecem a mim"? Bom, trago boas notícias, essas coisas não vos acontecem só a vocês. Aliás, se houve coisa embaraçosa que já vos aconteceu, certamente que já terei passado por igual ou pior, tal é a minha tendência para essas coisas. Por isso, e para que se sintam mais acompanhados na vossa idiotice, vou começar a partilhá-los. Para depois poderem pensar "haja alguém mais otário do que eu!" - e há, meus amigos, há. Aí, podem sempre contar com a amiga Sofia.
Primeiro momento embaraçoso desta rubrica:
Hei-de ter 30 anos e continuar a engolir em seco e a transpirar enquanto me finjo absolutamente desinteressada na cena de sexo tórrido que está a passar-se no ecrã, ao mesmo tempo que desejo secreta e incessantemente conseguir mudar o canal por telepatia.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

I will let you forget me, if you stay in my past

Mais palavras não são necessárias.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Shot through the heart. And you're to blame

Não soube. Agora que já sei, me falta tirar-te da cabeça.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Alguém se acusa?

Gostava muito de saber que não sou a única pessoa que faz isto. Ainda mal conheço a pessoa mas, ao mínimo sinal de interesse da parte dela (nem que seja uma troca de olhares furtiva), já sei quantos animais de estimação vamos ter, o nome dos nossos filhos, quantas assoalhadas vai ter a nossa casa, em que ilha das Seychelles vamos passar a lua de mel e como vão ficar lindas penduradas no quarto de banho as toalhas de rosto bordadas com as nossas iniciais. Eu sou uma pessoa tão triste. Ao menos digam-me que não sou a única...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Senhoras do meu ginásio...

... dá para pararem de passear os vossos rabos perfeitos e sem celulite pelos balneários? Já é deprimente o suficiente uma pessoa ter de olhar para o seu próprio rabo, há lá alguma necessidade de virem esfregar-nos os vossos nas fuças (salvo seja!)? Ao menos tapem-se com uma toalhinha ou coisa que o valha... Por favor...?

(e, já agora, o que vão fazer ao ginásio? Se o meu rabo não parecesse um campo de golfe de tantos buracos que tem, eu nem me dava ao trabalho de pôr lá os pés!)

sábado, 14 de maio de 2011

Bad boys, bad boys... watcha gonna do?

Eu olho para isto...







E só penso isto...

Ah, ainda não vos tinha dito? Tenho um fraquinho por bad boys. Nos filmes, nas séries e na vida real. Um fraquinho daqueles que me faz quase tornar-me católica de tanto que invoco o nome do Senhor. Ámen.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A vida não se aprende nos livros - 6


Eu já aprendi que, quando saímos de um wc público, devemos sempre olhar para os pés para confirmar que não temos uma tira de papel higiénico inconvenientemente colada à sola do sapato.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

I know someday you'll have a beautiful life


Percebi a forma como o meu coração, pequenino e confortável, batia contra o meu peito. Percebi que se achava em casa outra vez, que achava que, finalmente, tinha tudo acabado e voltado ao normal. Senti-me um pouco mal por enganá-lo. A ele, passava despercebida a ausência de pormenores como a moldura com a nossa fotografia em cima da mesa de cabeceira, ou como a minha certeza de que de manhã, e no dia seguinte, e no outro, tu ainda estarias ali, e eu não quereria ir a lado nenhum. Então, eu fechei os olhos com muita força, e deixei o meu coração acreditar. Fechei os olhos com muita força, e comecei a decorar-te. Como se fosse preciso – como se eu alguma vez te tivesse esquecido. Mas achei que mais tarde, quando já não estivesses ali, podia fazer crer ao meu coração que ainda estavas. Decorei o peso exacto do teu braço em cima da minha cintura, o ritmo calmo e certo com que o teu peito aumentava ou diminuía a pressão contra as minhas costas à medida que inspirava ou expelia o ar. Decorei o contraste da temperatura da tua pele contra a minha, a pressão quase nula com que as pontas dos teus dedos roçavam a pele da minha barriga e o modo certo como as nossas pernas se entrelaçavam. Fiz crer ao meu coração que um dia, um dia talvez pudéssemos ficar assim para sempre. Abri os olhos e notei que a nossa fotografia continuava a não estar na mesa de cabeceira. Então, sem saber como, consegui desprender-me do teu abraço morno sem te acordar. Levantei-me em silêncio, vesti-me, decorei uma vez mais a primavera no teu rosto que dormia. Uma última vez, amei o contorno perfeito dos teus lábios, peguei nas minhas coisas e no meu coração, e saí.

domingo, 8 de maio de 2011

Pensamento do dia

Eu costumava ser uma miúda esperta. O que é que me aconteceu...?

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Life rolls on


Não sei por que te escrevo desta vez. Acho que queria que soubesses que está tudo bem. Que isto é a minha vida sem ti, e está tudo bem. Aprendi a colorir os dias com outras cores que não as dos teus olhos, e a dar-lhes luz sem a do teu sorriso. Aprendi a ver outros sorrisos, a pensar noutros rostos, a sonhar acordada com outros olhares. Há dias em que ainda tropeço, e outros mesmo em que caio numa qualquer recordação nossa das que ainda tenho espalhadas pela vida, mas aprendi a levantar-me e a continuar a andar. Aprendi a rir de piadas que não as tuas, e a guardar momentos que não os nossos. Talvez fosse a altura certa para dizer-te adeus - mas alguma vez haverá uma altura certa para dizer adeus ao amor da nossa vida? Por isso, escrevo-te só para dizer que ainda penso em ti, todos os dias, e, nalgumas noites, ainda fecho os olhos e desejo-te bons sonhos, mesmo sabendo que não é comigo que vais sonhar. Muitas pessoas não percebem, sabias? Eu diria mesmo que ninguém nos percebe. E eu não os culpo. Afinal, quantas pessoas podem dizer que viveram o que nós vivemos? Fomos nós que decorámos pôres-do-sol, que embalámos promessas até adormecermos, que tivemos a certeza de que "para sempre" era só um começo. Fomos nós que estivemos lá sempre que as nossas mãos se davam e o Mundo voltava à sua ordem natural, porque estávamos juntos. E, sem ti, as coisas sempre fugiram um pouco da sua ordem. Bom, agora fogem muito. Agora eu apaixono-me por pessoas erradas, em alturas erradas, sorrio quando só me apetecia chorar e choro quando tenho razões para sorrir. Nunca sei bem o que quero e raramente quero mesmo aquilo que tenho. Agora eu saio, chego tarde, viajo, e nunca tenho ninguém a quem dizer "Já cheguei". Mas está tudo bem, e era só isso que eu queria que soubesses. Isto é a minha vida sem ti. E está tudo bem.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Right back at you.


Deixas-me nesta luta interior desde a primeira vez que te vi. Entre o querer e o dever, entre o que me apetece e o que seria melhor para mim, entre só querer ficar e não poder senão tentar partir. Entre a dureza dos teus traços e o cheiro perfeito da tua pele. És muitos defeitos e poucas qualidades, mas és o descoordenar do meu ritmo cardíaco quando a tua voz passa junto do meu ouvido. És o desejo de fazer-te tudo e a vontade de só ficar no meio dos teus braços. És desespero e certeza absoluta, és fugir e vontade de ficar, és as piores recordações e querer voltar atrás. Somos o preto e o branco, o 8 e o 80, somos diferentes mas tão, tão iguais. Somos a combinação menos perfeita de sempre mas tu percebes-me como ninguém. Fomos muita coisa e se calhar somos muita coisa ainda. Mas foste tu que escolheste. Contra todas as expectativas, foste tu que não me quiseste. Por isso, deixa-me em paz.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

When he doesn't love you back


Quando gostamos de alguém que não gosta de nós, o Mundo à nossa volta perde as cores. De repente, o cor-de-rosa esfuma-se e fica em tons de cinzento. Começamos a tentar perceber o que fazemos de errado, o que temos de tão errado para que aquela pessoa não goste de nós. Esquecemos até que muitas outras pessoas já gostaram, ou até gostam de nós - o que importa é que aquela, aquela em particular, a única que queríamos, não nos quer. Deixa-nos em desespero. Apetece-nos gritar "Eu posso ser tudo o que tu quiseres!" e prendê-la para que não vá para os braços de mais ninguém. Temos a certeza de que poderíamos ser melhores do que ninguém para essa pessoa - se ela ao menos nos deixasse tentar. Quando gostamos de alguém que não gosta de nós, o nosso cérebro luta constantemente com o nosso coração. Diz-lhe que aquela pessoa também é cheia de defeitos e, por cima disso tudo, não gosta de nós, o que deveria ser suficiente para não gostarmos dela também; o coração responde, numa voz muito mais alta, que não escolhe de quem gosta, que não pode deixar de gostar só porque sim, e que só queria a pessoa por perto - importam lá os defeitos agora. Quando gostamos de alguém que não gosta de nós, agarramo-nos a coisas pequeninas e insignificantes, como um sorriso na chegada, um olhar na despedida, ou as palavras que a pessoa usou numa sms. Qualquer coisa serve para manter viva a esperança de que, afinal, podemos estar enganados, de que, afinal, a pessoa até pode gostar de nós. Só que raramente estamos enganados, os nossos instintos costumam acertar quando nos dizem que não estamos a ser correspondidos, que aquele olhar podia ser alguma coisa mas depois o silêncio do outro lado diz muito mais. Quando gostamos de alguém que não gosta de nós, coisas tão simples como o tempo que a pessoa demora a responder-nos deixam-nos com os nervos em franja e passam a tomar as rédeas do nosso dia-a-dia. Pulamos de felicidade quando vemos o nome em questão no visor do telemóvel, o sangue corre-nos doutra maneira nas veias quando sabemos que vamos ver essa pessoa, limitamo-nos a passar pelos dias quando ela está longe. Quando gostamos de alguém que não gosta de nós, somos ridículos a este ponto. E só queríamos não ser ridículos sozinhos.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Cheira-me...

... que isto não é bem verdade. Porque se fosse, eu já teria um best seller internacional com mais sucesso do que as sagas do Twilight, do Harry Potter e do Senhor dos Anéis, tudo junto. Cheira-me.

terça-feira, 26 de abril de 2011

What if I spoke those words today?


Sinto a tua falta. Passaram-se dias, meses, mais de um ano, e eu ainda sinto a tua falta. E eles dizem que passa. Que sim, que passa sempre. Mas eles não sabem de nada, amor. Não sabem do encaixe perfeito da minha mão na tua nem de como as horas corriam quando estávamos juntos. Não sabem do conforto que éramos nem da paz no teu rosto. Não sabem da luz que tinham os teus olhos, nem de como nunca mais encontrei essa luz em ninguém e, desde então, vivo na sombra. Não sabem da mágoa no teu rosto de primavera quando te deixei, nem da que causámos um ao outro desde aí. Não, eles não sabem de nada, amor. Nem da tua voz no meu ouvido a dizer-me baixinho as coisas com que agora nem sonho, porque acordar seria doloroso demais. Eles não sabem como é viver todos os dias contigo no coração e com a (in)certeza de que se calhar, só se calhar, eu podia ter tentado um bocadinho mais. Eles não sabem de nada, mas eu sei que o teu sorriso não me passa, e nem a saudade - nunca.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

So where the fuck are you, anyway?


Esta brincadeira de encontrar a pessoa da nossa vida cansa. É uma maratona, já repararam? Há quanto tempo a procuram? Eu comecei a procurá-la há mais de dez anos. Bom, não a procurá-la oficialmente (aos 13 anos sabia lá eu o que eram almas gémeas - na verdade, aos 25 continuo a não saber bem...), mas a incursar nestas coisas dos amores e das paixões. E é tão difícil! Arrisco-me mesmo a dizer que é a tarefa mais difícil que temos ao longo da vida. Eu já o faço há mais de dez anos e continuo a não ter ideia de como se faz... Como é que se procura uma coisa que não conhecemos, sobre a qual não sabemos nada? Até podemos achar que sabemos, podemos achar que queremos uma pessoa assim ou assado, com olhos cor de não sei quê e personalidade xpto. Mas depois aparece-nos um que não tem nada a ver e é por ele que nos apaixonamos, portanto, é como se não soubéssemos nada sobre o que estamos a procurar. E, mesmo depois de encontrarmos uma pessoa, não sabemos o resto. Os meus dez anos de experiência não me ensinaram lá grande coisa. Uns quanto do's and don't's, dos básicos. De resto, continuo na ignorância! Quando o encontramos, fazemos o quê? Convidamo-lo a sair ou esperamos que ele nos convide? Damos-lhe o nosso número ou esperamos que ele o peça? Procuramo-lo no facebook (esta é nova) e metemos-lhe um like numa foto (blhec)? E depois, quando saímos com ele? Vamos simples ou empiriquitadas? Esperamos um beijo no fim da noite ou guardamos para mais tarde? Ligamos no dia seguinte ou esperamos que ele ligue? Quanto tempo temos de esperar até desesperar se ele não ligar? E quando nos apaixonamos? Quanto tempo devemos esperar até abrir o jogo, por quanto tempo devemos fazer-nos um bocadinho de difíceis? E se não nos apaixonamos? Continuamos a tentar, damos-lhe mais uma hipótese (ou duas, ou três?) ou cortamos-lhe logo as asas? É cansativo, desesperante, leva-nos à exaustão. E continuamos a fazê-lo, a procurar, porque queremos acreditar que, no final, compensa. E sim, por muito que repitamos a frase cliché e que ela até seja verdade - "O truque é parar de procurar!" - na realidade passamos o tempo a procurar. Sempre que o nosso olhar se cruza com o de um moreno giro do outro lado do bar, sempre que aceitamos um convite para um café, sempre que sorrimos para aquele amigo, procuramos alguma coisa nele que nos diga que pode ser ele a pessoa. Bom... eu vou continuar a procurar. Desejem-me sorte!

domingo, 24 de abril de 2011

Eu disse-vos que ando deprimida


Troquem a parte em que diz "Friday" por "Saturday" e têm aí a minha noite de ontem. Deprimente. Sinto-me com 50 anos. Bah.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A paixão


"(...) É assim que começa a paixão. E a paixão é o aspecto mais perigoso do desejo humano. A paixão leva àquilo que os psicólogos chamam «pensamento intrusivo» - aquele famoso estado de distracção, em que não nos conseguimos concentrar em mais nada, a não ser no objecto da nossa obsessão. Assim que a paixão ataca, tudo o resto - empregos, relações, responsabilidades, comida, sono, trabalho - fica pelo caminho, enquanto alimentamos fantasias sobre o ser amado, que rapidamente se tornam repetitivas, invasivas e absorventes. A paixão altera a química do nosso cérebro, como se nos estivéssemos a encharcar em opiáceos e estimulantes. Os cientistas descobriram recentemente que os exames de imagiologia cerebral e alterações de humor de uma pessoa apaixonada são extraordinariamente semelhantes aos de uma pessoa viciada em cocaína - e não é de estranhar, pois a paixão é uma adição, com efeitos químicos mensuráveis no cérebro. Tal como a antropóloga e especialista em paixão, a doutora Helen Fisher, explicou, as pessoas apaixonadas, tal como qualquer drogado, «sujeitam-se a coisas pouco saudáveis, humilhantes e até fisicamente perigosas para conseguir o seu narcótico».
(...) É claro que o problema com a paixão é o facto de ela ser uma miragem, uma ilusão de óptica - na verdade, uma ilusão do sistema endócrino. A paixão não é exactamente a mesma coisa que o amor; é mais como a sua segunda prima duvidosa, que está sempre a pedir dinheiro emprestado e não consegue segurar um emprego. Quando nos apaixonamos por alguém, não estamos realmente a olhar para essa pessoa; estamos apenas cativados pelo nosso próprio reflexo, inebriados por um sonho de completude que projectámos num perfeito desconhecido. Nesse estado, temos tendência para decidir todo o tipo de coisas espectaculares sobre os nossos amantes, que podem ou não ser verdade. Percepcionamos algo quase divino nos nossos amados, mesmo que os nossos amigos e família não o vejam. No fim de contas, a Vénus de um homem é a lambisgóia de outro, e outra pessoa poderá facilmente considerar o nosso Adónis pessoal um falhadozinho, absolutamente entediante. (...)" (Elizabeth Gilbert, "Comprometida")

Espero que todos tenham tido o mesmo sentimento de iluminação e clarificação quando leram isto. Vamos lá, todos juntos: "ahhhhhhhh..." - com um suspiro de desalento no final, por favor.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Can we pretend that airplanes in the night sky are like shooting stars?


Naquele momento, tu fazes um sorriso tão perfeito que o meu coração salta duas batidas. E depois eu sigo, com o mesmo modo piloto automático de sempre, com os olhos húmidos a viagem toda, porque tenho o teu cheiro na minha pele mas ele vai desaparecer numa questão de horas, e então eu já não vou ter mais nada teu. Tu não me dás nada. Nem o prazer de saber que também estás a pensar em mim, ou que te preocupas comigo. Que te lembras de mim, sequer. Como agora, que são duas da manhã e eu não consigo fazer outra coisa que não rever cada palavra tua e cada expressão do teu rosto, e tenho a certeza que tu adormeceste há horas sem sequer te lembrares da cor dos meus olhos e sem me desejares perto de ti. E as minhas mãos estão vazias e apetecia-me que tivessem as tuas no meio, e aí eu podia adormecer. Assim, só gosto de ti de maneiras antes impensáveis e dava tudo para ser um bocadinho disto para ti. Se eu tivesse três desejos, tu serias um deles.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

It's 3 am, I must be lonely


O meu mundo era a preto e branco. Quando não havia cavalos nem princesas nem capas nem torres. O meu mundo era a preto e branco, tu vieste e ele passou a cor-de-rosa. Passou a sorrisos e a andar à chuva e a dançar sozinha, passou a vontade de (te) viver incessantemente, ao teu rosto sempre que acordava de manhã. E depois, depois passou a meios sorrisos, a meia felicidade, a meio aperto no coração quando percebi que eu não te deixava a dançar à chuva e que tu nem tinhas percebido que eu te salvei, eu e o meu cavalo branco. Tu nem percebeste que eu fiquei com a caneta na mão, suspensa, à espera do final feliz que tu não me deixaste escrever. E agora... agora estou só cansada. De gostar tanto de ti, de só te ver a ti quando tu nunca me vês. De não ter vontade de dormir, porque tu invades-me o pensamento quando fecho os olhos, porque invades-me os sonhos quando adormeço, porque estás lá quando eu acordo e nem sequer é a sério. Quem me dera que ver-te não me deixasse com o coração a mil, que fosses só uma pessoa igual às outras. Que não me fizesses odiar as músicas que antes me deixavam a sorrir porque te traziam para o meu lado, que não me fizesses odiar os casais de mãos dadas porque tu só me deste a mão uma vez e o resto do Mundo parou e tu nem deste por nada. Eu gostava que ainda me desses mais vontade de sorrir do que de chorar, de ainda achar que podia ser fácil, de achar que também podia depender de mim. Não depende, o meu cavalo branco continua à tua espera, mas a tua vida perfeita continua a não ter lugar para a confusão que eu costumo arrastar atrás de mim. Eu nunca vou ter lugar ao teu lado, é o que eu sei agora. E dói um bocadinho, e eu ainda queria ser perfeita o suficiente para poder estar aí, para poder estar contigo. Não sou, e tu não chegas a ver que o imperfeito tem muito mais piada. E sabes que mais? Eu queria mesmo que tu me visses, que me fizesses ver o mundo a cor-de-rosa todos os dias e que me deixasses a dançar sozinha. E queria mesmo que tu não dormisses sem mim, e estar no teu pensamento todo o dia, nos teus sonhos toda a noite. Eu sonho demais, espero demais, e nunca acontece nada. Gosto de ti, só isso. Adeus*

sábado, 9 de abril de 2011

A vida não se aprende nos livros - 5


Eu já aprendi que os tubos de pasta de dentes que têm riscas coloridas não estão cheios de pasta de dentes às riscas coloridas (acreditem, esta questão sempre me deu a volta à cabeça). Os tubos estão cheios de pasta de dentes branca, e no topo do tubo, junto à abertura para a pasta sair, está a outra parte, o gel colorido (normalmente verde ou azul e vermelho), num espacinho reservado com orifícios para fazer as risquinhas. Quando se aperta o tubo e a pasta sai, leva consigo o gel colorido e sai às riscas. Qualquer coisa assim. Agora bonito era eu dizer que abri um tubo de pasta de dentes para constatar isto, mas não, esta (e contradizendo o título da rubrica) li mesmo num livro. Mais bonito ainda, era alguém disponibilizar-se para enfiar um tubo de pasta de dentes às riscas novo dentro do congelador e mais tarde cortá-lo ao meio, para ver se isto é verdade ou se a pasta afinal já vem às riscas. Voluntários? É que a pasta de dentes está cara.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Put your loving hand out baby...


Estou farta que os meus dias sejam coloridos por ti. Pelas tuas ausências sempre longas demais para o meu pobre coração, pelas tuas presenças sempre curtas o suficiente para que este aperto nunca me largue o meio do peito - dizem que se chama saudades. Eu tentei não gostar de ti, e a verdade é que já não pulo de alegria quando percebo que é a tua voz do outro da linha - fizeste-me esperar tempo demais. Mas eu ainda fico sem ar quando sei que estás ao virar da esquina. É que eu olho para ti e deixo de saber as coisas que acho que sei. E eu tento não te querer, eu tento tanto, mas eu quero-te tanto ainda. Ainda quero um bocadinho que me vejas aqui e que sejas tu, porque eu sei tudo o que nós podíamos ser e tu nem sonhas. Ainda me apetece abanar-te pelos ombros e gritar-te "Eu estou aqui e tu mudaste as cores do meu Mundo!", e ainda acho que a seguir tu ias dar-me a mão para eu descer do meu cavalo branco e beijar-me, e ias vestir tu a capa e salvar-me, em vez de ser ao contrário (eu salvei-te e tu nem reparaste). Ainda sonho um bocadinho com o momento em que ias tocar-me à campainha, ofegante, e pedir-me desculpa por só agora teres percebido - apesar de tu nunca me teres tocado à campainha e de nem sequer saberes onde moro, porque nunca quiseste saber onde eu moro, e isso já me matou mais mas ainda tenho tanta pena que seja assim. Que tu nunca tenhas percebido que nós podíamos e teríamos sido perfeitos juntos, que até as nossas mãos encaixavam na perfeição, quero dizer. Por isso, estendo-te a minha mão uma última vez e vou esperar que a agarres, e vou ficar aqui mais um pouco, só mais um pouco. O tempo necessário para poder dizer que desisto, que estou cansada de não ser gostada por ti, que já não consigo estar sentada à chuva só à espera do teu olhar na minha direcção. Que já não consigo só ver a cores quando tu me sorris. Que quero a minha vida a cor-de-rosa, mesmo sem ti, mesmo sem a dança que me punhas a fazer sozinha, mesmo sem os sorrisos plantados no rosto, mesmo sem o coração a saltar sempre que tu te aproximavas. Acho que prefiro gostar de mim do que de ti, deixar de contar os dias para te ver e não contar com os teus olhos de cor indefinida nos meus. Até lá, até ter a certeza, eu ainda estou aqui. Agarra a minha mão.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

E eu juro que não peço mais nada.

E às vezes eu acho que é mesmo mas mesmo difícil, e que se calhar eu é que sou muito exigente, mas depois outras vezes acho que não, que não sou exigente, que simplesmente sei o que quero e não vou acomodar-me com menos do que isso. E, vendo bem, eu não quero assimmmm tanto. Quero o meio termo, só isso. Não quero o yin nem o yang, não quero o 8 nem o 80, não quero o calor nem a tempestade. Quero o meio termo. Quero alguém que fale, porque eu gosto de ouvir, mas que consiga ficar a ouvir-me quando eu tenho alguma coisa importante para contar. Quero alguém que se preocupe o suficiente para me perguntar como foi o meu dia, mas que não se preocupe ao ponto de pedir um relatório de cada actividade que fiz. Quero alguém que seja capaz de me dizer que gosta de mim, mas que não me diga que está apaixonado logo no primeiro dia. Quero alguém que se lembre de me dar os bons dias e de me desejar boa noite, mas que não me mande três sms de seguida se eu não lhe respondo no espaço de meia hora. Quero alguém que me queira presente na sua vida, mas que não me queira apresentar à família ao fim de um mês. Quero alguém atraente o suficiente para que eu possa sentir-me atraída, mas que não seja atraente demais para o resto da população feminina. Quero alguém que tenha auto-confiança, mas que não se ache o rei da cocada. Quero alguém que seja inteligente, mas que tenha sentido de humor. Quero alguém que tenha ideais e seja sensível aos outros, mas que não perca a masculinidade por isso. Quero alguém que me faça sentir-me protegida, mas que não seja machista. Quero alguém que me dê a mão na altura certa, mas que não passe o tempo a pespegar-me beijos pegajosos na cara. Quero alguém que não existe.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Em mim, tu vives onde mora a saudade


Às vezes adorava estar na tua cabeça. Só isso, estar na tua cabeça e saber o que pensas de nós. Porque eu, às vezes, ainda penso o Mundo inteiro de nós. Éramos diferentes demais, somo-lo cada vez mais. Mas até que ponto essas diferenças não seriam contornáveis? Até que ponto importaria mesmo a música que tu ouves ou os livros que eu leio, até que ponto não conseguiríamos, os dois, juntos, trabalhar no sentido de amenizar essas diferenças e o efeito que tinham em nós? É que eu ainda sinto a tua falta. Ainda me pergunto "e se...?", ainda penso que talvez, só talvez, eu devesse ter escutado o coração. Que talvez ainda pudesse fazê-lo quando ele me diz que eu devia pedir-te só para mim outra vez, que eu, contigo, era melhor e que nós os dois, juntos, tínhamos uma completude que nunca mais consegui encontrar em ninguém.
Só que, outras vezes, cansas-me. Não tu, mas aquilo que ainda é a tua presença na minha vida. Porque, no fundo, estás sempre presente. Estou sempre a tropeçar em ti, a procurar desviar-me diligentemente de ti, a contornar os momentos em que nos cruzamos como quem contorna as pedras que lhe surgem no caminho. É que eu acho que o devo a mim própria. Acho que devo a mim própria experimentar e viver tudo o que puder agora, porque conheço o suficiente da natureza humana para saber que, se não o fizer, vou arrepender-me. Acredito que há momentos para tudo, e que este não é o momento para estar contigo. Mas, por vezes, aquilo a que as pessoas chamam destino e a que eu chamo coincidências dá cabo de mim. Fazes ideia da quantidade de vezes em que estou a pensar em ti e, nesse preciso momento, o telefone toca e és tu? Mas estar contigo não é compatível com os meus sonhos, é tão "simples" quanto isso. E eu não sei até que ponto ter uma pessoa como tu não é um dos meus sonhos, mas prefiro agarrar-me àqueles sonhos que dependem de mim, e não da complexidade emocional de duas pessoas como nós. E é isto.

domingo, 20 de março de 2011

É mais ou menos isto

Mas mudo o :D de Sexta para um :) porque as minhas Sextas costumam ser complicadas, mudo o :) do Sábado para um :D porque adoroooo Sábados, mudo o :/ do Domingo para um :) porque o S. Pedro resolveu finalmente ser amigo e pôr temperaturas jeitosas para passear à beira-rio com roupinhas mais leves, e mudo o :( de Segunda para um :''''''( porque... é Segunda. E quem está comigo ponha o dedo no ar.

sábado, 19 de março de 2011

Pensem comigo, vá...

E se, mais do que pessoas certas, existirem alturas certas...?

Pensei nisto hoje e estou desconcertada.

terça-feira, 15 de março de 2011

Serei só eu...?


... que sempre que viajo fico com vontade de pegar numa mochila, tirar duas semaninhas de férias e estoirar as poupanças a viajar sozinha sem sequer fazer grandes planos?

domingo, 13 de março de 2011

If you just realize what I just realized...


O que tu não vês é que nós seríamos perfeitos juntos. A minha mão podia caber perfeitamente na tua, nos fins de tarde perfeitos que podíamos passar junto ao mar. A tua voz soaria perfeita no meu ouvido, quando me dissesses tão normalmente "tu também abanas o meu mundo". A tua boca podia encaixar na minha de uma forma perfeita, e a minha cintura ficaria perfeita circundada no aperto dos teus braços. Nós seríamos perfeitos juntos. A minha mão encaixa perfeitamente na tua nuca, o meu coração bate a um ritmo perfeitamente desenfreado quando estás perto. O teu pescoço tem sempre um cheiro perfeito, as camisolas assentam-te na perfeição e a cor indefinida dos teus olhos é tão perfeita como o verde dos meus. E eu sou descompassada demais para ser perfeita sozinha mas, se tu quisesses, eu seria perfeita contigo.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Às vezes odeio fazer de conta.


Acho que as nossas vidas ficaram piores desde que a moda das comédias românticas pegou. Importa lá que seja um dos meus géneros de filme preferidos, mesmo assim odeio comédias românticas. Porque vieram só para nos fazerem sonhar. Pior, para nos fazerem viver na (des)ilusão. Nas comédias românticas, há sempre uma protagonista gira, independente, inteligente e com um trabalho giro, como chefe de cozinha, escritora, dona de uma pastelaria/livraria/florista/whatever. Claro que ela nunca encontrou o amor e isso faz com que, de imediato, o público torça por ela. No seguimento desta ideia, é frequente que essa protagonista tenha características particulares/momentos do dia-a-dia que lhe atribuam um charme especial - é super distraída, esquecida, insegura, tropeça em tudo, deixa cair coisas, fica com pastilha colada nos sapatos, cai em pleno super mercado, cruza-se com o ex-namorado e a respectiva noiva linda de morrer, pisa cocó de cão na rua e fala sozinha o tempo todo - tudo isto de maneira gira, fofinha, encantadora. Eventualmente, conhece um gajo giro, modesto, inteligente, fiel, com um emprego estável, simpático, que fica de olho nela e, algumas peripécias depois, ficam juntos. No máximo, há uma ex que não o deixa, ou um ex por quem ela ainda suspira o tempo todo, num amor não correspondido que termina, como por magia, quando o gajo giro e modesto e etc. a convida para um café - ah, nas comédias românticas eles não se conhecem no facebook, esbarram um no outro e ela deixa cair tudo (até porque é desastrada e ele acha logo isso o máximo) e lá acabam, de uma maneira ou de outra, por trocar contactos (ele até se torna cliente fixo do restaurante/livraria/pastelaria/florista). E são estas merdas que me fodem, passo a expressão. Na vida real não há nada destas porras. Na vida real, eu até posso ser agradavelzinha à vista e remotamente inteligente, mas não tenho um trabalho giro e o facto de passar a vida a esquecer-me de coisas e a baralhar tudo, a tropeçar e a deixar cair coisas, a pisar cocó e a falar sozinha não me atribui charme nenhum e não tem rigorosamente nada de adorável. Da parte do gajo giro, inteligente, fiel e modesto que fica por perdido por nós, comuns mortais que tropeçam e pisam cocós, nem vamos falar, porque ele simplesmente não existe. Depois, se há uma pessoa por quem eu suspiro o tempo todo, bem podia vir o Papa e o Papamobil e a comitiva do PSD tudo junto, que eu não ia deixar de suspirar por causa disso. Provavelmente, não teria olhos para mais ninguém - além de que, na vida real, os homens que têm interesse em nós vêm falar connosco através do facebook, em vez de esbarrarem connosco à saída do café, como deviam, e de nos fazerem deixar cair o latte e as folhas todas que carregávamos nos braços. Ao mesmo tempo, enquanto nas comédias românticas chega a ser adorável a maneira como a protagonista sofre por um amor não correspondido - a maneira como ela se queixa com um tom tão sonhador que nos faz pensar "oh ela gosta dele e ele nem vê, o tontinho, oh que giro" - na vida real isto não tem piada nenhuma. Por muito que eu tente amenizar a coisa quando escrevo, por muito que eu tente que pareça que passo os dias a sonhar e que é giro e só ligeiramente exasperante, a verdade é que é triste, que eu fico triste sempre que me apercebo que não sou tão importante como gostava e que ele não me vê como eu o vejo - que ele não me vê de todo, e é completamente exasperante, a cada minuto, todos os dias.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Yesterday, and days before


Sim, ainda preciso de ti. Quando estás longe, mais longe do que é costume, a tua ausência é sentida como nenhuma outra. Sinto-te a falta de maneiras que não sei explicar, porque não se explica a falta que nos fazem pessoas que não são só um amigo nem só um antigo amor. Tu não és "só" de nada - és tudo. És horas de conversa ao telemóvel só porque estás aborrecido pelo trânsito de Lisboa ou porque o meu comboio nunca mais chega, ou horas de silêncio das quais saio com a sensação de que te disse tudo. És gargalhadas até a barriga doer e as forças faltarem de tanto rir, ou as minhas lágrimas no espaço entre o teu ombro e o teu pescoço, aquele sítio familiar onde o meu rosto se encaixa tão bem. És todas as coisas pequenas que eu adoro e todas as que eu odeio, porque me sabes de cor como ninguém. És a nossa cumplicidade, as coisas que me arrancas da alma quase sem precisares de tentar, és as minhas coisas preferidas todas juntas porque mais ninguém as conhece como tu. És o cheiro da tua pele que não consigo esquecer, porque ainda me enebria os sentidos quando roço o nariz no teu pescoço durante um abraço e me obriga a fechar os olhos e inspirar. És os teus braços apertados à minha volta com o conforto que o meu corpo sempre soube de cor. És a parvoíce das brincadeiras que mais ninguém percebe, das cavalitas, das cócegas nos joelhos e dos apertões no nariz. És as minhas saudades todas juntas, porque eu nunca tive saudades de nada como tenho de nós.

terça-feira, 8 de março de 2011

O momento "tou fodido/a"



Não sei se estão familiarizados com o momento "tou fodido/a". O momento "tou fodido/a" ocorre, regra geral, quando não tínhamos intenções de nos apaixonarmos por alguém e precisamente quando percebemos que as intenções pouco importam e que, basicamente, já fomos. O momento "tou fodido/a" ocorre (igualmente ou em simultâneo) quando nos sentimos indefesos perante a pessoa em questão, quando ela nos olha e sentimos o estômago encolher, quando ela nos toca e o Mundo começa a girar em câmara lenta. É aquele momento em que a outra pessoa encosta os lábios aos nossos e nós dávamos tudo para que aquilo não acabasse, ou em que sentimos o cheiro da sua pele e nos parece a melhor coisa do Mundo, ou em que temos a certezinha absoluta de que não é humanamente possível alguém reunir tanta perfeição - mas ela está ali, mesmo à nossa frente, para mal dos nossos pecados (ou não). Esse momento inoportuno, dispensável e exasperante em que miramos de soslaio a pessoa, o ar pára de nos descer pela traqueia perante os gestos mais simples dela e damos connosco a pensar, nada mais, nada menos, do que "oh não... ohhh nãooooo.... merda... tou fodido/a.". Isto tudo para dizer que eu estou, sim, muito, para lá de... Fodida. E reparem no "F", maiúsculo e tudo.

E houve tantos momentos desses ontem... Tou fodida.

domingo, 6 de março de 2011

Eu juro que não é esquisitice...


... mas se vejo mais alguém a escrever "voçê" em vez de "você", acho que me dá um chilique.

quarta-feira, 2 de março de 2011

And so I went and let you blow my mind.


Ele deu-me a mão. Assim, sem mais nem menos, ele deu-me a mão pela primeira vez. Apertou os lábios contra os meus por dois segundos e pegou-me na mão, enquanto se ria de qualquer coisa que eu tinha dito antes e olhava para o lado para ver se vinham carros. Ele deu-me a mão, não vinham carros e atravessámos. Assim, sem mais nem menos. Com um ar descontraído, como se fosse a coisa mais normal do Mundo. Com um ar descontraído que contrastava com a minha boca aberta de espanto, seguida de um sorrisinho idiota, um ar descontraído que contrastava com o fogo-de-artifício que disparava em todas as direcções dentro da minha cabeça, com as borboletas às voltas no meu estômago, com o meu ar quase vaidoso por ter os dedos dele entrelaçados nos meus e esperar que toda a gente reparasse. Assim, sem mais nem menos, ele deu-me a mão. E, de repente, tudo valeu a pena.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Loving would be easy if your colors were like my dreams


Eles dizem-me que não vale a pena. Que não vale a pena, que eu consigo melhor, que eventualmente vai passar e as coisas vão voltar a ter a sua ordem natural. Mas eu não quero que passe, sabes? Não quero que passe. Quero sentir-me assim, quero que me deixes a dançar sozinha como deixas sempre quando passas, que me faças ver sol onde ele não existe e querer chapinhar em poças de água como quando tinha cinco anos. Porque não passa um único dia em que eu não pense em ti, e por que hei-de eu desistir de algo em que penso tanto? Porque hei-de eu desistir dos sorrisos que me deixas plantados no rosto, ainda que eles sejam parvos e pelos motivos errados? Eu ainda acho que tu vais ver-me. Ainda acho que vais encontrar-me aqui e perceber que esperei por ti este tempo todo, por ti, por isto. Por poder acordar ao teu lado e fazer-te sorrir com os meus lábios pressionados contra os teus, por ter as palmas das tuas mãos quentes no fundo das minhas costas e arrepiar-me com elas, por perceber que pregares os olhos nos meus te dá outro sentido aos dias. Eu vou ficar aqui à espera, e tu um dia vais acordar e vais ver que nada é igual a mim, e aí eles vão calar-se, vão calar-se e perceber que eu sou feita de sonhos e que tu foste feito para me adormecer.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A vida não se aprende nos livros - 4


Eu aprendi que não vale a pena comprar calças de ganga ligeiramente apertadas (nós, mulheres, recusamo-nos a comprar um tamanho acima do nosso habitual) porque pensamos "Ah não há problema porque amanhã até é segunda-feira e eu começo a dieta (a dieta da segunda-feira, sempre a dieta da segunda-feira) por isso daqui por duas semaninhas as calças já me servem na perfeição". Amigas, a dieta começa sempre só na prooooóxima segunda-feira (aquela que nunca chega), as calças não vão servir-nos, e gastámos dinheiro para termos um par de calças extra enfiado no armário, longe da nossa vista para não nos lembrarmos sequer que não conseguimos enfiá-las. Eu já aprendi que não vale a pena, se as calças não servem e eu me recuso terminantemente a experimentar sequer um 40, não as compro e acabou-se. Vou à procura duma loja que faça uns 36 largos que isso é que faz bem ao ego...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

His dreams are like commercials. But her dreams are picture perfect


Eu sei que não sou perfeita. Eu sei, eu sei que tu és e que eu não sou. O meu cabelo não está sempre no sítio - às vezes o meu cabelo nem tem nada a que se possa chamar um "sítio". Tenho quase sempre olheiras, sou desastrada, às vezes tenho borbulhas. Às vezes tropeço, outras vezes escorrego, muitas vezes deixo cair coisas. Entorno bebidas porque estou distraída. Esqueço-me sempre de alguma coisa em casa, nunca sei onde guardo as chaves e preciso de anotar todos os meus códigos num sítio, senão esqueço-me deles - e tem de ser tudo no mesmo sítio, senão esqueço-me de onde anotei o quê. Faço questão de guardar bem as coisas importantes, e guardo-as tão bem que depois nunca as encontro. Chego sempre atrasada aos sítios, passo a vida a correr para não perder autocarros e a ficar parada no meio do trânsito, a perder-me mesmo com o GPS, a quase bater com o carro no da frente porque vou a olhar para o lado. Não tenho os dentes todos certinhos, não gosto do meu nariz e não sei maquilhar-me. Não vivo sem agenda, embora me esqueça de escrever lá as coisas de que não posso esquecer-me. A maior parte dos dias, não reparo bem no que visto até já ter saído de casa e já ser tarde demais. Vejo-me ao espelho só o suficiente para saber que não ando com coisas verdes nos dentes - e, mesmo assim, às vezes ando. Às vezes sou insegura e nem sempre tenho paciência para as pessoas. Ainda tenho o coração um bocadinho partido e os meus bolos saem sempre queimados. Por isso, eu sei, eu sei que não sou perfeita. Mas tu podias ser como nos meus sonhos e gostar da imperfeição...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Maganórios



Parabéns miúda! Não te sintas velha com os 21 que eu trago boas notícias: agora podes embebedar-te oficialmente em qualquer país do Mundo! Tem um bom dia ;)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

So please, please, please, let me get what I want


Quero ir ter contigo uma noite destas. Atravessar essa rua escura, ouvir só o ar trémulo a entrar e a sair do meu peito e ver as pequenas nuvens de ar quente que me saem da boca a ficarem para trás. Quero os meus passos a serem ecos enquanto os meus saltos, desengonçados, assentam um de cada vez na calçada molhada. Molhada, sim, tem de estar a chover na noite em que eu for ter contigo. É que a chuva encaixa sempre melhor as coisas tristes. Quero ir ter contigo uma noite destas, aparecer-te à porta de gabardine preta só com lingerie por baixo. Como se vê nos filmes. Quero que tu me vejas, que me queiras duma vez e que eu não te deixe respirar, como tu me fazes só com um olhar. Porque é injusto, é injusto que eu te queira tanto e que tu me queiras tão pouco, que eu arda por ti e que tu nunca, nunca, me queiras acalmar o peito que alvoraçaste sem tentares. Quero usar-te e deixar-te no mesmo chão metafórico em que tu me deixas a cada dia, ser tão indiferente ao teu peito como tu és ao meu, escolher a dedo que tipo de recordação vou cravar-te na alma desta vez e depois partir, com a mesma leveza com que tu partes sempre depois de me cravares na alma a tua boca, ou o teu toque, ou a tua voz. Quero trazer de volta os meus saltos, a lingerie e a gabardine, a indiferença e a certeza, ir ter contigo uma noite destas e voltar sem que tu, para variar, queiras dizer-me adeus.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Afinal tenho mais qualquer coisa a dizer


É só que estava aqui a lembrar-me de quando andava no ciclo e fazíamos cartõezinhos parvos para darmos aos rapazes da turma. Vai a Sofia, toda fofa, e deu um postal feito por si própria, com um coração e tudo, a um menino da sua turma. E agora vocês pensam "olha afinal a gaja também já foi lamechas" e eu digo-vos que não, que já na altura eu era torta. Porque eu embirrava com o moço e dei-lhe um postal que dizia o seguinte:

"Roses are red
Violets are blue
A face like yours

Should be in a zoo!"


O engraçado é que o menino ficou feliz da vida porque achou que eu gostava dele. Porque fiz um coração no postal. O burro não devia perceber inglês. Moral da história? Já nessa altura eu era uma incompreendida.

Quanto ao dia de hoje, só tenho uma palavra a dizer:

Olha, afinal não era uma palavra, era mesmo só um gesto.

É que até a merda do Google tem corações hoje, chiça.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Querido banco de trás...


... abençoado sejas.