Dear Cupid, next time hit both.









quinta-feira, 28 de abril de 2011

Cheira-me...

... que isto não é bem verdade. Porque se fosse, eu já teria um best seller internacional com mais sucesso do que as sagas do Twilight, do Harry Potter e do Senhor dos Anéis, tudo junto. Cheira-me.

terça-feira, 26 de abril de 2011

What if I spoke those words today?


Sinto a tua falta. Passaram-se dias, meses, mais de um ano, e eu ainda sinto a tua falta. E eles dizem que passa. Que sim, que passa sempre. Mas eles não sabem de nada, amor. Não sabem do encaixe perfeito da minha mão na tua nem de como as horas corriam quando estávamos juntos. Não sabem do conforto que éramos nem da paz no teu rosto. Não sabem da luz que tinham os teus olhos, nem de como nunca mais encontrei essa luz em ninguém e, desde então, vivo na sombra. Não sabem da mágoa no teu rosto de primavera quando te deixei, nem da que causámos um ao outro desde aí. Não, eles não sabem de nada, amor. Nem da tua voz no meu ouvido a dizer-me baixinho as coisas com que agora nem sonho, porque acordar seria doloroso demais. Eles não sabem como é viver todos os dias contigo no coração e com a (in)certeza de que se calhar, só se calhar, eu podia ter tentado um bocadinho mais. Eles não sabem de nada, mas eu sei que o teu sorriso não me passa, e nem a saudade - nunca.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

So where the fuck are you, anyway?


Esta brincadeira de encontrar a pessoa da nossa vida cansa. É uma maratona, já repararam? Há quanto tempo a procuram? Eu comecei a procurá-la há mais de dez anos. Bom, não a procurá-la oficialmente (aos 13 anos sabia lá eu o que eram almas gémeas - na verdade, aos 25 continuo a não saber bem...), mas a incursar nestas coisas dos amores e das paixões. E é tão difícil! Arrisco-me mesmo a dizer que é a tarefa mais difícil que temos ao longo da vida. Eu já o faço há mais de dez anos e continuo a não ter ideia de como se faz... Como é que se procura uma coisa que não conhecemos, sobre a qual não sabemos nada? Até podemos achar que sabemos, podemos achar que queremos uma pessoa assim ou assado, com olhos cor de não sei quê e personalidade xpto. Mas depois aparece-nos um que não tem nada a ver e é por ele que nos apaixonamos, portanto, é como se não soubéssemos nada sobre o que estamos a procurar. E, mesmo depois de encontrarmos uma pessoa, não sabemos o resto. Os meus dez anos de experiência não me ensinaram lá grande coisa. Uns quanto do's and don't's, dos básicos. De resto, continuo na ignorância! Quando o encontramos, fazemos o quê? Convidamo-lo a sair ou esperamos que ele nos convide? Damos-lhe o nosso número ou esperamos que ele o peça? Procuramo-lo no facebook (esta é nova) e metemos-lhe um like numa foto (blhec)? E depois, quando saímos com ele? Vamos simples ou empiriquitadas? Esperamos um beijo no fim da noite ou guardamos para mais tarde? Ligamos no dia seguinte ou esperamos que ele ligue? Quanto tempo temos de esperar até desesperar se ele não ligar? E quando nos apaixonamos? Quanto tempo devemos esperar até abrir o jogo, por quanto tempo devemos fazer-nos um bocadinho de difíceis? E se não nos apaixonamos? Continuamos a tentar, damos-lhe mais uma hipótese (ou duas, ou três?) ou cortamos-lhe logo as asas? É cansativo, desesperante, leva-nos à exaustão. E continuamos a fazê-lo, a procurar, porque queremos acreditar que, no final, compensa. E sim, por muito que repitamos a frase cliché e que ela até seja verdade - "O truque é parar de procurar!" - na realidade passamos o tempo a procurar. Sempre que o nosso olhar se cruza com o de um moreno giro do outro lado do bar, sempre que aceitamos um convite para um café, sempre que sorrimos para aquele amigo, procuramos alguma coisa nele que nos diga que pode ser ele a pessoa. Bom... eu vou continuar a procurar. Desejem-me sorte!

domingo, 24 de abril de 2011

Eu disse-vos que ando deprimida


Troquem a parte em que diz "Friday" por "Saturday" e têm aí a minha noite de ontem. Deprimente. Sinto-me com 50 anos. Bah.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A paixão


"(...) É assim que começa a paixão. E a paixão é o aspecto mais perigoso do desejo humano. A paixão leva àquilo que os psicólogos chamam «pensamento intrusivo» - aquele famoso estado de distracção, em que não nos conseguimos concentrar em mais nada, a não ser no objecto da nossa obsessão. Assim que a paixão ataca, tudo o resto - empregos, relações, responsabilidades, comida, sono, trabalho - fica pelo caminho, enquanto alimentamos fantasias sobre o ser amado, que rapidamente se tornam repetitivas, invasivas e absorventes. A paixão altera a química do nosso cérebro, como se nos estivéssemos a encharcar em opiáceos e estimulantes. Os cientistas descobriram recentemente que os exames de imagiologia cerebral e alterações de humor de uma pessoa apaixonada são extraordinariamente semelhantes aos de uma pessoa viciada em cocaína - e não é de estranhar, pois a paixão é uma adição, com efeitos químicos mensuráveis no cérebro. Tal como a antropóloga e especialista em paixão, a doutora Helen Fisher, explicou, as pessoas apaixonadas, tal como qualquer drogado, «sujeitam-se a coisas pouco saudáveis, humilhantes e até fisicamente perigosas para conseguir o seu narcótico».
(...) É claro que o problema com a paixão é o facto de ela ser uma miragem, uma ilusão de óptica - na verdade, uma ilusão do sistema endócrino. A paixão não é exactamente a mesma coisa que o amor; é mais como a sua segunda prima duvidosa, que está sempre a pedir dinheiro emprestado e não consegue segurar um emprego. Quando nos apaixonamos por alguém, não estamos realmente a olhar para essa pessoa; estamos apenas cativados pelo nosso próprio reflexo, inebriados por um sonho de completude que projectámos num perfeito desconhecido. Nesse estado, temos tendência para decidir todo o tipo de coisas espectaculares sobre os nossos amantes, que podem ou não ser verdade. Percepcionamos algo quase divino nos nossos amados, mesmo que os nossos amigos e família não o vejam. No fim de contas, a Vénus de um homem é a lambisgóia de outro, e outra pessoa poderá facilmente considerar o nosso Adónis pessoal um falhadozinho, absolutamente entediante. (...)" (Elizabeth Gilbert, "Comprometida")

Espero que todos tenham tido o mesmo sentimento de iluminação e clarificação quando leram isto. Vamos lá, todos juntos: "ahhhhhhhh..." - com um suspiro de desalento no final, por favor.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Can we pretend that airplanes in the night sky are like shooting stars?


Naquele momento, tu fazes um sorriso tão perfeito que o meu coração salta duas batidas. E depois eu sigo, com o mesmo modo piloto automático de sempre, com os olhos húmidos a viagem toda, porque tenho o teu cheiro na minha pele mas ele vai desaparecer numa questão de horas, e então eu já não vou ter mais nada teu. Tu não me dás nada. Nem o prazer de saber que também estás a pensar em mim, ou que te preocupas comigo. Que te lembras de mim, sequer. Como agora, que são duas da manhã e eu não consigo fazer outra coisa que não rever cada palavra tua e cada expressão do teu rosto, e tenho a certeza que tu adormeceste há horas sem sequer te lembrares da cor dos meus olhos e sem me desejares perto de ti. E as minhas mãos estão vazias e apetecia-me que tivessem as tuas no meio, e aí eu podia adormecer. Assim, só gosto de ti de maneiras antes impensáveis e dava tudo para ser um bocadinho disto para ti. Se eu tivesse três desejos, tu serias um deles.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

It's 3 am, I must be lonely


O meu mundo era a preto e branco. Quando não havia cavalos nem princesas nem capas nem torres. O meu mundo era a preto e branco, tu vieste e ele passou a cor-de-rosa. Passou a sorrisos e a andar à chuva e a dançar sozinha, passou a vontade de (te) viver incessantemente, ao teu rosto sempre que acordava de manhã. E depois, depois passou a meios sorrisos, a meia felicidade, a meio aperto no coração quando percebi que eu não te deixava a dançar à chuva e que tu nem tinhas percebido que eu te salvei, eu e o meu cavalo branco. Tu nem percebeste que eu fiquei com a caneta na mão, suspensa, à espera do final feliz que tu não me deixaste escrever. E agora... agora estou só cansada. De gostar tanto de ti, de só te ver a ti quando tu nunca me vês. De não ter vontade de dormir, porque tu invades-me o pensamento quando fecho os olhos, porque invades-me os sonhos quando adormeço, porque estás lá quando eu acordo e nem sequer é a sério. Quem me dera que ver-te não me deixasse com o coração a mil, que fosses só uma pessoa igual às outras. Que não me fizesses odiar as músicas que antes me deixavam a sorrir porque te traziam para o meu lado, que não me fizesses odiar os casais de mãos dadas porque tu só me deste a mão uma vez e o resto do Mundo parou e tu nem deste por nada. Eu gostava que ainda me desses mais vontade de sorrir do que de chorar, de ainda achar que podia ser fácil, de achar que também podia depender de mim. Não depende, o meu cavalo branco continua à tua espera, mas a tua vida perfeita continua a não ter lugar para a confusão que eu costumo arrastar atrás de mim. Eu nunca vou ter lugar ao teu lado, é o que eu sei agora. E dói um bocadinho, e eu ainda queria ser perfeita o suficiente para poder estar aí, para poder estar contigo. Não sou, e tu não chegas a ver que o imperfeito tem muito mais piada. E sabes que mais? Eu queria mesmo que tu me visses, que me fizesses ver o mundo a cor-de-rosa todos os dias e que me deixasses a dançar sozinha. E queria mesmo que tu não dormisses sem mim, e estar no teu pensamento todo o dia, nos teus sonhos toda a noite. Eu sonho demais, espero demais, e nunca acontece nada. Gosto de ti, só isso. Adeus*

sábado, 9 de abril de 2011

A vida não se aprende nos livros - 5


Eu já aprendi que os tubos de pasta de dentes que têm riscas coloridas não estão cheios de pasta de dentes às riscas coloridas (acreditem, esta questão sempre me deu a volta à cabeça). Os tubos estão cheios de pasta de dentes branca, e no topo do tubo, junto à abertura para a pasta sair, está a outra parte, o gel colorido (normalmente verde ou azul e vermelho), num espacinho reservado com orifícios para fazer as risquinhas. Quando se aperta o tubo e a pasta sai, leva consigo o gel colorido e sai às riscas. Qualquer coisa assim. Agora bonito era eu dizer que abri um tubo de pasta de dentes para constatar isto, mas não, esta (e contradizendo o título da rubrica) li mesmo num livro. Mais bonito ainda, era alguém disponibilizar-se para enfiar um tubo de pasta de dentes às riscas novo dentro do congelador e mais tarde cortá-lo ao meio, para ver se isto é verdade ou se a pasta afinal já vem às riscas. Voluntários? É que a pasta de dentes está cara.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Put your loving hand out baby...


Estou farta que os meus dias sejam coloridos por ti. Pelas tuas ausências sempre longas demais para o meu pobre coração, pelas tuas presenças sempre curtas o suficiente para que este aperto nunca me largue o meio do peito - dizem que se chama saudades. Eu tentei não gostar de ti, e a verdade é que já não pulo de alegria quando percebo que é a tua voz do outro da linha - fizeste-me esperar tempo demais. Mas eu ainda fico sem ar quando sei que estás ao virar da esquina. É que eu olho para ti e deixo de saber as coisas que acho que sei. E eu tento não te querer, eu tento tanto, mas eu quero-te tanto ainda. Ainda quero um bocadinho que me vejas aqui e que sejas tu, porque eu sei tudo o que nós podíamos ser e tu nem sonhas. Ainda me apetece abanar-te pelos ombros e gritar-te "Eu estou aqui e tu mudaste as cores do meu Mundo!", e ainda acho que a seguir tu ias dar-me a mão para eu descer do meu cavalo branco e beijar-me, e ias vestir tu a capa e salvar-me, em vez de ser ao contrário (eu salvei-te e tu nem reparaste). Ainda sonho um bocadinho com o momento em que ias tocar-me à campainha, ofegante, e pedir-me desculpa por só agora teres percebido - apesar de tu nunca me teres tocado à campainha e de nem sequer saberes onde moro, porque nunca quiseste saber onde eu moro, e isso já me matou mais mas ainda tenho tanta pena que seja assim. Que tu nunca tenhas percebido que nós podíamos e teríamos sido perfeitos juntos, que até as nossas mãos encaixavam na perfeição, quero dizer. Por isso, estendo-te a minha mão uma última vez e vou esperar que a agarres, e vou ficar aqui mais um pouco, só mais um pouco. O tempo necessário para poder dizer que desisto, que estou cansada de não ser gostada por ti, que já não consigo estar sentada à chuva só à espera do teu olhar na minha direcção. Que já não consigo só ver a cores quando tu me sorris. Que quero a minha vida a cor-de-rosa, mesmo sem ti, mesmo sem a dança que me punhas a fazer sozinha, mesmo sem os sorrisos plantados no rosto, mesmo sem o coração a saltar sempre que tu te aproximavas. Acho que prefiro gostar de mim do que de ti, deixar de contar os dias para te ver e não contar com os teus olhos de cor indefinida nos meus. Até lá, até ter a certeza, eu ainda estou aqui. Agarra a minha mão.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

E eu juro que não peço mais nada.

E às vezes eu acho que é mesmo mas mesmo difícil, e que se calhar eu é que sou muito exigente, mas depois outras vezes acho que não, que não sou exigente, que simplesmente sei o que quero e não vou acomodar-me com menos do que isso. E, vendo bem, eu não quero assimmmm tanto. Quero o meio termo, só isso. Não quero o yin nem o yang, não quero o 8 nem o 80, não quero o calor nem a tempestade. Quero o meio termo. Quero alguém que fale, porque eu gosto de ouvir, mas que consiga ficar a ouvir-me quando eu tenho alguma coisa importante para contar. Quero alguém que se preocupe o suficiente para me perguntar como foi o meu dia, mas que não se preocupe ao ponto de pedir um relatório de cada actividade que fiz. Quero alguém que seja capaz de me dizer que gosta de mim, mas que não me diga que está apaixonado logo no primeiro dia. Quero alguém que se lembre de me dar os bons dias e de me desejar boa noite, mas que não me mande três sms de seguida se eu não lhe respondo no espaço de meia hora. Quero alguém que me queira presente na sua vida, mas que não me queira apresentar à família ao fim de um mês. Quero alguém atraente o suficiente para que eu possa sentir-me atraída, mas que não seja atraente demais para o resto da população feminina. Quero alguém que tenha auto-confiança, mas que não se ache o rei da cocada. Quero alguém que seja inteligente, mas que tenha sentido de humor. Quero alguém que tenha ideais e seja sensível aos outros, mas que não perca a masculinidade por isso. Quero alguém que me faça sentir-me protegida, mas que não seja machista. Quero alguém que me dê a mão na altura certa, mas que não passe o tempo a pespegar-me beijos pegajosos na cara. Quero alguém que não existe.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Em mim, tu vives onde mora a saudade


Às vezes adorava estar na tua cabeça. Só isso, estar na tua cabeça e saber o que pensas de nós. Porque eu, às vezes, ainda penso o Mundo inteiro de nós. Éramos diferentes demais, somo-lo cada vez mais. Mas até que ponto essas diferenças não seriam contornáveis? Até que ponto importaria mesmo a música que tu ouves ou os livros que eu leio, até que ponto não conseguiríamos, os dois, juntos, trabalhar no sentido de amenizar essas diferenças e o efeito que tinham em nós? É que eu ainda sinto a tua falta. Ainda me pergunto "e se...?", ainda penso que talvez, só talvez, eu devesse ter escutado o coração. Que talvez ainda pudesse fazê-lo quando ele me diz que eu devia pedir-te só para mim outra vez, que eu, contigo, era melhor e que nós os dois, juntos, tínhamos uma completude que nunca mais consegui encontrar em ninguém.
Só que, outras vezes, cansas-me. Não tu, mas aquilo que ainda é a tua presença na minha vida. Porque, no fundo, estás sempre presente. Estou sempre a tropeçar em ti, a procurar desviar-me diligentemente de ti, a contornar os momentos em que nos cruzamos como quem contorna as pedras que lhe surgem no caminho. É que eu acho que o devo a mim própria. Acho que devo a mim própria experimentar e viver tudo o que puder agora, porque conheço o suficiente da natureza humana para saber que, se não o fizer, vou arrepender-me. Acredito que há momentos para tudo, e que este não é o momento para estar contigo. Mas, por vezes, aquilo a que as pessoas chamam destino e a que eu chamo coincidências dá cabo de mim. Fazes ideia da quantidade de vezes em que estou a pensar em ti e, nesse preciso momento, o telefone toca e és tu? Mas estar contigo não é compatível com os meus sonhos, é tão "simples" quanto isso. E eu não sei até que ponto ter uma pessoa como tu não é um dos meus sonhos, mas prefiro agarrar-me àqueles sonhos que dependem de mim, e não da complexidade emocional de duas pessoas como nós. E é isto.

domingo, 20 de março de 2011

É mais ou menos isto

Mas mudo o :D de Sexta para um :) porque as minhas Sextas costumam ser complicadas, mudo o :) do Sábado para um :D porque adoroooo Sábados, mudo o :/ do Domingo para um :) porque o S. Pedro resolveu finalmente ser amigo e pôr temperaturas jeitosas para passear à beira-rio com roupinhas mais leves, e mudo o :( de Segunda para um :''''''( porque... é Segunda. E quem está comigo ponha o dedo no ar.

sábado, 19 de março de 2011

Pensem comigo, vá...

E se, mais do que pessoas certas, existirem alturas certas...?

Pensei nisto hoje e estou desconcertada.

terça-feira, 15 de março de 2011

Serei só eu...?


... que sempre que viajo fico com vontade de pegar numa mochila, tirar duas semaninhas de férias e estoirar as poupanças a viajar sozinha sem sequer fazer grandes planos?

domingo, 13 de março de 2011

If you just realize what I just realized...


O que tu não vês é que nós seríamos perfeitos juntos. A minha mão podia caber perfeitamente na tua, nos fins de tarde perfeitos que podíamos passar junto ao mar. A tua voz soaria perfeita no meu ouvido, quando me dissesses tão normalmente "tu também abanas o meu mundo". A tua boca podia encaixar na minha de uma forma perfeita, e a minha cintura ficaria perfeita circundada no aperto dos teus braços. Nós seríamos perfeitos juntos. A minha mão encaixa perfeitamente na tua nuca, o meu coração bate a um ritmo perfeitamente desenfreado quando estás perto. O teu pescoço tem sempre um cheiro perfeito, as camisolas assentam-te na perfeição e a cor indefinida dos teus olhos é tão perfeita como o verde dos meus. E eu sou descompassada demais para ser perfeita sozinha mas, se tu quisesses, eu seria perfeita contigo.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Às vezes odeio fazer de conta.


Acho que as nossas vidas ficaram piores desde que a moda das comédias românticas pegou. Importa lá que seja um dos meus géneros de filme preferidos, mesmo assim odeio comédias românticas. Porque vieram só para nos fazerem sonhar. Pior, para nos fazerem viver na (des)ilusão. Nas comédias românticas, há sempre uma protagonista gira, independente, inteligente e com um trabalho giro, como chefe de cozinha, escritora, dona de uma pastelaria/livraria/florista/whatever. Claro que ela nunca encontrou o amor e isso faz com que, de imediato, o público torça por ela. No seguimento desta ideia, é frequente que essa protagonista tenha características particulares/momentos do dia-a-dia que lhe atribuam um charme especial - é super distraída, esquecida, insegura, tropeça em tudo, deixa cair coisas, fica com pastilha colada nos sapatos, cai em pleno super mercado, cruza-se com o ex-namorado e a respectiva noiva linda de morrer, pisa cocó de cão na rua e fala sozinha o tempo todo - tudo isto de maneira gira, fofinha, encantadora. Eventualmente, conhece um gajo giro, modesto, inteligente, fiel, com um emprego estável, simpático, que fica de olho nela e, algumas peripécias depois, ficam juntos. No máximo, há uma ex que não o deixa, ou um ex por quem ela ainda suspira o tempo todo, num amor não correspondido que termina, como por magia, quando o gajo giro e modesto e etc. a convida para um café - ah, nas comédias românticas eles não se conhecem no facebook, esbarram um no outro e ela deixa cair tudo (até porque é desastrada e ele acha logo isso o máximo) e lá acabam, de uma maneira ou de outra, por trocar contactos (ele até se torna cliente fixo do restaurante/livraria/pastelaria/florista). E são estas merdas que me fodem, passo a expressão. Na vida real não há nada destas porras. Na vida real, eu até posso ser agradavelzinha à vista e remotamente inteligente, mas não tenho um trabalho giro e o facto de passar a vida a esquecer-me de coisas e a baralhar tudo, a tropeçar e a deixar cair coisas, a pisar cocó e a falar sozinha não me atribui charme nenhum e não tem rigorosamente nada de adorável. Da parte do gajo giro, inteligente, fiel e modesto que fica por perdido por nós, comuns mortais que tropeçam e pisam cocós, nem vamos falar, porque ele simplesmente não existe. Depois, se há uma pessoa por quem eu suspiro o tempo todo, bem podia vir o Papa e o Papamobil e a comitiva do PSD tudo junto, que eu não ia deixar de suspirar por causa disso. Provavelmente, não teria olhos para mais ninguém - além de que, na vida real, os homens que têm interesse em nós vêm falar connosco através do facebook, em vez de esbarrarem connosco à saída do café, como deviam, e de nos fazerem deixar cair o latte e as folhas todas que carregávamos nos braços. Ao mesmo tempo, enquanto nas comédias românticas chega a ser adorável a maneira como a protagonista sofre por um amor não correspondido - a maneira como ela se queixa com um tom tão sonhador que nos faz pensar "oh ela gosta dele e ele nem vê, o tontinho, oh que giro" - na vida real isto não tem piada nenhuma. Por muito que eu tente amenizar a coisa quando escrevo, por muito que eu tente que pareça que passo os dias a sonhar e que é giro e só ligeiramente exasperante, a verdade é que é triste, que eu fico triste sempre que me apercebo que não sou tão importante como gostava e que ele não me vê como eu o vejo - que ele não me vê de todo, e é completamente exasperante, a cada minuto, todos os dias.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Yesterday, and days before


Sim, ainda preciso de ti. Quando estás longe, mais longe do que é costume, a tua ausência é sentida como nenhuma outra. Sinto-te a falta de maneiras que não sei explicar, porque não se explica a falta que nos fazem pessoas que não são só um amigo nem só um antigo amor. Tu não és "só" de nada - és tudo. És horas de conversa ao telemóvel só porque estás aborrecido pelo trânsito de Lisboa ou porque o meu comboio nunca mais chega, ou horas de silêncio das quais saio com a sensação de que te disse tudo. És gargalhadas até a barriga doer e as forças faltarem de tanto rir, ou as minhas lágrimas no espaço entre o teu ombro e o teu pescoço, aquele sítio familiar onde o meu rosto se encaixa tão bem. És todas as coisas pequenas que eu adoro e todas as que eu odeio, porque me sabes de cor como ninguém. És a nossa cumplicidade, as coisas que me arrancas da alma quase sem precisares de tentar, és as minhas coisas preferidas todas juntas porque mais ninguém as conhece como tu. És o cheiro da tua pele que não consigo esquecer, porque ainda me enebria os sentidos quando roço o nariz no teu pescoço durante um abraço e me obriga a fechar os olhos e inspirar. És os teus braços apertados à minha volta com o conforto que o meu corpo sempre soube de cor. És a parvoíce das brincadeiras que mais ninguém percebe, das cavalitas, das cócegas nos joelhos e dos apertões no nariz. És as minhas saudades todas juntas, porque eu nunca tive saudades de nada como tenho de nós.

terça-feira, 8 de março de 2011

O momento "tou fodido/a"



Não sei se estão familiarizados com o momento "tou fodido/a". O momento "tou fodido/a" ocorre, regra geral, quando não tínhamos intenções de nos apaixonarmos por alguém e precisamente quando percebemos que as intenções pouco importam e que, basicamente, já fomos. O momento "tou fodido/a" ocorre (igualmente ou em simultâneo) quando nos sentimos indefesos perante a pessoa em questão, quando ela nos olha e sentimos o estômago encolher, quando ela nos toca e o Mundo começa a girar em câmara lenta. É aquele momento em que a outra pessoa encosta os lábios aos nossos e nós dávamos tudo para que aquilo não acabasse, ou em que sentimos o cheiro da sua pele e nos parece a melhor coisa do Mundo, ou em que temos a certezinha absoluta de que não é humanamente possível alguém reunir tanta perfeição - mas ela está ali, mesmo à nossa frente, para mal dos nossos pecados (ou não). Esse momento inoportuno, dispensável e exasperante em que miramos de soslaio a pessoa, o ar pára de nos descer pela traqueia perante os gestos mais simples dela e damos connosco a pensar, nada mais, nada menos, do que "oh não... ohhh nãooooo.... merda... tou fodido/a.". Isto tudo para dizer que eu estou, sim, muito, para lá de... Fodida. E reparem no "F", maiúsculo e tudo.

E houve tantos momentos desses ontem... Tou fodida.

domingo, 6 de março de 2011

Eu juro que não é esquisitice...


... mas se vejo mais alguém a escrever "voçê" em vez de "você", acho que me dá um chilique.

quarta-feira, 2 de março de 2011

And so I went and let you blow my mind.


Ele deu-me a mão. Assim, sem mais nem menos, ele deu-me a mão pela primeira vez. Apertou os lábios contra os meus por dois segundos e pegou-me na mão, enquanto se ria de qualquer coisa que eu tinha dito antes e olhava para o lado para ver se vinham carros. Ele deu-me a mão, não vinham carros e atravessámos. Assim, sem mais nem menos. Com um ar descontraído, como se fosse a coisa mais normal do Mundo. Com um ar descontraído que contrastava com a minha boca aberta de espanto, seguida de um sorrisinho idiota, um ar descontraído que contrastava com o fogo-de-artifício que disparava em todas as direcções dentro da minha cabeça, com as borboletas às voltas no meu estômago, com o meu ar quase vaidoso por ter os dedos dele entrelaçados nos meus e esperar que toda a gente reparasse. Assim, sem mais nem menos, ele deu-me a mão. E, de repente, tudo valeu a pena.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Loving would be easy if your colors were like my dreams


Eles dizem-me que não vale a pena. Que não vale a pena, que eu consigo melhor, que eventualmente vai passar e as coisas vão voltar a ter a sua ordem natural. Mas eu não quero que passe, sabes? Não quero que passe. Quero sentir-me assim, quero que me deixes a dançar sozinha como deixas sempre quando passas, que me faças ver sol onde ele não existe e querer chapinhar em poças de água como quando tinha cinco anos. Porque não passa um único dia em que eu não pense em ti, e por que hei-de eu desistir de algo em que penso tanto? Porque hei-de eu desistir dos sorrisos que me deixas plantados no rosto, ainda que eles sejam parvos e pelos motivos errados? Eu ainda acho que tu vais ver-me. Ainda acho que vais encontrar-me aqui e perceber que esperei por ti este tempo todo, por ti, por isto. Por poder acordar ao teu lado e fazer-te sorrir com os meus lábios pressionados contra os teus, por ter as palmas das tuas mãos quentes no fundo das minhas costas e arrepiar-me com elas, por perceber que pregares os olhos nos meus te dá outro sentido aos dias. Eu vou ficar aqui à espera, e tu um dia vais acordar e vais ver que nada é igual a mim, e aí eles vão calar-se, vão calar-se e perceber que eu sou feita de sonhos e que tu foste feito para me adormecer.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A vida não se aprende nos livros - 4


Eu aprendi que não vale a pena comprar calças de ganga ligeiramente apertadas (nós, mulheres, recusamo-nos a comprar um tamanho acima do nosso habitual) porque pensamos "Ah não há problema porque amanhã até é segunda-feira e eu começo a dieta (a dieta da segunda-feira, sempre a dieta da segunda-feira) por isso daqui por duas semaninhas as calças já me servem na perfeição". Amigas, a dieta começa sempre só na prooooóxima segunda-feira (aquela que nunca chega), as calças não vão servir-nos, e gastámos dinheiro para termos um par de calças extra enfiado no armário, longe da nossa vista para não nos lembrarmos sequer que não conseguimos enfiá-las. Eu já aprendi que não vale a pena, se as calças não servem e eu me recuso terminantemente a experimentar sequer um 40, não as compro e acabou-se. Vou à procura duma loja que faça uns 36 largos que isso é que faz bem ao ego...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

His dreams are like commercials. But her dreams are picture perfect


Eu sei que não sou perfeita. Eu sei, eu sei que tu és e que eu não sou. O meu cabelo não está sempre no sítio - às vezes o meu cabelo nem tem nada a que se possa chamar um "sítio". Tenho quase sempre olheiras, sou desastrada, às vezes tenho borbulhas. Às vezes tropeço, outras vezes escorrego, muitas vezes deixo cair coisas. Entorno bebidas porque estou distraída. Esqueço-me sempre de alguma coisa em casa, nunca sei onde guardo as chaves e preciso de anotar todos os meus códigos num sítio, senão esqueço-me deles - e tem de ser tudo no mesmo sítio, senão esqueço-me de onde anotei o quê. Faço questão de guardar bem as coisas importantes, e guardo-as tão bem que depois nunca as encontro. Chego sempre atrasada aos sítios, passo a vida a correr para não perder autocarros e a ficar parada no meio do trânsito, a perder-me mesmo com o GPS, a quase bater com o carro no da frente porque vou a olhar para o lado. Não tenho os dentes todos certinhos, não gosto do meu nariz e não sei maquilhar-me. Não vivo sem agenda, embora me esqueça de escrever lá as coisas de que não posso esquecer-me. A maior parte dos dias, não reparo bem no que visto até já ter saído de casa e já ser tarde demais. Vejo-me ao espelho só o suficiente para saber que não ando com coisas verdes nos dentes - e, mesmo assim, às vezes ando. Às vezes sou insegura e nem sempre tenho paciência para as pessoas. Ainda tenho o coração um bocadinho partido e os meus bolos saem sempre queimados. Por isso, eu sei, eu sei que não sou perfeita. Mas tu podias ser como nos meus sonhos e gostar da imperfeição...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Maganórios



Parabéns miúda! Não te sintas velha com os 21 que eu trago boas notícias: agora podes embebedar-te oficialmente em qualquer país do Mundo! Tem um bom dia ;)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

So please, please, please, let me get what I want


Quero ir ter contigo uma noite destas. Atravessar essa rua escura, ouvir só o ar trémulo a entrar e a sair do meu peito e ver as pequenas nuvens de ar quente que me saem da boca a ficarem para trás. Quero os meus passos a serem ecos enquanto os meus saltos, desengonçados, assentam um de cada vez na calçada molhada. Molhada, sim, tem de estar a chover na noite em que eu for ter contigo. É que a chuva encaixa sempre melhor as coisas tristes. Quero ir ter contigo uma noite destas, aparecer-te à porta de gabardine preta só com lingerie por baixo. Como se vê nos filmes. Quero que tu me vejas, que me queiras duma vez e que eu não te deixe respirar, como tu me fazes só com um olhar. Porque é injusto, é injusto que eu te queira tanto e que tu me queiras tão pouco, que eu arda por ti e que tu nunca, nunca, me queiras acalmar o peito que alvoraçaste sem tentares. Quero usar-te e deixar-te no mesmo chão metafórico em que tu me deixas a cada dia, ser tão indiferente ao teu peito como tu és ao meu, escolher a dedo que tipo de recordação vou cravar-te na alma desta vez e depois partir, com a mesma leveza com que tu partes sempre depois de me cravares na alma a tua boca, ou o teu toque, ou a tua voz. Quero trazer de volta os meus saltos, a lingerie e a gabardine, a indiferença e a certeza, ir ter contigo uma noite destas e voltar sem que tu, para variar, queiras dizer-me adeus.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Afinal tenho mais qualquer coisa a dizer


É só que estava aqui a lembrar-me de quando andava no ciclo e fazíamos cartõezinhos parvos para darmos aos rapazes da turma. Vai a Sofia, toda fofa, e deu um postal feito por si própria, com um coração e tudo, a um menino da sua turma. E agora vocês pensam "olha afinal a gaja também já foi lamechas" e eu digo-vos que não, que já na altura eu era torta. Porque eu embirrava com o moço e dei-lhe um postal que dizia o seguinte:

"Roses are red
Violets are blue
A face like yours

Should be in a zoo!"


O engraçado é que o menino ficou feliz da vida porque achou que eu gostava dele. Porque fiz um coração no postal. O burro não devia perceber inglês. Moral da história? Já nessa altura eu era uma incompreendida.

Quanto ao dia de hoje, só tenho uma palavra a dizer:

Olha, afinal não era uma palavra, era mesmo só um gesto.

É que até a merda do Google tem corações hoje, chiça.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Querido banco de trás...


... abençoado sejas.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Quando se gosta de alguém


"Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente.
Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de impossibilitar o nosso encontro. Quando se gosta de alguém, ouvimos sempre o telefone, a campainha da porta, lemos sempre a mensagem que nos deixaram no vidro embacia­do do carro desse Inverno rigoroso. Quando se gosta de alguém, vamos para o local do aci­dente com a carta amigável, vamos ter com ela ao corredor do hospital ver como estão os pais, chamamos os bombeiros para abrirem a porta, mas nada, nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante do que nós." (Fernando Alvim)

É por isto que eu sei. Que eu gosto de ti. E que tu... que tu não gostas de mim...

:(

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

I remember everything.


E eu lembro-me sempre de demasiado. De demasiados amanheceres, demasiados fins de tarde em esplanadas junto ao mar, demasiados natais, demasiados acordares ao teu lado, demasiados "amo-te muito mais do que ontem e muito, muito menos do que amanhã", demasiados beijos, demasiados olhares, demasiados dos teus abraços cujo conforto o meu corpo nunca encontrou noutros. Demasiado de tudo, de tudo, para que eu possa sossegar a tua ausência no meu coração.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Será que numa rua deserta tu reparas em mim?


Sempre que estou contigo, volto para casa em piloto automático. Apercebo-me disto, invariavelmente, no dia seguinte. Quando ligo o rádio do carro e não me lembro minimamente de ter estado a ouvir aquele cd, o que está a tocar e já vai a meio, o que certamente veio a tocar, abandonado, todo aquele longo caminho de volta. O caminho de volta, depois de ter estado contigo, é sempre o mais longo que eu faço. E, nesse espaço de tempo longo, sempre longo demais quando o meu movimento é no sentido oposto àquele em que tu estás a mover-te também, eu não ouço nada. Não ouço as músicas que o leitor de cd's debita, metodicamente, porque os meus ouvidos estão cheios da tua voz segura e pontilhada daquela ironia que nunca me deixa ver-te por inteiro. Não vejo os sinais vermelhos, porque o meu olhar está ainda repleto do teu e das pequenas falhas do teu rosto - apenas paro porque o meu cérebro está, de alguma forma, programado para informar o meu pé direito que aquela é a altura para pressionar o pedal do meio. E não sinto as temperaturas baixas, porque as tuas mãos ainda me percorrem os centímetros de pele que se arrepiam sempre com o teu toque e que se movem sempre como se precisassem dele. No caminho de volta, aquele que é sempre, sempre, o mais longo que eu faço, os teus dedos ainda pousam na minha perna e, depois, entrelaçam-se nos meus cabelos, não me saem palavras da boca porque ela ainda tem o gosto que a tua boca deixou quando, entreaberta, se encaixou na minha, e eu ainda tenho a tua respiração morna no meu pescoço. No caminho de volta, aquele em que uma parte de mim fica contigo porque nunca quer voltar, porque nunca quer fazer aquele longo caminho para longe de ti, tu ainda vens comigo, tu ainda estás comigo, como estás em cada minuto do meu dia. Como eu gostava de também estar nos teus. Nos teus minutos, nos teus olhos, na tua boca, na tua pele - eu gostava de estar em ti como tu estás em mim, assim, sempre, e por toda a parte.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

A vida não se aprende nos livros - 3

Eu aprendi (da pior maneira) que devemos deitar fora imediatamente tudo o que seja cuecas velhas ou em mau estado (ie, cuecas com linhas penduradas, cuecas ligeiramente descosidas, cuecas com o elástico coçado ou laço, etc...). O mesmo se aplica a soutiens e a meias rotas no dedo grande. Ah, e há um limite de cuecas da Hello Kitty que uma gaja deve ter a partir dos 20 anos (também aplicável a Snoopy e outros que tais). A sério, a partir duma certa idade convém ter roupa interior minimamente sexy. E em bom estado. Sobretudo em bom estado. Acreditem em mim. Mesmo quando não está nos vossos planos ir brincar aos cowboys, as coisas mudam e nunca se sabe quem vai ver as vossas cuecas nesse dia. E vocês não querem que ninguém se depare com umas cuecas velhas ou com uma Hello Kitty com asinhas pespegada na vossa mama direita (no que ainda a tapa, vá). A sério. Acreditem em mim.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

It only hurts when I land


É como se tu me olhasses e o meu Mundo abanasse. Mas tu não vês que o ar me falta, que o meu raciocínio pára, que as minhas paredes caem - acho que nem vês como o meu sorriso cresce. Por momentos eu acho que sim, quando tu fazes aquela cara de criança enquanto tentas adivinhar a cor dos meus olhos, se bem que eu gostava era que tu adivinhasses o que eles te dizem. E depois tu voltas a ser perfeito e eu volto ao meu ritmo descompassado, com os meus olhos que tu nunca sabes ler. E para ti foi só um momento. Mas para mim foi o melhor do meu dia.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Ouvi dizer que o nosso amor acabou.


É em momentos como este que eu sei. Que a tua luz ainda habita em mim, que a tua alma ainda tem parte da minha. É em momentos como este que eu sei, quando encontro coisas como um post-it com tinta de caneta a marcar, numa caligrafia pequena e tremida, juras de amor eterno. Por mim. Do teu amor eterno por mim. É em momentos como este que eu sei, quando o ar pára de me passar na garganta porque os meus músculos involuntariamente pararam de funcionar, ou quando o meu estômago se contrai de tal forma que me obriga a dobrar-me sobre mim própria como se tivesse sido atingida. Tudo porque os meus olhos caíram, sem querer, sobre as tuas palavras gravadas num pedaço de papel antigo. Só são precisos segundos para o meu cérebro te ir buscar ao lado direito, aquele que tento não usar quando penso em ti. E vejo-me ali, naquele dia, a chegar a casa e a deparar-me com o armário cheio de post-its coloridos com as tuas palavras. "Amo-te muito", escrito por todo o lado. Amo-te muito. Amo-te... muito, ainda. É em momentos como este que eu sei.

domingo, 30 de janeiro de 2011

QUEM FOI O FILHO DA MÃE

...QUE ME ESTRAGOU O POST ANTERIOR?

Quero um novo seguidor já. JÁ!!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Put me in your supermarket list


E eu pegava na tua mão e fugia contigo para onde tu e eu pudéssemos ser um "nós". Para lá do arco-íris ou só para onde os sonhos não me ficassem atravessados na alma, tanto me faz - eu queria era ir contigo. Porque aí tu já verias que eu estou aqui e que te dava tudo de mim, que eu estou aqui e que só sonho contigo, que eu estou aqui e que tu nunca estás o suficiente - que eu estou aqui. E que tudo o que eu queria era ser assim mais como tu, ou que tu fosses mais como eu, porque aí tu saberias coisas como quantas colheres de açúcar eu junto ao café, coisas como eu gostar das torradas com manteiga dos dois lados, coisas como eu dormir sempre para o lado direito porque não gosto de olhar para as portas no escuro. Eu queria que tu soubesses estas coisas, porque aí eu saberia que tu me vês como eu te vejo - eu, que sei quais são as tuas gomas preferidas e que tu cantas sempre enquanto conduzes e bates com os dedos no volante. Mas tu nunca me vês, nunca queres ver-me a sério e nem perguntas porque tenho aquela marca no joelho, para que eu possa contar-te sobre aquela vez em que caí a jogar à apanhada no recreio da escola. Tu não queres saber, e eu vou contando estrelas em vez de sonhos, porque esses amarro-os ao pulso enquanto desfio numa lengalenga as coisas que vou decorando sobre ti, e a esperança de que um dia tu vás mesmo saber como eu gosto das torradas e a história da cicatriz do joelho e há quanto tempo eu gosto de ti. Ah, sim... eu gosto de ti.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A vida não se aprende nos livros - 2


Eu já aprendi que devemos sempre confirmar o destinatário das mensagens que enviamos antes de o fazermos. Principalmente quando o remetente é uma pessoa distraída como eu. Caso contrário, há sempre a probabilidade (e não é pequena) de enviarmos mensagens para uma pessoa a falar mal dela, ou a falar da surpresa de aniversário dela, ou mesmo de enviar a resposta (afirmativa e bastante descritiva) a uma proposta indecente de um "amigo" a outro "amigo". Já me aconteceram todas, e foi giro. Mesmo giro...

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

You don't always have to hold your head higher than your heart


Não sei se somos diferentes demais, não sei se é isso. É que eu passo o tempo a sonhar e às vezes só me apetecia abanar-te, segurar-te os ombros e abanar-te para que visses o que andas a perder por não sonhares como eu. Gostava que não fosses tão perfeito, que não tivesses tanto os pés no chão, que fosses de gestos maiores do que estes que fazes e que não chegam a denunciar-te, nem sequer a dizer se há alguma coisa para denunciar. A sensação que eu tenho é que tu atravessas sempre nas passadeiras e eu corro e tropeço por entre os carros, tu caminhas no arame com um equilíbrio perfeito e eu oscilo e caio e às vezes nem tenho rede por baixo. Apetecia-me não ser a única a reparar nas pequenas coisas como o teu cheiro ter ficado na minha pele, como a tua boca ter-se prolongado mais na minha só daquela vez, como ver o teu sorriso despontar quando os meus olhos perscrutaram os teus e não os deixaram fugir tão cedo como de costume. Apetecia-me ter-te, ter-te sempre que quisesse e muito mais do que te tenho, ter-te sempre tanto quanto tu me tens, e prender-te quando quisesses ir - apetecia-me que nunca quisesses ir. Eu nunca quero que vás. Mas tu tens sempre a tua vida perfeita, aquela onde não há espaço para mim, nem para que possas sonhar como eu, nem para coisas tão simples como contares os segundos para ouvir a minha voz. Eu nunca quero que vás, tu nunca podes ficar.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Ahhhhh, então é isto.....

Pronto, está explicado. Merda.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

One of these days, you'll miss your train and come stay with me.


Um dia digo-te que o teu sorriso me faz tremer e que eu podia ficar eternamente à espera que os teus olhos me encontrassem. Digo-te que gostava que me visses e que eu posso ser tudo o que tu procuras, que sonho contigo todo(s) o(s) dia(s) e que és a razão do sorriso parvo que se cola ao meu rosto tantas vezes. Um dia digo-te que me arrancaste à vida como a conhecia e que me tiraste os pés do chão, que ver-te deixa-me o coração em sobressalto e que não há nada de que não goste em ti. Um dia, digo-te que me devolveste um bocadinho a mim própria. Até lá, eu vou ficar aqui. Onde espero que repares, onde me cruzo contigo "sem querer", onde pouso o olhar no teu, tão fundo quanto consigo, esperando que tu consigas lê-lo inequivocamente. Onde imagino o acordar ao teu lado e o adormecer com os teus braços a embalarem-me os sonhos. Aqui, onde o Mundo é sempre mais cor-de-rosa quando tu estás por perto e eu posso encontrar o teu sorriso. Onde sacudo os sonhos do cabelo e vou tecendo histórias de encantar, na esperança de que tu me leves pela mão para uma delas e me faças acreditar que sim, que afinal o meu sorriso também te ilumina os dias.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

I hope it's going to make you notice someone like me.


São estas pequenas coisas, sabes? Coisas como tu comeres com o guardanapo pousado no colo e pedires vinho tinto para o jantar e eu partir a comida toda em pedacinhos primeiro para depois poder recostar-me e comer só com o garfo na mão direita, levar as batatas fritas à boca com a mão esquerda, falar com a boca cheia e quase deitar arroz pelo nariz quando me rio. Coisas como tu saberes sempre para onde vais e eu ter de parar para perguntar três vezes, mesmo tendo o GPS ligado à minha frente. Coisas como tu dizeres sempre a piada certa, no momento certo, com a postura certa, e eu ter de recorrer a todas as minhas forças para não ficar com cara de quem está a ter um AVC quando tu falas para mim. Coisas como a tua roupa combinar sempre tão bem, e eu andar de casaco roxo, botas pretas, camisola cinzenta e mala castanha. Coisas como eu ter a certeza que o teu dia tem 24 horas e o meu não, porque tu tens tempo para tudo e eu ando sempre a correr e não faço metade do que gostava. São estas pequenas coisas que me fazem suspirar. É que tu és tão perfeito e eu sou esta confusão que tento esconder de ti.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Nova rubrica - A vida não se aprende nos livros, 1

Resolvi criar mais uma rubrica. Eu podia dizer que o motivo se prende com o eu achar muito giro a quantidade de coisas que vamos aprendendo ao longo da vida. E não aquelas coisas que se aprendem nos livros, nada disso. Falo daquelas coisas úteis, como pôr a mão (o braço, peço desculpa, sabe-se lá se não anda por aí ainda a gripe A) à frente do nariz quando se espirra, porque nunca se sabe quando vai sair dali um macaco disparado ou quando um bocado de ranho vai aterrar em cheio no nosso queixo (deixem-se de merdas, já nos aconteceu a todos). Eu podia dizer que tem a ver com a utilidade deste tipo de aprendizagem, e até tem um bocadinho, mas na verdade é mais para não vos bombardear diariamente com a coisa (pessoazinha) que mais me atravessa o pensamento (o corpo, os sonhos, a escrita...) e vocês não se fartarem e não acharem que, afinal, eu sempre fui uma lamechas com a mania que sou má e pronto, tenho uma reputação a manter. No fundo acho que é isso. E já sabem que podem partilhar as coisas que a vida vos ensinou - a do macaco já é minha.




segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Isn't it ironic?

É, não é? Hum?

domingo, 16 de janeiro de 2011

Mais uma vez, vou seguir todos os teus caminhos, fugir fingindo que me vês sorrindo...


Olha, eu estou farta destas coisas. De esperar que tu percebas, ou de tentar mostrar-te, de gritar-te "espera!" quando tu já viraste costas para ir embora (sempre tão rápido), para depois te segurar os ombros quando te viras para mim, enquanto inspiro a maior quantidade de ar que consigo e ganho coragem para te abanar e dizer qualquer coisa como "you rock my world", mas em português porque eu sei que tu não percebes inglês, e no preciso momento em que tu fixas os olhos nos meus, à espera do que me vai sair dos lábios, tudo o que eles deixam escapar é um "esqueceste-te do guarda-chuva", ou qualquer coisa do género. Tu sorris, dizes "ah, não é meu", e eu fico parada no tempo porque os cantos dos teus lábios curvados para cima têm esse efeito em mim, e quando volto a conseguir pensar tu já estás de costas a alguns metros de distância, a afastares-te, o teu corpo a oscilar levemente num balanço tão perfeito como tu, nem olhas para trás e eu suspiro. Estou farta destas coisas, que tu não me vejas e que não vejas que devia ser ao contrário, devia ser eu a ir embora e tu a ficares suspenso e sem ar quando visses o meu sorriso. Estou farta destas coisas.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Faço de conta que sou teu e tu és meu assunto


Eu gostava tanto que tu gostasses de mim. Que te apaixonasses daquela maneira ridícula que só se vê nos filmes (ah, e na minha cabeça - desta maneira ridícula que eu estou apaixonada por ti). É com isso que eu sonho. Contigo a chegares à minha porta, ofegante e ligeiramente suado, as bochechas vermelhas do esforço, os olhos postos nos meus, cheios da urgência de quem não pode esperar mais. Como se te tivesses apercebido de repente. Sim, é isso, como se te tivesses apercebido de repente que não podias ficar nem mais um minuto sem mim. Eu abria-te a porta e encontrava-te ali, a mão apoiada na parede por causa do cansaço de teres vindo a correr, uma amostra do teu sorriso e o teu corpo a encostar-se ao meu antes que eu pudesse dizer uma palavra, a mão na minha nuca e os teus lábios a pregarem-se nos meus com a decisão do costume mas com o triplo do desespero, mesmo antes de expirares intensamente pelo nariz com um murmúrio de satisfação de quem obteve o que precisava e de te afastares a sorrir - aí sim, o teu sorriso, aquele que me deixa o Mundo de pernas para o ar. E depois dizias qualquer coisa como "Não sei como demorei tanto tempo a perceber" e eu nem queria saber, porque tu eras meu, só meu. É com isso que eu sonho, sim, contigo a chegares, desta vez o cavalo branco seria teu e eu não hesitaria em subir-lhe para cima, com os braços à volta da tua cintura e a cabeça alegremente pousada no teu ombro. Mas na vida real, essa em que eu é que me apaixono por ti, consigo ver-te a rir se imaginasses que eu sonho com isto. Com torres e cavalos brancos e com o teu sorriso ofegante. E com o teu riso, mesmo o que largarias se soubesses.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

You & me (won't be unhappy)


E depois há momentos como aquele, em que eu chego a achar que talvez, só talvez, tu até me tenhas visto em cima do meu cavalo branco com a minha capa a acenar-te do lado de fora da torre. Mas depois tu voltas ao teu mundo que é tão perfeito que não existem contos de fadas nele, e eu volto à minha bagunça que é feita dessas histórias de encantar que acontecem o tempo todo na minha cabeça. E voltamos a ser duas pessoas em universos paralelos que tardam em encontrar-se. Ou melhor, em universos paralelos em que tu tardas em encontrar-me. Porque eu já te encontrei há muito tempo, já te acenei e até já te beijei e tu continuas a não acreditar que os contos de fadas existem e têm lugar na vida real. Não na tua, mas na minha, que tem (sempre tanto) espaço para eles. Só falta tu também teres espaço para mim. Anda, que o meu cavalo branco não espera e eu não quero partir sem ti.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

You got to lose to know how to win


Contra todas as (minhas) expectativas, parece que aconteceu. Aprendi a viver sem ti. E não, não estou a dizer que eles tinham razão. Eles diziam que ia passar, e não passou. Não passa. O meu amor por ti não passa, nunca. Nem quando há alguém que me desassossega o peito, que me invade o pensamento e me acelera o coração - ele continua a ter o teu nome. Continuas a ser tu, sempre foste tu. Aquele que me raptou a alma e não a devolve, mesmo depois de a ter deixado partida, e o único que ficou nela de todos os que eu amei. Eu aprendi a viver sem ti, sem o amor da minha vida, sem aquele que fazia o meu mundo girar. E é (quase) tudo igual. Percebi que o ar não me falta sem ti, ele continua a entrar e a sair dos meus pulmões, ainda que seja diferente, mais pesado - o ar é sempre mais pesado onde tu não estás. Percebi que tu nunca, nunca vais ser só mais uma pessoa - vais ser sempre aquela pessoa, a minha pessoa, aquela com quem eu devia estar mas com quem algo falhou - e até hoje eu não sei bem o quê. Percebi que vou ter sempre saudades tuas, que vou sempre pensar em ti, e desisti de tentar que isso não aconteça. Percebi que ninguém tem de ser como tu para me cativar. E que posso ser (sou) feliz sem ti, ainda que me vá faltar para sempre aquele bocadinho que tu me levaste e que eu nem sei bem qual foi. E que, de vez em quando, ainda vai apetecer-me ter as mãos nas tuas e o rosto enterrado no teu peito e entregar-me ao teu abraço, e dizer-te que nunca deixei de te amar e que não me devolvas a alma porque ela foi feita para ti. Mas em vez disso, sorrio-te enquanto te digo "olá" e continuo a viver. Sem ti, agora sempre sem ti.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Do you know that everytime you're near, everybody else seems far away?



Queria viver uma dessas histórias de contos de fadas contigo. Dessas em que o príncipe beija a princesa que está adormecida, ela acorda, vê-o, apaixona-se e são felizes para sempre. Mas na nossa história eu é que me apaixonei por ti, e tu continuas a dormir. E eu até já te beijei e tudo, mas não resultou como nas histórias de contos de fadas. Tu continuas a viver à tua maneira, sem te deixares apaixonar de uma maneira parva por mim. Sem que eu seja a primeira coisa no teu pensamento de manhã e a última no teu pensamento à noite, sem que eu te tire o apetite, sem que eu te faça largares a tua vida, irritantemente perfeita quando comparada com a confusão que é a minha, só para vires ter comigo porque precisas de me ver urgentemente, porque tens aquele sentimento de que, se não me vires já hoje, morres - aquele que eu tenho de vez em quando. Tu nunca precisas de me ver urgentemente, a tua vida continua irritantemente perfeita e tu nunca morres só porque não me vês. Mas eu morro, sabias? Eu morro, e depois renasço outra vez sempre que tu cravas os teus olhos de cor indefinida nos meus. E eu nem percebo porquê. Só sei que gostava mesmo de viver uma história contigo, diferente da que vivemos, porque nesta eu estou aqui no meu cavalo branco e já te beijei e tu nunca mais acordas. Eu salvei-te e tu nem deste por isso. Eu queria viver contigo uma história de conto de fadas.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Open your eyes and see (me)

Às vezes acho que é isto. Eu estou aqui e tu pareces nem dar por isso, e nem imaginas tudo o que eu podia dar-te. E eu só queria que tu reparasses em mim, que largasses esse teu mundo perfeito e equilibrado e que entrasses um bocadinho nesta confusão que é o meu mundo. E assim talvez tu percebesses. Que me fazes sorrir mais do que qualquer outra coisa e que me fazes sonhar de uma maneira estúpida e que eu conto o tempo para te ver e que, até lá, cada segundo é uma tortura. E que eu fico sem jeito e parece que me esqueço de como ser eu quando tu estás por perto, esqueço-me do que dizer e de como respirar normalmente. Como é que tu não percebes? Como é que tu não me vês?

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

What am I gonna say, when you make me feel this way?

Porque no fundo é isto. Eu podia dedicar-me só a ti, mas depois o meu coração podia partir-se (outra vez, ou mesmo de vez), e eu ainda não sei se me apetece arriscar. Por isso, não sou só tua. Mas a verdade é que eu queria ter a tua atenção. A tua atenção toda, quero dizer. Como quando não há mais ninguém por perto e tu não consegues tirar os olhos dos meus e eu acho que vou perder as forças nas pernas só por causa disso. Queria que sonhasses tanto comigo como eu sonho contigo, fazer-te sorrir só por te lembrares de mim e que contasses os minutos para me ver, quase como eu faço. Eu conto os segundos para te ver. Quando eu entro, tento impedir que os meus olhos varram a sala à tua procura - e falho redondamente. Vasculho cada rosto num milésimo de segundo, até me aparecer o teu, e depois o meu estômago contorce-se, o ar fica rarefeito e eu sinto uma ligeira náusea enquanto me apresso a desviar o olhar e a seguir o meu caminho para que tu não me vejas vidrada em ti. Ou então tu não estás, e um misto de nervosismo e desapontamento invade-me naquele instante, e depois o meu olhar desliza constantemente para a porta, à espera do momento em que tu apareces. E, quando tu apareces, a ansiedade quase dá cabo de mim, enquanto espero que olhes para mim, que venhas cumprimentar-me, enquanto me pergunto o que irás dizer, com que sorriso irás brindar-me, ao mesmo tempo que estudo a minha postura para parecer tranquila e casual quando te disser "olá" e que conto os segundos que demoras a vir até ao pé de mim - e me pergunto por que motivo demoraste tanto tempo a fazê-lo. Depois tu vens, aproximas-te só o suficiente para me cumprimentares, eu consigo sentir o teu perfume e os meus joelhos tremem, voltas para o teu lugar sempre rápido demais e eu volto a tentar que pareça que o meu mundo inteiro não estremeceu naquele preciso momento, em que os teus olhos se cruzaram com os meus e a tua boca tocou na minha bochecha. E preciso de lembrar-me de como se respira. Pergunto-me quantas vezes irei ver-te ao longo da noite, deixo de ouvir o resto das pessoas à minha volta e começo a estudar minuciosamente as desculpas que posso inventar para me cruzar contigo "sem querer". E, nesse momento, constato o quanto me sinto feliz, porque sei que vou conseguir ter uns segundos contigo. E ridícula, por ficar tão feliz só por uns segundos contigo.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Happiness, more or less

Eu ainda tento conter-me nas palavras e não te digo que tive qualquer coisa parecida com saudades tuas. Porque saudade é uma palavra muito pesada, carrega consigo o amor, a dor, nostalgia, passado, recordações, lágrimas, sorrisos. Associo sempre "saudade" a coisas que não volto a ter. Mas os meus gestos denunciam que já sentia um bocadinho a tua falta, quando os meus dedos te roçam os pêlos da barba de cinco dias e se passeiam até à tua nuca e eu encosto o rosto ao teu pescoço para te aspirar o odor da pele. E eu já tenho a certeza que o meu coração começa a bater mais rápido quando te limitas a cravar o olhar no meu e ficas ali, a mão a deslizar pelo meu cabelo e o polegar a desenhar-me os contornos da boca, os lábios entreabertos num murmúrio - "Os teus olhos matam-me...". E eu quero dizer-te que não, que quem me mata és tu e eu acho que tu nem sonhas, que me paralisas e me enches o estômago de borboletas e de receios e que moves o meu Mundo como nunca mais tinha acontecido. E que é bom.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

E eu danço à chuva e penso em ti.

Oh, a vida às vezes é chata, mas depois às vezes é fantástica. Às vezes moem-nos o coração, às vezes perdemos a fé e pensamos "esquece lá isso, nunca vou encontrar uma pessoa que volte a fazer-me sentir aquilo", e depois às vezes aparece alguém como tu e nós pensamos "wow!". E temos medo, sim. Medo de já não sermos capazes, ou medo de estarmos assim a peito aberto. Porque ainda não te abri o meu peito mas planeio fazê-lo um dia, mas e se depois eu não estou no teu? Eu gostava que fosses tu. Estou cansada de procurar, e de inícios (ainda mais) complicados (do que este). O que é certo é que tu me fazes andar à chuva e eu nem quero saber que ela me ensope os ténis novos, ou se pensam que sou tolinha por andar na rua a rir. Fazes ideia? Da quantidade de vezes que me têm perguntado "mas tu ris-te sozinha...?" e que eu tenho respondido "por acaso rio-me sim, e também falo sozinha muitas vezes!". O que eles não sabem é que eu rio para ti e falo contigo na minha cabeça. E digo-te todas as coisas que um dia ainda espero dizer-te, e respondo-te a todas as coisas que um dia ainda espero ouvir de ti. E este é o primeiro texto que te escrevo, e eu espero ainda vir a escrever-te muitos. Porque a vida às vezes é uma chata, mas depois às vezes é fantástica e mete-nos no caminho pessoas como tu.

P.S.: Caso não tenham reparado, o Tardes de Chuva e Chocolate adoptou o espírito natalício. Depois do Dia de Reis há-de voltar ao normal.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Letter to the person that gave you your favourite memory.

Still a little bit of your taste in my mouth
Still a little bit of you laced with my doubt
It's still a little hard to say what's going on...
*
De vez em quando, ainda me permito uns minutos para pensar em nós. No fundo tu acompanhas-me muitas vezes, mas és mais como uma voz no fundo da minha alma, como uma mão que me afaga o coração e não o deixa arrefecer, em vez de me correres no pensamento. Mas de vez em quando, muito de vez em quando, ainda me apetece correr para ti e levar-te comigo, parar o carro à tua porta, buzinar e gritar-te "entra!", tu entravas a perguntar onde íamos e eu dizia-te apenas "vamos para onde éramos felizes", íamos para o nosso sítio e seria tudo como se nunca se tivesse criado este abismo entre nós. Mas isto é só de vez em quando. Porque eu passo a grande maioria do tempo na vida real, aquela em que existe o abismo e tu estás do outro lado. Aquela em que o mundo continua a girar, embora eu ache que, agora, ele gira no sentido oposto. Aquela em que as coisas nunca se encaixam porque me faltas tu, mas que continua a correr - aliás, que corre como nunca. Por isso, de vez em quando, permito-me pensar em nós. Porque a verdade é que, mesmo com o abismo, tu deste-me as melhores recordações que eu tenho. Algumas delas são também as mais dolorosas mas, acima de tudo, são as melhores. Ainda há um bocadinho do teu sorriso que vejo quando fecho os olhos, ainda sinto um bocadinho os teus lábios contra aos meus, ainda ouço um bocadinho a tua voz no meu ouvido e ainda consigo perder-me um bocadinho no conforto em que o teu abraço me envolvia, ainda nos vejo um bocadinho naqueles sítios que eram nossos, as mãos dadas e os rostos colados como se o Mundo fosse nosso. E eu só posso aspirar a um dia voltar a amar assim(embora eu ache impossível que isso aconteça), e ter com alguém uma coisa parecida com o que nós tivemos. E aí sim, eu serei a pessoa mais feliz do Mundo.

#LETTER TO THE PERSON THAT GAVE YOUR FAVOURITE MEMORY

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Hearts are broken everyday


"Todos temos em algum momento um coração partido. Rasgaram-nos a pele sem a mínima contenção pelos estragos que pudessem ser causados. Foderam-nos a razão, a emoção e tudo o que de mais veio à mão. Sem dó nem piedade, deixaram-nos na merda. Somos infelizes naqueles momentos que se seguem. Incapazes de sorrir ou tolerar a companhia seja de quem for. Só nos suportamos a nós, e mesmo assim a custo. Vemos o nosso reflexo no espelho e o que este nos retribui é uma figura pálida, triste e nua que nos olha com aqueles olhos que já nada sentem.
Como é possível que alguém nos mate e mesmo assim nos deixe com vida, com o único propósito de assistirmos a esta merda de existência? Começamos a questionar o que é o amor, o que é a paixão, começamos a racionalizar o porquê, o quando e o como. Não vale a pena, é o que é, foi o que foi. E o que resulta é isto. O nosso reflexo no espelho. Uma figura escanzelada, desprovida de compaixão própria. Mera existência que agora somos.
Achamos que nunca vai acabar. Somos a personificação do sofrimento. Até a um dia. Um dia olhamos para o espelho e vemos um sorriso. Questionamos, o que raio está aquilo ali a fazer. Intrigados sorrimos de novo só para o ver. É genuíno. Temos prazer no sorriso. No dia seguinte descobrimos a razão. Estamos livres. Somos nós novamente. Não há mais dor. Acabou. Não morremos.
Até ao dia. Em que nos tocam e ficamos a olhar para aquela pele que toca na nossa e nos sentimos a sorrir novamente. Merda, e agora? Vamos passar por tudo novamente? Mas agora é diferente, não sentimos dor, mas um sufoco. Questionamos e agimos como parvos que perderam o jeito para andar. Tropeçamos em nós próprios e tentámos a custo aguentarmo-nos. Onde havia dor há agora parvoíce. Mas sentimo-nos vivos. O nosso reflexo ganha cor, ganha existência, sorri-nos de volta."


Tirado daqui. Adorei. Sinto-me parva... cheia de parvoíce.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Be careful of my heart



Eu já me atirei de um avião. Já fiz mergulho a vários metros de profundidade depois de me terem dito "Sim aqui há tubarões de vez em quando... mas não te preocupes que eles só vêm no Inverno". Não tenho medo de ratos nem de cobras nem da grande (grandeee) maioria dos bichos. Não tenho medo de morrer, simplesmente não tenho. Ou seja, não tenho medo das coisas que a maioria das pessoas teme. Pensava eu. Até me lembrar de outra coisa. Lembrei-me disto hoje, ocorreu-me sob a forma de um pensamento: "Não há nada mais aterrador do que entregarmos o nosso coração." A ideia de o depositarmos nas mãos de alguém é assustadora. Ele fica ali, desprotegido, fora da caixa que é o nosso peito e que sempre o vai protegendo. À mercê da vontade do outro. E isto é simplesmente aterrador. Por muito bonitas que sejam as teorias de que o medo não deve impedir-nos de viver, a ideia de deixarmos o nosso coração, o nosso pobre, remendado e dorido coração de novo nas mãos de alguém é paralisante. Sabemos lá o que aquela pessoa vai fazer com ele? Sabemos lá se não vai deixá-lo cair e pisá-lo sem querer - ou, pior, atirá-lo ao chão e passar-lhe por cima porque nem se preocupou em tratar dele? Ou, pior ainda, muito pior, se a pessoa o devolve porque já não o quer? E depois, o que fazemos com um coração devolvido, usado e encolhido de tristeza e vergonha pela rejeição, destituído de orgulho e do carinho do outro? Cheio de amor para dar, mas um amor que se parece mais com lâminas afiadas a trespassá-lo do que com o calor que o amor deve causar no coração? Pensar nisto de manhã quase me deixou deprimida. Quase. Porque, depois, lembrei-me do resto. É que entregar o nosso coração tem tanto de assustador como de inevitável. Vamos sempre amar. Por muitas voltas que demos, por muito que tentemos evitar, eventualmente aparece alguém que nos pega de novo no coração. Com as duas mãos juntas em concha, e nós deixamos porque não conseguimos não deixar e porque sim, a frase cliché é verdade, o tempo cura e o medo não pode (mesmo) impedir-nos de viver. Pelo menos desta vez sabemos que, se o nosso coração cair de novo, ele vai curar-se. Porque já se curou antes. E entregamos o nosso coração.
E vale a pena.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Adoro...

... apanhar pessoas a tirar macacos do nariz. Epá, o que eu me rio sozinha!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Letter to the person you miss the most.

Like the deserts miss the rain.

Até não te ter, eu só conhecia aquelas saudades que temos de coisas que não vão voltar, de coisas que nós não esperamos ter de volta porque isso é impossível. Como aquelas brincadeiras de infância, ou como os nossos avós que já morreram, ou como a nossa professora preferida da escola primária. Esse tipo de saudade boa, porque vem sempre acompanhado de excelentes recordações de coisas que, apesar de terem ficado para trás, nos trazem sempre um sorriso, uma sensação de conforto porque as tivemos. Depois de ti, conheci a outra saudade. Aquela que temos de coisas que não vão voltar, mas que nós desejamos ardentemente que voltem. De coisas que estão no passado mas que na realidade não ficaram para trás, porque as trazemos ainda connosco a cada dia, de coisas que não voltam, não porque não podem, mas porque um de nós assim o quis e hoje é tarde demais para sermos o que fomos. Porque se essas coisas voltassem agora, coisas como as nossas mãos dadas ou a minha cabeça a descansar no teu peito de manhã, seriam só uma milionésima parte do que nós já fomos, e nós nunca iríamos ficar satisfeitos com isso. É como ter o Mundo num dia e depois ficar sem ele e darem-nos meia dúzia de países e ser suposto nós ficarmos contentes com isso - como, se já tivemos o Mundo? Como é que nós íamos ficar contentes com um bocadinho de nós, quando ambos sabemos tudo o que já fomos? Para isso, eu guardo a saudade. Fico com ela, assim, como tenho ficado, sempre no bolso ou no lado esquerdo do peito onde mora o coração que já foi só teu. Esta saudade, aquela das coisas que não voltam só porque as voltas que o mundo dá nos afastaram do que fomos, a saudade com que algumas pessoas aprendem a viver todos os dias e que eu acho que pode fazer parte de nós para sempre. A saudade a sério, a que eu tenho de ti.


#15 LETTER TO THE PERSON YOU MISS THE MOST

domingo, 21 de novembro de 2010

Há uma coisa que me irrita solenemente.

Olhar para o menu de um restaurante e ver a palavra "costoletas". Costoletas?? Isso vem de onde, das costolas?? É alguma parte nova do corpo que eu desconheço? Costeletas, pessoas, c-o-s-t-e-l-e-t-a-s. Das costelas. É simples. Chiça...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Em modo "Não quero saber"

Não quero saber da música foleira que dá na rádio nem da que os meus cds passam porque, na realidade, não estou a ouvi-la. Não quero saber do quanto canto mal porque eu canto na mesma, alto, e também danço, atrás do volante. Não quero saber das minhas figuras quando tenho os phones nos ouvidos e dou por mim já a cantar em voz alta no meio da sala da musculação do ginásio, e nem me importo que me achem meio maluquinha. Não quero saber se chove ou se faz frio ou sol ou vento ou o que for, porque isso não me altera minimamente o estado de espírito. Não quero saber se já comi um milka e um kit kat hoje, porque engordar é a última coisa que me preocupa neste momento - na verdade, nada me preocupa neste momento. Não quero saber se tenho um trabalho que é uma seca descomunal, porque se começar a divagar em pensamento (e tanto que eu faço isso ultimamente), as horas passam num instante. Não quero saber se só durmo duas horas, se for pelos motivos certos vale totalmente a pena. E nem quero saber dos contornos da tua história, porque às vezes a ignorância é mesmo uma benção, e eu, neste momento, sou feliz a chafurdar na minha ignorância.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Odeio, odeio, odeio....

... sonhar contigo.
E depois acordar e perceber que tu não estás ali.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Letter #13 - Desculpa, amor.

Desculpa. Sim, é só isto que quero dizer-te agora - desculpa. Eu sei que os teus olhos eram meus e como as nossas mãos encaixavam, bem como os nossos corações - eu sei, amor, eu sei. E, por isso, eu espero que me perdoes. Espero que um dia possas perdoar a coragem que tive para proferir aquelas palavras, para te dar aquele abraço, para te chorar o adeus nos ombros e para, pela última vez na minha vida, encostar os lábios aos teus. Espero que perdoes a força de que precisei para apenas te olhar, quando tudo o que eu queria era enterrar a cara no teu pescoço, inspirar fundo o cheiro da tua pele e confessar-te que afinal sim, que afinal ainda te amava, que afinal eu não queria ser feliz sem ti, que preferia ser miserável contigo. Espero que perdoes todas as vezes em que me tocaste o rosto com as mãos, me dirigiste um olhar triste e eu apenas me afastei, partindo-te o coração mais uma vez, uma e outra vez. Espero que me perdoes não ter conseguido mudar contigo, não ter tido mais fé em nós e não ter visto a tua fé e que ela podia ter sido suficiente, não ter sido capaz de ficar, de simplesmente ficar, de mãos dadas e de olhos postos e para sermos um só. Desculpa, amor, desculpa... Espero que me perdoes, por não ter corrido para ti e não ter sido capaz de sonhar mais alto quando, afinal, sonhar contigo era tudo o que eu queria. Mas eu matei os nossos sonhos. Desculpa, amor. Desculpa...

#13 - LETTER TO SOMEONE YOU WISH COULD FORGIVE YOU

domingo, 24 de outubro de 2010

Ultimamente...

... lembro-me dos sonhos que tenho durante a noite. Pior, acordo a meio deles.

Bela merda, não gosto nada.