Dear Cupid, next time hit both.









terça-feira, 12 de julho de 2011

Eu acho que não é pedir muito. Mas...


Ter-te comigo esvazia-me sempre um bocadinho mais o coração. Porque eu queria sempre a tua mão um bocadinho mais entrelaçada na minha, eu queria sempre os teus lábios encostados aos meus por um bocadinho mais de tempo, eu queria sempre o teu braço a apertar um bocadinho mais o meu corpo contra o teu. Como se quisesses mesmo sentir-me perto de ti, e não porque, por acaso, os nossos corpos estavam perto o suficiente para me abraçares. Eu queria que, para ti, eu nunca estivesse perto o suficiente, que me quisesses sempre mais aí, encaixada nesse rumo flawless que é o da tua vida.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

I try to walk away and I stumble...


Estás a ver o planisfério de que falávamos na escola? Já o percorri a dedo, já desenhei caminhos novos. Já o fiz sozinha e acompanhada. Já tentei passo a passo e já tentei adiantar quilómetros. Já tracei até mapas estelares, e nada. Volto sempre ao caminho que me leva a ti. E não há nada a fazer, sabes? O meu coração não me pertence desde que o deixei nas tuas mãos. E tu levaste-o contigo. Tenho vontade de pedir-te que ao menos tenhas cuidado, que ao menos não o deixes cair, que ao menos tomes conta dele. Que ao menos te lembres que ele continua a bater por ti, e que a cada passo que dás fora do que era o nosso caminho, ele parte-se mais um bocadinho. Tem cuidado, ao menos tem cuidado.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A vida não se aprende nos livros - 8


Eu já aprendi que não vai resultar quando ele me beija pela primeira vez e tudo o que me apetece dizer-lhe é: "Amigo, isso não é um beijo, isso é uma endoscopia."

terça-feira, 21 de junho de 2011

I try to say goodbye and I choke.


Estou sempre a ser empurrada para ti. Eu juro que queria deixar de percorrer o caminho que me leva de volta a ti uma e outra vez, mas o meu coração parece não conhecer outro. Por muito que eu tente, por muito que trace novos caminhos, por muito que percorra mapas deste mundo e de outro qualquer, no fundo eu não me afasto um milímetro da estrada que íamos percorrer os dois. Não é que eu viva no passado, eu vivo é num futuro em que tu estás, como era suposto. E num presente em que tu não me deixas escapar. Porque o teu sorriso está sempre lá, os teus olhos estão sempre prontos a encontrar os meus, e a tua vida está sempre a entrelaçar-se na minha, como as nossas mãos costumavam fazer. Não é suposto estares comigo, mas estás, estás sempre e por toda a parte. Sabes? Eu acho que não, mas gostava que soubesses que ainda te ouço a desejares-me boa noite sempre que encosto a cabeça na almofada e me preparo para mais uma noite sem sonhos contigo.

domingo, 19 de junho de 2011

Ele há-os ao pontapé, mas....


Os homens giros são convencidos. Os homens feios não têm auto-estima. Os homens bonzinhos são uma seca. Os homens mauzões não têm sentimentos. Os homens cultos são intelectuais demais. Os homens burros são... bom, são burros. Os homens práticos são desligados. Os homens sonhadores são umas meninas. Os homens que se focam na carreira não têm tempo para mais nada. Os homens que não têm carreira não têm grande interesse. Os homens frios não nos dão atenção suficiente. Os homens atenciosos são uns chatos. Os homens normais nunca têm paciência. Os homens que nos aturam tudo são mentalmente instáveis. Os homens do presente são uma dor de cabeça. Os homens do passado são uma dor ainda maior. Os homens sérios fazem-me fugir. Os homens divertidos têm sempre um monte de miúdas atrás. Os homens que têm miúdas atrás deles são sinónimo de chatice. Os homens que não têm miúdas nenhumas atrás são, no mínimo, estranhos. Os homens que não nos ligam de volta são uns sacanas. Os homens que nos ligam no minuto seguinte, e no outro, e no outro, são carentes. Os homens misteriosos dão connosco em doidas. Os homens simples não têm piada nenhuma. Ser solteira é tão cansativo que estou a pensar fazer um voto de celibato eterno.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Ups... - 2

Os "Parabéns a você" são o terror de qualquer pessoa que, como eu, não goste de ser o centro das atenções. Num momento, está toda a gente animada, a jantar e tal. E, no momento seguinte, puff, tudo de pé à nossa volta, a bater palmas alegremente enquanto entoam a cantilena mais idiota de sempre. Nesse terrível e temido momento, nós ficamos ali no meio, a pensar onde enfiamos as mãos, se batemos palminhas também ou se as deixamos estar quietas, se olhamos para as dezenas de olhos postos em nós ou para o bolo, se cantamos também ou se ficamos com um sorrisinho forçado até à parte do "... uma salva de palmassss eeeeeeeê!!". É tãooo mau.

domingo, 5 de junho de 2011

If I had you here, I'd clip your wings.


Voltar atrás e fazer com que nunca tivesses partido. Com que nunca me tivesses partido. Por vezes era tudo o que eu queria. Voltar àquela tarde de Agosto e (pres)sentir de novo o teu beijo, o primeiro beijo, com a certeza de que não haveria o último. Fazer de novo todas as promessas que te fiz, porque agora eu não iria quebrá-las. Jurar-te o meu amor por ter a certeza que ele nunca seria de mais ninguém. Voltar atrás e fazer com que houvessem finais felizes. As nossas mãos iam ser dadas até ao pôr-do-sol e tu ias estar em todos os meus dias.. nas minhas noites também. Não haver outra pessoa no meio dos teus braços - como poderia haver, se eles estavam destinados a só me abraçarem a mim? Às vezes acho que brincámos com o destino e que, por isso, ele ainda não nos deixou ficarmos longe o suficiente. Era suposto estarmos juntos, e por isso ele ainda te mete no meu caminho tantas vezes, ainda tropeço em nós de vez em quando, ainda há coincidências que não deixam que tu saias de mim. Deve estar à espera que finalmente consigamos perceber que não era suposto haver esta distância entre nós. Eu voltava atrás e enganava o destino. Quando ele esperasse que eu corresse para longe, eu pegava na tua mão e jurava-te para sempre. E jurava mesmo, porque desta vez eu ia cumprir e tu só poderias ser feliz comigo.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Oh tonight you killed me with your smile


Sofia - Eu vou para o inferno por tua causa.
Ele - Eu espero que sim. O inferno é fixe. Estar nas nuvens a tocar harpa deve ser uma seca.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A vida não se aprende nos livros - 7


Eu já aprendi que, por muito longa, interminável e aborrecida que a fila de trânsito em que estou enfiada seja, não vale a pena passar para a fila do lado, aquela que anda sempre mais rápido. Porque, no momento em que mudamos de fila, a pensar "epá espera lá que aquela está a andar melhor!", a fila para que passamos torna-se de imediato a fila mais longa, interminável e aborrecida de todas, e aquela de que saímos começa a andar mais rápido. Diz que a isto se chama leis de Murphy, e eu não sei quem foi esse senhor, mas parece que percebia umas coisas.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ups... - 1

Estão a ver aqueles momentos embaraçosos em que o vosso primeiro pensamento é "Ups..." e o segundo é "estas coisas só me acontecem a mim"? Bom, trago boas notícias, essas coisas não vos acontecem só a vocês. Aliás, se houve coisa embaraçosa que já vos aconteceu, certamente que já terei passado por igual ou pior, tal é a minha tendência para essas coisas. Por isso, e para que se sintam mais acompanhados na vossa idiotice, vou começar a partilhá-los. Para depois poderem pensar "haja alguém mais otário do que eu!" - e há, meus amigos, há. Aí, podem sempre contar com a amiga Sofia.
Primeiro momento embaraçoso desta rubrica:
Hei-de ter 30 anos e continuar a engolir em seco e a transpirar enquanto me finjo absolutamente desinteressada na cena de sexo tórrido que está a passar-se no ecrã, ao mesmo tempo que desejo secreta e incessantemente conseguir mudar o canal por telepatia.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

I will let you forget me, if you stay in my past

Mais palavras não são necessárias.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Shot through the heart. And you're to blame

Não soube. Agora que já sei, me falta tirar-te da cabeça.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Alguém se acusa?

Gostava muito de saber que não sou a única pessoa que faz isto. Ainda mal conheço a pessoa mas, ao mínimo sinal de interesse da parte dela (nem que seja uma troca de olhares furtiva), já sei quantos animais de estimação vamos ter, o nome dos nossos filhos, quantas assoalhadas vai ter a nossa casa, em que ilha das Seychelles vamos passar a lua de mel e como vão ficar lindas penduradas no quarto de banho as toalhas de rosto bordadas com as nossas iniciais. Eu sou uma pessoa tão triste. Ao menos digam-me que não sou a única...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Senhoras do meu ginásio...

... dá para pararem de passear os vossos rabos perfeitos e sem celulite pelos balneários? Já é deprimente o suficiente uma pessoa ter de olhar para o seu próprio rabo, há lá alguma necessidade de virem esfregar-nos os vossos nas fuças (salvo seja!)? Ao menos tapem-se com uma toalhinha ou coisa que o valha... Por favor...?

(e, já agora, o que vão fazer ao ginásio? Se o meu rabo não parecesse um campo de golfe de tantos buracos que tem, eu nem me dava ao trabalho de pôr lá os pés!)

sábado, 14 de maio de 2011

Bad boys, bad boys... watcha gonna do?

Eu olho para isto...







E só penso isto...

Ah, ainda não vos tinha dito? Tenho um fraquinho por bad boys. Nos filmes, nas séries e na vida real. Um fraquinho daqueles que me faz quase tornar-me católica de tanto que invoco o nome do Senhor. Ámen.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A vida não se aprende nos livros - 6


Eu já aprendi que, quando saímos de um wc público, devemos sempre olhar para os pés para confirmar que não temos uma tira de papel higiénico inconvenientemente colada à sola do sapato.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

I know someday you'll have a beautiful life


Percebi a forma como o meu coração, pequenino e confortável, batia contra o meu peito. Percebi que se achava em casa outra vez, que achava que, finalmente, tinha tudo acabado e voltado ao normal. Senti-me um pouco mal por enganá-lo. A ele, passava despercebida a ausência de pormenores como a moldura com a nossa fotografia em cima da mesa de cabeceira, ou como a minha certeza de que de manhã, e no dia seguinte, e no outro, tu ainda estarias ali, e eu não quereria ir a lado nenhum. Então, eu fechei os olhos com muita força, e deixei o meu coração acreditar. Fechei os olhos com muita força, e comecei a decorar-te. Como se fosse preciso – como se eu alguma vez te tivesse esquecido. Mas achei que mais tarde, quando já não estivesses ali, podia fazer crer ao meu coração que ainda estavas. Decorei o peso exacto do teu braço em cima da minha cintura, o ritmo calmo e certo com que o teu peito aumentava ou diminuía a pressão contra as minhas costas à medida que inspirava ou expelia o ar. Decorei o contraste da temperatura da tua pele contra a minha, a pressão quase nula com que as pontas dos teus dedos roçavam a pele da minha barriga e o modo certo como as nossas pernas se entrelaçavam. Fiz crer ao meu coração que um dia, um dia talvez pudéssemos ficar assim para sempre. Abri os olhos e notei que a nossa fotografia continuava a não estar na mesa de cabeceira. Então, sem saber como, consegui desprender-me do teu abraço morno sem te acordar. Levantei-me em silêncio, vesti-me, decorei uma vez mais a primavera no teu rosto que dormia. Uma última vez, amei o contorno perfeito dos teus lábios, peguei nas minhas coisas e no meu coração, e saí.

domingo, 8 de maio de 2011

Pensamento do dia

Eu costumava ser uma miúda esperta. O que é que me aconteceu...?

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Life rolls on


Não sei por que te escrevo desta vez. Acho que queria que soubesses que está tudo bem. Que isto é a minha vida sem ti, e está tudo bem. Aprendi a colorir os dias com outras cores que não as dos teus olhos, e a dar-lhes luz sem a do teu sorriso. Aprendi a ver outros sorrisos, a pensar noutros rostos, a sonhar acordada com outros olhares. Há dias em que ainda tropeço, e outros mesmo em que caio numa qualquer recordação nossa das que ainda tenho espalhadas pela vida, mas aprendi a levantar-me e a continuar a andar. Aprendi a rir de piadas que não as tuas, e a guardar momentos que não os nossos. Talvez fosse a altura certa para dizer-te adeus - mas alguma vez haverá uma altura certa para dizer adeus ao amor da nossa vida? Por isso, escrevo-te só para dizer que ainda penso em ti, todos os dias, e, nalgumas noites, ainda fecho os olhos e desejo-te bons sonhos, mesmo sabendo que não é comigo que vais sonhar. Muitas pessoas não percebem, sabias? Eu diria mesmo que ninguém nos percebe. E eu não os culpo. Afinal, quantas pessoas podem dizer que viveram o que nós vivemos? Fomos nós que decorámos pôres-do-sol, que embalámos promessas até adormecermos, que tivemos a certeza de que "para sempre" era só um começo. Fomos nós que estivemos lá sempre que as nossas mãos se davam e o Mundo voltava à sua ordem natural, porque estávamos juntos. E, sem ti, as coisas sempre fugiram um pouco da sua ordem. Bom, agora fogem muito. Agora eu apaixono-me por pessoas erradas, em alturas erradas, sorrio quando só me apetecia chorar e choro quando tenho razões para sorrir. Nunca sei bem o que quero e raramente quero mesmo aquilo que tenho. Agora eu saio, chego tarde, viajo, e nunca tenho ninguém a quem dizer "Já cheguei". Mas está tudo bem, e era só isso que eu queria que soubesses. Isto é a minha vida sem ti. E está tudo bem.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Right back at you.


Deixas-me nesta luta interior desde a primeira vez que te vi. Entre o querer e o dever, entre o que me apetece e o que seria melhor para mim, entre só querer ficar e não poder senão tentar partir. Entre a dureza dos teus traços e o cheiro perfeito da tua pele. És muitos defeitos e poucas qualidades, mas és o descoordenar do meu ritmo cardíaco quando a tua voz passa junto do meu ouvido. És o desejo de fazer-te tudo e a vontade de só ficar no meio dos teus braços. És desespero e certeza absoluta, és fugir e vontade de ficar, és as piores recordações e querer voltar atrás. Somos o preto e o branco, o 8 e o 80, somos diferentes mas tão, tão iguais. Somos a combinação menos perfeita de sempre mas tu percebes-me como ninguém. Fomos muita coisa e se calhar somos muita coisa ainda. Mas foste tu que escolheste. Contra todas as expectativas, foste tu que não me quiseste. Por isso, deixa-me em paz.