Os "Parabéns a você" são o terror de qualquer pessoa que, como eu, não goste de ser o centro das atenções. Num momento, está toda a gente animada, a jantar e tal. E, no momento seguinte, puff, tudo de pé à nossa volta, a bater palmas alegremente enquanto entoam a cantilena mais idiota de sempre. Nesse terrível e temido momento, nós ficamos ali no meio, a pensar onde enfiamos as mãos, se batemos palminhas também ou se as deixamos estar quietas, se olhamos para as dezenas de olhos postos em nós ou para o bolo, se cantamos também ou se ficamos com um sorrisinho forçado até à parte do "... uma salva de palmassss eeeeeeeê!!". É tãooo mau.segunda-feira, 6 de junho de 2011
Ups... - 2
Os "Parabéns a você" são o terror de qualquer pessoa que, como eu, não goste de ser o centro das atenções. Num momento, está toda a gente animada, a jantar e tal. E, no momento seguinte, puff, tudo de pé à nossa volta, a bater palmas alegremente enquanto entoam a cantilena mais idiota de sempre. Nesse terrível e temido momento, nós ficamos ali no meio, a pensar onde enfiamos as mãos, se batemos palminhas também ou se as deixamos estar quietas, se olhamos para as dezenas de olhos postos em nós ou para o bolo, se cantamos também ou se ficamos com um sorrisinho forçado até à parte do "... uma salva de palmassss eeeeeeeê!!". É tãooo mau.domingo, 5 de junho de 2011
If I had you here, I'd clip your wings.

Voltar atrás e fazer com que nunca tivesses partido. Com que nunca me tivesses partido. Por vezes era tudo o que eu queria. Voltar àquela tarde de Agosto e (pres)sentir de novo o teu beijo, o primeiro beijo, com a certeza de que não haveria o último. Fazer de novo todas as promessas que te fiz, porque agora eu não iria quebrá-las. Jurar-te o meu amor por ter a certeza que ele nunca seria de mais ninguém. Voltar atrás e fazer com que houvessem finais felizes. As nossas mãos iam ser dadas até ao pôr-do-sol e tu ias estar em todos os meus dias.. nas minhas noites também. Não haver outra pessoa no meio dos teus braços - como poderia haver, se eles estavam destinados a só me abraçarem a mim? Às vezes acho que brincámos com o destino e que, por isso, ele ainda não nos deixou ficarmos longe o suficiente. Era suposto estarmos juntos, e por isso ele ainda te mete no meu caminho tantas vezes, ainda tropeço em nós de vez em quando, ainda há coincidências que não deixam que tu saias de mim. Deve estar à espera que finalmente consigamos perceber que não era suposto haver esta distância entre nós. Eu voltava atrás e enganava o destino. Quando ele esperasse que eu corresse para longe, eu pegava na tua mão e jurava-te para sempre. E jurava mesmo, porque desta vez eu ia cumprir e tu só poderias ser feliz comigo.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Oh tonight you killed me with your smile
quinta-feira, 2 de junho de 2011
A vida não se aprende nos livros - 7

Eu já aprendi que, por muito longa, interminável e aborrecida que a fila de trânsito em que estou enfiada seja, não vale a pena passar para a fila do lado, aquela que anda sempre mais rápido. Porque, no momento em que mudamos de fila, a pensar "epá espera lá que aquela está a andar melhor!", a fila para que passamos torna-se de imediato a fila mais longa, interminável e aborrecida de todas, e aquela de que saímos começa a andar mais rápido. Diz que a isto se chama leis de Murphy, e eu não sei quem foi esse senhor, mas parece que percebia umas coisas.
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quarta-feira, 25 de maio de 2011
Ups... - 1
Estão a ver aqueles momentos embaraçosos em que o vosso primeiro pensamento é "Ups..." e o segundo é "estas coisas só me acontecem a mim"? Bom, trago boas notícias, essas coisas não vos acontecem só a vocês. Aliás, se houve coisa embaraçosa que já vos aconteceu, certamente que já terei passado por igual ou pior, tal é a minha tendência para essas coisas. Por isso, e para que se sintam mais acompanhados na vossa idiotice, vou começar a partilhá-los. Para depois poderem pensar "haja alguém mais otário do que eu!" - e há, meus amigos, há. Aí, podem sempre contar com a amiga Sofia.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
Alguém se acusa?
Gostava muito de saber que não sou a única pessoa que faz isto. Ainda mal conheço a pessoa mas, ao mínimo sinal de interesse da parte dela (nem que seja uma troca de olhares furtiva), já sei quantos animais de estimação vamos ter, o nome dos nossos filhos, quantas assoalhadas vai ter a nossa casa, em que ilha das Seychelles vamos passar a lua de mel e como vão ficar lindas penduradas no quarto de banho as toalhas de rosto bordadas com as nossas iniciais. Eu sou uma pessoa tão triste. Ao menos digam-me que não sou a única...
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segunda-feira, 16 de maio de 2011
Senhoras do meu ginásio...
... dá para pararem de passear os vossos rabos perfeitos e sem celulite pelos balneários? Já é deprimente o suficiente uma pessoa ter de olhar para o seu próprio rabo, há lá alguma necessidade de virem esfregar-nos os vossos nas fuças (salvo seja!)? Ao menos tapem-se com uma toalhinha ou coisa que o valha... Por favor...?(e, já agora, o que vão fazer ao ginásio? Se o meu rabo não parecesse um campo de golfe de tantos buracos que tem, eu nem me dava ao trabalho de pôr lá os pés!)
sábado, 14 de maio de 2011
Bad boys, bad boys... watcha gonna do?
quarta-feira, 11 de maio de 2011
A vida não se aprende nos livros - 6

Eu já aprendi que, quando saímos de um wc público, devemos sempre olhar para os pés para confirmar que não temos uma tira de papel higiénico inconvenientemente colada à sola do sapato.
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segunda-feira, 9 de maio de 2011
I know someday you'll have a beautiful life

Percebi a forma como o meu coração, pequenino e confortável, batia contra o meu peito. Percebi que se achava em casa outra vez, que achava que, finalmente, tinha tudo acabado e voltado ao normal. Senti-me um pouco mal por enganá-lo. A ele, passava despercebida a ausência de pormenores como a moldura com a nossa fotografia em cima da mesa de cabeceira, ou como a minha certeza de que de manhã, e no dia seguinte, e no outro, tu ainda estarias ali, e eu não quereria ir a lado nenhum. Então, eu fechei os olhos com muita força, e deixei o meu coração acreditar. Fechei os olhos com muita força, e comecei a decorar-te. Como se fosse preciso – como se eu alguma vez te tivesse esquecido. Mas achei que mais tarde, quando já não estivesses ali, podia fazer crer ao meu coração que ainda estavas. Decorei o peso exacto do teu braço em cima da minha cintura, o ritmo calmo e certo com que o teu peito aumentava ou diminuía a pressão contra as minhas costas à medida que inspirava ou expelia o ar. Decorei o contraste da temperatura da tua pele contra a minha, a pressão quase nula com que as pontas dos teus dedos roçavam a pele da minha barriga e o modo certo como as nossas pernas se entrelaçavam. Fiz crer ao meu coração que um dia, um dia talvez pudéssemos ficar assim para sempre. Abri os olhos e notei que a nossa fotografia continuava a não estar na mesa de cabeceira. Então, sem saber como, consegui desprender-me do teu abraço morno sem te acordar. Levantei-me em silêncio, vesti-me, decorei uma vez mais a primavera no teu rosto que dormia. Uma última vez, amei o contorno perfeito dos teus lábios, peguei nas minhas coisas e no meu coração, e saí.
domingo, 8 de maio de 2011
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Life rolls on
Não sei por que te escrevo desta vez. Acho que queria que soubesses que está tudo bem. Que isto é a minha vida sem ti, e está tudo bem. Aprendi a colorir os dias com outras cores que não as dos teus olhos, e a dar-lhes luz sem a do teu sorriso. Aprendi a ver outros sorrisos, a pensar noutros rostos, a sonhar acordada com outros olhares. Há dias em que ainda tropeço, e outros mesmo em que caio numa qualquer recordação nossa das que ainda tenho espalhadas pela vida, mas aprendi a levantar-me e a continuar a andar. Aprendi a rir de piadas que não as tuas, e a guardar momentos que não os nossos. Talvez fosse a altura certa para dizer-te adeus - mas alguma vez haverá uma altura certa para dizer adeus ao amor da nossa vida? Por isso, escrevo-te só para dizer que ainda penso em ti, todos os dias, e, nalgumas noites, ainda fecho os olhos e desejo-te bons sonhos, mesmo sabendo que não é comigo que vais sonhar. Muitas pessoas não percebem, sabias? Eu diria mesmo que ninguém nos percebe. E eu não os culpo. Afinal, quantas pessoas podem dizer que viveram o que nós vivemos? Fomos nós que decorámos pôres-do-sol, que embalámos promessas até adormecermos, que tivemos a certeza de que "para sempre" era só um começo. Fomos nós que estivemos lá sempre que as nossas mãos se davam e o Mundo voltava à sua ordem natural, porque estávamos juntos. E, sem ti, as coisas sempre fugiram um pouco da sua ordem. Bom, agora fogem muito. Agora eu apaixono-me por pessoas erradas, em alturas erradas, sorrio quando só me apetecia chorar e choro quando tenho razões para sorrir. Nunca sei bem o que quero e raramente quero mesmo aquilo que tenho. Agora eu saio, chego tarde, viajo, e nunca tenho ninguém a quem dizer "Já cheguei". Mas está tudo bem, e era só isso que eu queria que soubesses. Isto é a minha vida sem ti. E está tudo bem.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Right back at you.

Deixas-me nesta luta interior desde a primeira vez que te vi. Entre o querer e o dever, entre o que me apetece e o que seria melhor para mim, entre só querer ficar e não poder senão tentar partir. Entre a dureza dos teus traços e o cheiro perfeito da tua pele. És muitos defeitos e poucas qualidades, mas és o descoordenar do meu ritmo cardíaco quando a tua voz passa junto do meu ouvido. És o desejo de fazer-te tudo e a vontade de só ficar no meio dos teus braços. És desespero e certeza absoluta, és fugir e vontade de ficar, és as piores recordações e querer voltar atrás. Somos o preto e o branco, o 8 e o 80, somos diferentes mas tão, tão iguais. Somos a combinação menos perfeita de sempre mas tu percebes-me como ninguém. Fomos muita coisa e se calhar somos muita coisa ainda. Mas foste tu que escolheste. Contra todas as expectativas, foste tu que não me quiseste. Por isso, deixa-me em paz.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
When he doesn't love you back

Quando gostamos de alguém que não gosta de nós, o Mundo à nossa volta perde as cores. De repente, o cor-de-rosa esfuma-se e fica em tons de cinzento. Começamos a tentar perceber o que fazemos de errado, o que temos de tão errado para que aquela pessoa não goste de nós. Esquecemos até que muitas outras pessoas já gostaram, ou até gostam de nós - o que importa é que aquela, aquela em particular, a única que queríamos, não nos quer. Deixa-nos em desespero. Apetece-nos gritar "Eu posso ser tudo o que tu quiseres!" e prendê-la para que não vá para os braços de mais ninguém. Temos a certeza de que poderíamos ser melhores do que ninguém para essa pessoa - se ela ao menos nos deixasse tentar. Quando gostamos de alguém que não gosta de nós, o nosso cérebro luta constantemente com o nosso coração. Diz-lhe que aquela pessoa também é cheia de defeitos e, por cima disso tudo, não gosta de nós, o que deveria ser suficiente para não gostarmos dela também; o coração responde, numa voz muito mais alta, que não escolhe de quem gosta, que não pode deixar de gostar só porque sim, e que só queria a pessoa por perto - importam lá os defeitos agora. Quando gostamos de alguém que não gosta de nós, agarramo-nos a coisas pequeninas e insignificantes, como um sorriso na chegada, um olhar na despedida, ou as palavras que a pessoa usou numa sms. Qualquer coisa serve para manter viva a esperança de que, afinal, podemos estar enganados, de que, afinal, a pessoa até pode gostar de nós. Só que raramente estamos enganados, os nossos instintos costumam acertar quando nos dizem que não estamos a ser correspondidos, que aquele olhar podia ser alguma coisa mas depois o silêncio do outro lado diz muito mais. Quando gostamos de alguém que não gosta de nós, coisas tão simples como o tempo que a pessoa demora a responder-nos deixam-nos com os nervos em franja e passam a tomar as rédeas do nosso dia-a-dia. Pulamos de felicidade quando vemos o nome em questão no visor do telemóvel, o sangue corre-nos doutra maneira nas veias quando sabemos que vamos ver essa pessoa, limitamo-nos a passar pelos dias quando ela está longe. Quando gostamos de alguém que não gosta de nós, somos ridículos a este ponto. E só queríamos não ser ridículos sozinhos.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
What if I spoke those words today?

Sinto a tua falta. Passaram-se dias, meses, mais de um ano, e eu ainda sinto a tua falta. E eles dizem que passa. Que sim, que passa sempre. Mas eles não sabem de nada, amor. Não sabem do encaixe perfeito da minha mão na tua nem de como as horas corriam quando estávamos juntos. Não sabem do conforto que éramos nem da paz no teu rosto. Não sabem da luz que tinham os teus olhos, nem de como nunca mais encontrei essa luz em ninguém e, desde então, vivo na sombra. Não sabem da mágoa no teu rosto de primavera quando te deixei, nem da que causámos um ao outro desde aí. Não, eles não sabem de nada, amor. Nem da tua voz no meu ouvido a dizer-me baixinho as coisas com que agora nem sonho, porque acordar seria doloroso demais. Eles não sabem como é viver todos os dias contigo no coração e com a (in)certeza de que se calhar, só se calhar, eu podia ter tentado um bocadinho mais. Eles não sabem de nada, mas eu sei que o teu sorriso não me passa, e nem a saudade - nunca.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
So where the fuck are you, anyway?

Esta brincadeira de encontrar a pessoa da nossa vida cansa. É uma maratona, já repararam? Há quanto tempo a procuram? Eu comecei a procurá-la há mais de dez anos. Bom, não a procurá-la oficialmente (aos 13 anos sabia lá eu o que eram almas gémeas - na verdade, aos 25 continuo a não saber bem...), mas a incursar nestas coisas dos amores e das paixões. E é tão difícil! Arrisco-me mesmo a dizer que é a tarefa mais difícil que temos ao longo da vida. Eu já o faço há mais de dez anos e continuo a não ter ideia de como se faz... Como é que se procura uma coisa que não conhecemos, sobre a qual não sabemos nada? Até podemos achar que sabemos, podemos achar que queremos uma pessoa assim ou assado, com olhos cor de não sei quê e personalidade xpto. Mas depois aparece-nos um que não tem nada a ver e é por ele que nos apaixonamos, portanto, é como se não soubéssemos nada sobre o que estamos a procurar. E, mesmo depois de encontrarmos uma pessoa, não sabemos o resto. Os meus dez anos de experiência não me ensinaram lá grande coisa. Uns quanto do's and don't's, dos básicos. De resto, continuo na ignorância! Quando o encontramos, fazemos o quê? Convidamo-lo a sair ou esperamos que ele nos convide? Damos-lhe o nosso número ou esperamos que ele o peça? Procuramo-lo no facebook (esta é nova) e metemos-lhe um like numa foto (blhec)? E depois, quando saímos com ele? Vamos simples ou empiriquitadas? Esperamos um beijo no fim da noite ou guardamos para mais tarde? Ligamos no dia seguinte ou esperamos que ele ligue? Quanto tempo temos de esperar até desesperar se ele não ligar? E quando nos apaixonamos? Quanto tempo devemos esperar até abrir o jogo, por quanto tempo devemos fazer-nos um bocadinho de difíceis? E se não nos apaixonamos? Continuamos a tentar, damos-lhe mais uma hipótese (ou duas, ou três?) ou cortamos-lhe logo as asas? É cansativo, desesperante, leva-nos à exaustão. E continuamos a fazê-lo, a procurar, porque queremos acreditar que, no final, compensa. E sim, por muito que repitamos a frase cliché e que ela até seja verdade - "O truque é parar de procurar!" - na realidade passamos o tempo a procurar. Sempre que o nosso olhar se cruza com o de um moreno giro do outro lado do bar, sempre que aceitamos um convite para um café, sempre que sorrimos para aquele amigo, procuramos alguma coisa nele que nos diga que pode ser ele a pessoa. Bom... eu vou continuar a procurar. Desejem-me sorte!
domingo, 24 de abril de 2011
Eu disse-vos que ando deprimida
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