Dear Cupid, next time hit both.









domingo, 9 de janeiro de 2011

Do you know that everytime you're near, everybody else seems far away?



Queria viver uma dessas histórias de contos de fadas contigo. Dessas em que o príncipe beija a princesa que está adormecida, ela acorda, vê-o, apaixona-se e são felizes para sempre. Mas na nossa história eu é que me apaixonei por ti, e tu continuas a dormir. E eu até já te beijei e tudo, mas não resultou como nas histórias de contos de fadas. Tu continuas a viver à tua maneira, sem te deixares apaixonar de uma maneira parva por mim. Sem que eu seja a primeira coisa no teu pensamento de manhã e a última no teu pensamento à noite, sem que eu te tire o apetite, sem que eu te faça largares a tua vida, irritantemente perfeita quando comparada com a confusão que é a minha, só para vires ter comigo porque precisas de me ver urgentemente, porque tens aquele sentimento de que, se não me vires já hoje, morres - aquele que eu tenho de vez em quando. Tu nunca precisas de me ver urgentemente, a tua vida continua irritantemente perfeita e tu nunca morres só porque não me vês. Mas eu morro, sabias? Eu morro, e depois renasço outra vez sempre que tu cravas os teus olhos de cor indefinida nos meus. E eu nem percebo porquê. Só sei que gostava mesmo de viver uma história contigo, diferente da que vivemos, porque nesta eu estou aqui no meu cavalo branco e já te beijei e tu nunca mais acordas. Eu salvei-te e tu nem deste por isso. Eu queria viver contigo uma história de conto de fadas.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Open your eyes and see (me)

Às vezes acho que é isto. Eu estou aqui e tu pareces nem dar por isso, e nem imaginas tudo o que eu podia dar-te. E eu só queria que tu reparasses em mim, que largasses esse teu mundo perfeito e equilibrado e que entrasses um bocadinho nesta confusão que é o meu mundo. E assim talvez tu percebesses. Que me fazes sorrir mais do que qualquer outra coisa e que me fazes sonhar de uma maneira estúpida e que eu conto o tempo para te ver e que, até lá, cada segundo é uma tortura. E que eu fico sem jeito e parece que me esqueço de como ser eu quando tu estás por perto, esqueço-me do que dizer e de como respirar normalmente. Como é que tu não percebes? Como é que tu não me vês?

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

What am I gonna say, when you make me feel this way?

Porque no fundo é isto. Eu podia dedicar-me só a ti, mas depois o meu coração podia partir-se (outra vez, ou mesmo de vez), e eu ainda não sei se me apetece arriscar. Por isso, não sou só tua. Mas a verdade é que eu queria ter a tua atenção. A tua atenção toda, quero dizer. Como quando não há mais ninguém por perto e tu não consegues tirar os olhos dos meus e eu acho que vou perder as forças nas pernas só por causa disso. Queria que sonhasses tanto comigo como eu sonho contigo, fazer-te sorrir só por te lembrares de mim e que contasses os minutos para me ver, quase como eu faço. Eu conto os segundos para te ver. Quando eu entro, tento impedir que os meus olhos varram a sala à tua procura - e falho redondamente. Vasculho cada rosto num milésimo de segundo, até me aparecer o teu, e depois o meu estômago contorce-se, o ar fica rarefeito e eu sinto uma ligeira náusea enquanto me apresso a desviar o olhar e a seguir o meu caminho para que tu não me vejas vidrada em ti. Ou então tu não estás, e um misto de nervosismo e desapontamento invade-me naquele instante, e depois o meu olhar desliza constantemente para a porta, à espera do momento em que tu apareces. E, quando tu apareces, a ansiedade quase dá cabo de mim, enquanto espero que olhes para mim, que venhas cumprimentar-me, enquanto me pergunto o que irás dizer, com que sorriso irás brindar-me, ao mesmo tempo que estudo a minha postura para parecer tranquila e casual quando te disser "olá" e que conto os segundos que demoras a vir até ao pé de mim - e me pergunto por que motivo demoraste tanto tempo a fazê-lo. Depois tu vens, aproximas-te só o suficiente para me cumprimentares, eu consigo sentir o teu perfume e os meus joelhos tremem, voltas para o teu lugar sempre rápido demais e eu volto a tentar que pareça que o meu mundo inteiro não estremeceu naquele preciso momento, em que os teus olhos se cruzaram com os meus e a tua boca tocou na minha bochecha. E preciso de lembrar-me de como se respira. Pergunto-me quantas vezes irei ver-te ao longo da noite, deixo de ouvir o resto das pessoas à minha volta e começo a estudar minuciosamente as desculpas que posso inventar para me cruzar contigo "sem querer". E, nesse momento, constato o quanto me sinto feliz, porque sei que vou conseguir ter uns segundos contigo. E ridícula, por ficar tão feliz só por uns segundos contigo.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Happiness, more or less

Eu ainda tento conter-me nas palavras e não te digo que tive qualquer coisa parecida com saudades tuas. Porque saudade é uma palavra muito pesada, carrega consigo o amor, a dor, nostalgia, passado, recordações, lágrimas, sorrisos. Associo sempre "saudade" a coisas que não volto a ter. Mas os meus gestos denunciam que já sentia um bocadinho a tua falta, quando os meus dedos te roçam os pêlos da barba de cinco dias e se passeiam até à tua nuca e eu encosto o rosto ao teu pescoço para te aspirar o odor da pele. E eu já tenho a certeza que o meu coração começa a bater mais rápido quando te limitas a cravar o olhar no meu e ficas ali, a mão a deslizar pelo meu cabelo e o polegar a desenhar-me os contornos da boca, os lábios entreabertos num murmúrio - "Os teus olhos matam-me...". E eu quero dizer-te que não, que quem me mata és tu e eu acho que tu nem sonhas, que me paralisas e me enches o estômago de borboletas e de receios e que moves o meu Mundo como nunca mais tinha acontecido. E que é bom.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

E eu danço à chuva e penso em ti.

Oh, a vida às vezes é chata, mas depois às vezes é fantástica. Às vezes moem-nos o coração, às vezes perdemos a fé e pensamos "esquece lá isso, nunca vou encontrar uma pessoa que volte a fazer-me sentir aquilo", e depois às vezes aparece alguém como tu e nós pensamos "wow!". E temos medo, sim. Medo de já não sermos capazes, ou medo de estarmos assim a peito aberto. Porque ainda não te abri o meu peito mas planeio fazê-lo um dia, mas e se depois eu não estou no teu? Eu gostava que fosses tu. Estou cansada de procurar, e de inícios (ainda mais) complicados (do que este). O que é certo é que tu me fazes andar à chuva e eu nem quero saber que ela me ensope os ténis novos, ou se pensam que sou tolinha por andar na rua a rir. Fazes ideia? Da quantidade de vezes que me têm perguntado "mas tu ris-te sozinha...?" e que eu tenho respondido "por acaso rio-me sim, e também falo sozinha muitas vezes!". O que eles não sabem é que eu rio para ti e falo contigo na minha cabeça. E digo-te todas as coisas que um dia ainda espero dizer-te, e respondo-te a todas as coisas que um dia ainda espero ouvir de ti. E este é o primeiro texto que te escrevo, e eu espero ainda vir a escrever-te muitos. Porque a vida às vezes é uma chata, mas depois às vezes é fantástica e mete-nos no caminho pessoas como tu.

P.S.: Caso não tenham reparado, o Tardes de Chuva e Chocolate adoptou o espírito natalício. Depois do Dia de Reis há-de voltar ao normal.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Letter to the person that gave you your favourite memory.

Still a little bit of your taste in my mouth
Still a little bit of you laced with my doubt
It's still a little hard to say what's going on...
*
De vez em quando, ainda me permito uns minutos para pensar em nós. No fundo tu acompanhas-me muitas vezes, mas és mais como uma voz no fundo da minha alma, como uma mão que me afaga o coração e não o deixa arrefecer, em vez de me correres no pensamento. Mas de vez em quando, muito de vez em quando, ainda me apetece correr para ti e levar-te comigo, parar o carro à tua porta, buzinar e gritar-te "entra!", tu entravas a perguntar onde íamos e eu dizia-te apenas "vamos para onde éramos felizes", íamos para o nosso sítio e seria tudo como se nunca se tivesse criado este abismo entre nós. Mas isto é só de vez em quando. Porque eu passo a grande maioria do tempo na vida real, aquela em que existe o abismo e tu estás do outro lado. Aquela em que o mundo continua a girar, embora eu ache que, agora, ele gira no sentido oposto. Aquela em que as coisas nunca se encaixam porque me faltas tu, mas que continua a correr - aliás, que corre como nunca. Por isso, de vez em quando, permito-me pensar em nós. Porque a verdade é que, mesmo com o abismo, tu deste-me as melhores recordações que eu tenho. Algumas delas são também as mais dolorosas mas, acima de tudo, são as melhores. Ainda há um bocadinho do teu sorriso que vejo quando fecho os olhos, ainda sinto um bocadinho os teus lábios contra aos meus, ainda ouço um bocadinho a tua voz no meu ouvido e ainda consigo perder-me um bocadinho no conforto em que o teu abraço me envolvia, ainda nos vejo um bocadinho naqueles sítios que eram nossos, as mãos dadas e os rostos colados como se o Mundo fosse nosso. E eu só posso aspirar a um dia voltar a amar assim(embora eu ache impossível que isso aconteça), e ter com alguém uma coisa parecida com o que nós tivemos. E aí sim, eu serei a pessoa mais feliz do Mundo.

#LETTER TO THE PERSON THAT GAVE YOUR FAVOURITE MEMORY

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Hearts are broken everyday


"Todos temos em algum momento um coração partido. Rasgaram-nos a pele sem a mínima contenção pelos estragos que pudessem ser causados. Foderam-nos a razão, a emoção e tudo o que de mais veio à mão. Sem dó nem piedade, deixaram-nos na merda. Somos infelizes naqueles momentos que se seguem. Incapazes de sorrir ou tolerar a companhia seja de quem for. Só nos suportamos a nós, e mesmo assim a custo. Vemos o nosso reflexo no espelho e o que este nos retribui é uma figura pálida, triste e nua que nos olha com aqueles olhos que já nada sentem.
Como é possível que alguém nos mate e mesmo assim nos deixe com vida, com o único propósito de assistirmos a esta merda de existência? Começamos a questionar o que é o amor, o que é a paixão, começamos a racionalizar o porquê, o quando e o como. Não vale a pena, é o que é, foi o que foi. E o que resulta é isto. O nosso reflexo no espelho. Uma figura escanzelada, desprovida de compaixão própria. Mera existência que agora somos.
Achamos que nunca vai acabar. Somos a personificação do sofrimento. Até a um dia. Um dia olhamos para o espelho e vemos um sorriso. Questionamos, o que raio está aquilo ali a fazer. Intrigados sorrimos de novo só para o ver. É genuíno. Temos prazer no sorriso. No dia seguinte descobrimos a razão. Estamos livres. Somos nós novamente. Não há mais dor. Acabou. Não morremos.
Até ao dia. Em que nos tocam e ficamos a olhar para aquela pele que toca na nossa e nos sentimos a sorrir novamente. Merda, e agora? Vamos passar por tudo novamente? Mas agora é diferente, não sentimos dor, mas um sufoco. Questionamos e agimos como parvos que perderam o jeito para andar. Tropeçamos em nós próprios e tentámos a custo aguentarmo-nos. Onde havia dor há agora parvoíce. Mas sentimo-nos vivos. O nosso reflexo ganha cor, ganha existência, sorri-nos de volta."


Tirado daqui. Adorei. Sinto-me parva... cheia de parvoíce.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Be careful of my heart



Eu já me atirei de um avião. Já fiz mergulho a vários metros de profundidade depois de me terem dito "Sim aqui há tubarões de vez em quando... mas não te preocupes que eles só vêm no Inverno". Não tenho medo de ratos nem de cobras nem da grande (grandeee) maioria dos bichos. Não tenho medo de morrer, simplesmente não tenho. Ou seja, não tenho medo das coisas que a maioria das pessoas teme. Pensava eu. Até me lembrar de outra coisa. Lembrei-me disto hoje, ocorreu-me sob a forma de um pensamento: "Não há nada mais aterrador do que entregarmos o nosso coração." A ideia de o depositarmos nas mãos de alguém é assustadora. Ele fica ali, desprotegido, fora da caixa que é o nosso peito e que sempre o vai protegendo. À mercê da vontade do outro. E isto é simplesmente aterrador. Por muito bonitas que sejam as teorias de que o medo não deve impedir-nos de viver, a ideia de deixarmos o nosso coração, o nosso pobre, remendado e dorido coração de novo nas mãos de alguém é paralisante. Sabemos lá o que aquela pessoa vai fazer com ele? Sabemos lá se não vai deixá-lo cair e pisá-lo sem querer - ou, pior, atirá-lo ao chão e passar-lhe por cima porque nem se preocupou em tratar dele? Ou, pior ainda, muito pior, se a pessoa o devolve porque já não o quer? E depois, o que fazemos com um coração devolvido, usado e encolhido de tristeza e vergonha pela rejeição, destituído de orgulho e do carinho do outro? Cheio de amor para dar, mas um amor que se parece mais com lâminas afiadas a trespassá-lo do que com o calor que o amor deve causar no coração? Pensar nisto de manhã quase me deixou deprimida. Quase. Porque, depois, lembrei-me do resto. É que entregar o nosso coração tem tanto de assustador como de inevitável. Vamos sempre amar. Por muitas voltas que demos, por muito que tentemos evitar, eventualmente aparece alguém que nos pega de novo no coração. Com as duas mãos juntas em concha, e nós deixamos porque não conseguimos não deixar e porque sim, a frase cliché é verdade, o tempo cura e o medo não pode (mesmo) impedir-nos de viver. Pelo menos desta vez sabemos que, se o nosso coração cair de novo, ele vai curar-se. Porque já se curou antes. E entregamos o nosso coração.
E vale a pena.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Adoro...

... apanhar pessoas a tirar macacos do nariz. Epá, o que eu me rio sozinha!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Letter to the person you miss the most.

Like the deserts miss the rain.

Até não te ter, eu só conhecia aquelas saudades que temos de coisas que não vão voltar, de coisas que nós não esperamos ter de volta porque isso é impossível. Como aquelas brincadeiras de infância, ou como os nossos avós que já morreram, ou como a nossa professora preferida da escola primária. Esse tipo de saudade boa, porque vem sempre acompanhado de excelentes recordações de coisas que, apesar de terem ficado para trás, nos trazem sempre um sorriso, uma sensação de conforto porque as tivemos. Depois de ti, conheci a outra saudade. Aquela que temos de coisas que não vão voltar, mas que nós desejamos ardentemente que voltem. De coisas que estão no passado mas que na realidade não ficaram para trás, porque as trazemos ainda connosco a cada dia, de coisas que não voltam, não porque não podem, mas porque um de nós assim o quis e hoje é tarde demais para sermos o que fomos. Porque se essas coisas voltassem agora, coisas como as nossas mãos dadas ou a minha cabeça a descansar no teu peito de manhã, seriam só uma milionésima parte do que nós já fomos, e nós nunca iríamos ficar satisfeitos com isso. É como ter o Mundo num dia e depois ficar sem ele e darem-nos meia dúzia de países e ser suposto nós ficarmos contentes com isso - como, se já tivemos o Mundo? Como é que nós íamos ficar contentes com um bocadinho de nós, quando ambos sabemos tudo o que já fomos? Para isso, eu guardo a saudade. Fico com ela, assim, como tenho ficado, sempre no bolso ou no lado esquerdo do peito onde mora o coração que já foi só teu. Esta saudade, aquela das coisas que não voltam só porque as voltas que o mundo dá nos afastaram do que fomos, a saudade com que algumas pessoas aprendem a viver todos os dias e que eu acho que pode fazer parte de nós para sempre. A saudade a sério, a que eu tenho de ti.


#15 LETTER TO THE PERSON YOU MISS THE MOST

domingo, 21 de novembro de 2010

Há uma coisa que me irrita solenemente.

Olhar para o menu de um restaurante e ver a palavra "costoletas". Costoletas?? Isso vem de onde, das costolas?? É alguma parte nova do corpo que eu desconheço? Costeletas, pessoas, c-o-s-t-e-l-e-t-a-s. Das costelas. É simples. Chiça...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Em modo "Não quero saber"

Não quero saber da música foleira que dá na rádio nem da que os meus cds passam porque, na realidade, não estou a ouvi-la. Não quero saber do quanto canto mal porque eu canto na mesma, alto, e também danço, atrás do volante. Não quero saber das minhas figuras quando tenho os phones nos ouvidos e dou por mim já a cantar em voz alta no meio da sala da musculação do ginásio, e nem me importo que me achem meio maluquinha. Não quero saber se chove ou se faz frio ou sol ou vento ou o que for, porque isso não me altera minimamente o estado de espírito. Não quero saber se já comi um milka e um kit kat hoje, porque engordar é a última coisa que me preocupa neste momento - na verdade, nada me preocupa neste momento. Não quero saber se tenho um trabalho que é uma seca descomunal, porque se começar a divagar em pensamento (e tanto que eu faço isso ultimamente), as horas passam num instante. Não quero saber se só durmo duas horas, se for pelos motivos certos vale totalmente a pena. E nem quero saber dos contornos da tua história, porque às vezes a ignorância é mesmo uma benção, e eu, neste momento, sou feliz a chafurdar na minha ignorância.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Odeio, odeio, odeio....

... sonhar contigo.
E depois acordar e perceber que tu não estás ali.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Letter #13 - Desculpa, amor.

Desculpa. Sim, é só isto que quero dizer-te agora - desculpa. Eu sei que os teus olhos eram meus e como as nossas mãos encaixavam, bem como os nossos corações - eu sei, amor, eu sei. E, por isso, eu espero que me perdoes. Espero que um dia possas perdoar a coragem que tive para proferir aquelas palavras, para te dar aquele abraço, para te chorar o adeus nos ombros e para, pela última vez na minha vida, encostar os lábios aos teus. Espero que perdoes a força de que precisei para apenas te olhar, quando tudo o que eu queria era enterrar a cara no teu pescoço, inspirar fundo o cheiro da tua pele e confessar-te que afinal sim, que afinal ainda te amava, que afinal eu não queria ser feliz sem ti, que preferia ser miserável contigo. Espero que perdoes todas as vezes em que me tocaste o rosto com as mãos, me dirigiste um olhar triste e eu apenas me afastei, partindo-te o coração mais uma vez, uma e outra vez. Espero que me perdoes não ter conseguido mudar contigo, não ter tido mais fé em nós e não ter visto a tua fé e que ela podia ter sido suficiente, não ter sido capaz de ficar, de simplesmente ficar, de mãos dadas e de olhos postos e para sermos um só. Desculpa, amor, desculpa... Espero que me perdoes, por não ter corrido para ti e não ter sido capaz de sonhar mais alto quando, afinal, sonhar contigo era tudo o que eu queria. Mas eu matei os nossos sonhos. Desculpa, amor. Desculpa...

#13 - LETTER TO SOMEONE YOU WISH COULD FORGIVE YOU

domingo, 24 de outubro de 2010

Ultimamente...

... lembro-me dos sonhos que tenho durante a noite. Pior, acordo a meio deles.

Bela merda, não gosto nada.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Porque as mulheres demoram tanto na casa-de-banho - toda a verdade.

Já tinha lido este texto, há algum tempo atrás, mas entretanto "perdi-o". Hoje, enviaram-mo no facebook (obrigada querida, sabes quem és, o resto dos leitores não precisa de saber :P). Se nunca leram, leiam até ao fim, por favor. Se já leram, leiam de novo! Eu fui às lágrimas de tanto rir quando o li pela primeira vez... As mulheres vão identificar-se e os homens, perceber umas coisas... E, já agora, se alguém souber de quem é o texto, pode partilhar.


*Por que é que as mulheres demoram tanto tempo quando vão à casa de banho?*


O grande segredo de todas as mulheres a respeito da casa de banho é que, quando eras pequenina, a tua mamã levava-te à casa de banho, ensinava-te a limpar o tampo da sanita com papel higiénico e depois punha tiras de papel cuidadosamente no perímetro da sanita.

Finalmente instruía-te: "nunca, nunca te sentes numa casa de banho pública!"
E depois ensinava-te a "posição", que consiste em balançar-te sobre a sanita numa posição de sentar-se sem que o teu corpo tenha contacto com o tampo.
"A Posição" é uma das primeiras lições de vida de uma menina, importante e necessária, que nos acompanha para o resto da vida. Mas ainda hoje, nos nossos anos de maioridade, "a posição" é dolorosamente difícil de manter, sobretudo quando a tua bexiga está quase a rebentar.

Quando *TENS* de ir a uma casa de banho pública, encontras uma fila enorme de mulheres que até parece que o Brad Pitt está lá dentro. Por isso, resignas-te a esperar, sorrindo amavelmente para as outras mulheres que também cruzam as pernas e os braços, discretamente, na posição oficial de "tou aqui tou-me a mijar!".

Finalmente é a tua vez! E chega a típica "mãe com a menina que não aguenta mais" (a minha filhota já não aguenta mais, desculpe, vou passar à frente, que pena!). Então verificas por baixo de cada cubículo para ver se não há pernas. Estão todos ocupados.
Finalmente, abre-se um e lanças-te lá para dentro, quase derrubando a pessoa que ainda está a sair.
Entras e vês que a fechadura está estragada (está sempre!); não importa...
Penduras a mala no gancho que há na porta... QUAAAAAL? Nunca há gancho!!
Inspeccionas a zona, o chão está cheio de líquidos indefinidos e fétidos, e
não te atreves a pousá-la lá, por isso penduras a mala no pescoço enquanto
vês como balança debaixo de ti, sem contar que a alça te desarticula o
pescoço, porque a mala está cheia de coisinhas que foste metendo lá para
dentro, durante 5 meses seguidos, e a maioria das quais não usas, mas que
tens no caso de...
Mas, voltando à porta... como não tinha fechadura, a única opção é segurá-la
com uma mão, enquanto com a outra baixas as calças num instante e pões-te
"na posição"...
AAAAHHHHHH... finalmente, que alívio... mas é aí que as tuas coxas começam a
tremer... porque nisto tudo já estás suspensa no ar há dois minutos, com as
pernas flexionadas, as cuecas a cortarem-te a circulação das coxas, um braço
estendido a fazer força na porta e uma mala de 5 quilos a cortar-te o
pescoço!
Gostarias de te sentar, mas não tiveste tempo para limpar a sanita nem a
tapaste com papel; interiormente achas que não iria acontecer nada, mas a
voz da tua mãe faz eco na tua cabeça *"nunca te sentes numa sanita
pública"*,
e então ficas na "posição de aguiazinha", com as pernas a tremer... e por uma
falha no cálculo de distâncias, um finííííssimo fio do jacto salpica-te e
molha-te até às meias!!
Com sorte não molhas os sapatos... é que adoptar "a posição" requer uma
grande
concentração e perícia.
Para distanciar a tua mente dessa desgraça, procuras o rolo de papel
higiénico, maaaaaaaaaaas não hááááá!!! O suporte está vazio!
Então rezas aos céus para que, entre os 5 quilos de bugigangas que tens na
mala, pendurada ao pescoço, haja um miserável lenço de papel... mas para
procurar na tua mala tens de soltar a porta... ???? Duvidas um momento, mas
não tens outro remédio. E quando soltas a porta, alguém a empurra, dá-te
uma
trolitada na cabeça que te deixa meio desorientada mas rapidamente tens de
travá-la com um movimento rápido e brusco enquanto gritas
OCUPAAAAAADOOOOOOOOO!!
E assim toda a gente que está à espera ouve a tua mensagem e já podes
soltar
a porta sem medo, ninguém vai tentar abri-la de novo (nisso as mulheres têm
muito respeito umas pelas outras).
Encontras o lenço de papel!! Está todo enrugado, tipo um rolinho, mas não
importa, fazes tudo para esticá-lo; finalmente consegues e limpas-te. Mas o
lenço está tão velho e usado que já não absorve e molhas a mão toda; ou
seja, valeu-te de muito o esforço de desenrugar o maldito lenço só com uma
mão.
Ouves algures a voz de outra velha nas mesmas circunstâncias que tu "alguém
tem um pedacinho de papel a mais?" Parva! Idiota!
Sem contar com o galo da marrada da porta, o linchamento da alça da mala, o
suor que te corre pela testa, a mão a escorrer, a lembrança da tua mãe que
estaria envergonhadíssima se te visse assim... porque ela nunca tocou numa
sanita pública, porque, francamente, tu não sabes que doenças podes apanhar
ali, que até podes ficar grávida (lembram-se??).... Estás exausta! Quando
páras já não sentes as pernas, arranjas-te rapidíssimo e puxas o autoclismo
a fazer malabarismos com um pé, muito importante!
Depois lá vais pró lavatório. Está tudo cheio de agua (ou xixi? lembras-te
do lenço de papel...), então não podes soltar a mala nem durante um segundo,
pendura-la no teu ombro; não sabes como é que funciona a torneira com os
sensores automáticos, então tocas até te sair um jactozito de água fresca,e
consegues sabão, lavas-te numa posição do corcunda de Notre Dame para a
mala
não resvalar e ficar debaixo da água.
Nem sequer usas o secador, é uma porcaria inútil, pelo que no fim secas as
mãos nas tuas calças - porque não vais gastar um lenço de papel para isso -
e sais...
Nesse momento vês o teu namorado, ou marido, que entrou e saiu da casa de
banho dos homens e ainda teve tempo para ler um livro de Jorge Luís Borges
enquanto te esperava.
"Mas por que é que demoraste tanto?" - pergunta-te o idiota.
"Havia uma fila enorme" - limitas-te a dizer.
E é esta a razão pela qual as mulheres vão em grupo à casa de banho, por
solidariedade: uma segura-te na mala e no casaco, a outra na porta e a
Outra
passa-te o lenço de papel debaixo da porta, e assim é muito mais fácil e
rápido, pois só tens de te concentrar em manter "a posição" e *a
dignidade*.
*Obrigada a todas por me terem acompanhado alguma vez à casa de banho e
servir de cabide ou de agarra-portas! Passa isto aos desgraçados dos homens
que sempre perguntam "querida, por que motivo demoraste tanto tempo na casa
de banho?" .... IDIOTAS!*

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Letter to my crush.

Querido Rui,

Esta carta serve para declarar oficialmente a minha paixão platónica por ti. Bom, não é oficialmente, porque tu não vais lê-la e, mesmo que a lesses, não saberias que sou eu que a escrevo. A verdade é que tenho este fraquinho por ti desde que te conheci, ainda no liceu, lembras-te? Eu namorava com um dos teus melhores amigos, vi-te uma vez com ele e na vez seguinte sorri-te, e tu foste dizer-lhe que eu era muito simpática. Depois começámos a falar na net, mesmo depois de eu ter acabado tudo com ele... e, por vezes, tornava-se arrepiante. Éramos tão parecidos que dizíamos as mesmas coisas ao mesmo tempo. E depois tu és giro e tens esse sorriso lindo, lindo de morrer... e és simpático, e humilde e nada convencido, e tocas guitarra, e tens um coração enorme e és sensível mas não em demasia, e tens aquela capacidade de te apaixonares por uma rapariga e não ter olhos para mais ninguém, e és ambicioso... e vives do outro lado do Mundo. E eu, eu que tenho esta pancada enorme por ti desde sempre, nunca te disse porque tu estás tão longe que nem valia muito a pena tornar esta coisa real para depois não ser rigorosamente nada. Para isso, eu fico com os meus sonhos - o de que um dia tu vens cá visitar a tua família, combinamos um café e tu apaixonas-te por mim e ficas cá, ou o de que eu vou visitar-te - e vou, juro que vou - e tu apaixonas-te por mim e eu fico aí. Sabes quantas vezes já imaginei como poderia ser o nosso primeiro beijo? Nem te digo, para não teres uma noção de quão ridícula sou, nem da puta da pancada que tenho por ti... E pronto, era só isto, espero sinceramente que não voltes a apaixonar-te até eu voar para aí (egoísta, eu sei, quero lá saber), para depois poderes perceber que a mulher da tua vida sou eu. Ah, e eu não me esqueci de que nós vamos casar se nenhum de nós encontrar outra pessoa até aos 40 anos (agora que penso nisso, fui um bocado estúpida, não podia ter baixado o limite até aos 26?! Duh... Anyway, fingers crossed, espero mesmo que não encontres ninguém até lá...).

Da tua mais sincera, ridícula e eterna (juro, eterna!) platonicamente apaixonada...

Sofia*

#2 LETTER TO YOUR CRUSH

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Eu também não sei, mas gostava de saber...

Jornalista da TVI - Quando o coração não bate, o que é que isso quer dizer?

Menina de 4 anos - Que ele está doente...

Jornalista da TVI - E como é que se cura um coração?

Menina de 4 anos - Não sei...



Pois, olha... eu também não.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Ainda me lembro - Texto para a Fábrica de letras

Hoje apeteceu-me participar, já há muito que tinha vontade de o fazer. Por isso, e porque até diz bem com o título do blog, aqui fica o meu texto para o tema deste mês da Fábrica de letras - "O cheiro da chuva".
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Ainda me lembro. Quando chovia eras meu, amavas-me cada centímetro da pele morena e sempre arrepiada, sempre a contar com a tua mão. É isso, o cheiro da chuva lembra-me as tuas mãos. As tuas mãos perfeitas e a maneira como se encostavam ao meu rosto, como me afastavam os cabelos dos lábios antes de os beijares, sorrires e murmurares um daqueles nomes bonitos que nunca mais deixei que me chamassem. Agora, limito-me a dizer, com um sorriso trocista: "Não me chames isso, por favor. É foleiro...". Claro que, na verdade, é porque ouvi-lo traz-te de volta e ao modo como aquelas palavras soavam quando saídas dos teus lábios. Ainda me lembro. Do teu riso, de sorrir sempre que te via, ainda ao longe, das borboletas que me esvoaçavam na barriga e de ter sido assim durante muito, muito tempo - mais do que a paixão, supostamente, deveria durar. Mesmo quando eu (já) te amava, tinha borboletas por todo o lado só de pensar em ti. E eu amei-te tanto, tanto. Tanto que já passou um ano e ainda hoje, quando chove, eu vejo sempre o teu rosto, ouço sempre a tua voz, percebo sempre que o teu abraço já está tão longe que mal consigo senti-lo à minha volta. E a chuva... sempre que sinto o cheiro da chuva, voltam as tuas mãos... e aquela tarde, em que encostei os lábios aos teus pela última vez, em que me desfiz em lágrimas e o meu mundo como o conhecia mudou, em que mudei o teu mundo como o conhecia também. Chovia, chovia muito, e nós ficámos abraçados uma eternidade, num adeus que ainda hoje parece que não acabou, porque ainda é atordoante e ainda me aperta o peito sempre que te vejo. Depois desse adeus, fui para a chuva e chorei a apertar o peito com os braços, numa tentativa de me abraçar como tu o fazias, para acalmar a dor, para travar a saudade que começou, nesse momento, a instalar-se no meu peito e que nunca mais me deixou.
Ainda te lembras? Eu não consigo esquecer...

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Odeio não te ter.

Furtado daqui.

"Gostava de conseguir abraçar-te,mesmo que não precisasses de estar comigo.
Gostava só de sentir o meu corpo gelado ir ficando cada vez mais quente e sentir o teu perfume.Odeio não te ter.E odeio ainda mais não te ter por pura incompetência.
Hoje gostava de ter os cinco sentidos num só.Consigo amar tudo o que foi e o que será ainda mais,mas o presente sem ti nem sequer é presente.
É alguma coisa algures entre uma mentira e uma verdade,num impasse constante também,entre a felicidade e a depressão profunda.As pessoas sonham com carros,carreiras,relações de sonho e eu sonho apenas com uma coisa.
Um abraço.
Que coisa deprimente...Viver num mundo com milhões de habitantes e não haver nada que nos compense a falta de um abraço.
É mesmo triste a puta da vidinha.
Dorme bem.
Adoro-te."


E afinal era mesmo isto que eu queria dizer. Só isto.
Odeio não te ter...