Dear Cupid, next time hit both.









segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Will it ever go away?

Ainda penso em ti todos os dias. A verdade é que é mais fácil quando se tem outra pessoa a inundar-nos a mente, a encher-nos a caixa das sms, a ocupar-nos o tempo com saídas e programas a dois e a dar-nos novas (boas) recordações. E também é verdade que não penso em ti quando estou com ele. Mas a outra verdade, aquela que não digo a ninguém, é a falta que tu ainda me fazes e o quanto mudaste em mim. Eu não te superei, não te esqueci, ainda te trago comigo tempo demais ao longo do(s) dia(s). Não consigo dar-lhe a mão, sabias? Ele entrelaça os dedos nos meus e eu sinto-me tão desconfortável que puxo a minha mão, e ele percebe. É que ela costumava ser tua e era na tua que encaixava com perfeição, como se as nossas mãos tivessem sido feitas uma para a outra. Depois, às vezes, ele diz-me "gostava de ir ali!" e eu tenho de lhe dizer que não posso ir com ele, porque aquele sítio me traz recordações, e, mais uma vez, ele percebe que eu iria simplesmente sufocar se voltasse a ir ali, mais ainda se voltasse a ir ali com outra pessoa que não tu. E outras vezes, quando vou pela rua, a pensar em como pode ser bom ter alguém na nossa vida, sinto uma leve náusea quando me lembro que não é contigo que estou, que não é a tua voz que ouço no meu ouvido, que não é o teu riso que ecoa nas minhas noites, que nós afinal não somos nem nunca vamos ser aquilo que fomos, aquilo que, durante tanto tempo (tanto), ainda esperei que voltássemos a ser. Que nos perdemos de vez, que agora sim, é passado, sem qualquer tipo de retorno, sem nada no presente, nem no futuro - nunca mais. E que há ele, mas ele, por muito bom que seja, não é o que tu foste, e eu vou ter de me habituar a essa ideia, a de nunca mais ter o que tive contigo.
Mas, depois, ele faz-me sorrir. Muito. Todos os dias. Isto também é verdade, e eu vou esperando que ele tenha aparecido na melhor altura possível, e não na pior - aquela em que eu só preciso de alguém para esquecer-te...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Onde vos apetecia estar agora?

A mim apetecia-me (muito) estar enfiada num comboio em Londres. Não sei porquê, lembrei-me disto agora. E vocês? Onde gostavam de estar agora?


Estou tão, mas tão aborrecida. Se for possível morrer de tédio, brevemente vocês vão deixar de ouvir falar de mim. Nem ideias para escrever tenho, tal foi a inércia que se abateu sobre a minha vida. Alguém me dá um estalo, por favor? Alguém me desafia a qualquer coisa interessante? Alguém sugere um tema giro para um post? Propostas sórdidas aceitam-se. Força, vá!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

É por isto.

Porque ele me faz sorrir todos os dias sem excepção, mas tu ainda me fazes desaparecer o sorriso do rosto. Porque eu não penso (muito) em ti quando estou com ele e ele me diz coisas que eu nunca tinha ouvido de ninguém, mas depois penso nas coisas que tu me dizias e que eu também nunca tinha ouvido de ninguém. Porque é como se ele estivesse a ocupar o teu lugar e eu não consigo abrir mão de ti, porque o adeus não se diz de um dia para o outro, demora, demora muito. Porque, no fundo, se tu voltasses, eu seria estúpida o suficiente para seguir o meu coração e cair-te nos braços, prontinha a tapar as feridas com pensos rápidos que, mais cedo ou mais tarde, iriam cair - e nem me importava, porque serias tu, seríamos nós. Porque não é culpa dele, nem sequer minha, és tu - tu, que estás ainda debaixo da minha pele ao ponto de eu não conseguir senão sentir-te, que me fazes ter o coração do tamanho de uma formiga, que me aceleras a pulsação quando apareces no visor do meu telemóvel, tu, cuja voz nunca deixa os meus ouvidos, cujo sorriso nunca me abandona o peito.
Porque o meu coração está desfeito, porque estes últimos meses deram cabo de mim, porque não consigo estar com uma pessoa que gosta de mim sabendo que, no fundo do meu coração, eu ainda te amo, e que ainda acho que nunca nada vai ser como tu. Não é justo.
É por isto.

domingo, 19 de setembro de 2010

Da beleza exterior - que conta sempre.

A presença recente de uma pessoa na minha vida tem-me feito pensar nisto: no que respeita a relações, até que ponto a beleza exterior conta? Eu espero que ninguém seja hipócrita o suficiente para dizer que não conta nada. Conta sempre. Mesmo que não façamos questão de ter uma pessoa linda de morrer ao nosso lado, se pudéssemos escolher entre uma pessoa com todas as características que queríamos e sem o bom aspecto, e uma pessoa com todas as características que queríamos e com muito bom aspecto, todos nós escolheríamos a segunda opção. Logo, o aspecto conta sempre um bocadinho. Até porque tendemos, antes de mais nada, a sentirmo-nos atraídos por pessoas fisicamente atraentes. Todos nós suspiramos por um Dr. Shepherd, ou por uma Eva Longoria, ainda que não nos ocorra que podemos realmente ter uma pessoa assim. A questão, portanto, não é se o aspecto importa, mas até que ponto importa. E se encontrarmos uma pessoa que tenha uma série de características daquelas que sempre quisemos na pessoa com quem estamos, e essa pessoa não for especialmente bonita? Será que o aspecto físico anula tudo o resto? Pode parecer extremamente fútil dizer isto, mas será que faz assim tão pouco sentido...? Se eu conhecer uma pessoa que tenha quase tudo o que eu quero (beleza incluída), mas tiver uma mentalidade quadrada, eu não consigo estar com essa pessoa. O mesmo para a ausência de bom humor, para a mania da superioridade, para a falta de inteligência. Se uma pessoa tiver tudo o resto, mas se só disser asneira quando abre a boca, eu não estou com ela. Uma só característica negativa pode estragar tudo o resto. Por que motivo não há-de fazer sentido que isso se aplique também ao aspecto da pessoa? O aspecto importa para mim, na medida em que eu preciso de me sentir atraída pela pessoa com quem estou. Preciso, não porque quero, não porque é giro - preciso. Porque sonhar com os lábios ou os olhos da outra pessoa faz parte de estar apaixonado, porque o sexo é uma parte essencial numa relação e sem atracção não funciona. Portanto, se eu dispenso uma pessoa porque ela tem tudo o que eu quero mas, por exemplo, não sabe rir-se da vida, não vejo por que razão não é igualmente válido eu dispensar uma pessoa porque, apesar de ela ter uma série de coisas que eu quero, não tem uma outra coisa que para mim também é essencial. No entanto, já namorei com uma pessoa que não era nada bonita. O tipo de pessoa que faz com que os outros olhem para nós e pensem "Mas o que é que uma gaja daquelas faz com um gajo daqueles?". É certo que eram outros tempos e eu era uma pessoa diferente, mas aconteceu e funcionou por muito tempo. Seremos pessoas assim tão horríveis se não conseguirmos gostar mesmo de uma pessoa por ela não ser agradável à (nossa) vista? O que acham disto?

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Forever and (n)ever

Haverá sempre dias em que o meu coração está apertado desta maneira. Em que a minha alma está partida, em que a urgência de te ter por perto me estreita a garganta ao ponto de mal conseguir respirar. Hoje é um deles. Percebi por que motivo não arrumo as minhas gavetas há meses - elas estão repletas de recordações tuas. Caixas de presentes que te dei, que me deste, papéis de embrulho, fotografias, até autocolantes com piadas só nossas - quem me manda ter esta mania de guardar tudo? Por cada coisa que encontrava, sentia-me levar um murro no estômago. Até que desisti. Ficou tudo lá, tudo na mesma gaveta. Não consigo tirar-te das minhas gavetas, quanto mais do meu peito... Hoje só te queria comigo. Só isso, ter-te comigo, ter os nossos risos fáceis, o teu abraço confortável em que o meu corpo encaixava como em nenhum outro, o teu rosto cheio de luz como ele costumava ser. Apetecia-me voltar atrás no tempo e fazer tudo de novo, voltar a saborear cada momento, só para te ter mais uma vez perto de mim. Agora que dissemos adeus de vez, isto são só devaneios meus. São só coisas que eu não vejo tornarem-se reais, porque sei que nunca vão sê-lo e é melhor assim. São só apertos no coração quando me lembro do teu nome. Eu sinto a tua falta. Sei que tu também sentes a minha, e eu nunca vou sequer começar a dizer-te isto tudo que tenho no peito, embora tu saibas de cor aquele canto que tem o teu nome e de onde tu nunca vais sair - eu nunca o irei deixar.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Love is what you gave me throughout the years*

Não sei o que dizer-te. Estar ali contigo, ter os teus braços à minha volta, sentir o teu cheiro outra vez, pressionar os meus lábios contra os teus enquanto as lágrimas me rolavam indiscriminadamente pelo rosto. Ter ainda um bocadinho de vontade de mandar tudo às urtigas e de ficar contigo, contra todas as chances de sermos (in)felizes. E ouvir da tua boca as palavras que eu não consegui dizer.

- Tu estás a sofrer... não tens estado bem e eu assim também não. As coisas acabaram como acabaram... Já passou muito tempo, e já aconteceram muitas coisas... acho que se fosse para acontecer alguma coisa, já tinha acontecido... Mas a verdade é que nos reaproximámos algumas vezes e nunca voltámos a estar realmente juntos, e isso aconteceu por algum motivo. Talvez se não tivesse passado tanto tempo, se não tivesse acontecido tanta coisa... não sei... Mas assim... acho que isto é o melhor. Eu nunca vou esquecer-te e tu nunca vais ser-me indiferente, e eu vou estar sempre aqui para ti, sempre.
- Só não deixes de ser meu amigo... Eu preciso de ti por perto - murmurei, com a voz embargada.
- Nem tu minha amiga... Não te afastes outra vez, está bem?

Beijar-te uma e outra vez, saber que seriam as últimas. Desta vez a sério, as últimas. Que, depois daquilo, eu estaria livre para o que quer que fosse, que seria altura de esquecer-te outra vez, agora de vez. Limpar as lágrimas, pressionar os meus lábios contra os teus com força uma última vez e ver-te a saíres do carro. Respirar fundo, com um misto de alívio e melancolia a apertar-me o peito. E depois, depois ligar o carro e deparar-me com uma das nossas músicas, uma das que já raramente passa na rádio, de tão fora de moda que já está. Desatar a chorar e a rir ao mesmo tempo, enquanto arranco. Não sei o que dizer-te, amor... excepto, talvez, adeus...

E hoje tive de falar contigo sobre um assunto importante, e quando saio de ao pé de ti e ligo o carro está a dar a mesma música. Quais são as probabilidades...?

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

How can you mend a broken heart?

O facto de ter passado um ano, juntamente com a quantidade de pessoas que conheço a passar por situações semelhantes, pôs-me a pensar nisto. Como se cura um coração partido? Eu sei que é possível, sei que se cura, porque já o testemunhei. Já vi um coração desfeito curar-se, bem perto de mim. Mas nunca percebi como isto acontece. Sei que a dor vai passando, as feridas vão cicatrizando, vai custando cada vez menos. Mas e a saudade? O que se faz com a saudade? O que se faz com todas aquelas recordações que nos acompanham no dia-a-dia? Sempre li que, quando o coração se nos parte desta maneira, há certas coisas que devemos fazer para o ajudar a curar-se. Devemos sair, ver sítios diferentes, estar com amigos, conhecer pessoas novas. Bom, se me perguntarem, antes de mais nada eu acho que devemos ficar tristes. Bolas, acabámos de ter o coração desfeito em pedaços, devemos pelo menos isso a ele e a nós próprios - ficar tristes e chorar, chorar, chorar. O quanto for preciso e sempre que for preciso. Não rimos também quando estamos contentes? Então porque não havemos de chorar quando temos razões para estar tristes? Mas e depois? Quando já não choramos todo o santo dia, quando saímos, quando conhecemos pessoas, quando fazemos isso tudo? Quando seguimos em frente, quando até podemos dar a oportunidade a outras pessoas de nos entrarem peito adentro - quando fazemos isso tudo e, mesmo assim, o coração não se cura? Quando mesmo assim ele sufoca quando passamos naquele sítio, quando evocamos aquela imagem, quando ouvimos aquela canção? Eu ainda penso em ti todos os dias, sem excepção. Por todos os motivos, por motivo nenhum. Passou um ano e as saudades ainda tomam conta de mim tantas vezes. Que raio posso eu fazer mais? Além de esperar, de seguir, de te afastar, de (nos) perdoar, de sair, de rir, de (sobre)viver? Tem de haver mais alguma coisa que eu possa fazer. Como se cura um coração que (ainda) é teu, que (ainda) tem o teu nome? Que em tempos esteve nas tuas mãos, indelevel e irrevogavelmente... Como se faz?

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Never fade from my mind.

Eu tentei deixar o dia passar em branco. Tentei, porque as recordações se afiguravam dolorosas demais para que eu conseguisse passar pelo dia com elas. Ignorei o hall de entrada, a imagem dos nossos corpos ali, de pé, colados um ao outro naquele abraço, com as centenas de lágrimas a escorrerem-nos pela cara abaixo, com o adeus que nenhum dos dois queria suspenso nos lábios. Ignorei o sofá, onde começou o fim, mentalizei-me de que era apenas um sofá como tantos outros e que ia continuar ali, no mesmo sítio, todos os dias. Ignorei isso tudo e estava a passar pelo dia. Mesmo quando estive contigo. Mesmo quando te olhei e tive a certeza de que o problema não é as pessoas que encontro terem os defeitos que têm - porque tu também os tens. O problema é, simplesmente, essas pessoas não serem tu. Se me perguntasses agora o que quero, eu dizia-te. Dizia-te que nos queria de volta ao que éramos há muito, muito tempo atrás. Dizia-te que queria saber ler-te a alma para saber o que vai nela, ou, já que isso é impossível, queria que mo dissesses. Queria que, há bocado, no momento em que te acenei e disse "adeus", tu tivesses tido um acesso de loucura (de sanidade?) e tivesses corido atrás do meu carro, que tivesses batido no capô até eu parar, que me tivesses aberto a porta e obrigado a sair, e que me dobrasses para trás enquanto me seguravas nos teus braços e me beijavas, como se vê nos filmes. E que dissesses que passaram 365 dias e tu não aguentas nem mais um sem mim. Era isso que eu queria. Também queria que soubesses que, se fizesses isso, eu não ia resistir. Que por ti, e só por ti, estava disposta a abdicar de uma série de coisas, se tu me dissesses que podias tentar mudar, que só me querias de volta, que também nos querias como éramos, outra vez. Mas mais do que isso, queria que não tivesse já passado um ano, que não estivéssemos já tão distantes do que fomos. Ou então queria que tivessem já passado cinco anos, para estarmos mesmo longe, para já não doer, para eu já não te amar, para este dia já ser igual aos outros, para eu já nem reparar nele no calendário. Sim, eu queria já não te amar tanto. Queria que não tivesses levado tanto de mim, que a minha alma não estivesse partida e que os nossos corações não estivessem ainda um no outro. Mas em vez disso, tu disseste aquilo que me fez chorar. Hoje, que faz um ano, e não cinco, nem dez, nem o que for preciso para eu te esquecer. E tu não mudas, pois não? E eu ainda te amo, e a minha alma está partida e mais ninguém é como tu. E o tempo não volta para trás, e o meu coração ainda é (sempre só) teu. E nós nunca vamos ser como dantes...

#7 LETTER TO YOUR EX-BOYFRIEND/GIRLFRIEND/LOVE/CRUSH

domingo, 5 de setembro de 2010

Afinal estou viva.

E a vida é feita destas coisas. De bebedeiras que nos deixam a fazer as figuras mais parvas em pleno Bairro Alto e deixar o telemóvel no meio da estrada e tirar fotografias com franceses que não conhecemos. De ficar na praia a tocar guitarra até às 3h da manhã. De idas de comboio para o Porto e de voltas no mesmo dia. De paragens a meio de uma viagem longa em pleno mês de Agosto só para vestir o biquini atrás de uma árvore e dar um mergulho rápido num canal de rega e nadar com isto como paisagem.






Se me perguntarem se sou feliz o tempo todo, a resposta é óbvia - claro que não. Porque a felicidade a tempo inteiro não existe. Mas existem estes momentos, e é isto que é a felicidade. Não é um objectivo, é o que se encontra pelo caminho... Be happy :)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

É só para avisar que...

... se não voltarem a ter notícias da minha pessoa, possivelmente fui desta para melhor devido a um coma alcoólico auto-induzido. Medo desta noite. Muito medo!!

Ah... e bom fim-de-semanaaa!! ;)

terça-feira, 31 de agosto de 2010

I wish that we could give it a go... see if we could be something.

Não sei o que nos aconteceu, amor. Para onde foram as canções? Para onde foram os nossos minutos, o que aconteceu aos silêncios que gritavam mais amor do que quaisquer palavras? Lembras-te de nós assim? De quando os teus nós dos dedos me roçavam o rosto e eu sorria? E depois eu via tudo nos teus olhos... Para onde foi isso tudo? Para onde fomos nós, amor? Por que razão tivemos de mudar tanto? Apetece-me voltar atrás e dizer-te sim, voltar àquela noite em que só me querias de volta e ceder, ainda a tempo de evitar que tu fosses isto que és agora. Queria-nos de volta, tanto, tanto. Que voltássemos a dar as mãos e a deixar a magia acontecer, que voltássemos a ser almas gémeas, que ainda só fizéssemos sentido juntos e nunca de outra maneira. Quem me dera que voltasses apenas a aquecer-me o coração, só isso, sem tudo o resto. Era a tua simplicidade e a luz do teu rosto que me prendiam ao teu lado, que me tiravam os pés do chão, que me arrancavam sorrisos a cada momento. E agora?

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Sabem aqueles dias em que estão fartos de tudo?

Hoje é um deles. Estou farta de uma data de coisas. Estou farta de ter tirado um curso e de não ter emprego na minha área, de ter de procurar trabalhos só para não estar em casa sem fazer nada, de ter de aceitar trabalhos que não me preenchem nem me realizam minimamente porque preciso do dinheiro. Estou farta de não saber o que fazer com a minha vida pessoal, de não saber o que sinto, de não querer o que posso ter e de não ter o que realmente quero, de não saber o que fazer, que caminho seguir, que decisão tomar, ou se devo sequer tomar alguma decisão. Estou farta da puta da dor de cabeça com que acordei hoje e que não passa nem por nada, estou farta de não ter ainda chegado a nenhum dos sítios em que já me imaginava por esta altura, estou farta de não ter uma família que se possa sequer chamar família, e de ter tão poucos amigos que me conheçam e com quem possa realmente contar. Estou farta de ver os dias passarem e sentir que não faço nada com eles, farta de me sentir inútil e de não fazer nada da vida, e muito, muito farta de estar farta de tanta coisa.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

It was so long ago... but I still got the blues for you.



Ouço esta música vezes sem conta - cliquei no repeat. É o dia de hoje... 27 de Agosto. Há cinco anos atrás, estávamos na praia, com outro casal nosso amigo. Apenas a umas horas de nos tornarmos uma parte intrínseca um do outro, apenas a umas horas de começarmos a nossa história. Tinhas feito de propósito, contaste-me mais tarde, e eu ri-me. Tinhas feito de propósito para ir um casal e nós os dois, como se fôssemos já um casal também. Eu ri-me, e hoje sinto a falta de ter alguém que faça de propósito para ser um casal comigo, sem que eu sequer me aperceba, de alguém que me cative assim, aos poucos. Já tinhas feito o mesmo no cinema, depois ali. Resultou... Dali a umas horas, tu irias perguntar-me em que estava eu a pensar, eu iria responder e perguntar-te o mesmo, e tu irias mostrar-me em vez de mo dizeres. E eu iria sentir os teus lábios pela primeira vez, os lábios a que nenhuns outros se igualaram até hoje, até este preciso momento, em que te escrevo pela milionésima vez. Eu só queria tudo como antes. Queria aquelas certezas todas que tinha quando me olhavas, queria que não me deixasses duvidar. Queria voltar atrás e impedir-nos de dizer todas aquelas palavras com que nos magoámos, atirar-nos à cara o que fomos e aquilo em que estávamos prestes a tornar-nos, queria que tu não mudasses e que eu não tivesse mudado também. Queria continuar a ser aquela idiota chapada completamente apaixonada por ti, que sentia borboletas na barriga quando te via, mesmo que te visse todos os dias. Queria que me tirasses os pés do chão com um gesto qualquer e me fizesses apaixonar-me por ti outra vez, que me fizesses ver que as coisas más não superam, de forma nenhuma, as coisas boas que tivemos. E eu podia sair daqui, sim, podia parar de ler o que te escrevi, de ver as nossas fotografias, de ler as mensagens que ainda não tive coragem de apagar e podia, acima de tudo, tirar esta música do repeat. Mas hoje era o nosso dia... foram tantos anos a dar-te os parabéns neste dia, a celebrá-lo contigo, e eu sei que tu também te lembras. Por isso, hoje fico triste. Amanhã logo volto a fingir. Que está tudo bem, que sei o que quero, que só faço o que é melhor para mim, que não te sinto a falta, que te quero feliz mesmo longe e com outra pessoa. Minto, sabias? Eu não sei o que quero e muito menos o que é melhor para mim, eu sinto-te a falta todos os dias e eu quero-te comigo. Mesmo que ficasses miserável, e eu também, eu quero lá saber - eu queria-te só para mim. Não te quero em mais ninguém, de mais ninguém, não quero mais ninguém nos teus braços, porque tu prometeste que eles seriam só meus. E eu bem sei que quebrei a promessa de ficar contigo para sempre, mas eu continuo aqui, e só queria que soubesses. Não quero dizer-te, quero que tu saibas. Que o leias nos meus olhos quando eles se fixam nos teus, que o percebas na maneira como te pouso a mão no ombro, que o percebas nos asteriscos das sms que te envio, eu sei lá. Quero uma data de coisas impossíveis e irrealistas, e hoje nem me importo com isso, dou-me o direito de querer isso tudo, porque hoje era o nosso dia. Amanhã logo finjo, logo tenho a minha sanidade mental de volta. Por hoje fico aqui, a ver fotografias, a ler mensagens e com esta música no repeat. A desejar coisas estúpidas, como voltar atrás no tempo ou que tu me apareças com um ramo de rosas e me digas "Parabéns, princesa". Era o suficiente...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Did I say that I need you? If I didn't I'm a fool, you see... no one knows this more than me.

Isto foi o que eu te disse:
- Então até logo.


Isto é o que eu gostava de ter-te dito:
- Gostei de estar contigo. Já tinha saudades do meu melhor amigo... Ultimamente não me pareces tu. E tu fazes-me falta... mas o tu que costumavas ser, não o que tens sido... Fazes-me falta. És muito importante para mim, e eu sufoco só de imaginar a minha vida sem ti, ou sem aquilo que tu eras, como ela tem sido ultimamente. Só queria que soubesses...
E pronto. Era só isto.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Still I can't escape the ghost of you...

Estou na nossa praia outra vez. Sem ti, pela primeira vez sem ti. Caminho em direcção ao nosso sítio, com passos decididos, sem tirar os olhos do chão. Sigo sempre à beira-mar, pé ante pé, sem pensar muito no que estou prestes a fazer. Evito os olhares alheios, ignoro os virares de cabeça, os comentários a que costumo responder - estou a caminhar em direcção a nós, ao nosso passado, ao ponto em que tudo começou, e isso faz tudo o resto parecer insignificante. Enquanto ando, penso que fiz bem em esperar até poder ir ali sozinha; já todos tinham ido caminhar e passado ali, mas eu não pude fazê-lo. Não podia ignorá-lo, passar por ali como se não fosse nada de especial, mas também não podia partilhar com outras pessoas aquele pedaço de areia que foi só nosso num fim de tarde como este, há cinco verões atrás. À medida que me aproximo, sinto o coração a bater mais rápido e a garganta a estreitar-se, numa espécie de aviso, da parte do meu coração, de que se avizinha algo realmente doloroso. Quando percebo que cheguei, paro e levanto os olhos antes que perca a coragem para fazê-lo. Continua tudo igual, tudo como naquele Verão. Por momentos vejo-te ali, encostado à muralha, e entro em pânico ao pensar que estás mesmo ali, que partilhaste aquele sítio com outra pessoa. Mas depois percebo que não és tu. Não consigo fixar o olhar na areia mais do que alguns segundos, não consigo percorrer ao pormenor o trajecto que fizemos depois de mãos dadas naquele dia. Sou ferozmente assolada por momentos, por recordações esmagadoras. Sinto-me como se me tivessem, literalmente, arrrancado o coração do peito. Viro-me de costas para as nossas recordações, de frente para o mar azul, fecho os olhos e respiro fundo. No total, passaram apenas uns dois minutos desde que estaquei ali, mas eu decido que já chega e dou início ao caminho de volta, já com o queixo a tremer. Percebo que, por algum motivo, precisava de fazer aquilo. Estive ali, onde tudo começou, onde pela primeira vez te vi com um semblante sério e te ouvi dizeres-me "És linda, sabias?" enquanto me acariciavas o rosto e me seguravas nos teus braços. E estou inteira. Doeu como tudo, mas ainda estou inteira. Isso fez-me ter duas certezas. Talvez um dia voltemos a partilhar momentos como aquele, ali ou noutros sítios, talvez um dia tenha sítios novos com outras pessoas e aquele já só me faça sorrir, ou talvez nunca consiga realmente voltar ali sem sentir o coração despedaçar-se enquanto penso em ti, mas ao menos já sei que sobrevivo. A ti, a tanto de nós. A outra certeza? É simples, e gostava que soubesses... Eu ainda te amo.

domingo, 15 de agosto de 2010

És presença constante nas folhas do meu caderno.

Jogo o melhor que consigo com os dados que tenho. É inexorável a tua ausência, inelutável a tua constância, inconstante a tua permanência no pouco que me resta de nós. Marcaste-me cada segundo de cada dia, de cada ano, e sinto-te a falta como se de água se tratasse. Lembro-me de ti, ou melhor, não te esqueço, manténs-te em cada nota da desarmonia que sou eu. Fazes-me falta. Às mãos, aos traços, às noites. Fazes-me falta. E as cartas que te escrevi, meu amor, marcaram-me os impasses nas instâncias de te rever. És presença constante nas folhas do meu caderno. Escrevo-te, letra a letra, passeias-me pelos dedos até caíres nas linhas onde pouso a caneta. É-me imprescindível olhar em redor, olhar as paredes, sentir-te sem te ver. Este quarto tem-te por todos os lados, o suficiente para quase te respirar a ausência. Vou jogando o melhor que consigo com as cartas que tenho. Vou dizendo o teu nome... És presença constante nas folhas do meu caderno.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Porque....

Porque estamos sempre tão longe e tão perto. Porque tu dás um passo em frente e a seguir fazes-me dar dois atrás. Porque quando eu acho que sim, tu fazes qualquer coisa que me faz ter a certeza que não, e quando eu tenho a certeza que não, tu fazes qualquer coisa que me faz achar que sim. Porque sem querer me dás certezas que depois deitas por terra com um gesto estúpido o suficiente para que nem te apercebas dele. Porque eu estou (sou) uma confusão. Porque tu tornas tudo tão simples e tão complicado, tão cor-de-rosa e tão cinzento. Porque eu continuo à espera daquele gesto que ia mudar tudo e que nunca vem. Porque tu já não és tu, eu já não sou eu e nós nunca mais fomos (nem vamos ser?) nós.

É por isto.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Once I ran to you... now I run from you

Há vezes em que me apetece tanto fugir... De ti, de nós, de tudo o que te traz até mim. Nem que seja só por uns minutos. Ir para um sítio meu, só meu, em que tu não estejas. Mas isso é impossível... Todos os meus sítios preferidos foram descobertos contigo, ou então partilhados contigo, e por isso eles estão impregnados de recordações tuas. Neles, é impossível não te pensar, não te sentir, não nos rever ali, há alguns meses ou mesmo anos atrás, juntos e felizes, tão felizes. Por isso, quando quero tirar-te um bocadinho de mim, corro. Como se estivesse a fugir. Corro no mesmo sítio onde corria contigo, no mesmo sítio onde corríamos juntos e onde rimos tantas vezes, onde me fizeste andar de bicicleta com a certeza de que, dessa vez, eu ia gostar - odiei, claro, como já sabia que odiava, mas valeu a pena pelo momento partilhado contigo. Corro no mesmo calçadão, com a mesma paisagem, mas agora sozinha. Concentro-me apenas no som compacto dos meus ténis a baterem no solo, e na música, sempre no máximo, ao ponto de me ferir os ouvidos, para que não consiga sequer ouvir os meus próprios pensamentos. Corro, de olhos fixos no chão ou no horizonte, com a mente vazia de imagens, de cheiros, de vozes, de ti - a maior parte das vezes, vazia de ti. Às vezes, porém, é mais difícil tirar-te de mim, tirar o teu rosto da minha mente, tirar a sensação dos teus dedos da minha pele, libertar-me da recordação do meu corpo envolvido nos teus braços. Da última vez, por causa disso, quase corri até à exaustão. As minhas pernas fraquejavam, já tremiam, mas eu continuava a ordenar-lhes mentalmente que corressem, enquanto os White Stripes me berravam aos ouvidos "...and now I'm talking to myself out loud because I can't forget....". Não conseguia esquecer (-te), tão simples quanto isso. E precisava de outras sensações que não aquelas provocadas pelas recordações de nós, do teu toque na minha pele, da tua voz no meu ouvido, nem que isso implicasse uma dor excruciante nas pernas e no coração que já avisava não aguentar mais. Parei quando as minhas pernas atingiram o limite e me atiraram ao chão. Caí de joelhos e apoiei as mãos no chão, sem forças, a respirar com dificuldade. O ar passava-me na garganta a uma velocidade estonteante, a fazer um barulho estranho, ora grave, ora agudo, conforme eu expirava ou inspirava. O coração galopava, a querer saltar-me do peito, o sangue pulsava-me com força nas veias do pescoço e a cabeça latejava. Ocorreu-me que, se alguém me visse assim, pensaria que estava a ter um ataque qualquer e chamaria uma ambulância. Com esforço, levantei a cabeça e olhei em volta, mas não havia ninguém. Era de noite, estava frio, e ninguém vai para ali correr àquela hora. Assentei um pé no chão e uma mão no joelho, numa tentativa de me levantar, mas assim que comecei a fazer força senti uma tontura que me atirou de novo ao chão. Voltei a ficar de joelhos e baixei a cabeça até pousar a testa no chão, esforçando-me por acalmar a respiração. "Ao menos já não te sinto em mim", pensei, não naquele momento, não por mais uns minutos. Sentia as dores, as pernas a tremer, o ar rarefeito, o coração a palpitar brutalmente, as gotas de suor a descerem-me pela cabeça, até à testa, de onde pingavam para o chão, mas nada de ti, nada do teu abraço quente, nada do teu sorriso. Quando já conseguia respirar sem ruído, voltei a tentar levantar-me devagar. Já de pé, olhei para o relógio e constatei que corri cerca de uma hora, mais do que o normal. Olhei para trás, estimando que corri perto de dez quilómetros. Cambaleei até ao muro mais próximo, para fazer alguns alongamentos, embora soubesse que no dia seguinte mal conseguiria mexer as pernas. No fundo, esperava estar cansada o suficiente para, pelo menos naquela noite, não voltar a sentir-te em mim. Porque já sabia que, no dia seguinte, tu ias estar em mim outra vez. Como sempre, como estás sempre que eu acordo...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

I feel like I'm falling for you... but I'm scared to let go.

Escrito ao som desta música. Ouçam enquanto lêem... e agora sim, bom fim-de-semana*



Às vezes penso na maneira como nunca mais consegui entregar-me a ninguém. É como se uma parte de mim nunca saísse, a parte que só te mostrava a ti. Se a mostrasse a mais alguém, seria como se estivesse a trair-te, a trair o que nós tivemos. De qualquer forma, não é como se eu pudesse controlá-la... ela simplesmente não sai. Só quando estou contigo, e aí é tão simples que nem tenho de tentar mostrá-la. Porque essa parte é só para quem mora no meu coração. E às vezes tenho a certeza de que simplesmente nunca vou poder abrir o meu coração assim a mais ninguém, porque tu estás nele. Tu vais estar sempre nele, vais sempre morar neste canto do meu peito onde, por enquanto, não cabe mais ninguém. Onde eu acho que nunca vai caber mais ninguém. Tu moras em mim, habitas cada centímetro da minha pele. Passou quase um ano e tu ainda estás tanto em mim, ainda me aqueces tanto o coração, ainda me embargas a voz com a tua. E eu tenho tanto medo... e se eu te perco? Se eu não me apercebo a tempo do quanto te preciso? Se eu não te digo a tempo, se tu vais embora de vez? E se eu estou errada e te magoo outra vez? E se eu ainda estou apaixonada por ti? E se outra pessoa ocupa o meu lugar? Eu ainda te quero, eu ainda te quero tanto... sabias? Que ainda povoas os meus sonhos, que ainda me ocupas os dias, que é o teu nome que ouço e o teu rosto que vejo quando observo a chuva através duma janela? Queria tanto dizer-te, poder apenas dizer-te que ainda me afagas o coração com o teu sorriso, que nunca te esqueci, que não há como esquecer-te. E que só espero um gesto teu para esquecer tudo o resto, para me atirar para os teus braços e me abandonar ao amor imenso que ainda trago no peito. Queria voltar a cantar-te daquelas canções, lembras-te? Aquelas que nos levavam de mãos dadas a sítios só nossos... aquelas que nos tornaram como nós fomos. Se existirem almas gémeas, tu és a minha, disso eu nunca duvidei. Pelo menos és uma delas. Tenho contigo uma ligação estranha desde o início, que nunca tive com mais ninguém. Lembras-te das mensagens ao mesmo tempo, de falarmos ao mesmo tempo, de pensarmos nas mesmas coisas ao mesmo tempo? Às vezes nem precisamos de falar... às vezes dá uma música e os nossos olhares cruzam-se e um misto de saudade, desejo e tristeza atravessa-nos a ambos o olhar, que em seguida desviamos para o chão. Bolas, eu ainda te amo tanto. Não passa, pois não? Nunca vai passar. Sei-o pela maneira como a tua mão aperta suavemente a minha cintura quando me cumprimentas, pela maneira como os teus lábios pousam um beijo na minha bochecha, pelo teu olhar a atravessar o meu, sempre a ler-me os pensamentos, sempre a saber que ainda te quero. Nunca passa, sei-o agora melhor do que nunca. Passou quase um ano... e isto não passa. Abranda, às vezes esconde-se, mas nunca passa. Afinal... como se faz passar o amor?

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Did I say that I want you?

Há tantas coisas que ainda não deixaram de acontecer. Eu ainda sonho contigo, sabias? Ainda sonho acordada e imagino-nos juntos, num final feliz qualquer que não teve oportunidade de chegar. Ainda sonho com o nosso futuro... dizem-nos para não vivermos no passado, e eu não vivo, vivo antes algures entre um presente sem ti e um futuro que crio enquanto sonho de olhos abertos. Eu ainda nos imagino juntos, na nossa casa, na nossa cozinha espaçosa e simples, sem televisão, como sempre dissemos que seria, porque não queríamos ser um daqueles casais que não fala sobre o seu dia à hora da refeição. Vejo-me encostada à bancada, a cozinhar, a ensinar-te a fazer mais um prato, e tu atrás de mim, com os braços à minha volta, sempre atento e carinhoso, sempre a tua voz no meu ouvido a chamar-me princesa (a única que alguma vez admiti chamar-me alguma coisa sequer parecida com isso), sempre os teus lábios a deixarem beijos na minha bochecha e nos meus ombros. O rádio teria de estar ligado e eu ia dançar enquanto cozinhava, e tu rias-te e alinhavas de vez em quando, arriscavas um ou outro passo de dança desengonçado, pegavas em mim e balançávamos ao som da música, eu beijava-te e virava-me de novo para o fogão. Depois iríamos comer enquanto conversávamos sobre o nosso dia, ou enquanto ouvíamos o silêncio, porque eu sinto a falta disso, porque nunca tive silêncios tão confortáveis como os que tinha contigo. Mas isto é só enquanto eu sonho, porque depois acordo e as nossas diferenças estão todas lá, marcadas, delineadas, gritantes, e eu danço enquanto cozinho, mas sozinha. Às vezes finjo que não as vejo, às vezes só me apetece enroscar-me em ti e chorar o tempo perdido, tenho a certeza de que irias confortar-me como antes. E outras vezes... outras vezes fico aqui, com um ou outro soluço preso na garganta mas de cabeça erguida, a acenar-te com todas as certezas que (já não sei se) tenho, a fugir, a fugir que nem louca, a correr sem sair do sítio porque, no fundo, tu não me deixas ir a lado nenhum... Ou talvez no fundo eu não queira estar em mais lado nenhum... E tu também não.