Dear Cupid, next time hit both.









segunda-feira, 26 de julho de 2010

Haverá por aí uma alminha caridosa...

... que me arranje uma imagem decente ali para cima? Qualquer coisa a ver com chuva... por favor? Já estou deprimida o suficiente por me ter visto obrigada a mudar o blog todo... e agora tenho de levar com aquela imagenzinha também?

Acho que esta mistura de cores está a deixar-me deprimida... quero o meu azul e o meu castanho de volta... sniff....

terça-feira, 20 de julho de 2010

Já não se ama como antes

Já não se ama como antes. Que é feito do amor? Do amor a sério, do amor puro, do amor desmesurado, louco, quase palpável. O tipo de amor que nos faz querer saltar de pontes, dar o teu nome a uma rua, comprar-nos passagens de avião para o ponto mais distante do Mundo, ou mesmo para a Lua. Não, já ninguém ama assim. Hoje ama-se na mornidão, no medo. Porque entretanto se descobriu que amar dói e que é melhor andar em pezinhos de lã. Ama-se à superfície, sem que o amor nos chegue ao fundo do coração, sem que nos corra nas veias, sem que nos sufoque. Que é feito do amor? O amor absolutamente eterno, que não nos deixa duvidar, que nos faz saber a morte certa aquando da ausência do outro, que nos faz correr quilómetros sem parar só para chegar mais rápido. O amor que nos toma por inteiros, nos queima debaixo da pele, nos convence da absoluta necessidade do outro corpo, dos outros lábios, da outra pele. O amor com certezas, com futuros, sem ausências. O amor que nos faz largar tudo e lutar até à última réstia de força. E não vês que era só assim que eu queria que me amasses? Eu dar-te-ia o Mundo, se pudesse. Se isso te fizesse saberes o meu amor, eu dar-te-ia o Mundo. Mas não será já tarde demais para nós? Se tu nem saltas de pontes, se não me arrebatas com dois bilhetes de avião, se, vendo bem, não largaste tudo nem deste o meu nome a uma rua... Eu? Eu dar-te-ia o Mundo. Não vês?

segunda-feira, 12 de julho de 2010

There's no getting over.

Adormeceste ao meu lado. Eu fiquei a observar-te enquanto dormias, o rosto sereno e descontraído, quase imóvel, o leve balançar que a respiração te conferia ao corpo. Naquele momento, lembrei-me de todos os pedaços de tempo que tinha passado a decorar-te o rosto enquanto dormias, a admirar-te a perfeição dos traços, a cor da pele, a suavidade dos lábios - tempo em que eu ainda tinha a certeza de que não precisava de mais nada, a certeza de que, se pudesse acordar assim todos os dias da minha vida, a olhar o teu rosto tranquilo, seria feliz. Naquele momento, perguntei-me se não seria ainda capaz de o fazer, se ter-te assim não seria suficiente. Não se poderia viver daquilo? Não é suposto o amor ser suficiente? Eu sinto a tua falta todos os dias. Eu sempre soube que sempre sentiria a tua falta, mas não nesta ânsia de te querer, mesmo sabendo que não é certo. Ainda tenho muitas saudades tuas, às vezes parece que cada vez tenho mais saudades tuas, ainda que me pareça sempre que me é impossível sentir mais a tua falta. Tenho saudades das pequenas coisas, das grandes coisas, de todas as coisas. Dos passeios de mãos dadas, da nossas férias sempre em sítios novos, dos planos para um futuro a dois com cães que não poderiam sair da cozinha porque tu não os querias na nossa cama, dos gelados partilhados, do calor dos nossos corpos, dos teus beijos, dos nomes pirosos que nunca mais deixei ninguém chamar-me, do teu (sor)riso, das nossas coscuvilhices, dos jogos infantis, dos filmes que víamos abraçados, de me ofereceres flores, de te jurar amor eterno (não voltarei a fazê-lo), de acordar ao teu lado, de adormecer ao teu lado, de.... de tudo. Tudo. Eu mantenho-me como sou, teimosa, quadrada e obtusa, sem permitir sequer que me limem as arestas, determinada a perseguir a minha felicidade, a cumprir os meus objectivos, mas a verdade é que continuo aqui, à espera que tu faças um gesto qualquer daqueles que só se vêem nos filmes lamechas que me faça atirar tudo às urtigas e correr para ti. Disso, ou de ter um insight qualquer, como acontece nos filmes e nas séries, em que o protagonista, algures a meio de uma frase qualquer, se cala e arregala muito os olhos enquanto tem um flash que lhe permite ver que afinal foi uma estupidez ter fugido à pessoa amada e que só quer estar com ela para sempre. Eu continuo à espera de um desses momentos, em que percebo que tu és tudo o que preciso para ser feliz e vou a correr ter contigo e, mesmo eu estando despenteada, suada e ofegante, tu não vais resistir ao meu beijo e vais dizer-me qualquer coisa como "Esperei por ti este tempo todo... eu sabia que voltavas, e eu nunca quis amar mais ninguém.". Mas este momento nunca vem, só a saudade, e com isso eu acho que posso viver. Há-de passar. Tem de passar. Não é?

sábado, 10 de julho de 2010

Este blog anda deplorável

E pronto, continuo sem tempo, e passei só para dizer que amanhã vou de novo para o Alive, mas desta vez não é trabalhar, é mesmo dar uso à minha pulseirinha de staff para ver os grandes Pearl Jam. Ah e diz que apareci no telejornal da SIC, diz que sim, que me fizeram umas perguntinhas sobre o trabalho que estava a fazer lá e que apareci para lá a falar... Lá se foram os meus 15 minutos de fama. Beijinhos e até quando eu voltar a ter vida social, sim? Espero que seja em breve.....

quinta-feira, 8 de julho de 2010

É só para dizer...

...que não tenho tido tempo para me coçar e que hoje vou trabalhar para o Optimus Alive. Podem sempre tentar descobrir a menina de olhos verdes e irem lá dar-lhe um beijinho :P eu sei que trabalha muita gente no Alive. Mas tinha piada se me descobrissem lá, ou não tinha? ;)

domingo, 27 de junho de 2010

Lágrimas e café.


"How can I feel I'm standing strong,
Yet feel the air beneath my feet?
How can happiness feel so wrong,
How can misery feel so sweet?
How can you let me watch you sleep
Then break my dreams the way you do?
How come I have got in so deep,
Why did I fall in love with you?
This is the closest thing to crazy I have ever been...
(...)"


Começo o meu dia com lágrimas e café. Sento-me à mesma mesa do pequeno-almoço, encolhida, com a cabeça enfiada entre os ombros, as mãos a rodearem a caneca do café, numa tentativa de aquecer o coração. Não resulta. O vazio que lhe deixaste continua lá, cada vez mais fechado em teu redor, cada vez menos aberto a quem pudesse vir salvá-lo, frio, frio, frio. Cada golo do café que sorvo só me traz mais as nossas manhãs de abraços e sorrisos e o nó que tenho na garganta estreita-se. A minha garganta estreita-se e eu tenho de obrigar o ar a entrar e a sair, o que acontece agora em pequenos e silenciosos soluços. Levo a mão ao rosto e confirmo que estou a chorar outra vez. Várias gotas grossas rolam-me pelas bochechas e acabam, invariavelmente, nas torradas que tenho à frente. É sempre assim, desde que não estás. Lágrimas, café e torradas ensopadas. Quem me dera não saber chorar por ti.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

How can you tell me not to love... when there is you?

Nem sei por onde começar a abrir-te o coração mais uma vez. É que eu não te quero longe de mim. Não te quero longe, mas não sei não te amar isto tudo. O que implica estar numa luta constante comigo própria, porque preciso desesperadamente de ti mas, teimosa como sou, não quero ver-te, porque não posso habituar-me a ter-te lá sempre que me sinto só. Então, fujo-te. Arranjo que fazer, arranjo mil formas de me alhear de ti. Ocupo-me e ocupo o meu coração com outras pessoas - que, na verdade, nunca me ocupam o coração. Esse é teu. Desde aquele dia, desde aquele momento cliché, na praia, ao pôr-do-sol, que o meu coração te pertence. Lembro-me de como me arrebataste os dias. Hoje, eles ainda te pertencem, sabias? Estás sempre no meu pensamento, naquela parte de mim que ficou vazia depois de não te ter. O que me leva de novo ao meu dilema; contigo, sinto-me completa. Basta-me a tua companhia, e eu nem me lembro do vazio, da parte de mim que morreu - ela está lá outra vez. É por isto que não consigo afastar-te(me) de vez. Eu preciso de ti. Eu preciso indiscutivel e irrevogavelmente de ti. E ninguém percebe. Continuam a esperar que eu te tire da minha vida, que me decida a cortar-te de vez. Eles não sabem que só tu me conheces, que só tu me compreendes, que quando choro nos teus ombros o conforto que sinto é total. Não sabem das gargalhadas cúmplices, dos momentos que só algo como o que tivemos permite que eles ainda se proporcionem, da confiança que só alguém como tu, o meu melhor amigo, pode merecer. Não sabem como é ter-te tido, e agora não te ter, só porque não quero, só porque me resolvi a ser feliz e a não me acomodar. A questão é que eu preciso de ti por perto, preciso da tua voz alegre, do teu rosto de Primavera, da maneira como tudo é tão fácil contigo, como podemos ficar em silêncio uma viagem inteira e é como se conversássemos o tempo todo. Eu até posso não me envolver de outras formas contigo, isso eu sei que consigo e que pode não voltar a acontecer. Mas eu preciso de ti por perto. E sinto que, por causa disso, eu nunca vou deixar de amar-te aquele bocadinho. Agora diz-me, como é que eu faço? Para te esquecer de vez, para seguir em frente a sério, para estar menos vazia, quando te tenho tão perto, quando não consigo de modo nenhum ter forças para não te ter aqui? É que eu não consigo sequer começar a imaginar um Mundo em que tu não existas, não consigo sequer conceber a minha vida sem ti nela. E não consigo, de todo, continuar a amar-te assim. Como é que eu faço, dizes-me?

terça-feira, 22 de junho de 2010

Valha-me isto, ao menos isto.

De vez em quando, conheço pessoas que restauram um pouco da minha fé na humanidade. Há alguns anos atrás, tive a honra de conhecer a D. Isabel, presidente da Associação Portuguesa dos Direitos dos Animais. Uma senhora amorosa e vegetariana há mais de 20 anos. Lembro-me da admiração que senti na altura, e de pensar se algum dia conseguiria ser assim, estar tanto tempo sem comer animais, só pelo amor que sinto por eles. Era meio vegetariana há uns meses. Hoje tenho a certeza que sim, que há-de chegar o dia em que também vou dizer que não como animais há mais de 20 anos. Há menos tempo, o ano passado, conheci o Sr. Joaquim. Um senhor com 90 anos que aparenta ter 70 e que costumava ser caçador. Hoje, raramente come carne, porque gosta muito dos bichos e tem pena deles. Tem uma cadela, um cão e um gato que trata como se fossem gente. Há pouco tempo, tive o prazer de conhecer a D. Rosa. Uma senhora perto dos seus 60 anos, muito querida. A D. Rosa que, como eu, não gosta de matar os bichos (aranhas, lagartixas e etc. incluídos) porque, diz ela, "O Mundo é um sítio tão grande, há espaço para vivermos aqui todos...". A D. Rosa, que não cozinha caracóis porque jura que consegue ouvi-los a guinchar dentro da panela, enquanto são cozidos vivos. A D. Rosa, que acha que os passarinhos bebés que caem dos ninhos morrem de desgosto, por estarem longe das mães. A D. Rosa, que, como eu, quando vê um caracol na estrada ou no meio do passeio, vai apanhá-lo e pô-lo nas ervinhas. Como também fazia a D. Lurdes, outra senhora que também conheci e que falava com os caracóis, ralhando-lhes coisas como "Não podes andar na estrada, não vês que depois ficas esmagado? Vá, vai lá para as ervinhas...".

Conclusão: eu vou ser completamente senil quando tiver os meus 70 anos. Mas também vou ser absolutamente feliz, porque se eu já penso assim e já apanho caracóis do chão nesta tenra idade, e parece que isto tem tendência para se agravar, nada poderá demover-me de agir de acordo com os meus ideais.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

E eu esqueço-te de vez... ou apenas outra vez.

Tu nunca imaginas o que me vai na alma. Tu achas que sim, mas nem fazes ideia. De como te amo ainda, de quanto te fujo, do quanto tenho de fugir-te. De quando os teus olhos encontram os meus e eles se desviam, cuidadosos, porque nunca se sabe o que pode acontecer se fixar os meus olhos nos teus tempo demais. Da última vez que fiz(emos) isso, apaixonei-me perdida e irremediavelmente por ti. Não, tu não fazes ideia. Das vezes em que me perco, noite adentro, a fitar o tecto do meu quarto onde só te vejo a ti, a cantarolar para afastar a única coisa que realmente ouço - a tua voz, os teus sussurros, as palavras que já atiraste certeiras no meio do meu coração e que o desfizeram um bocadinho de cada vez. Não fazes ideia, mas eu vou ficando louca, cada vez mais louca, à medida que constato que não consigo viver contigo, mas que também não sei como viver sem ti. A questão é que as vozes na minha cabeça te gritam o tempo todo. Que fiques, que vás, que voltes, que não deixes nunca de me deixar sentir-te. Que vás ser feliz para longe, que não me largues a mão. Que outro alguém te faça feliz, que ninguém te seja como eu. Que me deixes em paz, que nunca me esqueças de vez. Esquece-me outra vez, apenas outra vez. De vez é muito tempo, para sempre é uma eternidade dolorosa. Para sempre éramos nós, e vê o que nos aconteceu... Maldito sejas tu e os teus olhos que caçaram os meus. Tu esqueces-me mais um pouco, esqueces-me um pouco de cada vez. E eu esqueço-te de vez... ou apenas outra vez.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Nós podíamos ter sido tanto...

Às vezes, ainda me pergunto se as nossas diferenças não seriam ultrapassáveis. Se, com o devido esforço e dedicação, não conseguiríamos chegar onde sempre quisemos. Eu costumava ter a certeza que não mas, com o passar do tempo e com o não passar da saudade, já só acho mesmo que não. De vez em quando, fazes qualquer coisa simples que me faz querer atirar os meus braços em volta do teu pescoço e ficar ali, com a boca contra a tua pele quente, assim, quieta, como antes. Mas, depois, há uma qualquer lembrança que me assalta, como esta. Já não estávamos juntos há algum tempo. Andávamos numa loja a ver qualquer coisa que agora não interessa para o caso. A certa altura, uma menina com cerca de dois ou três anos, que só vi pelo canto do olho, caiu do triciclo abaixo. Pareceu-me uma queda valente, mas ela nem chorou. Sobressaltado, estremeceste com a queda dela e ficaste a olhá-la por dois segundos, a hesitar. Como ninguém foi lá nesse espaço de tempo, murmuraste qualquer coisa que exprimiu a tua incapacidade de ficar só a olhar e correste até ela, com a preocupação estampada no rosto sério e visivelmente transtornado, levantaste a menina e o triciclo e entregaste-a aos pais. Nesse momento, eu pensei qualquer coisa como "Será possível não te amar...?". Ser atencioso sempre fez parte de ti. E este tipo de recordação faz-me achar que nós realmente não pertencemos um ao outro. Tu sempre tiveste um jeito nato para crianças, birras incluídas, enquanto eu não tenho pinga de instinto maternal e nem tenho intenções de ter filhos. Por outro lado, eu gostava de adoptar uma criança, e tu recusas-te a criar um filho que não seja teu. É... acho mesmo que há diferenças inultrapassáveis, quando se planeia uma vida a dois. Tenho pena, sabes? Nós podíamos ter sido tanto...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Relações sérias vs. amizades coloridas

Muito se tem falado de relações sérias vs. amizades coloridas. Há quem seja alérgico a umas e quem critique arduamente as outras. Bom, eu vejo vantagens em ambas. Nas relações sérias há o amor. Que nos tira os pés do chão, nos deixa o estômago cheio de borboletas, nos faz querer correr pela rua a gritar que o amor nos corre nas veias e tem o nome daquela pessoa. Há o conforto, a segurança, o sabermos que temos alguém com quem podemos sempre contar. A companhia para uma série de coisas, desde as idas ao cinema e das tardes enroscados no sofá a ver filmes, às férias paradisíacas e aos planos para um futuro a dois. Sentimos que pertencemos a alguém, que alguém nos pertence. Que temos sempre quem nos traga um copo de água quando temos sede mas, mais importante, que temos sempre quem nos peça um. Sabemo-nos importantes para alguém, ouvimos e dizemos "amo-te", trocamos juras de amor eterno e temos certezas inabaláveis acerca da eternidade daquele amor. Inevitavelmente (?), o sexo torna-se óptimo, porque a intimidade atinge um grau muito superior. Por outro lado, há os corações partidos, as dores de amor, as chatices, as discussões, as ceninhas de ciúmes, o estar preso a alguém que acaba por, regra geral, nos atar as mãos e nos impedir de fazermos algumas coisas que até gostávamos de fazer mas que pomos de lado por esse amor - estúpidos, estúpidos, estúpidos. As amizades coloridas podem juntar o melhor dos dois mundos. Temos a companhia para algumas coisas, temos o sexo que também pode chegar a óptimo, não temos as complicações (a não ser que alguém se apaixone mas... isso já é outra história), nem os ciúmes, nem as chatices, nem as obrigações. Pessoalmente, a mim não me apetece "ter de" enviar mensagens de bons dias e de boas noites, dizer o que estou a fazer se me perguntarem, não me apetece que me chamem princesa nem sequer amor, não me apetece a intimidade com alguém. Conhecer outra pessoa e tornarmo-nos íntimos dela dá trabalho. É um trabalho que pode dar frutos, é certo. Implica coragem para nos mostrarmos como somos e para aceitarmos o outro como ele é, implica devoção porque se um gajo muito giro se mete connosco não lhe damos trela, implica uma data de coisas que agora não me apetecem. Por isto tudo eu sou a favor de amizades coloridas, pelo menos para já. Pelo menos enquanto não me apetece ser namorada de ninguém. Enquanto não me apetece ser nada de ninguém. Eu sou minha. Se eu não for minha agora, quando é que o serei? Aos 40? Naaa. Eu sou minha, agora, e ponto final.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

But you own the place where all my thoughts go hiding...

Hoje, abro-te o meu coração. Em silêncio, para que não o ouças. Eu amei-te como se fosse para sempre. Amei-te como se fosse para sempre, e o "como se fosse" desapareceu. Perdoa-me a leveza da escrita, mas bem sabes que nunca fui capaz de pôr o que sentia por ti em palavras. Como se põe em palavras, em algo tão efémero como palavras, um amor eterno? Um amor daqueles que se nos cravou no coração e que nunca se apaga? Não se põe, é simples. Mesmo hoje, já tão longe dos teus braços, eu não consigo pôr-te - pôr-nos - em palavras, não consigo deixar-nos bem explicados em texto algum. Mas o amor não se explica, é mesmo assim. Às vezes acho que podia entregar-me. Que podia parar de remar contra a maré que me puxa constantemente de volta para ti, e entregar-me. É tentadora, a ideia de voltar a estar no conforto dos teus braços, apertados à minha volta como se um escudo do resto do Mundo se tratassem. Mas depois penso que isso seria desistir cedo demais. Eu ainda quero fazer tanto. Mesmo que considere a possibilidade de um dia voltarmos a ser nós (alguma vez deixámos de ser nós?), eu ainda tenho muito por fazer, e não estou disposta a abdicar disso já. E eu sei que posso perder-te, e eu sei que posso ter de viver o resto da minha vida com isso. Mas eu não acho que a felicidade esteja dependente de uma só pessoa. E recuso-me a acreditar que não haja alguém mais parecido comigo, alguém que me complete como tu um dia fizeste. Alguém que partilhe os meus ideais ou que, pelo menos, os respeite o suficiente. O pior? Acho que começo a deixar de ter forças para te fugir. Para te dizer que não, quando o meu coração meio partido me (te) grita que sim. Que sente a tua falta e que tu o embalavas como ninguém. Mas ainda não me sinto preparada para baixar os braços, para dizer "rendo-me, sou tua outra vez". Continuo a estar meio oca, a ter aquele cantinho do coração/da alma por ocupar, mas esse vai ser sempre teu. Por isso, por tudo isto, perdoa-me se um dia destes eu voltar a chamar-te amor. É o meu coração a falar mais alto do que a minha voz, a falar-te em nome da saudade, a querer ser embalado por ti. Perdoa-me se eu te chamar amor... será só por uma noite.

sábado, 22 de maio de 2010

Say what you need to say.

Às vezes acho que uma parte de mim se perdeu irremediavelmente. Outras vezes, não acho; tenho a certeza. Não sei que parte de mim foi essa, ao certo. Só sei que é subtil o suficiente para mais ninguém reparar, mas importante o suficiente para que eu sinta a sua ausência todos os dias, desde que abro os olhos de manhã até voltar a fechá-los à noite, e a cada golfada de ar que inspiro. Não é como se eu não vivesse sem ela, nem como se não pudesse ser feliz. Mas a ausência desse pedacinho de mim está lá. Ninguém nota, excepto eu. Quando solto uma gargalhada com a mesma vontade e a sinto um pouco oca, quando dou comigo de olhar fixo num ponto distante, alheia ao resto, quando as piadas que solto e que provam que mantenho o sentido de humor não me soam ao mesmo. Se pensarmos bem, faz todo o sentido que eu me sinta assim. Nos últimos anos, eu construí-me contigo. Tu fazias parte de mim de uma maneira indelével e irrevogável. Portanto, no momento em que saíste da minha vida, levaste-me um bocadinho contigo. Se tu já não estás, eu não posso ser a mesma, nunca mais, porque aquilo que eu era, era-o contigo. Tudo o que eu era, eu era-o em parte graças a ti, porque nos construímos juntos durante aquele tempo todo. E agora que não estás, é quase como se eu risse, mas fosse obrigada a pensar baixinho: "Depois de ti, qual é o sentido de uma gargalhada?". É claro que as gargalhadas continuam a ter sentido, mas eu não sei bem qual, nem como, uma vez que era contigo, e não sem ti, que eu costumava gargalhar. Não é como se eu achasse que nunca vou entregar-me da mesma maneira a outra pessoa, porque eu sei que há-de aparecer a pessoa certa e essa questão nem vai ser colocada, porque não vai haver tempo para isso. Também não é como se eu achasse que não posso ser feliz sem ti, porque posso, e já sou. Mas é como quando desmontamos um rádio e depois voltamos a montá-lo e sobra uma peça que já não sabemos onde pertence, e também não importa porque o rádio funciona na mesma. Eu funciono na mesma, sem essa parte de mim que se perdeu, que não sei para onde foi, essa parte de mim que me deixava tão completa e me permitia sentir-me na minha pele.
E era isto que eu precisava de dizer.

terça-feira, 18 de maio de 2010

And yet again...

Passo os dias a pensar em como gostava de não pensar em ti. De não te querer, de não ter nada disto no coração. Mas no fundo eu gostava que pudéssemos fazer planos para hoje e para amanhã, para depois de amanhã e para o ano que vem. Gostava que nos encontrássemos naquele sítio com vista para o rio e que fôssemos ao café do costume. Que dividíssemos um gelado de cookies e de te espetar um bocado do gelado no nariz, depois de fingir que ia dar-to à boca. Depois tu vingavas-te e ríamos, a limpar o nariz um do outro com um guardanapo. Gostava que escolhêssemos outro sítio para passar férias este ano, ou que voltássemos àquele a que nunca chegámos a voltar. Gostava que não houvesse sombras de mais ninguém, de te atirar à cara a eternidade que em tempos prometemos um ao outro e de te sussurrar "eu amo-te" antes de adormecer. Gostava que déssemos as mãos e caminhássemos à beira-mar naquela praia, com o sol quase a pôr-se, de máquina fotográfica em punho, a repetir ensaios dos nossos sorrisos eternizados numa imagem. Gostava de poder enroscar-me nos teus braços, aninhar-me no teu peito, sentir os teus lábios na minha bochecha direita e desejar-te boa noite. E de dizer-te como antes "eu vou ser para sempre só tua". Mas já não sou.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Odeio-te todos os dias. Menos ontem. E amanhã. E depois...

Tu roubaste-me o coração. Roubaste-mo, e eu odeio-te por isso, todos os dias. Ou pelo menos nos momentos em que não te amo loucamente, perdidamente. Como eu te odeio... Como odeio cada momento que passámos juntos, cada vez que me apertaste a mão entrelaçando-me os dedos nos teus, cada vez que brincaste com uma madeixa do meu cabelo claro. Como te odeio. Vieste e nunca mais houve mais ninguém. Não há, não pode haver mais ninguém, porque tu ocupas os meus pensamentos dia e noite, noite e dia, ainda que eu não queira, ainda que eu não te queira. Odeio-te. A ti e ao teu sorriso fácil, aos teus lábios grossos e sempre tão macios e apetecíveis, à maneira como os teus olhos encontram os meus e os prendem, ao teu abraço quente, sempre, sempre tão quente. Odeio cada pedaço da tua voz e das noites em que encostavas o peito às minhas costas, enroscavas as pernas nas minhas, queixavas-te dos meus pés frios e adormecias, para me acordares horas depois com um beijo na bochecha, preguiçoso e arrastado. Odeio todas as gargalhadas que me arrancaste e todas as que te escutei, todas as vezes em que rimos de coisas que eram só nossas, os dois agarrados à barriga já a rir ao ponto de não conseguir emitir um som que fosse. Odeio ter tantas recordações e que elas sejam tão boas que se torna realmente difícil odiar-te.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Se eu repetir muitas vezes, pode tornar-se realidade.

Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti.Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti. Eu não preciso de ti.

A viagem apostólica de Sua Santidade o Papa Bento XVI

Ora bem. Vamos lá ver se eu consigo escrever sobre isto sem ferir susceptibilidades. Serei eu a única pessoa a achar ridículo este alarido todo à volta da visita do senhor? Sinceramente, eu percebo que ele venha cá, tudo bem, somos um país atrasado mas ao menos estamos abençoados pelo senhor (e um pouco mais tesos graças à sua visita, também). E percebo que as pessoas queiram vê-lo, eu também jurei a mim própria ir ver o Dalai Lama da próxima vez que este nobre ser humano vier cá. Mas é preciso tanta coisa? Era mesmo preciso ir buscar o senhor com helicópteros e aviões ou lá o que foi portugueses, era mesmo preciso gastar dinheiro nisso? Fazem ideia de quantos aviões o senhor tem a seu belo prazer? Era mesmo necessária tanta oferta de comida para o senhor se deliciar com a cozinha portuguesa? É que, da última vez que eu vi, a gula era um pecado. Quando alguém na rua pede para comer, viram a cara e fingem que não ouvem, mas quando o Papa vem cá vá de lhe fazer comidinhas daquelas boas para a diabetes e o colesterol, como se o senhor precisasse disso. Isto revolta-me, a sério que sim. Se o senhor viesse cá fazer alguma coisa pelo país, dar emprego aos desempregados, dar casa aos sem-abrigo, dar uma ajudinha na crise, sei lá, tudo muito bem. Mas não. Por isso, é mesmo preciso isto tudo? No Inverno há cheias porque as sargetas estão cheias de porcaria até cima, não há dinheiro para obras nos esgotos nem para desentupir as sargetas, mas o Papa vem cá, vamos lavar as ruas todas e tudo mais, não vá chover à séria e Sua Santidade molhar os pezinhos e constipar-se. Vamos podar as árvores, que um país sem árvores podadas não é merecedor da visita de Sua Santidade. E já agora, e porque não?, vamos oferecer-lhe não sei o quê bordado a ouro, mais um microfone xpto que se não tiver custado milhares ai jesus que se apaga a luz, vamos gastar milhares com isto porque nós nem estamos em crise há anos e realmente nem precisamos do dinheiro. Se não estivéssemos em crise, era o quê, uma passadeira de 500 fios egípcios, bordada a ouro por criancinhas órfãs do Cambodja e enfeitada com diamantes de 15 quilates? Pelamordedeus. E depois perguntam-me o que há de errado na religião. Há de errado isto, as pessoas cegam. Se a humildade é uma coisa tão bonita e tão intimamente ligada à religião católica (ou não fosse Jesus ter morrido pelos apóstolos ou pelos seguidores ou lá o que foi), então o Papa podia muito bem ter visto Lisboa como ela é, suja, com lixo nas ruas, com sargetas entupidas, com árvores por podar, com sem-abrigos a pedir em cada esquina - aposto que até esses desgraçados hoje foram expulsos das ruas. E já agora, eu fazia uma petição a Sua Santidade para dar um pedacinho da fortuna do Vaticano a Portugal, numa onda de altruísmo que lhe ficava tão bem e que nós só agradecíamos.
Ah, e não, eu não quero saber a que horas o Papa foi à casa-de-banho, nem o que comeu ao almoço, nem nada dessas coisas. Estou mesmo a ver a notícia de abertura da TVI amanhã: "Sua Santidade o Papa Bento XVI soltou um gás pelas 16h07m32s.".
E agora vou ali chicotear-me porque falhei a emissão em directo da chegada do Papa a Portugal. Shame on me.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Foda-se... já chega.

Eu gostava tanto de tirar-te de mim. E já tentei tantas vezes... Foram já tantas as vezes em que disse para mim mesma "Foda-se, já chega!", frase acompanhada de um gesto dramático, como enfiar a moldura que me deste na gaveta mais inútil do meu quarto, ou apagar aquela última mensagem que guardava há meses. Mas depois tu fazes qualquer coisa, um qualquer gesto simples, como olhar para os meus olhos daquela maneira, passar com os nós dos dedos no meu rosto, despedires-te de mim com um beijo na cara que me roça os lábios ou chamares-me aquele nosso nome. Coisas tão simples e que tu fazes sem pensar, e sem sonhares o efeito que têm em mim. Porque eu não te digo, é claro que não te digo. Há outra pessoa de volta, sabias? Bom, quase de volta. E, pela primeira vez desde que partiste, talvez eu até quisesse fazer isto resultar. Mesmo sabendo que ele não é como tu, mesmo sabendo que nunca será. E por isso, mais uma vez, dou comigo a pensar para mim mesma "Foda-se, já chega!" e a esconder o peluche que me deste há anos, aquele com um coração, sabes? E a rezar para que resulte. Para que seja mesmo esta a vez em que te tiro do peito, para que seja hoje o dia em que me sais do coração e dás lugar a outra pessoa. Tu estás no coração de outra pessoa. Outra pessoa está, pelo menos, nos teus dias. Não é justo que eu não consiga ter uma também. Pelo menos alguém que me preencha os dias para eu pensar menos em ti. Se for só isso até aparecer a pessoa certa, tudo bem. Mas deixa-me em paz. Porra... fica com os teus gestos simples e (in)significantes e deixa-me em paz.

domingo, 9 de maio de 2010

E agora...(rufo de tambores.....) As respostas!!

Pronto, até que não fui ignorada, fiquei contente. E, como prometido, cá vão as respostas:


June: eu tirei Psicologia, e estou desempregada. Por isso, se essa é uma das tuas opções... NÃO FAÇAS ISSO!!!!!
Gaja: a minha viagem de sonho já concretizada foi a Londres. Por concretizar é a Nova Iorque. E se puder sonhar muito, mas mesmo mesmo muito, podes juntar o Tibete e o Hawaii.
Se pudesse mudar algo em mim, fisicamente, seria provavelmente o nariz e talvez os lábios que são muito finos. Na minha maneira de ser acho que a única coisa que mudava seria a minha mania de pensar demais em tudo, o que resulta em autênticos filmes de terror por causa da antecipação das coisas e em muita contenção - gostava de ser um bocadinho mais impulsiva e de ser daquelas pessoas cheias de lata para responder aos outros. Mas não vivo obcecada com nada disto, eu gosto de mim :)
Se pudesse escolher outro país para viver, seria Inglaterra, mais precisamente Londres :) mas quando for a Nova Iorque digo-te se mudei de ideias ;)
Mysterious Girl: haha boa pergunta, eu visto-me quase sempre de forma casual, menos quando saio à noite. Ou seja, calcinha de ganga, ténis ou botas sem salto no Inverno, chinelinho ou sandália rasa no Verão, tops e casaquinhos de malha da Zara (ou dos chineses, o que for mais barato :P), ou vestidinho e leggins. Quanto ao curso já respondi, tirei Psicologia, e se conseguires arranjar-me emprego passas automaticamente a ser a minha pessoa preferida à face da Terra :P
Stefi: ora como já disse, teoricamente sou psicóloga, mas na realidade sou desempregada lol. Faço trabalhos para agências de organização de eventos para ganhar uns trocos. Acho que vou gostar de ser psicóloga quando exercer, mas duvido que seja a minha profissão de sonho. A minha profissão de sonho... provavelmente estaria ligada à escrita, gostava de ser escritora, ainda que isso em Portugal não chegue para pagar as contas :S e agora, se me é permitido sonhar, a minha profissão de sonho estaria ali entre aquelas pessoas que são pagas para viajar pelo Mundo e fazer programas de tv sobre isso, e aquelas pessoas que vivem em santuários de animais e tratam de tigres bebés e assim :D
Nas minhas tardes livres costumo estar com os meus amigos, no café ou ao ar livre se estiver bom tempo :)
Infelizmente, ainda não vivo sozinha, mas mal posso esperar!
Anónimo: isso está no meu perfil, quase um quarto de século :)
Eve: essa pessoa foi sem dúvida o meu ex-namorado, e foi completamente inesperado e muito melhor do que eu poderia ter imaginado... ;)
Diogo: boa pergunta. Gostava de viver na Ericeira por vários motivos. Porque é junto ao mar (apesar de não gostar muito das praias de lá), porque tem casinhas pequeninas e ruas estreitinhas e é giro, porque têm uma grande preocupação com o ambiente - por todo o lado há caixotes do lixo e ecopontos para tudo e mais alguma coisa (embalagens de iogurte, óleo e rolhas de cortiça incluídos) e os veículos que fazem a recolha dos ecopontos são movidos a biodiesel (feito com o óleo usado dos restaurantes da zona). Porque tem a gelataria Mar Azul que tem gelado de queijo, porque tem o restaurante vegetariano Gaivota (o melhor a que já fui), porque é um sítio calmo mas tem a cidade mesmo ali ao pé. Ah e porque as casas são baratas e muitas têm kitchenette e eu acho um piadão a isso. Chega?
Girl in Motion: a sério, a sério? Acho que foi o último. Já tinha havido outro a sério antes deste, mas este foi diferente de tudo. Mas não foi uma história de amor de fazer chorar as pedras da calçada, por isso não há muito a dizer... Já nos conhecíamos há uns anos, na altura houve interesse da parte dele mas depois eu voltei para o outro ex-namorado. Anos depois, voltámos a aproximar-nos mais quando eu acabei com o outro moço e voltei a sair com o meu grupo de amigos e pouco tempo depois, puff... fez-se o Chocapic :) acabou quatro anos depois porque mudámos os dois o suficiente para que deixasse de resultar...
Té: como já disse, Londres, e a ti nem preciso de explicar porquê ;) não sonhando tão alto, gostava de viver perto da praia, adorava poder acordar e ver o mar. Mas não me imagino longe do barulho e da confusão da cidade...
Considero que todos somos mais fortes do que pensamos. Já dei comigo a olhar para trás e a pensar "Eu passei mesmo por aquilo e estou aqui...? Fantástico. Venha a próxima!". Acho que todos temos força para tudo, nem que seja com ajuda.
Sem dúvida, eu acho que ninguém é feliz a tempo inteiro, porque todos temos dias menos bons. Mas acho que são as pequenas coisas que nos fazem felizes. As tardes com os amigos, as esplanadas com o solzinho a bater na cara, o pôr-do-sol, o barulho do mar, as flores na Primavera, a cor das folhas no Outono... tanta coisa :) Gestos que me tenham marcado? Oh... ocorre-me um gesto recente... recebi flores em casa com um cartão sem nome mas eu sei de quem foram... ah e a prenda que os meus amigos me deram nos anos... tudo gestos simples e pronto, foi giro :)
Mysterious Girl: essa é difícil de responder, porque depende de muita coisa... da minha disposição no momento em que qualquer coisa má acontece, de outras coisas que tenham acontecido, acho que até da altura do mês... :P mas suponho que a desilusão é das coisas que me fazem sentir-me pior.
Ora eu tornei-me vegetariana há alguns anos porque começou a fazer-me confusão saber o que os animais sofriam nos matadouros. Então, deixei de contribuir para esse sofrimento. Depois, tornou-se uma espécie de filosofia de vida, que implica o respeito por todos os animais. Eu realmente não me considero superior a nenhum animal só por ser racional, portanto não me acho no direito de comer nenhum animal, e muito menos quando não há necessidade disso. Acho que nunca me custou muito, apesar de adorar carne na altura. Hoje em dia não sinto falta rigorosamente nenhuma de comer carne e era incapaz de voltar a fazê-lo, só o cheiro faz-me torcer o nariz, blhec.
E pronto! Espero ter respondido bem a tudo e ter satisfeito a vossa curiosidade :P

quarta-feira, 5 de maio de 2010

É a vossa vez de perguntar!

Estou para aqui desinspirada e, mesmo correndo o risco de ninguém me responder porque vocês podem não querer saber nada sobre mim, lembrei-me disto: têm dois dias - dois dias inteirinhos!! - para perguntarem o que quiserem à Sofia. Mas o que quiserem, mesmo. Sem tabus. E eu juro que respondo. Agora por favor não me ignorem :(
Váááá!!! :)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Atenção: o post que se segue não é aconselhável a cardíacas.

Ai vieram ver na mesma? Depois digam que eu não avisei. Achei que era altura de animar a coisa. E lembrei-me disto. É que... homens giros e tal há muitos. Agora homens giros e tal e que me aceleram os batimentos cardíacos... nem tanto. Mas aqui ficam os exemplares. Ah... não precisam de agradecer, meninas :)





Wentworth Miller





Robert Pattinson






Gerard Butler





Paolo Nutini




Leonardo DiCaprio (eu sei que ele agora é cota mas aqui tinha uma pinta...)





Eric Dane (aiii...)




Chace Crawford




Channing Tatum




Bradley Cooper





Justin Chambers





Benjamin McKenzie (o meu número 1, confesso)




Vá, inspirem, expirem, contem até dez... calma, calma... ;)

domingo, 2 de maio de 2010

Gostava de ainda te saber de cor.

Gostava de ainda te saber de cor. De poder fechar os olhos e rever cada traço teu, cada gesto, cada olhar. Eu revejo-os, sim, mas agora já não é o mesmo. Não têm o mesmo encanto. Mesmo sem quereres, partiste-me o coração tantas vezes que os teus gestos perderam o encanto. Continuas a marcar-me, a ter o teu efeito sobre mim, mas não penso em ti com a leveza de antes. É impossível... Eu sei que também te parti o coração, eu sei. E desde aí tem sido como andar num carrossel imparável. Há dias em que o carrossel anda muito rápido e eu só quero fugir de ti, de nós, dos nossos dias, dos momentos, das palavras, dos toques, do teu olhar meigo e dos teus lábios suaves que me prendem sempre, sempre. E depois há dias em que o carrossel anda tão devagar que o Mundo em volta pára e somos só tu e eu outra vez. Ou eu gostava que fôssemos só tu e eu outra vez. Mas não somos, pois não? Nunca mais fomos só tu e eu, desde que te parti o coração e que tu desfizeste o meu, uma e outra vez. Parei agora para ler e a sensação que tenho é a de que escrevi isto tudo sem respirar. Porque tu deixas-me assim, sem saber bem como respirar, a respirar sem saber bem como viver, a viver sem saber bem como seguir sem ti. Nesses momentos, gostava de ainda te saber de cor como antes, com encanto, que nunca tivéssemos deixado que o nosso amor se tornasse tão complicado, que ainda fôssemos só tu e eu. Que o carrossel andasse e o Mundo parasse só para nós.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Something always brings me back to you...

"Something always brings me back to you.

It never takes too long.

No matter what I say or do

I'll still feel you here 'til the moment I'm gone.

You hold me without touch.

You keep me without chains.

I never wanted anything so much

than to drown in your love

and not feel your rain.

Set me free, leave me be.

I don't want to fall another moment into your gravity.

Here I am and I stand so tall, just the way I'm supposed to be.

But you're on to me and all over me. (...)"

Eu sinto tanto a tua falta. E tu não voltas... Dói-me o coração.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Às vezes acho que não pode haver mais niguém. Que ninguém vai ser como tu, ninguém pode ser como tu. As pessoas entram e saem da minha vida e nenhuma fica. Eu comparo-as contigo, e nenhuma fica. Nesses momentos, acho que deixei o meu coração contigo, que me esqueci dele nas tuas mãos. Um dia destes, peço-to de volta. Gostava de voltar a tê-lo só para mim...

É só desde ontem que não choro por ti

É só desde ontem que não choro por ti. Eu sei, eu sei que disse que não voltava a acontecer... mas já desisti. De fugir das músicas, das fotografias, dos sítios que já não fazem grande sentido sem as nossas mãos dadas a passear por lá. Sim, desisti. Porque não percebo nada. Não percebo do que quero, e muito menos do que não quero. Do quanto te gosto... e do quanto te detesto. E tu não percebes nada. Nunca percebes nada, pois não? Eu já devia saber, os homens são sempre assim. Com a vossa mania de que tudo é simples... Não, não sei o que quero. Nem sei como posso saber. É só desde ontem que não choro por ti. E mesmo agora, a ouvir esta música, só queria ter-te aqui. Sabes o que faço todas as noites sem excepção, antes de me deitar? Vou à janela, olho para as estrelas, e depois fecho os olhos e desejo com muita força que estejas ali e me abraces. É claro que quando abro os olhos tu não estás lá... tu nunca estás lá. Já nem me lembro de como é o teu abraço, já nem consigo senti-lo. Por isso, abraço-me a mim própria, enquanto olho mais uma vez as estrelas e procuro por aquela que podia trazer-te para junto de mim. Lembras-te de quando me deste a Lua? Eu ainda não me esqueci.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

You got me all wrong.



Quero gritar. Às vezes, por vezes, ainda quero gritar-te que o fundo do meu coração ainda te ama. Que ainda te quer, ainda te sonha. Quero gritar-te. Que voltes, que sim, que depois de tudo é contigo que quero viver a paredes meias, como sempre sonhámos que seria. Que não me esqueço, passaram-se sete meses e eu não me esqueço, ainda tenho em mim cada traço de cada plano que desenhámos a dois. Quero prender-te. Para que não fujas, para que saiba que vais estar sempre ali, que depois de tudo não vou perder-te. Que vais continuar a ser o meu porto de abrigo. Quero largar-te a mão... Para que sejas feliz, e gritar-te que podes ser feliz sem mim, se for isso que o futuro te trouxer. Que queria amar-te, amar-te aquilo tudo ainda, mas que podes ir, e amar outra pessoa, mas uma que te ame também. Quero sentir-te, porque não sei deixar de sentir-te, de me atirar de cabeça para o meio dos teus braços, dos teus abraços, da tua voz envolvente que nunca me deixa duvidar. Quero gritar-te... que sejas feliz, que vás, mas que voltes, que voltes sempre, porque o fundo do meu coração ainda te ama e nunca deixará de amar-te, meu querido... Quero gritar-te, sim... que na verdade eu nunca te deixei ir, que nunca deixei de te trazer comigo, que sempre me aqueceste o coração... gritar-te... que ainda te trago em mim, que ainda te sinto em mim, que depois disto tudo este pedacinho de mim ainda te ama e só te quer de volta...

E quero muito deixar de me sentir assim.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Alguém me ajuda...?

Quero dar-vos música. Mas não consigo perceber como se faz isso. Só encontro as aplicações para os vídeos. Haverá por aí uma alminha caridosa que dê uma ajudinha? E expliquem-me como se eu fosse muito burra, porque nestas coisas sou mesmo e doutra maneira eu não percebo...

O que é a felicidade?

Furtado daqui. Ando numa de furtos, o que se há-de fazer?

(...)
Se algum dia……sentiram o corpo a levitar, a voar baixinho, como se conseguíssemos caminhar sobre a água, que no lugar dos sapatos sentem umas pantufas, que só conseguem apreciar beleza em tudo que observam, que o sorriso teima em nascer no rosto ao amanhecer e que só se deita com o pôr-do-sol, que apetece comprar flores só pelo prazer de olhar para elas, que o café até está bem tirado (e nos outros dias sabe sempre a água choca), que o vizinho até é um gajo simpático (mesmo que esteja a gritar com a mulher), que a sogra (para quem a tem) até é uma senhora querida, simpática e sempre pronta a ajudar, que os amuos da pessoa querida são mimos disfarçados, que os berros do chefe parecem a 5º sinfonia de beethoven, que a cara carrancuda da senhora da repartição de finanças é um cartão de visita, que o poio de m… que pisámos até nos vai dar sorte, que o semáforo nunca mais passa a verde porque até tem o direito de descansar no vermelho, que as contas ao fim do mês são postais de natal, que o despertador às 5,30 da manhã é o chilrear de um pássaro, que a multa do polícia foi um presente de anos, que os quilos a mais no espelho são um toque de classe, que o pneu furado não é mais que o nosso carro a pedir atenção, que a fila no supermercado não é mais que a vontade das pessoas confraternizarem, ……então sabem o que é a felicidade!
(...)

Achei fantástico. E eu sinto-me assim a maior parte dos dias. E é giro.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Eu não sei quem inventou o amor.




Eu não sei, não sei quem inventou o amor. Não sei quem disse que tem de ser tão intenso, tão profundo, tão forte e tão desconcertante. Eu não sei quem ditou que, depois deste tempo todo, eu ainda tenho de levantar os olhos para um céu estrelado e procurar o que restou de nós nas estrelas. Não sei, não sei quem inventou o amor. Quem decidiu que teria de ser tão sufocante, tão necessário, tão confuso e tão absurdo. E também não sei porque tive tantas certezas de já ter-te esquecido, e não sei para onde elas foram, essas certezas. Não sei por que motivo nem como achei que era possível já não te amar, já não nos sonhar, já não te querer, já não me apertares tanto o peito. Eu não sei, não sei quem decidiu que teria de ser assim, que só faria sentido com o amor, que o amor não faria sentido e que amar teria sempre de nos tirar os pés do chão, de nos deixar à beira do precipício, vulneráveis a qualquer empurrão da pessoa amada que nos dissesse "Adeus, já não te quero mais". Não sei quem achou que teria de ser assim, que nós não poderíamos simplesmente retirar do peito quem já nos retirou do seu, que não poderíamos optar por não perder lágrimas e por passar ao amor seguinte, esquecendo o anterior. Não sei quem decidiu que nós não poderíamos decidir. Que teríamos de esperar que passasse, de perder lágrimas e de desfiar soluços sob o luar, de implorar para voltar atrás e podermos apenas segurar a mão da pessoa que amávamos, de lhe pedir que fique, apenas que fique, porque juntos podemos fazer melhor. Não sei quem achou que o amor poderia ser eterno, que poderíamos amar alguém mesmo que essa pessoa já não nos amasse, mesmo que já não fizesse parte da nossa vida, não sei quem decidiu que seria assim, que quando amamos alguém a sério essa pessoa nunca mais nos deixa a alma. Não sei por que motivo não podemos amar alguém e ter espaço para outras pessoas na mesma, porque depois poderíamos amar uma delas também. Não é assim. Quando amamos alguém, como eu te amei (e tanto que te amei...), não há espaço para mais ninguém. Pode haver alguém que nos chame a atenção, podemos mesmo gostar de alguém. Mas quem amamos fica-nos sempre. Mesmo quando esquecemos, mesmo quando temos tantas certezas. Se ele volta, percebemos que, afinal, ainda amamos, ainda queremos, ainda sonhamos. Que não esquecemos. Que não vamos esquecer. Eu não sei, não sei quem inventou o amor.



Mas gostava de saber. E dava-lhe uma carga de porrada.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Coisas que me puxam o vómito

Porque preciso de me animar, e porque tinha prometido, cá está ela: a listinha de coisas que abomino num gajo. Sim, porque se há coisas que me fazem os joelhinhos tremer, também há coisas que me puxam o vómito.





1. O palitinho ao canto da boca.


2. Mau hálito.


3. Bigode (barba de 3 dias não incluída, atenção!).


4. Falta de dentes, dentes muito muito tortos ou, pior, dentes de ouro (argh).


5. Ser substancialmente mais baixo do que eu (ou seja, tudo o que tiver menos do que 1,65m, mais coisa menos coisa, é posto a andar).


6. Falta de originalidade ("Doeu-te muito? Quando caíste do céu, meu anjo..." e outras frases de engate que tais são dispensáveis).


7. Ter muitas "amigas" (sou ciumenta. Pois.).


8. Não saber sequer bater o pezinho na discoteca.


9. Ser convencido.


10. Não se rir das minhas piadas parvas, não perceber piadas e não dizer piadas.


11. Usar nomes como "fofinha" ou "docinho".


12. Ter brincos daqueles que parecem diamantes nas duas orelhas.


13. Sapatos de vela. Blargh. E se forem usados com calças "à amêijoa"... blargh a dobrar. Não, a triplicar.


14. Sotaque alentejano. Tirar o "i" do "lête" para o pôr no "caféi" tira o sex appeal a qualquer um.


15. Cabelo comprido (funciona com poucachinhos, muito poucachinhos) ou falta de cabelo.


16. Cabelo curto com um rabichinho atrás (como os putos espanhóis têm a mania que é fixe usar, sabem?).


17. As calças enfiadas para dentro das peúgas.


18. Meias brancas. Melhor ainda, meias brancas com raquetes.


19. Carros do chunning a bombar kizombas e kuduros e afins.


20. Camisas abertas demais ou decotes largos com pêlos do peito a quererem sair (e o fiozinho de ouro à mostra é a cereja em cima do bolo).


21. Não gosto de gajos com casaquinhos cor-de-rosa. Não gosto, pronto. E não me venham dizer que o cor-de-rosa está na moda. Tenho cá para mim que é por essas e por outras que já não há homens como antigamente, daqueles que cospem no chão e tudo.





E vocês, o que abominam num gajo?

terça-feira, 13 de abril de 2010

Fazes-me querer gritar.

Fazes-me querer gritar ao Mundo que está tudo errado. Que está tudo fora do sítio. As coisas não estão na sua ordem natural, o próprio Mundo tem girado ao contrário. E a culpa é tua. Fazes-me querer gritar tudo o que tenho no peito, tudo o que o silêncio grita dentro de quatro paredes, e que a minha casa está assombrada. Por ti, e pelas nossas recordações. Malditas recordações... é como se eu não pudesse ser feliz onde já fui contigo. Como se os nossos sítios nunca deixassem de ser nossos, nem as nossas canções de ecoar nos meus ouvidos. Claro que ainda ecoam nos teus, mas eu vivo tudo tão profundamente. Fazes-me querer gritar-lhe que te deixe, porque toda a gente sabe que tu serás sempre meu e que eu serei sempre tua. Não sabes? Às vezes acho que sim. Que nunca serei capaz de me dar assim a mais ninguém, que as tuas mãos serão sempre apenas e ainda... as tuas mãos. E a tua voz... será sempre a tua voz. Maldito sejas tu. Que me apareceste e me prendeste desta maneira. Fazes-me querer gritar-te que vás, mas que não demores a voltar. Fazes-me querer acordar e não pensar em ti, nunca pensar em ti, enterrar-te no passado e não te deixar sair de lá. Mas sabes? Eu deixo. Porque nem sempre calo o coração e ele fala por mim, fala-te por mim, e pede-te que fiques. Tu ficas, a meio... Fazes-me querer gritar. Que não está tudo bem, hoje não. Mas que amanhã vai ficar.

domingo, 11 de abril de 2010

"Breakup lines" ou "Como despachar um chato"

Tenho estado a pensar nisto. Como é que se acaba uma relação com uma pessoa a quem na realidade não devemos justificações porque não tivemos nada de sério com ela? Será muito incorrecto simplesmente desaparecer do mapa? Deixar de responder às sms e de atender telefonemas? Mandar uma sms a dizer "desculpa mas não dá mais, foi engraçado enquanto durou" ou qualquer coisa do género? Supondo que o Miguel não me "enche o saco" ao ponto de eu nem ter a decência de acabar tudo pessoalmente e que eu tenho paciência para falar com ele sobre o assunto, o que se diz? E onde? Em casa dele? E depois venho embora como se tivesse sido expulsa? Ou digo-lhe "Vá não fiques com essa cara, podemos ficar amigos! Por falar nisso, tens alguma coisa que se trinque? É que estou a ficar com uma traça..." e depois lanchamos em comemoração da nossa amizade? Ou combino um café? E depois de lhe dizer, levanto-me e adeuzinho? Ou espero que seja ele a levantar-se e ir embora, ficando eu ali com toda a gente a olhar como se eu tivesse acabado de ficar pendurada num encontro? Isto é complicado, pá. Como a Pipoca Mais Doce escreveu num post, a célebre frase "Temos de falar" devia dizer tudo. Mas como não diz, e considerando que não tenho lata para lhe dizer a verdade ("É que tu pareces mais gaja do que eu e eu não tenho paciência para isso"), o que lhe digo? Lembrei-me de algumas das frases mais comuns para acabar uma relação. Acho que vou escolher uma delas. Se se lembrarem de mais alguma, por favor digam-me!


- Não és tu, sou eu.
- Quero conhecer outras pessoas.
- Estou numa fase da minha vida em que quero pôr a minha carreira em primeiro lugar.
- Não estou emocionalmente disponível para uma relação séria.
- A minha religião não me permite envolver-me contigo.
- Temos de acabar porque eu envolvi-me com o teu irmão/melhor amigo/vizinho/cão/whatever.
- Acho que gosto de mulheres.
- Não és lá grande coisa na cama.
- Sou espia da CIA e a tua vida corre perigo se fores visto comigo.
- Descobri a minha verdadeira vocação e vou tornar-me celibatária.
- Cometi um crime contra o estado português e vou ser exilada noutro país.
- Vou para o Cambodja fazer voluntariado durante um ano (esta eu até não me importava que fosse verdade).
- Afinal ainda estou apaixonada pelo meu ex (estou realmente tentada a usar esta).
- Os teus amigos são labregos e eu não me identifico com eles.
- Sou alérgica à carpete da tua sala. E às tintas das paredes também.
- Andava com problemas de vista quando começámos a andar e... entretanto voltei a ver bem... adeuzinho.
- Sou superficial e quero um gajo podre de rico.
- Quero ser atleta de tiro ao arco profissional e não tenho tempo para relações.

- Vou juntar-me ao circo e fazer uma digressão mundial.

- Estou grávida. E não é teu.


Que tal? Sugestões? Hum?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O amor é fodido...


O amor é fodido. O amor é tão fodido. O amor é mais do que fodido. O amor dá um novo significado à palavra "fodido". F*da-se... Porque é que o amor é tão fodido?

sábado, 3 de abril de 2010

Ainda bem que a escolheste a ela.

Esta noite só adormeci às 4 da manhã. Pensei em ti durante algum tempo. Já por duas vezes estamos no mesmo sítio, à mesma hora, e não nos cruzamos. Eu acredito em coincidências, acredito em sorte e em azar. E acho que tenho tido sorte, muita sorte. Porque eu vejo o teu carro e a perspectiva de encontrar-te deixa-me maluquinha. O pior nem é o facto de eu imaginar logo a cena toda - como vou olhar-te, a minha postura, o que vou dizer-te, será que devo parecer indiferente, fria, distante, ou que devo apenas sorrir para que tu penses que já passou? O pior é que eu vejo-me de imediato ao espelho no meu carro, a observar o meu próprio rosto em busca de imperfeições, enquanto murmuro para mim mesma que podia ter-me penteado melhor, que podia ter escolhido outra roupa, que podia ter-me maquilhado mais, que podia... deixar de ser uma idiota chapada? Sempre quis estar no meu melhor para ti. Agora, ao olhar para trás, não tenho a certeza de qual terá sido o motivo. Não sei se era por eu sempre ter achado que não era boa o suficiente - afinal, o que uma pessoa como tu podia ver numa pessoa como eu...? - ou se era apenas porque queria encantar-te, porque queria prender-te, motivo pelo qual usava todos os meus melhores atributos. Talvez fosse um bocadinho dos dois... A verdade é que resultou, eu consegui prender-te a mim, mas não o suficiente. E embora hoje saiba que foi melhor assim, que nunca teria sido feliz ao teu lado, ainda tenho a certeza daquilo que nos unia. Aquilo que ninguém via e que, mesmo que alguém soubesse, nunca poderia perceber. Nós os dois... estamos avariados. Os dois. O que aconteceu com o teu pai e, depois, com a tua mãe, marcou-te para a vida, moldou-te a personalidade dura e fez com que tu nunca mais vás funcionar normalmente. A mim também me aconteceram coisas más o suficiente para que eu nunca vá ser igual às outras pessoas. Quem nos vê não imagina... Nós temos amigos, inserimo-nos bem, parecemos sempre tão normais. Mas a verdade é que nem tu, nem eu, alguma vez nos sentimos realmente inseridos e ambos sabíamos, sem nunca termos precisado de falar sobre isso, que nenhum dos dois alguma vez irá funcionar correctamente, não o suficiente para sermos queridos e felizes ao lado de pessoas normais. Lembras-te de quando te contei aquele segredo? Aliás, eu nem precisei de contar-te... tu perguntaste, eu olhei-te nos olhos e tu percebeste. A leveza com que voltaste a tocar no assunto, uma ou outra vez, fez-me ter a certeza de que não me julgavas - pelo contrário, percebias, e quanto muito isso ainda tornava a minha personalidade mais estranha e perversa e tu adoravas. Estas pequenas anormalidades tornaram-nos únicos - contigo eu não tinha de fingir. Mas fingir nunca foi problema, tanto que nunca fiquei sozinha, excepto por opção própria. Portanto é só isso mesmo que eu vou fazer, pelo menos enquanto a sorte jogar a meu favor e eu não tiver de cruzar-me contigo - fingir. Que passou, que passaste, que já não penso em ti. Ainda penso, mas já quase nada. O resto, finge-se. Como sempre. Ainda bem que a escolheste a ela...

quarta-feira, 31 de março de 2010

Bebés que comandam o Mundo

Eu não tenho muita paciência para criancinhas. Na realidade, não tenho muito jeito, e o facto de não saber lidar com elas faz com que não tenha paciência. As crianças dos 2 aos 6 anos ainda se aturam - fazem umas coisas engraçadas, dizem umas coisas giras, são fofinhas e tal, não têm grande vontade própria... "comem-se". Depois dos 6 anos, entram na idade da parvoíce, e aí não há pachorra que chegue para as brincadeirinhas irritantes típicas destas idades em que eles já acham que são gente. Mas o pior de tudo são os bebés. Não me interpretem mal, os bebés são giros (alguns), fofinhos, amorosos mesmo, e cheiram maravilhosamente bem (pelo menos quando não têm a fralda por mudar). E segurar uma coisinha tão minúscula e frágil no nosso colo, contra o nosso peito, transmite-nos uma sensação de conforto bastante agradável. Mas quando a coisinha fofa, amorosa e bem cheirosa se bolsa para cima de nós, o caso muda de figura. Eu não acho grande piada a bebés porque eles não fazem grande coisa além de comer, dormir, xixi e cocó (regra geral bastante mole e mal cheiroso), bolsar e chorar. E depois outra coisa que eu não entendo; tudo o que um bebé faz é adorável. "Ohhh tão fofo, olha lá, com a boquinha cheia de papa e de bolacha!!" Se eu andasse por aí com a boca cheia de bolacha e um fio de baba a escorrer-me pelo queixo, ninguém me acharia fofa. Tenho a certeza de que seria gozada e ainda me internavam no Júlio de Matos ou equivalente. Mas já estou a dispersar-me. Por esta altura já vocês estão a pensar "que tipo de pessoa é que não gosta de bebés??". Não é que eu não goste. Eu acho é que eles não gostam de mim. Quando dizia que não tenho jeito para crianças, isso implica não ser capaz de me debruçar num carrinho de bebé e dizer coisas como "psiuuuu, olááá bebéééé, psiuuuu, bilubilubilu" (ou lá o que as pessoas dizem aos bebés). Ele não vai perceber o que eu disser, portanto, qual é o objectivo? Mas quando tenho por perto uma mãe babada com um bebé no carrinho, ele faz sempre questão de me olhar fixamente, como se esperasse uma reacção da minha parte. Depois, a mãezinha babada olha na direcção em que o bebé mais lindo do mundo está a olhar (é outra que eu não percebo, mesmo que o bebé seja feio que nem uma bota da tropa, nunca ninguém tem coragem de dizer isso à mãe) e quando me vê a desviar o olhar, incomodada, olha para mim como se eu fosse a pior pessoa à face da terra porque não falo com um ser que nem vai perceber o que eu lhe disser, e às tantas já toda a gente em volta quis ver para onde estava o bebé a olhar e estão chocadíssimos e a interrogar-se acerca de que tipo de pessoa não se mete com um bebé. O que eles não sabem é que aquele bebé estava a fazer de propósito. Os bebés sentem estas coisas. Eles percebem quem não nutre uma adoração imensa por eles e fixam o olhar nessa pessoa, até ela estar visivelmente incomodada. Não descolam o olhar e fazem uma pressão psicológica tremenda, até que a pessoa desiste e fala com eles só para se sentir menos mal e menos observada e julgada pelos que a rodeiam. E resulta, comigo resulta sempre. Dou comigo a esboçar um sorrisinho amarelo, a estender o dedinho para aquela bochecha gordinha e rosada e a balbuciar um "psiuuu... olá bebé....". Eles conseguem sempre seduzir as pessoas, mesmo as mais insensíveis e indiferentes a bebés. Há um ser maquiavélico dentro de cada bebé, à espera para sair e conquistar o mundo com roquinhas e biberões. Escrevam o que vos digo.

sábado, 27 de março de 2010

Eu já estou aqui.



"Now I'm looking for a reason why you even set my world into motion..."



Eu já estou aqui. Não sei se sabes, nem se quero que saibas, mas eu já estou aqui. A meio caminho do esquecimento. Nunca pensei que pudesse chegar aqui tão rápido, que pudesse ser tão cedo que desse comigo sem te desejar aqui. Não foi fácil, sabes? Claro que sabes, eu imagino o quanto tu ainda pensas em mim. Não sei onde tu estás, mas eu já estou aqui. Ainda penso em ti, todos os dias. Há sempre um momento em que me cruzas o pensamento. E eu pergunto-me se será sempre assim. Acredito que não... mas tenho sempre medo que tu nunca me saias completamente cá de dentro. O facto de nunca mais te ter visto ajudou bastante. Mas também me deixa a pensar como será quando voltar a ver-te... E é disso que tenho medo. De um dia ter outra pessoa, ter encontrado o homem da minha vida, e sentir os joelhos tremer sempre que te vir e que tu me lançares aquele olhar que sei que nunca vais deixar de me atirar. Eu não quero viver assim. Não quero ter-te sempre aqui num canto, à espera da melhor oportunidade para me assolares de dúvidas. Já não tenho saudades tuas. Matava-te se soubesses que já não tenho saudades tuas. Mas é verdade, já não me fazes falta - ou pelo menos é o que me tem parecido. Espero que tu sejas feliz... que não te arrependas por não me teres escolhido a mim. Eu estou feliz por tu não me teres escolhido a mim. Sinceramente, não sei o que vi em ti para me deixares naquele estado, para me tirares os pés do chão daquela maneira. Lembro-me da letra da música do André Sardet e é tão verdade, eu não sei o que me aconteceu para gostar tanto de alguém como tu. Ainda bem que me deixaste ir - obrigada. Por estares aí, e por me deixares já estar aqui. A meio caminho do esquecimento. Adeus...

domingo, 21 de março de 2010

Mulheres "difíceis" (e homens ignorantes)

Aqui há dias, a meio de uma conversa acerca do tempo que as mulheres levam a chegar ao êxtase na actividade sexual, dizia-me um amigo: "Epá, é que há mulheres mesmo difíceis!". Suponho que sim, que haja mulheres com dificuldades nesse campo, assim como também há homens com essas dificuldades. Mas muito mais do que mulheres "difíceis", meus amigos, há homens com falta de jeito para a coisa. É que uma mulher não se toca como quem escreve uma sms no telemóvel, nem nada que se pareça. Ups... Saltei uma parte importante da lição... É preciso tocar na mulher!! Pois, uma das (inúmeras) coisas que nos tornam seres tão diferentes de vocês (e tão superiores também, entenda-se) é precisamente a nossa complexidade. Vocês são básicos. Fáceis, facilinhos de entender - aliás, diga-se de passagem, não há grande coisa para entender. Vêem um par de mamas à frente e já estão a meio da coisa. Bom, más notícias. Para nós, um estímulo visual até pode ajudar, mas só se tiverem um bom físico. Se tiverem uma grande barriga, caída e flácida, o melhor que têm a fazer é apagar as luzes - nós nem costumamos importar-nos muito (com as luzes apagadas, não com a parte da barriga. Não queriam mais nada, não?). Ou se tiverem muitos pêlos nas costas. Bom... pensando bem, se tiverem muitos pêlos nas costas, têm mesmo de ir à depilação, porque nem a escuridão vos safa. Mas adiante, que já estou a divagar. Dizia eu que é preciso tocar na mulher. E não é logo ali, não senhor. Há muitos sítios para tocar antes de chegarem lá. Se tiverem muitas dúvidas, perguntem. A sério, perguntem, que nós respondemos. Preferimos ter de dar explicações acerca da anatomia humana do que percebermos que vamos passar a meia hora seguinte (ok, estava a ser simpática... os 5 minutos seguintes...?) a tentar decidir qual será a próxima cor dos cortinados do quarto - se as luzes estiverem apagadas, pior, provavelmente estaremos apenas a pensar que o nosso ex-namorado era muito melhor na cama. Por isso, criaturinhas de deus, não se apressem. Toquem, e toquem muito, e com jeitinho, nem muito rápido nem muito devagar, que no final até podem ser bem recompensados. E pel'amor de deus, não perguntem a cada 2 segundos "estás a gostar??". É que, com o desespero, uma pessoa pode não se aguentar e dizer mesmo "não, nem por isso..." ou "já tive melhores". Aprendam, homens. E escusam de me agradecer. Esta foi por minha conta.

sábado, 20 de março de 2010

E hoje é isto.

Frases retiradas na íntegra do BBC Vida Selvagem que vi esta manhã:


"O que as fêmeas desejam é um macho inequivocamente ligado ao lado feminino." (a propósito do babuíno que as babuínas escolhem)

"Antes, uma corte rápida e, depois, ao que interessa." (a propósito dos hábitos de acasalamento de uns pássaros quaisquer)


E não é que é mesmo assim? Mas quem é que diz que as pessoas e os animais são diferentes...?

quinta-feira, 18 de março de 2010

Do primeiro beijo

Rapaz olha para rapariga. Rapariga devolve o olhar. Rapaz sorri. Rapariga pisca-lhe o olho. Rapaz mete conversa. Rapariga dá-lhe conversa. Rapaz arrisca um toque na cintura. Rapariga responde com um toque no braço. Rapaz arrisca um beijo. Rapariga dá uma desculpa esfarrapada para sair dali - o rapaz beijava mesmo mal. É uma situação hipotética, mas podia ser verdade. O primeiro beijo entre duas pessoas é de uma importância extrema. Pode ser através dele que descobrimos uma química estrondosa. Ou pode ser ele que arruina a química que havia até ali. Um simples beijo pode deitar todo um jogo de sedução por água abaixo. Quando nos confrontamos com uma língua que parece uma batedeira eléctrica na velocidade máxima, não há vontade de ir para a cama que resista. Em simultâneo, quando nos deparamos com uma língua que parece uma coisa gosmenta e inerte ali encostada à nossa boca, o sex appeal daquele gajo a que andávamos a fazer olhinhos há semanas desaparece num instantinho. Depois de um primeiro beijo mau, por muito que aquela pessoa nos atraísse, vai tudo por água abaixo. Mas, afinal, como se beija bem? Há pessoas que se divertem com as línguas fora da boca, ora enrola para aqui ora enrola para ali, e quem está a ver tem de se confrontar com aquela dança de línguas que a mim, pessoalmente, me parece um bocado nojenta. Em casa ainda é como o outro, mas em público? Que necessidade é essa de arejar as línguas durante o beijo? Não conseguem respirar pelo nariz ao mesmo tempo, é? Pff... amadores... Depois há aqueles que nos beijam tudo, queixo, bochechas e nariz incluídos. Amigos, um beijo na boca quer-se na boca, eu dispenso a lavagem com baba ao resto da cara. E ainda há aqueles que beijam devagar. Muiiitooooo devagarrrrrrrrr. Bom... Gostos não se discutem. De vez em quando pode ter piada. Mas ter de me pôr em modo slow motion de cada vez que desse um beijo não resultava comigo. Ah, e também há os que fazem barulho a beijar. Aquilo torna-se irritante, porque a cada beijo só se ouve "chuac... chuacccc... smaccc...". E há os que beijam no mais absoluto silêncio, o que também se torna estranho, parece que a coisa não flui. Respirem, minha gente.
Suponho que esta história dos beijos seja um pouco relativa e subjectiva... Comigo é a velocidade média, com uma quantidade moderada de língua à mistura e com pouca baba, se faz favor. E já agora com poucos movimentos de cabeça, que eu sou uma pessoa que sofre da coluna e não estou para dar um jeito ao pescoço à conta destas brincadeiras.
Pois, tive um primeiro beijo no outro dia. E diz que não, diz que o rapaz não é nada mau a... nem a... nem a... ;)

terça-feira, 16 de março de 2010

Carta a ti.

Hoje escrevo para ti. Para ti que, mesmo depois de todos estes anos, ainda me falas ao coração. Tenho uma série de confissões a fazer-te e, muito provavelmente, nunca tas farei. Não te esqueci... Essa é a primeira. Vivo perfeitamente sem ti, não te queria junto de mim, penso muito pouco em nós. Mas acho que um cantinho do meu coração vai amar-te sempre. Acho que um pedacinho muito pequeno de mim ainda te ama, e acho que isso não vai mudar. É o suficiente para guardar um carinho enorme por ti e para conseguir sorrir quando me lembro de nós. Não consigo imaginar a minha vida sem ti, talvez por esse mesmo motivo. Essa é a segunda confissão... É tão importante para mim ter-te por perto, falar contigo ao telefone, ver-te, ouvir-te, rirmos juntos. Não sei se fazes ideia disso, embora já to tenha tentado dizer. Mas ter-te por perto e poder chamar-te amigo é essencial ao meu bem-estar. Outra confissão? Fiquei mesmo feliz por teres uma namorada nova. Mas não sei quando (ou se) vou conseguir ver-te com ela sem ficar um bocadinho incomodada. E duvido que algum dia vá ser amiga dela. E gostava que ela se sentisse um bocadinho ameaçada por mim... que tivesse um bocadinho de ciúmes... porque isso significaria que ela sabe que eu fui importante para ti. O amor faz-nos ser tão ridículos... Queres outra confissão? Comparo toda a gente contigo e ninguém é como tu. E acho que nunca sentirei por ninguém aquilo que senti por ti. Outra? Às vezes ainda penso que, no final, vamos ficar juntos. Não tinha piada? Termos os dois tentado seguir em frente e, depois de várias tentativas falhadas, percebermos que nada nem ninguém é igual a nós e que só seríamos verdadeiramente felizes um com o outro. Eu não estou à espera disso, mas às vezes ocorre-me que podia acontecer. Confesso também que ainda hoje não sei como, nem quando, nem porquê, deixaste de me fazer feliz... Foste tudo, durante tanto tempo, que ainda não percebo como deixaste de o ser. Mais uma confissão? Eu não te conto o que tenho feito nos últimos meses porque acho que, se tu soubesses, já não gostavas de mim... e a ideia de tu não me quereres por perto é insuportável. Prefiro mentir-te... e ter-te comigo.
E depois... houve aquela tarde. Aquela, que nós não contámos a ninguém. Foi tão estranho, por não ser estranho de todo... parecia que não tinha passado um dia, quando na realidade fazia precisamente 6 meses desde a última vez que eu sentira os teus lábios. E eu juro que pensava que tu não sabias, tinha a certeza de que tu não te lembravas, de que não contavas os meses, como eu... Percebi que tinhas sentido a minha falta, no final, enquanto passavas a mão pelas minhas costas, para cima e para baixo, como se tentasses decorar um pedaço da minha pele, para quando as saudades voltassem. Outra confissão? A última... Eu não te respondi, mas é claro que também tive saudades, parvinho.

quinta-feira, 4 de março de 2010

O que as mulheres não querem num homem

Isto é uma espécie de tentativa de dar uma mãozinha aos solteirões que por aí andam e que tanto se queixam que não sabem o que as mulheres querem e que nós ora queremos isto, ora aquilo, e que queremos é os feios porcos e maus, etc etc. Bom, o que nós queremos, meus amigos, lamento ser eu a portadora de tão triste notícia, mas nem nós próprias sabemos muito bem. Mas uma coisa nós sabemos: o que não queremos. Por isso, aqui fica ela. A lista do que as mulheres não querem num homem.


As mulheres não querem um homem que cheire mal da boca.
As mulheres não querem um homem que veja outro homem a apalpá-las e não faça nada.
As mulheres não querem um homem que veja outro homem a olhar para elas e tenha um pico de testosterona que o leva a desfigurar o outro homem com tanto murro.
As mulheres não querem um homem que lhes diga "estás linda", mas sim "és linda".
As mulheres não querem um homem que lhes diga que aquela gaja da capa da FHM é toda boa (nós também sabemos ver essas coisas, não precisamos que partilhem a informação, muito obrigada).
As mulheres não querem um homem que lhes diga "ah mas a tua celulite mal se nota!" - a resposta correcta é "o quêêê...? celulite, tuuu? tu nem tens isso!!" (mesmo que seja mentira, vai valer-vos uma boa noite de sexo, provavelmente com as luzes acesas).
As mulheres não querem um homem que não tire as meias durante o sexo (custa assim tanto...?).
As mulheres não querem um homem que tenha muitas amigas.
As mulheres não querem um homem que fale mal das ex-namoradas.
As mulheres não querem um homem que seja mais viciado em telenovelas do que elas próprias.
As mulheres não querem um homem que tenha mais cremes para o corpo do que elas próprias.
As mulheres não querem um homem que use calças mais justas do que elas próprias.
As mulheres não querem um homem que se peide e nem se dê ao trabalho de pôr as culpas no cão.
As mulheres não querem um homem que deixe um rastilho castanho nas cuecas e, mesmo assim, as enfie no cesto para lavar.
As mulheres não querem um homem que diga coisas como "hum... tens a certeza de que queres comer isso?" (digam adeus ao sexo durante duas semanas).
As mulheres não querem um homem que olhe para elas antes de responder à pergunta "estou gorda?" - a resposta certa é "NÃO! Estás linda como sempre!". E responde-se sem olhar antes!
As mulheres não querem um homem que não perceba que "Não querido, não precisas de me oferecer nada, só fazemos 20 anos de casados" significa "O mínimo que podias fazer era levar-me a passar um fim-de-semana romântico".
As mulheres não querem um homem que não se lembre de datas especiais (o dia de anos dela, o dia em que começaram a namorar, o dia em que deram as mãos pela primeira vez, a primeira vez que foram para a cama mas não foram até ao fim, a primeira vez que foram até ao fim na cama, e depois no carro, e depois na cama dos pais dele.....etc).
As mulheres não querem um homem que ganhe barriga depois de alguns meses de namoro.
As mulheres não querem um homem que nem tome duche para ir ter com a namorada mas que depois faça a barba e se banhe em after shave para ir para a night com os amigos.
As mulheres não querem um homem que não perceba que "Claro, amor, vai sair com os teus amigos, eu não me importo" significa "Atreve-te a deixar-me sozinha depois das duas da manhã e tu vais ver como elas te mordem, meu grandessíssimo estúpido!".
As mulheres não querem um homem a quem tenham de perguntar "Tiveste saudades minhas?".
As mulheres não querem um homem que não perceba que "Ela não é mais bonita do que tu" não é o mesmo que "Tu és a mulher mais bonita e maravilhosa à face da Terra e eu morria sem ti" (esta última é a hipótese correcta, sempre).
As mulheres não querem um homem que pule e dê gritinhos quando vê um rato.
As mulheres não querem um homem que ache que arrotar o abecedário é um talento nato.
As mulheres não querem um homem que lhes conte acerca daquela vez em que ia só largar um gás e acabou por sair com molho (têm mesmo de nos contar estas coisas...?).

Espero ter ajudado!

quarta-feira, 3 de março de 2010

E entregamos o nosso coração.

É inevitável. Pelo menos uma vez na vida, entregamos o nosso coração a alguém. Na melhor das hipóteses, ele não nos é devolvido como uma camisola que já não serve, velha e amarrotada. É bem cuidado e permanece nas mãos de quem nos ama, por muito, muito tempo. Depois há as outras hipóteses. Uma delas, talvez a pior, é quando o nosso coração volta em frangalhos. Desfeito, esmigalhado, despedaçado em mil fragmentos que parecem não fazer sentido separados uns dos outros. E, quando ele nos é atirado de volta assim, ficamos ali, com os pedacinhos nas mãos juntas em concha, a alternar o olhar incrédulo entre as costas daquele que era o dono do nosso coração, enquanto ele se afasta sem olhar para trás, e os mil pedacinhos nas nossas mãos, cada um deles reflectindo uma recordação mais dolorosa do que a anterior. Eventualmente, com o tempo, o precioso tempo, conseguimos voltar a juntar os pedacinhos. Contudo, por muito bem que os colemos uns aos outros, notam-se sempre os veios onde eles se juntam - ficam sempre, sempre, marcas que nos lembram daquela dor atroz que é ter um coração (o nosso coração) em pedaços nas mãos. A outra hipótese é quando ele vem corroído, carcomido, como se estivesse gasto. Isto acontece quando alguém nos vai levando um pouco de cada vez, quando alguém vai esgotando o nosso amor aos poucos, corroendo o nosso coração a cada dia que passa. É quando alguém não nos faz bem mas nós só percebemos isso quando já temos o coração mais corroído do que se o tivéssemos mergulhado em ácido sulfúrico. Aí, pegamos no nosso coração e damos-lhe, mais uma vez, tempo. E ele cura-se, porque um dia encontramos alguém que sabe amar-nos e que toma conta dele, enchendo-o com tanto amor que ele regenera-se por si próprio, quase sem darmos conta. E depois há a outra hipótese. Acontece quando o nosso coração volta esmagado. Quando até podemos ter de ser nós a tirar o coração das mãos em que o depositámos, porque ele simplesmente nos diz que já não pertence ali. A sensação é a de que aquele coração está estragado, que ele se enganou, que ele devia achar que ainda pertence ali, e não percebemos por que motivo aquilo já não parece certo. Então, somos assolados por dúvidas, por "ses", por "porquês". E seguimos, de coração nas mãos, inteiro, aparentemente intacto, mas tão esmagado que não nos cabe ninguém no peito por muito, muito tempo. E aquele que foi o dono do nosso coração nunca o deixa na realidade, fica sempre lá, arrumado num cantinho, porque nós nunca percebemos por que motivo o nosso coração já não quis aquele dono, e ainda achamos que ele perdeu a razão. Seguimos, de coração esmagado nas mãos, cheios de incompreensão, de apertos, de saudades. De boas recordações. Deixamos outras pessoas entrarem-nos no peito, ainda que elas nunca possuam realmente o nosso coração. Mas seguimos. Cheios de dúvidas e com uma única certeza: a de que nunca, jamais, o nosso coração sentirá outro amor assim.

Talvez um dia percebas que o meu coração ficou esmagado. Talvez um dia me perdoes. Talvez um dia eu me perdoe, e perdoe o meu coração por ter querido mudar de dono, por não te achar suficiente. Mas tu moras nele, vais sempre morar. E talvez um dia to diga.

Quero desesperadamente não te querer

Ontem deitaste-te comigo. E eu não sei porquê, eu juro que não te queria lá. Mas tu fizeste questão de estar comigo, na minha cabeça, ao meu lado, com os teus braços à volta do meu corpo. Irritas-me tanto, ainda tens tanto efeito em mim. Costumo afastar-te com uma facilidade relativa, mas ontem foi-me impossível. Eu tentei, mas as recordações disparavam no meu pensamento, umas atrás das outras, como tiros certeiros no meu coração. Lembrei-me de tudo no espaço de minutos. As últimas palavras que trocámos, a última vez que senti os teus lábios - se eu sonhasse que seria a última, que depois disso diríamos adeus, eu teria prolongado o contacto da minha boca na tua, aspirado mais o cheiro da tua pele, arrastado mais aquele abraço que, agora, me parece tão desnecessariamente célere. A tua voz no meu ouvido, naquele tom irresistível, a dizer-me "Nós não mandamos", depois de eu te atirar que não percebia por que motivo, tendo tanto por onde escolher, eu tinha gostado logo de ti, e logo desta maneira. O teu riso, e o quanto tu me fazias rir - eu gostava tanto que me fizesses rir que fazia questão de te proporcionar esses momentos e de me rir mesmo que não achasse piada, só para me deliciar a observar-te enquanto te esforçavas para me arrancares uma gargalhada.
Ainda assim, pior do que isto, muito pior do que as recordações, foi a quantidade de vezes que dei comigo a sonhar acordada contigo. Ralhava comigo própria, mas nem valia a pena, era sistemático - quando dava por isso, lá estávamos nós novamente, num futuro a médio prazo, tu com os braços à minha volta como antes, a beijares-me o ombro e o rosto, a venerares o cheiro da minha pele, eu a deliciar-me com o cheiro da tua, a tua voz grave e melodiosa no meu ouvido. Não existia mais nada, e eu estava contigo, era tudo o que importava. Dei voltas e voltas na cama, levei vezes sem conta as palmas das mãos aos olhos fechados, como se pressioná-los fizesse com que eu deixasse de ver-te ali. Até que desisti e deixei-te vaguear na minha mente enquanto quiseste, até te cansares, até me deixares em paz para que pudesse dormir e não sonhar sequer contigo.

Quero desesperadamente voltar a sentir-te, mas, acima de tudo, quero desesperadamente não te querer.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Só hoje.

Ontem vi-te. Passaste longe de mim e olhaste de relance na minha direcção, mas não sei se me viste. Eu segui-te com o olhar até tu desapareceres. Não estava à espera de ver-te ali. Mesmo assim, para meu espanto, o meu coração não parou. Não disparou, sequer. Eras tu, apenas tu, com tudo o que isso implica, com o teu rosto e os teus braços que costumavam envolver-me. Tu. Ainda gosto de ti, ainda sinto tanto a tua falta. No caminho de volta para casa, abrigada debaixo do guarda-chuva, pensei em ti o tempo todo. Não estavas a perturbar-me, por isso não te afastei do pensamento. Eras como uma recordação distante, embora tenha passado tão pouco tempo desde o teu adeus. Passei por aquele café, o maldito café onde aceitei, pela primeira vez, sentar-me à tua frente com uma Frize de groselha. Não me arrependo. Apesar de tudo, eu não me arrependo de nada. Se voltasse atrás... talvez fizesse tudo de novo. Valeu a pena conhecer o teu abraço, perder-me contigo. Até valeu a pena entregar-me a ti e abrir-te o meu peito.
Hoje sinto mais a tua falta. Precisava tanto de saber de ti... De saber como estás, de saber se pensas em mim, se sentes a minha falta. Só de saber, porque eu sei que não vamos estar juntos de novo. Queria apenas saber para me sentir menos só. Conheço-te bem o suficiente para achar que sim, que pensas em mim, talvez ainda todos os dias. Mas gostava de sabê-lo por ti... E gostava de ter o teu abraço hoje, e que, só hoje, voltasses a pressionar os teus lábios contra os meus. Só hoje...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Às vezes, ainda me dói a alma

Dói-me, às vezes ainda me dói a alma. Porque parou tudo tão de repente, porque, ao contrário do que eu queria, entraste no meu coração e saíste de ao pé de mim, mas as recordações de ti ficaram lá. Eu continuo a viver, o Mundo não parou e muito menos acabou com a tua ausência, mas ela ainda me aperta com força, às vezes. Se estiver ocupada, distraída, com outras pessoas, sou capaz de pensar pouco em ti, até sou capaz de me rir, e quase rio por dentro também. Mas depois há estes momentos. Em que estou só, terrivelmente só. E a tua ausência circunda-me, envolve-me como um abraço que só me faz lembrar o teu. Sinto a tua falta, mais do que tu, talvez, possas imaginar. Mas a minha teimosia voltou. Não choro por ti. Se sinto o queixo a começar a tremer, respiro fundo, olho para o lado e obrigo-me a pensar noutra coisa. E as lágrimas não vêm. Surpreendo-me com a facilidade com que não penso em ti. É como se estivesses sempre aqui, mas eu bloqueei os pensamentos, as recordações que afasto constantemente da minha cabeça. Vejo o teu sorriso, e empurro-o para outro lado qualquer que não o meu peito. E ouço a tua voz, mas atiro-a para trás das costas. Acabou. Da pior maneira, é verdade - deixaste-me de mãos abertas e vazias, de coração apertado, de queixo caído. Mas acabou. Eu hei-de ser feliz, mesmo nas barbas de toda a gente que não espera ver-me feliz. Seguir em frente e sorrir será a minha pequena vitória, a minha guerra vencida no meio de tantas batalhas perdidas, uma e outra vez. De ti, não vou esquecer-me. Não é que te tenha amado, mas foste diferente de tudo até agora. Peço-te apenas que não me assombres os sonhos, e que não voltes de mão estendida, porque vou precisar de coragem para rejeitá-la. É, acabou. Mas ainda me dói, às vezes, ainda me dói a alma.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

...

O meu Mundo continua em pedaços, que não sei muito bem como juntar. No meio disto tudo, ainda sinto a tua falta e não sei o que é pior, se saber que não volto a sentir os teus lábios, ou se saber que eles um dia foram meus. Depois de falar contigo ao telefone, sinto-me mais vazia pelo fim, mas mais confortável por ter ouvido a tua voz, por saber que ainda te importas. Afinal, o meu coração ainda está morno do teu carinho, e é isso que suaviza o vazio que tomou conta do meu peito. Aninho-me na cama, no escuro, mas não estou habituada a uma cama tão grande sem o teu corpo ao meu lado. Fecho os olhos e consigo sentir os teus braços à minha volta. Percebo que é como se ainda tivesses as mãos coladas ao meu corpo - eu ainda as sinto. Ligo a televisão para me sentir menos só. E venho escrever-te. Não deixo de me sentir culpada pelo que aconteceu, sabes? Não quero dizer-to, mas grande parte da culpa foi minha. E, agora, as minhas mãos têm de estar vazias de ti. Pelo menos estou sozinha. Para já, não tenho de fingir para ninguém e isso consola-me um pouco. Quando acordei, há duas horas atrás, ainda pensei que talvez isto não tivesse acontecido, que talvez tudo tivesse acontecido num pesadelo interminável - afinal de contas, e ao contrário do que esperava, as minhas noites têm sido limpas, durmo mais de dez horas de seguida e, quando acordo, nem me lembro de ter sonhado contigo. Contudo, o vazio no meu peito rapidamente me recordou que era tudo real. Tu já não estás comigo. E eu lembro-me da última vez que senti os teus lábios e o cheiro da tua pele e esforço-me desesperadamente por manter essas recordações comigo porque sei que foram, efectivamente, os meus últimos momentos contigo.

Queria dar-te a mão ou que segurasses na minha, mas quero afastar-me de ti tão rápido quanto me for possível, ao mesmo tempo que sei que não tenho forças para fazê-lo.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Zac Efron é coveiro no próximo filme...

... claro. Faz todo o sentido. O que não falta por aí na vida real são coveiros giros como o Zac Efron.