(...)
Achei fantástico. E eu sinto-me assim a maior parte dos dias. E é giro.

- Não és tu, sou eu.
- Quero conhecer outras pessoas.
- Estou numa fase da minha vida em que quero pôr a minha carreira em primeiro lugar.
- Não estou emocionalmente disponível para uma relação séria.
- A minha religião não me permite envolver-me contigo.
- Temos de acabar porque eu envolvi-me com o teu irmão/melhor amigo/vizinho/cão/whatever.
- Acho que gosto de mulheres.
- Não és lá grande coisa na cama.
- Sou espia da CIA e a tua vida corre perigo se fores visto comigo.
- Descobri a minha verdadeira vocação e vou tornar-me celibatária.
- Cometi um crime contra o estado português e vou ser exilada noutro país.
- Vou para o Cambodja fazer voluntariado durante um ano (esta eu até não me importava que fosse verdade).
- Afinal ainda estou apaixonada pelo meu ex (estou realmente tentada a usar esta).
- Os teus amigos são labregos e eu não me identifico com eles.
- Sou alérgica à carpete da tua sala. E às tintas das paredes também.
- Andava com problemas de vista quando começámos a andar e... entretanto voltei a ver bem... adeuzinho.
- Sou superficial e quero um gajo podre de rico.
- Quero ser atleta de tiro ao arco profissional e não tenho tempo para relações.
- Vou juntar-me ao circo e fazer uma digressão mundial.
- Estou grávida. E não é teu.
Que tal? Sugestões? Hum?
"Now I'm looking for a reason why you even set my world into motion..."
Eu já estou aqui. Não sei se sabes, nem se quero que saibas, mas eu já estou aqui. A meio caminho do esquecimento. Nunca pensei que pudesse chegar aqui tão rápido, que pudesse ser tão cedo que desse comigo sem te desejar aqui. Não foi fácil, sabes? Claro que sabes, eu imagino o quanto tu ainda pensas em mim. Não sei onde tu estás, mas eu já estou aqui. Ainda penso em ti, todos os dias. Há sempre um momento em que me cruzas o pensamento. E eu pergunto-me se será sempre assim. Acredito que não... mas tenho sempre medo que tu nunca me saias completamente cá de dentro. O facto de nunca mais te ter visto ajudou bastante. Mas também me deixa a pensar como será quando voltar a ver-te... E é disso que tenho medo. De um dia ter outra pessoa, ter encontrado o homem da minha vida, e sentir os joelhos tremer sempre que te vir e que tu me lançares aquele olhar que sei que nunca vais deixar de me atirar. Eu não quero viver assim. Não quero ter-te sempre aqui num canto, à espera da melhor oportunidade para me assolares de dúvidas. Já não tenho saudades tuas. Matava-te se soubesses que já não tenho saudades tuas. Mas é verdade, já não me fazes falta - ou pelo menos é o que me tem parecido. Espero que tu sejas feliz... que não te arrependas por não me teres escolhido a mim. Eu estou feliz por tu não me teres escolhido a mim. Sinceramente, não sei o que vi em ti para me deixares naquele estado, para me tirares os pés do chão daquela maneira. Lembro-me da letra da música do André Sardet e é tão verdade, eu não sei o que me aconteceu para gostar tanto de alguém como tu. Ainda bem que me deixaste ir - obrigada. Por estares aí, e por me deixares já estar aqui. A meio caminho do esquecimento. Adeus...