Dear Cupid, next time hit both.









sábado, 3 de abril de 2010

Ainda bem que a escolheste a ela.

Esta noite só adormeci às 4 da manhã. Pensei em ti durante algum tempo. Já por duas vezes estamos no mesmo sítio, à mesma hora, e não nos cruzamos. Eu acredito em coincidências, acredito em sorte e em azar. E acho que tenho tido sorte, muita sorte. Porque eu vejo o teu carro e a perspectiva de encontrar-te deixa-me maluquinha. O pior nem é o facto de eu imaginar logo a cena toda - como vou olhar-te, a minha postura, o que vou dizer-te, será que devo parecer indiferente, fria, distante, ou que devo apenas sorrir para que tu penses que já passou? O pior é que eu vejo-me de imediato ao espelho no meu carro, a observar o meu próprio rosto em busca de imperfeições, enquanto murmuro para mim mesma que podia ter-me penteado melhor, que podia ter escolhido outra roupa, que podia ter-me maquilhado mais, que podia... deixar de ser uma idiota chapada? Sempre quis estar no meu melhor para ti. Agora, ao olhar para trás, não tenho a certeza de qual terá sido o motivo. Não sei se era por eu sempre ter achado que não era boa o suficiente - afinal, o que uma pessoa como tu podia ver numa pessoa como eu...? - ou se era apenas porque queria encantar-te, porque queria prender-te, motivo pelo qual usava todos os meus melhores atributos. Talvez fosse um bocadinho dos dois... A verdade é que resultou, eu consegui prender-te a mim, mas não o suficiente. E embora hoje saiba que foi melhor assim, que nunca teria sido feliz ao teu lado, ainda tenho a certeza daquilo que nos unia. Aquilo que ninguém via e que, mesmo que alguém soubesse, nunca poderia perceber. Nós os dois... estamos avariados. Os dois. O que aconteceu com o teu pai e, depois, com a tua mãe, marcou-te para a vida, moldou-te a personalidade dura e fez com que tu nunca mais vás funcionar normalmente. A mim também me aconteceram coisas más o suficiente para que eu nunca vá ser igual às outras pessoas. Quem nos vê não imagina... Nós temos amigos, inserimo-nos bem, parecemos sempre tão normais. Mas a verdade é que nem tu, nem eu, alguma vez nos sentimos realmente inseridos e ambos sabíamos, sem nunca termos precisado de falar sobre isso, que nenhum dos dois alguma vez irá funcionar correctamente, não o suficiente para sermos queridos e felizes ao lado de pessoas normais. Lembras-te de quando te contei aquele segredo? Aliás, eu nem precisei de contar-te... tu perguntaste, eu olhei-te nos olhos e tu percebeste. A leveza com que voltaste a tocar no assunto, uma ou outra vez, fez-me ter a certeza de que não me julgavas - pelo contrário, percebias, e quanto muito isso ainda tornava a minha personalidade mais estranha e perversa e tu adoravas. Estas pequenas anormalidades tornaram-nos únicos - contigo eu não tinha de fingir. Mas fingir nunca foi problema, tanto que nunca fiquei sozinha, excepto por opção própria. Portanto é só isso mesmo que eu vou fazer, pelo menos enquanto a sorte jogar a meu favor e eu não tiver de cruzar-me contigo - fingir. Que passou, que passaste, que já não penso em ti. Ainda penso, mas já quase nada. O resto, finge-se. Como sempre. Ainda bem que a escolheste a ela...

quarta-feira, 31 de março de 2010

Bebés que comandam o Mundo

Eu não tenho muita paciência para criancinhas. Na realidade, não tenho muito jeito, e o facto de não saber lidar com elas faz com que não tenha paciência. As crianças dos 2 aos 6 anos ainda se aturam - fazem umas coisas engraçadas, dizem umas coisas giras, são fofinhas e tal, não têm grande vontade própria... "comem-se". Depois dos 6 anos, entram na idade da parvoíce, e aí não há pachorra que chegue para as brincadeirinhas irritantes típicas destas idades em que eles já acham que são gente. Mas o pior de tudo são os bebés. Não me interpretem mal, os bebés são giros (alguns), fofinhos, amorosos mesmo, e cheiram maravilhosamente bem (pelo menos quando não têm a fralda por mudar). E segurar uma coisinha tão minúscula e frágil no nosso colo, contra o nosso peito, transmite-nos uma sensação de conforto bastante agradável. Mas quando a coisinha fofa, amorosa e bem cheirosa se bolsa para cima de nós, o caso muda de figura. Eu não acho grande piada a bebés porque eles não fazem grande coisa além de comer, dormir, xixi e cocó (regra geral bastante mole e mal cheiroso), bolsar e chorar. E depois outra coisa que eu não entendo; tudo o que um bebé faz é adorável. "Ohhh tão fofo, olha lá, com a boquinha cheia de papa e de bolacha!!" Se eu andasse por aí com a boca cheia de bolacha e um fio de baba a escorrer-me pelo queixo, ninguém me acharia fofa. Tenho a certeza de que seria gozada e ainda me internavam no Júlio de Matos ou equivalente. Mas já estou a dispersar-me. Por esta altura já vocês estão a pensar "que tipo de pessoa é que não gosta de bebés??". Não é que eu não goste. Eu acho é que eles não gostam de mim. Quando dizia que não tenho jeito para crianças, isso implica não ser capaz de me debruçar num carrinho de bebé e dizer coisas como "psiuuuu, olááá bebéééé, psiuuuu, bilubilubilu" (ou lá o que as pessoas dizem aos bebés). Ele não vai perceber o que eu disser, portanto, qual é o objectivo? Mas quando tenho por perto uma mãe babada com um bebé no carrinho, ele faz sempre questão de me olhar fixamente, como se esperasse uma reacção da minha parte. Depois, a mãezinha babada olha na direcção em que o bebé mais lindo do mundo está a olhar (é outra que eu não percebo, mesmo que o bebé seja feio que nem uma bota da tropa, nunca ninguém tem coragem de dizer isso à mãe) e quando me vê a desviar o olhar, incomodada, olha para mim como se eu fosse a pior pessoa à face da terra porque não falo com um ser que nem vai perceber o que eu lhe disser, e às tantas já toda a gente em volta quis ver para onde estava o bebé a olhar e estão chocadíssimos e a interrogar-se acerca de que tipo de pessoa não se mete com um bebé. O que eles não sabem é que aquele bebé estava a fazer de propósito. Os bebés sentem estas coisas. Eles percebem quem não nutre uma adoração imensa por eles e fixam o olhar nessa pessoa, até ela estar visivelmente incomodada. Não descolam o olhar e fazem uma pressão psicológica tremenda, até que a pessoa desiste e fala com eles só para se sentir menos mal e menos observada e julgada pelos que a rodeiam. E resulta, comigo resulta sempre. Dou comigo a esboçar um sorrisinho amarelo, a estender o dedinho para aquela bochecha gordinha e rosada e a balbuciar um "psiuuu... olá bebé....". Eles conseguem sempre seduzir as pessoas, mesmo as mais insensíveis e indiferentes a bebés. Há um ser maquiavélico dentro de cada bebé, à espera para sair e conquistar o mundo com roquinhas e biberões. Escrevam o que vos digo.

sábado, 27 de março de 2010

Eu já estou aqui.



"Now I'm looking for a reason why you even set my world into motion..."



Eu já estou aqui. Não sei se sabes, nem se quero que saibas, mas eu já estou aqui. A meio caminho do esquecimento. Nunca pensei que pudesse chegar aqui tão rápido, que pudesse ser tão cedo que desse comigo sem te desejar aqui. Não foi fácil, sabes? Claro que sabes, eu imagino o quanto tu ainda pensas em mim. Não sei onde tu estás, mas eu já estou aqui. Ainda penso em ti, todos os dias. Há sempre um momento em que me cruzas o pensamento. E eu pergunto-me se será sempre assim. Acredito que não... mas tenho sempre medo que tu nunca me saias completamente cá de dentro. O facto de nunca mais te ter visto ajudou bastante. Mas também me deixa a pensar como será quando voltar a ver-te... E é disso que tenho medo. De um dia ter outra pessoa, ter encontrado o homem da minha vida, e sentir os joelhos tremer sempre que te vir e que tu me lançares aquele olhar que sei que nunca vais deixar de me atirar. Eu não quero viver assim. Não quero ter-te sempre aqui num canto, à espera da melhor oportunidade para me assolares de dúvidas. Já não tenho saudades tuas. Matava-te se soubesses que já não tenho saudades tuas. Mas é verdade, já não me fazes falta - ou pelo menos é o que me tem parecido. Espero que tu sejas feliz... que não te arrependas por não me teres escolhido a mim. Eu estou feliz por tu não me teres escolhido a mim. Sinceramente, não sei o que vi em ti para me deixares naquele estado, para me tirares os pés do chão daquela maneira. Lembro-me da letra da música do André Sardet e é tão verdade, eu não sei o que me aconteceu para gostar tanto de alguém como tu. Ainda bem que me deixaste ir - obrigada. Por estares aí, e por me deixares já estar aqui. A meio caminho do esquecimento. Adeus...

domingo, 21 de março de 2010

Mulheres "difíceis" (e homens ignorantes)

Aqui há dias, a meio de uma conversa acerca do tempo que as mulheres levam a chegar ao êxtase na actividade sexual, dizia-me um amigo: "Epá, é que há mulheres mesmo difíceis!". Suponho que sim, que haja mulheres com dificuldades nesse campo, assim como também há homens com essas dificuldades. Mas muito mais do que mulheres "difíceis", meus amigos, há homens com falta de jeito para a coisa. É que uma mulher não se toca como quem escreve uma sms no telemóvel, nem nada que se pareça. Ups... Saltei uma parte importante da lição... É preciso tocar na mulher!! Pois, uma das (inúmeras) coisas que nos tornam seres tão diferentes de vocês (e tão superiores também, entenda-se) é precisamente a nossa complexidade. Vocês são básicos. Fáceis, facilinhos de entender - aliás, diga-se de passagem, não há grande coisa para entender. Vêem um par de mamas à frente e já estão a meio da coisa. Bom, más notícias. Para nós, um estímulo visual até pode ajudar, mas só se tiverem um bom físico. Se tiverem uma grande barriga, caída e flácida, o melhor que têm a fazer é apagar as luzes - nós nem costumamos importar-nos muito (com as luzes apagadas, não com a parte da barriga. Não queriam mais nada, não?). Ou se tiverem muitos pêlos nas costas. Bom... pensando bem, se tiverem muitos pêlos nas costas, têm mesmo de ir à depilação, porque nem a escuridão vos safa. Mas adiante, que já estou a divagar. Dizia eu que é preciso tocar na mulher. E não é logo ali, não senhor. Há muitos sítios para tocar antes de chegarem lá. Se tiverem muitas dúvidas, perguntem. A sério, perguntem, que nós respondemos. Preferimos ter de dar explicações acerca da anatomia humana do que percebermos que vamos passar a meia hora seguinte (ok, estava a ser simpática... os 5 minutos seguintes...?) a tentar decidir qual será a próxima cor dos cortinados do quarto - se as luzes estiverem apagadas, pior, provavelmente estaremos apenas a pensar que o nosso ex-namorado era muito melhor na cama. Por isso, criaturinhas de deus, não se apressem. Toquem, e toquem muito, e com jeitinho, nem muito rápido nem muito devagar, que no final até podem ser bem recompensados. E pel'amor de deus, não perguntem a cada 2 segundos "estás a gostar??". É que, com o desespero, uma pessoa pode não se aguentar e dizer mesmo "não, nem por isso..." ou "já tive melhores". Aprendam, homens. E escusam de me agradecer. Esta foi por minha conta.

sábado, 20 de março de 2010

E hoje é isto.

Frases retiradas na íntegra do BBC Vida Selvagem que vi esta manhã:


"O que as fêmeas desejam é um macho inequivocamente ligado ao lado feminino." (a propósito do babuíno que as babuínas escolhem)

"Antes, uma corte rápida e, depois, ao que interessa." (a propósito dos hábitos de acasalamento de uns pássaros quaisquer)


E não é que é mesmo assim? Mas quem é que diz que as pessoas e os animais são diferentes...?

quinta-feira, 18 de março de 2010

Do primeiro beijo

Rapaz olha para rapariga. Rapariga devolve o olhar. Rapaz sorri. Rapariga pisca-lhe o olho. Rapaz mete conversa. Rapariga dá-lhe conversa. Rapaz arrisca um toque na cintura. Rapariga responde com um toque no braço. Rapaz arrisca um beijo. Rapariga dá uma desculpa esfarrapada para sair dali - o rapaz beijava mesmo mal. É uma situação hipotética, mas podia ser verdade. O primeiro beijo entre duas pessoas é de uma importância extrema. Pode ser através dele que descobrimos uma química estrondosa. Ou pode ser ele que arruina a química que havia até ali. Um simples beijo pode deitar todo um jogo de sedução por água abaixo. Quando nos confrontamos com uma língua que parece uma batedeira eléctrica na velocidade máxima, não há vontade de ir para a cama que resista. Em simultâneo, quando nos deparamos com uma língua que parece uma coisa gosmenta e inerte ali encostada à nossa boca, o sex appeal daquele gajo a que andávamos a fazer olhinhos há semanas desaparece num instantinho. Depois de um primeiro beijo mau, por muito que aquela pessoa nos atraísse, vai tudo por água abaixo. Mas, afinal, como se beija bem? Há pessoas que se divertem com as línguas fora da boca, ora enrola para aqui ora enrola para ali, e quem está a ver tem de se confrontar com aquela dança de línguas que a mim, pessoalmente, me parece um bocado nojenta. Em casa ainda é como o outro, mas em público? Que necessidade é essa de arejar as línguas durante o beijo? Não conseguem respirar pelo nariz ao mesmo tempo, é? Pff... amadores... Depois há aqueles que nos beijam tudo, queixo, bochechas e nariz incluídos. Amigos, um beijo na boca quer-se na boca, eu dispenso a lavagem com baba ao resto da cara. E ainda há aqueles que beijam devagar. Muiiitooooo devagarrrrrrrrr. Bom... Gostos não se discutem. De vez em quando pode ter piada. Mas ter de me pôr em modo slow motion de cada vez que desse um beijo não resultava comigo. Ah, e também há os que fazem barulho a beijar. Aquilo torna-se irritante, porque a cada beijo só se ouve "chuac... chuacccc... smaccc...". E há os que beijam no mais absoluto silêncio, o que também se torna estranho, parece que a coisa não flui. Respirem, minha gente.
Suponho que esta história dos beijos seja um pouco relativa e subjectiva... Comigo é a velocidade média, com uma quantidade moderada de língua à mistura e com pouca baba, se faz favor. E já agora com poucos movimentos de cabeça, que eu sou uma pessoa que sofre da coluna e não estou para dar um jeito ao pescoço à conta destas brincadeiras.
Pois, tive um primeiro beijo no outro dia. E diz que não, diz que o rapaz não é nada mau a... nem a... nem a... ;)

terça-feira, 16 de março de 2010

Carta a ti.

Hoje escrevo para ti. Para ti que, mesmo depois de todos estes anos, ainda me falas ao coração. Tenho uma série de confissões a fazer-te e, muito provavelmente, nunca tas farei. Não te esqueci... Essa é a primeira. Vivo perfeitamente sem ti, não te queria junto de mim, penso muito pouco em nós. Mas acho que um cantinho do meu coração vai amar-te sempre. Acho que um pedacinho muito pequeno de mim ainda te ama, e acho que isso não vai mudar. É o suficiente para guardar um carinho enorme por ti e para conseguir sorrir quando me lembro de nós. Não consigo imaginar a minha vida sem ti, talvez por esse mesmo motivo. Essa é a segunda confissão... É tão importante para mim ter-te por perto, falar contigo ao telefone, ver-te, ouvir-te, rirmos juntos. Não sei se fazes ideia disso, embora já to tenha tentado dizer. Mas ter-te por perto e poder chamar-te amigo é essencial ao meu bem-estar. Outra confissão? Fiquei mesmo feliz por teres uma namorada nova. Mas não sei quando (ou se) vou conseguir ver-te com ela sem ficar um bocadinho incomodada. E duvido que algum dia vá ser amiga dela. E gostava que ela se sentisse um bocadinho ameaçada por mim... que tivesse um bocadinho de ciúmes... porque isso significaria que ela sabe que eu fui importante para ti. O amor faz-nos ser tão ridículos... Queres outra confissão? Comparo toda a gente contigo e ninguém é como tu. E acho que nunca sentirei por ninguém aquilo que senti por ti. Outra? Às vezes ainda penso que, no final, vamos ficar juntos. Não tinha piada? Termos os dois tentado seguir em frente e, depois de várias tentativas falhadas, percebermos que nada nem ninguém é igual a nós e que só seríamos verdadeiramente felizes um com o outro. Eu não estou à espera disso, mas às vezes ocorre-me que podia acontecer. Confesso também que ainda hoje não sei como, nem quando, nem porquê, deixaste de me fazer feliz... Foste tudo, durante tanto tempo, que ainda não percebo como deixaste de o ser. Mais uma confissão? Eu não te conto o que tenho feito nos últimos meses porque acho que, se tu soubesses, já não gostavas de mim... e a ideia de tu não me quereres por perto é insuportável. Prefiro mentir-te... e ter-te comigo.
E depois... houve aquela tarde. Aquela, que nós não contámos a ninguém. Foi tão estranho, por não ser estranho de todo... parecia que não tinha passado um dia, quando na realidade fazia precisamente 6 meses desde a última vez que eu sentira os teus lábios. E eu juro que pensava que tu não sabias, tinha a certeza de que tu não te lembravas, de que não contavas os meses, como eu... Percebi que tinhas sentido a minha falta, no final, enquanto passavas a mão pelas minhas costas, para cima e para baixo, como se tentasses decorar um pedaço da minha pele, para quando as saudades voltassem. Outra confissão? A última... Eu não te respondi, mas é claro que também tive saudades, parvinho.

quinta-feira, 4 de março de 2010

O que as mulheres não querem num homem

Isto é uma espécie de tentativa de dar uma mãozinha aos solteirões que por aí andam e que tanto se queixam que não sabem o que as mulheres querem e que nós ora queremos isto, ora aquilo, e que queremos é os feios porcos e maus, etc etc. Bom, o que nós queremos, meus amigos, lamento ser eu a portadora de tão triste notícia, mas nem nós próprias sabemos muito bem. Mas uma coisa nós sabemos: o que não queremos. Por isso, aqui fica ela. A lista do que as mulheres não querem num homem.


As mulheres não querem um homem que cheire mal da boca.
As mulheres não querem um homem que veja outro homem a apalpá-las e não faça nada.
As mulheres não querem um homem que veja outro homem a olhar para elas e tenha um pico de testosterona que o leva a desfigurar o outro homem com tanto murro.
As mulheres não querem um homem que lhes diga "estás linda", mas sim "és linda".
As mulheres não querem um homem que lhes diga que aquela gaja da capa da FHM é toda boa (nós também sabemos ver essas coisas, não precisamos que partilhem a informação, muito obrigada).
As mulheres não querem um homem que lhes diga "ah mas a tua celulite mal se nota!" - a resposta correcta é "o quêêê...? celulite, tuuu? tu nem tens isso!!" (mesmo que seja mentira, vai valer-vos uma boa noite de sexo, provavelmente com as luzes acesas).
As mulheres não querem um homem que não tire as meias durante o sexo (custa assim tanto...?).
As mulheres não querem um homem que tenha muitas amigas.
As mulheres não querem um homem que fale mal das ex-namoradas.
As mulheres não querem um homem que seja mais viciado em telenovelas do que elas próprias.
As mulheres não querem um homem que tenha mais cremes para o corpo do que elas próprias.
As mulheres não querem um homem que use calças mais justas do que elas próprias.
As mulheres não querem um homem que se peide e nem se dê ao trabalho de pôr as culpas no cão.
As mulheres não querem um homem que deixe um rastilho castanho nas cuecas e, mesmo assim, as enfie no cesto para lavar.
As mulheres não querem um homem que diga coisas como "hum... tens a certeza de que queres comer isso?" (digam adeus ao sexo durante duas semanas).
As mulheres não querem um homem que olhe para elas antes de responder à pergunta "estou gorda?" - a resposta certa é "NÃO! Estás linda como sempre!". E responde-se sem olhar antes!
As mulheres não querem um homem que não perceba que "Não querido, não precisas de me oferecer nada, só fazemos 20 anos de casados" significa "O mínimo que podias fazer era levar-me a passar um fim-de-semana romântico".
As mulheres não querem um homem que não se lembre de datas especiais (o dia de anos dela, o dia em que começaram a namorar, o dia em que deram as mãos pela primeira vez, a primeira vez que foram para a cama mas não foram até ao fim, a primeira vez que foram até ao fim na cama, e depois no carro, e depois na cama dos pais dele.....etc).
As mulheres não querem um homem que ganhe barriga depois de alguns meses de namoro.
As mulheres não querem um homem que nem tome duche para ir ter com a namorada mas que depois faça a barba e se banhe em after shave para ir para a night com os amigos.
As mulheres não querem um homem que não perceba que "Claro, amor, vai sair com os teus amigos, eu não me importo" significa "Atreve-te a deixar-me sozinha depois das duas da manhã e tu vais ver como elas te mordem, meu grandessíssimo estúpido!".
As mulheres não querem um homem a quem tenham de perguntar "Tiveste saudades minhas?".
As mulheres não querem um homem que não perceba que "Ela não é mais bonita do que tu" não é o mesmo que "Tu és a mulher mais bonita e maravilhosa à face da Terra e eu morria sem ti" (esta última é a hipótese correcta, sempre).
As mulheres não querem um homem que pule e dê gritinhos quando vê um rato.
As mulheres não querem um homem que ache que arrotar o abecedário é um talento nato.
As mulheres não querem um homem que lhes conte acerca daquela vez em que ia só largar um gás e acabou por sair com molho (têm mesmo de nos contar estas coisas...?).

Espero ter ajudado!

quarta-feira, 3 de março de 2010

E entregamos o nosso coração.

É inevitável. Pelo menos uma vez na vida, entregamos o nosso coração a alguém. Na melhor das hipóteses, ele não nos é devolvido como uma camisola que já não serve, velha e amarrotada. É bem cuidado e permanece nas mãos de quem nos ama, por muito, muito tempo. Depois há as outras hipóteses. Uma delas, talvez a pior, é quando o nosso coração volta em frangalhos. Desfeito, esmigalhado, despedaçado em mil fragmentos que parecem não fazer sentido separados uns dos outros. E, quando ele nos é atirado de volta assim, ficamos ali, com os pedacinhos nas mãos juntas em concha, a alternar o olhar incrédulo entre as costas daquele que era o dono do nosso coração, enquanto ele se afasta sem olhar para trás, e os mil pedacinhos nas nossas mãos, cada um deles reflectindo uma recordação mais dolorosa do que a anterior. Eventualmente, com o tempo, o precioso tempo, conseguimos voltar a juntar os pedacinhos. Contudo, por muito bem que os colemos uns aos outros, notam-se sempre os veios onde eles se juntam - ficam sempre, sempre, marcas que nos lembram daquela dor atroz que é ter um coração (o nosso coração) em pedaços nas mãos. A outra hipótese é quando ele vem corroído, carcomido, como se estivesse gasto. Isto acontece quando alguém nos vai levando um pouco de cada vez, quando alguém vai esgotando o nosso amor aos poucos, corroendo o nosso coração a cada dia que passa. É quando alguém não nos faz bem mas nós só percebemos isso quando já temos o coração mais corroído do que se o tivéssemos mergulhado em ácido sulfúrico. Aí, pegamos no nosso coração e damos-lhe, mais uma vez, tempo. E ele cura-se, porque um dia encontramos alguém que sabe amar-nos e que toma conta dele, enchendo-o com tanto amor que ele regenera-se por si próprio, quase sem darmos conta. E depois há a outra hipótese. Acontece quando o nosso coração volta esmagado. Quando até podemos ter de ser nós a tirar o coração das mãos em que o depositámos, porque ele simplesmente nos diz que já não pertence ali. A sensação é a de que aquele coração está estragado, que ele se enganou, que ele devia achar que ainda pertence ali, e não percebemos por que motivo aquilo já não parece certo. Então, somos assolados por dúvidas, por "ses", por "porquês". E seguimos, de coração nas mãos, inteiro, aparentemente intacto, mas tão esmagado que não nos cabe ninguém no peito por muito, muito tempo. E aquele que foi o dono do nosso coração nunca o deixa na realidade, fica sempre lá, arrumado num cantinho, porque nós nunca percebemos por que motivo o nosso coração já não quis aquele dono, e ainda achamos que ele perdeu a razão. Seguimos, de coração esmagado nas mãos, cheios de incompreensão, de apertos, de saudades. De boas recordações. Deixamos outras pessoas entrarem-nos no peito, ainda que elas nunca possuam realmente o nosso coração. Mas seguimos. Cheios de dúvidas e com uma única certeza: a de que nunca, jamais, o nosso coração sentirá outro amor assim.

Talvez um dia percebas que o meu coração ficou esmagado. Talvez um dia me perdoes. Talvez um dia eu me perdoe, e perdoe o meu coração por ter querido mudar de dono, por não te achar suficiente. Mas tu moras nele, vais sempre morar. E talvez um dia to diga.

Quero desesperadamente não te querer

Ontem deitaste-te comigo. E eu não sei porquê, eu juro que não te queria lá. Mas tu fizeste questão de estar comigo, na minha cabeça, ao meu lado, com os teus braços à volta do meu corpo. Irritas-me tanto, ainda tens tanto efeito em mim. Costumo afastar-te com uma facilidade relativa, mas ontem foi-me impossível. Eu tentei, mas as recordações disparavam no meu pensamento, umas atrás das outras, como tiros certeiros no meu coração. Lembrei-me de tudo no espaço de minutos. As últimas palavras que trocámos, a última vez que senti os teus lábios - se eu sonhasse que seria a última, que depois disso diríamos adeus, eu teria prolongado o contacto da minha boca na tua, aspirado mais o cheiro da tua pele, arrastado mais aquele abraço que, agora, me parece tão desnecessariamente célere. A tua voz no meu ouvido, naquele tom irresistível, a dizer-me "Nós não mandamos", depois de eu te atirar que não percebia por que motivo, tendo tanto por onde escolher, eu tinha gostado logo de ti, e logo desta maneira. O teu riso, e o quanto tu me fazias rir - eu gostava tanto que me fizesses rir que fazia questão de te proporcionar esses momentos e de me rir mesmo que não achasse piada, só para me deliciar a observar-te enquanto te esforçavas para me arrancares uma gargalhada.
Ainda assim, pior do que isto, muito pior do que as recordações, foi a quantidade de vezes que dei comigo a sonhar acordada contigo. Ralhava comigo própria, mas nem valia a pena, era sistemático - quando dava por isso, lá estávamos nós novamente, num futuro a médio prazo, tu com os braços à minha volta como antes, a beijares-me o ombro e o rosto, a venerares o cheiro da minha pele, eu a deliciar-me com o cheiro da tua, a tua voz grave e melodiosa no meu ouvido. Não existia mais nada, e eu estava contigo, era tudo o que importava. Dei voltas e voltas na cama, levei vezes sem conta as palmas das mãos aos olhos fechados, como se pressioná-los fizesse com que eu deixasse de ver-te ali. Até que desisti e deixei-te vaguear na minha mente enquanto quiseste, até te cansares, até me deixares em paz para que pudesse dormir e não sonhar sequer contigo.

Quero desesperadamente voltar a sentir-te, mas, acima de tudo, quero desesperadamente não te querer.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Só hoje.

Ontem vi-te. Passaste longe de mim e olhaste de relance na minha direcção, mas não sei se me viste. Eu segui-te com o olhar até tu desapareceres. Não estava à espera de ver-te ali. Mesmo assim, para meu espanto, o meu coração não parou. Não disparou, sequer. Eras tu, apenas tu, com tudo o que isso implica, com o teu rosto e os teus braços que costumavam envolver-me. Tu. Ainda gosto de ti, ainda sinto tanto a tua falta. No caminho de volta para casa, abrigada debaixo do guarda-chuva, pensei em ti o tempo todo. Não estavas a perturbar-me, por isso não te afastei do pensamento. Eras como uma recordação distante, embora tenha passado tão pouco tempo desde o teu adeus. Passei por aquele café, o maldito café onde aceitei, pela primeira vez, sentar-me à tua frente com uma Frize de groselha. Não me arrependo. Apesar de tudo, eu não me arrependo de nada. Se voltasse atrás... talvez fizesse tudo de novo. Valeu a pena conhecer o teu abraço, perder-me contigo. Até valeu a pena entregar-me a ti e abrir-te o meu peito.
Hoje sinto mais a tua falta. Precisava tanto de saber de ti... De saber como estás, de saber se pensas em mim, se sentes a minha falta. Só de saber, porque eu sei que não vamos estar juntos de novo. Queria apenas saber para me sentir menos só. Conheço-te bem o suficiente para achar que sim, que pensas em mim, talvez ainda todos os dias. Mas gostava de sabê-lo por ti... E gostava de ter o teu abraço hoje, e que, só hoje, voltasses a pressionar os teus lábios contra os meus. Só hoje...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Às vezes, ainda me dói a alma

Dói-me, às vezes ainda me dói a alma. Porque parou tudo tão de repente, porque, ao contrário do que eu queria, entraste no meu coração e saíste de ao pé de mim, mas as recordações de ti ficaram lá. Eu continuo a viver, o Mundo não parou e muito menos acabou com a tua ausência, mas ela ainda me aperta com força, às vezes. Se estiver ocupada, distraída, com outras pessoas, sou capaz de pensar pouco em ti, até sou capaz de me rir, e quase rio por dentro também. Mas depois há estes momentos. Em que estou só, terrivelmente só. E a tua ausência circunda-me, envolve-me como um abraço que só me faz lembrar o teu. Sinto a tua falta, mais do que tu, talvez, possas imaginar. Mas a minha teimosia voltou. Não choro por ti. Se sinto o queixo a começar a tremer, respiro fundo, olho para o lado e obrigo-me a pensar noutra coisa. E as lágrimas não vêm. Surpreendo-me com a facilidade com que não penso em ti. É como se estivesses sempre aqui, mas eu bloqueei os pensamentos, as recordações que afasto constantemente da minha cabeça. Vejo o teu sorriso, e empurro-o para outro lado qualquer que não o meu peito. E ouço a tua voz, mas atiro-a para trás das costas. Acabou. Da pior maneira, é verdade - deixaste-me de mãos abertas e vazias, de coração apertado, de queixo caído. Mas acabou. Eu hei-de ser feliz, mesmo nas barbas de toda a gente que não espera ver-me feliz. Seguir em frente e sorrir será a minha pequena vitória, a minha guerra vencida no meio de tantas batalhas perdidas, uma e outra vez. De ti, não vou esquecer-me. Não é que te tenha amado, mas foste diferente de tudo até agora. Peço-te apenas que não me assombres os sonhos, e que não voltes de mão estendida, porque vou precisar de coragem para rejeitá-la. É, acabou. Mas ainda me dói, às vezes, ainda me dói a alma.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

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O meu Mundo continua em pedaços, que não sei muito bem como juntar. No meio disto tudo, ainda sinto a tua falta e não sei o que é pior, se saber que não volto a sentir os teus lábios, ou se saber que eles um dia foram meus. Depois de falar contigo ao telefone, sinto-me mais vazia pelo fim, mas mais confortável por ter ouvido a tua voz, por saber que ainda te importas. Afinal, o meu coração ainda está morno do teu carinho, e é isso que suaviza o vazio que tomou conta do meu peito. Aninho-me na cama, no escuro, mas não estou habituada a uma cama tão grande sem o teu corpo ao meu lado. Fecho os olhos e consigo sentir os teus braços à minha volta. Percebo que é como se ainda tivesses as mãos coladas ao meu corpo - eu ainda as sinto. Ligo a televisão para me sentir menos só. E venho escrever-te. Não deixo de me sentir culpada pelo que aconteceu, sabes? Não quero dizer-to, mas grande parte da culpa foi minha. E, agora, as minhas mãos têm de estar vazias de ti. Pelo menos estou sozinha. Para já, não tenho de fingir para ninguém e isso consola-me um pouco. Quando acordei, há duas horas atrás, ainda pensei que talvez isto não tivesse acontecido, que talvez tudo tivesse acontecido num pesadelo interminável - afinal de contas, e ao contrário do que esperava, as minhas noites têm sido limpas, durmo mais de dez horas de seguida e, quando acordo, nem me lembro de ter sonhado contigo. Contudo, o vazio no meu peito rapidamente me recordou que era tudo real. Tu já não estás comigo. E eu lembro-me da última vez que senti os teus lábios e o cheiro da tua pele e esforço-me desesperadamente por manter essas recordações comigo porque sei que foram, efectivamente, os meus últimos momentos contigo.

Queria dar-te a mão ou que segurasses na minha, mas quero afastar-me de ti tão rápido quanto me for possível, ao mesmo tempo que sei que não tenho forças para fazê-lo.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Zac Efron é coveiro no próximo filme...

... claro. Faz todo o sentido. O que não falta por aí na vida real são coveiros giros como o Zac Efron.