Dear Cupid, next time hit both.









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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Para mais tarde recordar.



Caso alguma vez te esqueças, aqui fica o registo. Ter o coração partido é isto. No fundo, ter o coração partido é não te atreveres. Não te atreveres a ir ver fotografias, porque sabes que vais sentir uma coisa afiada a atravessar-te o coração. Não te atreveres a ir ler as sms guardadas, porque vais voltar a não perceber como tudo mudou tão depressa, mas também não te atreveres a apagá-las, porque no fundo ainda acreditas que um dia podem fazer parte da vossa história de amor. Ou então porque são tudo o que ainda te resta. Ter o coração partido é não te atreveres a deitar a cabeça na almofada sem te sentires prestes a adormecer, porque sabes que por muito que estejas bem essa é a hora a que os fantasmas voltam e, com eles, a saudade. É não te atreveres a ir aos mesmos sítios, porque esses sítios não fazem sentido a solo, nem a sítios onde podes encontrá-lo, porque sabes que ias dar 20 passos atrás, independentemente dos que já deste em frente. Ter o coração partido é não te atreveres a responder mais do que “está tudo bem” quando é óbvio que não está, não te atreveres a deixar de sorrir porque sabes que vais chorar, não te atreveres a achar que desta vez o toque do telemóvel pode trazer a voz dele que também sentiu a falta da tua. Ter o coração partido é viver só com metade do coração e não te atreveres a pedir a outra metade de volta, a que deixaste nas mãos dele e não sabes quando voltas a ver. Nunca te esqueças, ter o coração partido é isto.